Aos comentaristas


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domingo, 25 de janeiro de 2009

No seu sonho

Quero explorar seus olhos com meus olhos
e saber de cor cada textura de sua pele
sentir o gosto do seu corpo
e ouvir diferentes tons de seu prazer
eu quero acordar num sonho seu

quero acordar num sonho seu
e tocar sua alma com a minha alma
construir no seus seios meu exilio
fazer entre seus labios minha prisão
eu quero ser o seu melhor pecado
tatuado na sua carne como um segredo seu

e navegarmos um no outro
dentro dos mares de nossas bocas
eu quero acordar num sonho seu

Prudente

Enquanto chove eu fumo
olho da janela e fumo apenas
bem distante daqui ela deve estar
agora como sempre nos braços de outro
e eu como um oculos num estojo
escrevo meus versos estranhos

para tanto me inclino na janela agora
olho para o campo
olho mais adiante e apenas chuva
nada aqui me deixa escapar da ideia
onde voce deve estar agora

eu tomo meu rum
e converso com um ou outro amigo
acendo outro cigarro e sigo escrevendo novamente
será que ele a ama com poemas e rosas
será que ele seria capaz de um sentimento tão absurdo por ele
não jamais
contudo eu sofro por isso
contudo eu sei que posso morrer por isso

por menos maiakovsky morreu por lila
a critica da polvora é sincera e direta
eu quero fazer uma lira com minha vertebra
para cantar seu nome com amor e saudade

enquanto chove eu fumo e penso em voce
será que algum dia o rio das minhas dores secará meu peito?

jogo de duvidas e medo
o tempo com os dados e o tabuleiro
quando o amor por fim
vai bater a porta e dizer tudo
confessar que errou ao se opor entre nós
e me fazer nisso que sou
apenas um pincel a escrever versos de amor
sobre o amor que sinto por voce.

Ironia

Lembra de mim naquele verão?
pois é faça o favor de esquecer...

Lembra dos beijos apaixonados
que beijamos
pois só voce beijava

lembra de nós dois
intensos demais
apenas amor
pois é eu acabei esquecendo.

Pouco

Foi pouco da ultima vez
tão pouco que cheguei a escrever esse verso pequeno
para dizer que foi pouco
só quatro linhas dizendo que foi pouco.

Sulismos

Julia saiu para beber comigo
pena que julia tenha esses olhos saudositas
como todas as mulheres do sul,
Julia me diz que tem medo da crise economica
e tambem fala sobre as bandas descoladas.
Temos tanto em comum depois de duas ou tres polares,
sua pele branca e cheirosa,
sua voz carinhosa se parece com o silencio,
ela me olha triste como uma vela se apagando e
ela me beija triste como se o amor
fosse apenas uma razão para dizer adeus.
Julia me leva para sua casa
julia não quer atender o telefone
ouvimos beatles enquanto esquentamos um café
esta tudo como estava novamente
e talvez essa seja a moral da historia.

Farrapo

Caido pelos cantos faço um refrão com seu nome
talvez se fossemos mais nós mesmo
quem sabe se seriamos outras pessoas

Ah... sempre pensando em si...

Perdemos tanto tempo no jogo de evitar viver
mas isso é outro dogma entre nossas leis

dou voltas no jardim
me jogo na estrada no meio da noite
eu vejo voce nos lugares que voce não está
e eu sei
sim eu sei pouco
tão pouco mas o bastante por nós dois

é um erro evitar as coisas
pensando que o tempo como um deus bondoso
vai esquecer nossos pecados
e vaidade

Ah... sempre pensando em si...

sou metade de mim
só para caber melhor a parte que espero
ser voce

nada acaba sem um sorriso
ou uma ferida azul podre para nos incomodar
deveriamos ter tido mais tempo
mas buscamos um lugar que não existe
e nos perdemos no caminho errado
em busca do que é certo ou campeão.

