Aos comentaristas


Devido uma avalanche de comentarios torpes e não identificados, decidimos que só aceitaremos comentarios devidamente identificados e que não contenham mensagens ofensivas, alias se comentar e se identificar, serão permitidas as ofensas. Quem quer debater, tem que ter coragem de se mostrar para que o debate ou critica seja fdemocratico! Okay cara palida?

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Vê dado

Vedado o futuro, pela espera
vê dado o fruto e desespera
questiona a terra e a feição
esquece a guerra e a repressão
adoece a natureza e o corpo perece
a dor cessa nega e reza a prece
mira em frente e vê o posto
mirante cego de desgosto
o fruto quedo na terra boa
fruir quieto no ócio à toa
vedado o futuro, pela esperança
vê dado um muro como lembrança
como andar e seguir adiante
comandar adiantado a luta operante
reconhecer no outro ponto dos olhares
e conhecer que pronto derrubaremos os altares
Verter lágrimas escondido no escuro
reverter as páginas e derrubar os muros
Vedado o futuro, mas não às crianças
vê dado o futuro, verão as mudanças

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

separar?

Não quero ter amigos ou inimigos
por que separar a todos?
quantas qualidades e experimentações
para que instituir a desigualdade?
de todos pretendo estar ao lado
não sou inato e isolado
batisado na maldade ou na caridade
sou eu mesmo como outrem
é si apenas junto a alguém
Não quero ficar sem.

domingo, 25 de outubro de 2009

agrada-me

Qual beleza corrente, intimidante
doçura em roupante de romance
suavidade incrédula tal um lance
de olhares cândidos de raros amantes

Parecem etéreas, talvez como antes
pensara que fossem de um toque o alcance.
surpreso me encontro por sequer ter chance
de sentir de perto o que sempre é distante

o equilíbrio ético, harmônico e justo:
talhada melodia e mel em seu busto;
pesar vertido, em meu sorrir contemplativo.

Agrada-me deveras a poesia feminina
que age, é sublime, ensina e fascina;
que torna um grande ardor cativo.

não esperei

Por todos os anos não esperei
e todos vieram
seduziram
e abandonaram
Sou fruto do tempo
onde não há colheita
chegarão novos ventos
novas sementes feitas
ou pragas tempestades e secas...
O sol levará-me consigo
na luz que insistente retorna
e o tempo que passa inimigo
permanecerá em mim na aurora.

meus corações

Dar-te-ia meu coração
se ele fosse um somente
o mesmo pulsante rente
à teu ouvir, tua exaltação
mas não, ele é vários
é lágrima sorridente
é ação e é cenários.

Mas toda a vida que cultivo
nele, espalhado pela relva urbana
é germe alado e que à mim engana
pois cresce depressa vivo
não fenece, alegre coração
contigo o compartilho em multidão
de esperança e amor livre e altivo

Se permitem o acaso ou a verdade
tudo à todos farei, nada ninguem aguarde
pois o pulso de todos é um só alarde
que todos entendem, e verão como humanidade

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Ao Povo Hondurenho

Disseram por ai
que as ondas afiam as pedras
que o tempo passe então
e as ondas afiem as pedras
praias multiladas
maré ensanguentada...

Maré ensanguenta
a liberdade atracada com a guerra
e um homem como um trovão
chove dentro de seu palacete

Gorilas tarados por sangue
se masturbam diante da liberdade
enjaulam em suas masmorras
a democracia estuprada pela burguesia
o povo grita diante da sanha de seus dominadores
o povo corre daqueles
que prostituiram sua nação

disseram por ai que as ondas afiam as pedras
pois que a praia sirva como guilhotina
e a liberdade degole feito jacobino
a burguesia que estoprou o povo hondurenho

o impeto do povo concorrerá
e a sede que a liberdade dá
só com sangue sujo se pode saciar
navalhas retalharam minimamente
com dores como a do parto
mas ainda mais doloroso que um aborto

disseram por ai que as ondas afiam as pedras
honduras então será um enorme guilhotina

terça-feira, 15 de setembro de 2009

comigo

querem a virtude e veem o vício
através de um avanço do vale do silicio
esta´tudo distante e ninguém olha avante
pra frente só pro lado concorrente
quem conhece seu rosto sua feição
apenas eu meu olhar fosco minha desilusão
belo julgamento feito de ressentimento
moralismo virtual vida penal
um defende o bem outro o mal
ambos chorando de ódio reticente
sem saber a origem
um traço consciente
é medicado por vertigem
vem se perder na cidade que venceu
comigo tudo parecerá mais seu
a luz inquieta e o silencio breu

terça-feira, 11 de agosto de 2009

manda e mente

quem mandou duvidar?
quem mandou mandar?
quem duvidou da dúvida?
que pergunta estúpida.
quem manda não sabe a verdade

tem certeza do incerto
por isso afima a ordem.
variedades de alma nos desertos
de angústias que mordem
seu pescoço parasita
vampiro e fascista;
quem manda não sabe a verdade

quem manda teme, e deve temer
pois não desistiremos de mostra-la.

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Peixes mortos

a parede descamou após a ultima enchente
me vesti de toalha de mesa
e fui limpar a represa
me fingi de sorridente
e chorei esfregando a enrugada pele
gritos e vandalismo heroico devoram
a resignação
mas não ficarei mais na mão.
na primeira manifestação
embora não se revele
ateei fogo no lixão e na primeira mansão
eu sei que fora tudo por ti fruto de sua falta de ação!

não tens opção

pendurei-me nos brincos
arranquei os trincos
derrubei o corrimão
incendiei a capela
derrubando uma vela
não tens meu bem opção
Anda sem apoio sem ilusão sem seguro
seus pés enforcarão o escuro
te espero perto da destruição!

quarta-feira, 22 de julho de 2009

sarjeta

dentro de ti havia angustia
eu passava amargo na sarjeta.
a doçura que deixei na gaveta
para dar-te como recordação
no dia seguinte esfumaçou-se
e tomou-me o coração.

ainda amargo e rancoroso
sentado na calçada sem sorrisos
esperava poder ao menos um beijo indeciso
dar-te e afastar-me um pouco da sensação
tão vaga e fugaz que me trouxe
tristeza e desilusão.

