Aos comentaristas


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sexta-feira, 27 de março de 2009

Tal jovialidade

Há manchas de amargura pelas ruas

no lugar das sombras da manhã

também esta jovialidade que supõem-se sã

é mais odor de hipocrisia que do esgoto sua

que bondade que extasia e pedante e sã.

A desculpa do sarcasmo falso é respeito

ou ternura ou desvio leve de conduta

todo o lixo que desbota e suja o peito

é vaidosa ausência da luta;

é falsa é invejosa é completo preconceito

vira o rosto e nem sequer escuta.

segunda-feira, 23 de março de 2009

chemins à l'hiver

Je pensais que il ne vois pas les couleurs

Il émanerai tous les mots de tristesse à leurs;

mes baisers ne le satisfieront à l'hiver

la niège chasserais les chemins de son coeur.

Je veux faire cesser que les ombres demandent sur la nuit

penser que tout paraitre frivole et vide, tout de suite

l'aube m'acompagne comme sa soeur

Je verais les blanches nuages, en sur leur vie, et puis

Nous coucherons unis par les yeux, à sorrir

la desespoire que bagne l'âme desert.

blues, lady, blues

blues, mother, blues

my feet is wet in my shoes

i can't put the tears off

i feel , i fall out, cry out, it's not enough

i need the twilight lips's lady, away

because i don't know now anymore where stay

blues, lady, blues

anyway, the breath is so confuse

barefoot, nevertheless, at least i see where to step

i'll never thank this kind of hap

I won't remember to excuse.

domingo, 22 de março de 2009

fuga no vazio

Atirei uma borboleta sobre os trilhos

uma bailarina sem brilhos

que não honrava suas cores e feitio

pedia a ser atropelada e mudar-se para o vazio

de rosas e crianças analfabetas, velhinhas sorridentes

asas que não voam, olhos celestes e ao chão remetentes

lá onde chuva e calor tornam-se colares de orvalho frio

precisa disfarçar-se de bela pra ser notada e resistente.

Resignados já bastam os sadios

destas bandas, embevecidos e doentes.

quero, diz ela, mudar-me para meu próprio vazio.

ultra-passado e sem futuro

Você realmente pensa, sonha ou considera
que somos isso mesmo....;
Quem destrata tudo sem mirar ao fim da era
contados como formigas e morrendo deste modo
feito galhos do obituário de um abacateiro que não mais podo
e tendem ao chão mas não as raízes
somos o ápice do sempre progresso e suas crises
vai esperando, que dizem que alcança quem espera...
se somos isso mesmo...
verás o final do tempo como viram os de alma severa
feito a garrafa de vidro a válvula o telégrafo o disco de vinil
o fuzil FAU, agora tudo que é novo perece sem futuro, sem ser hostil
leve a mal o que digo, pois aguardo que o dito a vida reverbere
e as raízes se suportem o amargor do sopro apático opaco e vazio.

sábado, 21 de março de 2009

Uma outra vez

Crianças cegas e sem direção
partidos loucos repetindo o mesmo refrão
parabens para voce
estamos novamente
onde outros estiveram.

Parabens e tudo é novo como foi uma outra vez.

Renatizando

Seremos radicais como os nossos pais e herois
filhos da classe media branca até o fim
marcharemos como vanguarda...
Seremos fortes como nas fabulas
grandes e sabios como na biblia lida aos domingos...

E no final seremos bons como os melhores
classe media branca e bela
com nossas esposas nos cultos dominicais...

Condenaremos a moralidade
depois abraçaremos toda a sandice
contudo ali bem velhos terço na mão e conta corrente
sim seremos homens de bem.

diploma na parede para mostrar distanciamento
esposa e amantes para provar virilidade
toda a logica condenavel
que os vermes venderem...

Seremos o futuro
lendo e razendo cartilhas belle-epouch.

sexta-feira, 20 de março de 2009

igreja

como o suor no chão há tempos não se quer ver

sinto apenas cheiro de pipoca e de pólvora

caminhando pela praça da igreja ao entardecer

escuto também recordações pagãs da noite furtiva

que se a igreja pudesse saber, suicidaria-se

como única alternativa.

Mas o evangelho permanece estampado nos vitrais

e os mendigos ignorados mais que animais

ignoram também a ignorancia geral.

O carbono dos carros arrancam as árvores do ar

certamente, muitos deitam sem conseguir descansar

mas levantam do leito sem despertar; tudo como o usual.

descalsos

Andas pelas ruas pós enchente

e seu teor de maçã no rubor da face

mistura-se aos degredos e detritos do impasse

da memória a lembrar e no calso dos pés

do presente perdido descrente

andas envolvente em um ocaso sem revés.

Perdeste o rumo, o caminho dos pomares

a chuva regou demasiado aos lares

os pomos e seu sumo nadam pelo chão

Que mais faria eu por ti doce guria?

beijo-te o rosto sem o esplendor da alegria

e ajudo-te a superar esta desilusão.

quinta-feira, 19 de março de 2009

Des

Olhos confusos no vermelho da festa
tenho pés e mãos
e auto-confiança.

Olhos confusos
alma bifurca
caminho longo
até outra cidade noturna
até outra cena estranha.

O pessegueiro expõe suas folhas
faz da planta o fruto
suave e doce
confunde a lingua
a saliva de alguem desconhecido
é tudo guerra e medo
é tudo prazer e confiança.

Jogos de destruição
eu ganho e outros ganham
todos saimos desvalidos.

quarta-feira, 18 de março de 2009

Acalanto jazz

Farei um enorme castelo de açucar e loucura
erguido de noites e absurdos
para celebrar os excesos que costumo cometer.