Habito estranho

Tenho o habito estranhos dos tristes
fico pelos cantos como numa antiga canção

Tenho essa mania chata de lembrar de voce
quando não esta perto de mim

sou um exemplo do que as coisas podem fazer
essa rua por onde passo agora
nada me diz sobre o mundo ou a vida
contudo pode ser que dois dias ou tres andando por ela
me ocorra dessa rua me lembrar
que recordei voce passando por ela

Tenho esse habito estranho dos tristes
de supor as coisas com esperança no amor...

A lua

A lua não brilha aqui onde estou
mas lembro que ela brilhava bastante
a recordação das coisas
é por vezes dolorosa
quando pensamos em lugares felizes

assim eu não sei se a lua brilha realmente em algum lugar
talvez brilhe somente dentro mim
ou nem isso
talvez brilhe apenas dentro de minhas lembranças.

A lição

Sou um cara triste voce sabe disso
não dou voltas entre meus pensamentos
eu pulo atras de mim e não me encontro
eu chamo por voce tentando me encontrar...

Sou um cara estranho com meus jogos e palavras
eu tenho meus proprios deuses
e algo bom e facil de seguir
não se trata de coragem ou heroismo

eu sei o que tenho que fazer
parece mesmo que não posso
ou não devo
e pouco importa se inventei o meu pecado

Tenho amigos pelo mundo inteiro
e todo o mundo parece se esconder por medo
não é heroismo ou coragem é apenas ter um pouco de amor
eu sei apenas que é pouco se importar com os traidores

temos um ano inteiro e duas estações
algum disco bom para ouvir e guardar
sobre o medo que inverte e aprisiona
ou sobre a voz que corrompe e suja

Sou secretario-geral dos meus ideias
e presidente de honra da minha dignidade
quando as forças chegam e gritam
eu sei que devo responder

qual a cor do sol enquanto o sol não brilha
e mesmo sem os outros eu sei
sei o quanto é bom e verdadeiro
continuar sendo eu mesmo

Aprendi uma lição tão boa e forte
e quando eles chegam eu não devo sair
só devemos ir embora quando chegar a luz
e todas as meninas poderem voltar em paz

eu tenho medo do que o medo faz com a gente
mas eu não quero ser diferente do que sou
e continuar sendo o melhor de mim
mesmo que isso não seja algo perfeito

Sou secretario-geral dos meus ideias
e presidente de honra da minha dignidade
quando as forças chegam e gritam
eu sei que devo responder...

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Maior

Ainda serei gigantesco prometo aos meus inimigos
e farei pulsar o terror nos olhos de sua infancia
ainda serei maior prometo aos fortes
e os porei no lugar que hoje choram os fracos

ainda serei maior e melhor gigantesco
como que para esmaga-los!

arpejo

Como se fora um palco, sobre o prado
arpejava ela seus cabelos em allegretto
rodopiava sob, feito que lhe cobria, um abeto
sua voz dançante era um canto e um brado

eu era a viola que acompanhava-a calado
beija-flores se adoçavam em seus lábios discretos
a luz refletia-se em seus cabelos pretos
lembrava o imediato e me via apaixonado

Ainda via um pouco de harmonia na quietude
que envolvia de prateada esperança e candura
e por tanto a tarde está límpida e perdura
passo a crer que em seus gestos mora a infinitude.

interrompe

Diz e interrompe e continua e consome

e anseia e atenua e agrava a fome

abraça, enoja, e chega a assunção

agora somos quietos que é silente que é calado

pois nada ouve e nada é falado

pra que? pra ser julgado em coação?

então ,dorme e come e quieto conforme

te ensinaram a ajoelhar o choro;

mas quando acordares, pois, enorme

trate de gritar e ampliar o coro.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Substancias

Voce me faz querer continuar mesmo assim
saber que depois de tanto ainda parece tão pouco
eu fico zonzo depois de ter voce comigo
nada me satifaz mais que outra igual ou algo melhor
preciso ser fraco para voce me deter assim

sábado, 17 de janeiro de 2009

responde

Bebe dos suspiros alheios o criativo

e suspiras arte, espírito e fulgor

inala o perfume de uma jovem e seu frescor

surge na aparencia mas no âmago é nocivo.