Tambem cantarei nove canções
aos mais inocentes oponentes
e ensinarei ao meu espirito
coisas sobre não chorar.

Voce não vai me entender depois
voce não vai me conhecer
mas serei o mesmo de sempre
o mesmo e bem diferente do que voce se tornou.

segunda-feira, 16 de março de 2009

voltarei ... ?

será que voltarei ?
mais voltar para onde ?
voltar para minha cabeça tumultuada de pensamentos sem sentido?
ou voltar para um caminho de luz e felicidade?
estou indeciso se posso voltar ?
e se não me aceitarem?
não terei coragem de encara-los
ou terei ?

penso muito em voltar
mais não sei como
talvez eu mande flores,
ou talvez cante uma bela musica
ainda não sei como; mais voltarei
de alguma forma que não sei como
mais voltarei...

quinta-feira, 12 de março de 2009

Habib

Costumo sair todos os dias
e olhar as coisas como realmente são dentro da noite

uma poça d'agua por exemplo
escondida proxima de um carro ano 75
reflete as luzes tristes do neon de algum motel sujo
mas a poça d'agua é linda
quase parece boa
mas é certamente linda

Tenho esse pessimo habito de beber
esse pessimo habito de fumar
tenho um pessimo habito de ser humano todos os dias.

terça-feira, 10 de março de 2009

Engole

Todos os olhos estão voltadas para seu veneno:

Morde a língua! Cospe elogios vícios e desvios

engole o orgulho a vaidade e com um beijo alivio!

Dorme febril, sobre a chuva sob o sereno

fique a mingua; chora a solidão da companhia da multidão

sussurra com carinho, e confessa toda tua desilusão.

domingo, 8 de março de 2009

dancei, amor

Você pediu, eu dancei na frente

daquele prédio neo-clássico central

caindo aos pedaços de gente

descaso e esquecimento desigual

e por segundos fomos protagonistas:

rompi a apatia cotidiana dos hedonistas

e sofri do preconceito formal do hipócrita médio

um segundo de olhos fechados esqueci-me do tédio
e da tendência forte do Estado fascista

meus dias que não como sem remédio

e que há tempos não compro nada à vista.

Dancei, amor, imitei a vida

e subverti a ordem dos passos

deixei por um momento a via fingida

passei ao menos este instante sem embaraços

desde o começo

com as mão nas parede

e o rosto no chão de barro

permaneço desde o começo

nesta vida de escarro, fome e sede

sujeira e nada, são o mesmo adereço

permaneço desde o começo

preso numa miséria em rede

como ver o alto o outro lado...

Pés sobre minhas costas de nojo

fardos nos meus ombros que não vejo

ora sou lixo, sangue duro, entojo

ora sou desejada sem desejo

tenho filhos aos montes que me impede

de erguer a cabeça na direção pra frente

eles são do mesmo lote, desprezado, nem se mede

talvez ergam,fiquem de joelhos, virando crente

mas terão o tutor julgando o que vier na mente.

permaneço desde o começo

sem existência legal, na apatia sem endereço.

fim do valor

Roubarei o tempo, o registro, as estrelas

não mais contarais o valor do dia de suor

serás perpétuo ou efêmero ou pior:

não terás mais como prender coisas belas.

serão livres conjuntas, constantes singelas

vossa ânsia de poder jamais será maior

do que todas as plenas flores, aquelas

que hoje não deixais verdejar a cor.

loucura íntima

Escuto algo que ninguém

e esses lábios cantam o bem

o faz

e loucura íntima também.

Ao menos controlo algo em minha existência refém

Traz-me o que sustenta teu fulgor, eterno inerte

traz-me o que isenta desta dor, a taberna inverte

o faz

loucura íntima também.

Ao menos controlo algo em minha existência refém

Exclusivo detenho sua voz, nada mais possue

nem ninguém, estes delírios a mim constitue

o faz

loucura íntima também.

Ao menos controlo algo em minha existência refém

Ao menos controlo algo em minha existência refém

Traz-me um copo de consciente amor no inverno

traz-me teu corpo leve e quente, torpor sabor inferno

o faz

loucura íntima também.

Ao menos controlo algo em minha existência refém.

sexta-feira, 6 de março de 2009

Levi's

Precisamos saber qual o melhor lugar para beber essa noite
talvez eu caia em algum canto
mas não preciso voltar sobrio essa noite meu amor

Precisamos deixar a moralidade fora dessa festa
ou então deus estará bem contente conosco eternamente...

Retalhos de uma vida suja e deliciosa
quantas crianças
ah... quantas crianças bastardas!
Dentro de uma roda diante do fogo ruim
dançaremos nossa embreagues até a morte.

Somos jovens como os caras da tv
temos força e bondade como as historias da religião
mas somos puros e insanos como o mundo inteiro
eu quero escalar a chuva essa noite
e beijar um milhão de lembranças morbidas
mas quando voce quiser entender o que eu digo
só ignore tudo que disse
e descarte a razão.
Somos jovens afinal
venha cmigo e sei que seremos como os piores de nosso tempo
aqueles que realmente causam inveja e inpiração.

terça-feira, 3 de março de 2009

Escuta...

Me escuta moça
me escuta agora mesmo
pois voce é linda
linda como o vento num pasto imenso
e doce
doce como a chuva de caju no novembro mais doido
voce pra mim é a bandeira do pernambuco
é a bandeira nacional
hasteada bem alto
e eu
eu sou o mais simples dos mastros
existo apenas para mostrar tua beleza ao mundo.