Tomas o trabalho duro de um ser ativo

torna-te rico e tendo tudo ao teu sabor

inclusive solidão, infidelidade e dor

Tudo resta, desola e o nada é vivo

Mas se é assim, porque então te aproximas?

são tão ricas e bem feitas minhas rimas

ou só eu digo o que todos vêem e tu sentes??

Tudo parece perdido no alheio, no que independe;

mas o que, quem és afinal que tudo compra e vende?

Responde a verdade e deixe de ranger os dentes!

intranquilo

Sai pela chuva e deixa a porta entreaberta
signos de firmamento escorrem na face
o sorriso é falso e a alegria desfarce
a tempestade é vívida e repentina aperta

Se há mesmo escolhas não foi a certa
esta serenidade em aborrecimento renasce
e agora encharcado deseja que o peso passe
não o das roupas mas da alma encoberta

Toda esta confiança é uma poça de vacilo
de ignorância, e troça da pretensão do tranquilo
morres de medo feito um filhote sem um igual

Nunca; se do céu cair com a chuva, e do chão
brotar sobrevoando ante a gravidade outra ilusão,
dormirás bem, antes que veja a unidade diversa do real.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Gaza

Existia um povo e
possivelmente não exista mais
nunca mais crianças palestinas brincarão em gaza
nunca mais se ouvirá o som de ovelhas no deserto
existia um povo e não existirá mais possivelmente

e voce judeu branco
filho ou neto dos campos de concentração
e voce judeu branco?

como um oficial da SS goza enquanto matam em gaza
as ruas de jerusalem fedem a pavor e sangue inocente
de homens e crianças sem culpa por seu julgo
agora existe um povo em gaza
mas logo não haverá mais

a sanha louca do likud com seus liberais de kipar
no mercado nunca mais se venderá tamara fresca
ou se sentirá o perfume de mirra vindo dos arguiles egipcios
pois há um povo agora em gaza
e logo não mais haverá

A mossad e o hamas
numa guerra de lobos
famintos pela rebanho negro
havia um povo e logo não haverá mais povo algum
nem suas casas restarão
nem suas vozes pelos mercados
ou suas canções e lamentos nos assentamentos em belem

e voce judeu branco filho e neto dos campos da SS
parece ter aprendido a má lição dos alemães
e voce sionista frenetico e policialesco
tornou Gaza em algo pior que Auschwitz

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Medo da crise do medo

É Práxis, diante de uma previsão perde-se o contrato
E aquele suspiro derrete, remete ao desencanto
O labor então distante do fulgurante sindicato;
Diante do arbitrário,o suor torna-se pranto

E famílias, a revelia do luxo fadadas à rua
Vêem milhões olhando os telões, os bancos fartos
E mais e mais suas vidas não são suas
Demissões e recessos tal aborto no parto

E tantas ações perdidas no abstrato
Tantas omissões, corações relegados aos santos
Diante de uma previsão perde-se o contrato
Mas por muito tempo ninguém suporta tanto

Recessão humana de produtiva crueldade crua
Contradiz a razão a vontade, tudo tão amargo
Será alvejado da realidade que não mais se insinua
Olhares ardentes devem agir sem retardo!

E o medo da crise do medo que aumenta
Hotéis e restaurantes e paraísos na terra,
Permanecem lotados, o povo sequer se sustenta
Sem saber de que lado, aproxima-se a guerra

Mas por carência ou por resistência lenta?
Ou por que disseram “carregai vosso fardo” ?
Deixar-vos-ás à maré das ilusões bentas,
Ou por convicções fugazes e fazendo alarde?

Veremos as bolsas ruírem o capital pelos cantos
E as armas àsclasses darão um trato
No Estado, Na Religião, na contradição e seus mantos
É Práxis: diante de uma previsão perde-se o contato

Esperarás para ver ou verá sob si o mercado?

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Tem sido assim

Eu ando tão triste amor
tão triste depois que esqueci de tentar ter voce
que as moças todas passam o tempo todo
tentando me fazer lembrar
e foi tão triste até e eu sei que tem sido pior
mas eu vou com fé amor
que meu coração melhor que evitar
saberá esquecer
melhor que amar eu sei eu vou viver

eu ando tão triste amor
tão triste por não ter voce
por não ter e haver tentado tanto assim
mas enfim deixa esta
que eu sei vou ser maior que a dor
e como num samba canção
eu vou cantar um verso alegre
pra mostrar as outras que apesar desse amor
que apesar dessa dor
ainda sei cantar
como sabe todo bom pierrot

mas quer saber chegando carnaval
é mais um ano
é outra historia
e sem voce posso ter certeza
a felicidade vai cantar comigo

Vacaciones en Chile

Quase posso sentir um perfume quase familiar essa manhã quente,estranho mesmo é quando as coisas quase,porque não apenas,mas enfim eu quase posso sentir esse perfume familiar,esse quase familiar quase perfume,que me lembra de mansinho uma garotinha que deixei no brasil,nossa já a uma semana aqui na terra do neruda,aqui do 25° andar posso ver,com o tipo certo de olhos onde a onda bateu e rebentou em milhares de sensações de adeus e chegada,uma palavra apenas ou uma metafora seriam incapazes de signar o que realmente representou tudo que eu vivi aqui nessa semana,parece que tou sufocando dentro desse café,mas lá no meu quarto as malas estão prontinhas,dando minha hora vão me ligar da recepção,comunicando que chegou a hora de acertar tudo,e ir pro aeroporto.Que conjunção magica de ruas e avenidas e bares,quero voltar aqui mais algumas vezes até as ruas se cansarem dos meus pés,até meu caminho falar em espanhol qual a proxima rua a cruzar para chegar ode tenho que ir.Estranho né,a gente chega totalmente estrangeiro depois que volta de um lugar assim,fico pensando o quanto disso tudo vou carregar comig até voltar novamente aqui,pois é tudo tão simples e salgado,mas esse perfume,esse cheiro de mulher perfumada,de femea em festa,meeu corpo conhece bem,eu sinto esse cheiro com os dedos e os olhos,com o corpo inteiro eu sinto esse cheiro.Eu sei muito bem desse cheiro que vem com neon e com as noites por sampa,mas que por aqui é quase sempre não um cheiro mas uma insinuação,adoro isso,essa situação incomoda que me dá gostar e não saber por onde começar a procurar,pois me penetra o cotidiano e invade os sonhos até ser só e apenas a unica situação sonhada,mas enfim me perdi no meio do caminho e queria dizer um monte de coisas mas fica pra uma outra vez


abraços

domingo, 11 de janeiro de 2009

coisas que não se faz mais II ...

Desejo

Derramei lagrimas; minhas lagrimas de aflição ;
mantenho o silencio; sequer meu murmurio aguento
minha alma enche-se de angustia e lamento
Na amargura dela encontra-se a satisfação.
Vivo sonho! Voa além sem teu rancor
desaparece o fantasma no vazio e no escuro ;
do meu precioso sentimento minha tortura
Permita que eu morra, morra de amor!


ЖЕЛАНИЕ
Я слезы лью; мне слезы утешенье;
И я молчу; не слышен ропот мой
Моя душа объятая тоской
В ней горькое находит наслажденье.
О жизни сон! Лети не жаль тебя
Исчезни в тьме пустое привиденье;
Мне дорого любви моей мученье
Пускай умру но пусть умру любя!

Alexander Pushkin (tradução inedita e propria)

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Beijos Fevereiros

Quem de nós furtar o vento aos veleiros
que suaves surtam ao sol à prumo
onde facilmente as ondas perdem o rumo
pagará cada um dos beijos fevereiros

Quem de nós furtaria beijos passageiros
em olhares vestidos de orla marinha
na margem entre tua boca e a minha
ao passo que a brisa é tenue travesseiro?

Escuta a maré debruçar no som que distancia
envolvo em teu seio torno pousada a maresia
para que o dia canse e teu olhar persista

aguardo o azul do vento no sussurro do rosto
unir-se a noite alva,em absoluto oposta á agosto
para que a lua a veja nua e se encomode com a vista.

xicaras

Que graça e jovialidade de menina:

os olhos com os punhos esfrega

inquieta sentada, anda e se anima

com ternura fala e amor entrega;

tal ilimitada e incompreendida rima.


Que passa? a idade com a beleza ?

ou a maldade que sem essencia engana?

põe xicaras de chá sobre a mesa

em companhia da imaturidade insana;

o tempo, o espaço ignora indefesa.


Uma taça em verdadeira homenagem

de vinho, de vida, do curso que muda

o sorriso nunca está de passagem

enquanto a esperança morre desnuda;

aos setenta anos, o futuro lhe estuda a imagem.


quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Muito bem educado para ser honesto...

Que pensas de tudo rapaz
se refere à mim tal louco e loquaz
dividido no inócuo e no ócio

só por não ser lógico, ser só discurso
especular sem praticar, por em curso
gritar silente, com ofença dócil

que pensas, se sou melhor que a média
sei disso, apesar de não ser enciclopedia
o que é pra todos não é pra mim

pois a diferença é a vontade e o afeto
é projetar o sucesso tal um arquiteto:
pensar o prédio mas visando o jardim...

Que mal há, pois, no despreso
eu mesmo sairei livre e ileso;
posso estar belo sem o ser

Contribuo com minha felicidade
e quanto a contradição da sociedade:
isso passa com o envelhecer....

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Diferente

Não quero ser o pesadelo na sexta-feira
o raio de sol num seriado americano
onde todo o arrebol esquecido na saideira
soma solidão, desprezo, dividas e um cano

Não quero, não desejo, não planejo, não engano
na poesia que lhe roubo dos olhos solteira
unir a imensidão vazia apatica e costumeira
à um instante de ilusão feliz e tornar-se dano

Não é necessário tremer palavras ao frio
inibir-se a fotografia, abolir-se e responder
que o que queres terás, na luz e no sombrio
e sentirá arder, no branco no negro no alvorecer
enquanto ajo, e firmemente ao mundo sorrio;
é diferente, mas em nada hás de perder.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Resgate

Vem querida , irei, desejo ver-te adormecida
sobre as flores pálidas de meu peito
resgatar-te sem me render; juro e aceito
aguardo teus passos à escadaria polida

Em cadência, feito um baile estreito
nas névoas dos meus olhos vida vencida
Meu peito é um universo de estrelas feridas
à que teus lábios em doces órbitas foram eleitos

Adormece com as lágrimas frizantes na quietude
congeladas numa eternidade que sempre mude
Mesmo distante verei seus sonhos vitoriosos

Livida e bela feito ondas sem a futil maré
me acompanhes, querida, ao final do que é
dançemos candidos, após dois tiros morosos.

domingo, 4 de janeiro de 2009

como nossos pais...

dizia a canção, um poeta amigo
agora tmabém eu digo:
vivemos como nossos pais...
parece nostalgico sono em terno abrigo
lirismo belo, distração feliz , ou mais...
mas é tão somente a hereditaria
inanição, apatia, choque e omissão
de quem trasmite a forma embrionaria
do desprezo do temor familiar e usurario
tudo isso, tudo então só, nunca dizer tolamente não
como nossos pais
achamo-nos unicos embora tratados tal desiguais
ainda assim nada tão apaixonante, nada tão...
osmotico, mareado em um velho quadro vão
um entardecer idilico, etilico, sifilitico, ou mais....
olhos superiores, sempre os mesmos, não tocam o chão
tantos amores, tantos vazios, como nos respeitaveis
progenitores do divagar perdido nos mesmos rumos
mesmos caminhos, perfidos e imemoráveis
mesmos fantasticos e obsoletos fumos
tudo parece tão diferente...mas jamais
jamais será igual, nada será como antes...
parecemos mais com nossos tempos errantes
do que com o longinquo e proximo dos pais...
mas repito: a inanição a aptia, o choque, a omissão
permanecem firmes no descaso, e a culpa do naufragio
é sempre do leme, do dolente, do incorreto sufragio
nunca...jamais...da incapacidade, da covardia, das proprias mãos.
Neste ponto, alguns podem sentir-se órfãos
estarão mais saudaveis, caso sejam classe media
senão permenecerão doentes do mesmo remedio
presos ao mesmo arreio como já dito, nada arredios
continuarão sem lutar, sem enxergar, permanentes sombrios??
Nossos pais escondem-se em canções fugidias
nós, da poesia com o perfume do futuro sem novos dias...

Divindade

Longe da dor que a vaidade causou em meu espirito de prata
escorro com chuva por bueiros publicos e bilhetes de amor
nada faz sentido enquanto eu sonho assim
nada faz sentido quando tenho esperanças
a musica de mil amantes como o som de sussurros me chamam
para um lugar adiante do universo que eu sei gelado e vazio
eu estou dentro de mim agora querida
me sinto como um deus fetal gestado no utero do infinito

Estou pequeno diante das estrelas mais lindas que se pode ver
um coelho me comprimenta com cordialidade e amor
ele me mostra o caminho para casa e fala do amor
como um gafanhoto cego estou brigando com minha sede
milhões de papeis escritos com os mais diversos nomes
as letras parecem querer me fazer alcançar o amor sem limites
mas nada é tão real quanto a sensação do sol iluminando minha alma

nada faz sentido quand estou sonhando comigo
mas preciso seguir navengando por dentro dos meus sentidos
nuvens de algodão e animais amigaveis
voce precisa me abondonar
passeio por um jardim de gases e luzes tão magicas

preciso estender meus braços para alcançar o azul
por favor parem as crianças elas estão me causando felicidade
ninguem ai tem uma lanterna?

Longe de mim estou melhor que o inexistente
se eu pudesse me ver sentiria inveja da minha insignificancia
preciso alcançar o vacuo e as estrelas mais estranhas e lindas
que dançam dentro da janela de minha boca e nariz

Eu estou alto e nem deus pode me alcançar agora
por favor tente me achar antes que seja tarde eu me torne deus
jardins de amor e prazer dentro de meus bolsos
estou sozinho como um orfão ou uma virgem
e nada pode me ferir alem do meu orgulho e vaidade
mas tão alto mesmo os vicios não podem me alcançar agora
medo algum dentro de meus olhos
estou o mais proximo de mim que alguem pode chegar
por favor me encontre antes que eu me torne deus

o grande segredo é não há segredo algum
o grande misterio é está tão obvio amor
uma grande orquestra de substancias toca em minha alma
variações coloridas e desformes dançam em mim
como cartas endereçadas ao grande amor
eu passeio pela praça e sigo colhendo ideias pela avenida
tenho uma nuvem de seda e nicotina entre meus olhos
meus dedos podem tocar a grande gloria
eu posso tocar a grande gloria antes que a vaidade vence
ninguem pode entender do estou falando
quando converso comigo no escuro
ninguem pode entender minha dor quando choro

vozes me chamam pelo universo agora e sempre
meus ouvidos abertos expandem minha mente sem limites
para encontrar a fonte de todo carinho e afeição possivel
minha pele parece açucar e asfalto de ouro
nada pode me atingir agora que sei onde posso ir
o grande segredo é que nunca houve segredo
o grande dia chegou e sempre foi o grande dia
para meus pés de alface e objetos que voam para longe