Ela permanecia sem esta lembrança
eu calado e abjeto sem disposição
sem humor vivaz ou vitoria sobre a solidão
esperava ao menos uma dança
na suja calçada de flores esguarnecidas
o silencio como trilha vencida
despertando um pouco de amor e admiração.

domingo, 19 de julho de 2009

Escapei

Escapei do cadafalso
e do corredor polonês
ferido e descalso
contra desfaçatez
vou lutar outra vez

Eu sei que ela
me espera
sorrindo tomada de poesia
sincera
cantando um novo dia

Não fugirei para o exilio
medo ou resignação
não ajoalherei no milho
propaganda ou pregação
eu voltarei para a ação

domingo, 12 de julho de 2009

Depoi que ela se foi

Depois que ela se foi
restou apenas sua voz suave
não tão elevada como uma ave
mas grandiosa como a lebrança que dói
A saudade tenta fugir com a brisa
mas a solidão é órfã, vil e indecisa

Ela se foi e então depois
parece que a névoa tomou o outono
permanece estrelado em meu sono
é agradável lebrar de nós dois
As lágrimas estão presas no alvorecer
em meus olhos seu sorriso à adormecer.

domingo, 28 de junho de 2009

seu crivo

Se eu soubesse de fato sem saber como
dizer o que não deveria,( contudo digo)
num ímpeto de calma sorrio e domo
o amor e seus rastros que causam perigo.

Todos os trapos de seda sua engomo
aos farrapos da noite leda em seu abrigo.
a agulha de lagrimas de teu olhar retomo
costurando teus dedos, e ao pensar me intrigo:

Direi mesmo o que sei, sinto e penso
ou lebrarei apenas dos carinhos sempre vivos
que deixam indeciso, apaixonado e tenso?

Ao mesmo tempo digo sem perceber o crivo
de tantas mágoas a que me ponho propenso.
aceito a ameaça do amor ou seu temor decisivo?

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Sobre a modernidade

Ouvi meu pequeno filho crescendo?
Parece que le vem de um lugar estranho
e eu continuo aqui onde estava antes
filhos crescem enquanto as montanhas nos ensinam...
Meu filho por onde voce esteve
talvez voce possa me ensinar alguma coisa
o céu é sempre azul
quando o dia está limpo e salvo de chuva?
De onde voce estav podia ver as coisas passarem?
Meu velho pai...
meu querido e velho pai...
Eu estive em lugares
onde o brilho da destruição nos céus
parecia estrelas refetindo nos lagos,
passei por cidades onde a fome tornava todos iguais
e morte nivelava a todos como um unico rebanho,
o senhor nunca sentirá isso meu velho pai
mas eu vi a sombra de deus
enquando ele partia
e ouvi o grito de dor quando os pais enterram seus filhos
e tudo isso meu pai são as novidades do meu tempo
e tudo isso é a velocidade nas coisas que eu senti
enquanto o céu continuava azul aqui
e as montanhas ensinavam sua imobilidade...
Talvez o senhor me entenda algum dia papai...
Meu unico e lindo filho num mundo como o que meu pai viveu
e quando senhor se for saiba
que eu vi muitas coisas meu velho pai
e aprendi mas aprendi amar e ver dessa maneira
aqui onde as montanhas continuam as mesmas
e o céu é azul quando o dia é limpo.

terça-feira, 16 de junho de 2009

o devir

volátil e sinuoso presente
és languido e caminhas firmemente
tens algo sobre o devir ?
ou ainda não sabes descobrir
se serão dissidentes ou presidentes?

quente e gélido passado
tens as roupas e sapatos usados
pareces nós que andamos sem sorrir
sorrindo das memórias calados
diz-me, fomos felizes ou anestesiados?

verdadeira dúvida que manobra
e apenas mais dúvidas desdobra
somos todos poucos unidos no horizonte
ou todos o bastante dispersos no fronte?

faz-me uma proposta
diferente
pois esta há tempos
busco a resposta
a passos lentos.
a continuar nostalgico e indiferente
não precisaremos, certamente,
do futuro e seus momentos.

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Retrato

Eles tem nome
mas quase sempre são iguais

brancos
altos
e bem alimentados

falam de coisas bonitas e boas
sorriem com os dentes
que afiam enquanto
maquinam suas mentiras

eles tem nome
mas quase sempre
podem chama-losde catolicos
brancos
classe media
ou alta

atemdem pelo apelido carinho
e intimo de burguesia...

lembra-me você

Bem que eu quero enfrentar
e contigo o alvorecer velar
mas ninguém mais lhe vê
sequer em panfletagem
pois tudo lembra-me você:
coragem

Buscarei até lhe encontrar
no horizonte ou num dia vulgar
não sei se vou reconhecer
na euforia da saudade
pois tudo lembra-me você:
liberdade

Aos amigos que não conheço
juntos peço e ofereço
dignidade e paciencia

todos ficarão assustados
quando de atitude armados
retornarem a consciencia

sábado, 6 de junho de 2009

cosmonauta III

Crianças se afogam na angustia desses dias
e ali encerra numa caixa de metal
a material humano

a caixa qual um palco
serve a ideia
que passeia surda
prostituindo os sentidos

Devaneios de um poeta numa folha amarelada
o mesmo poeta a mesma folha
onde se lê tambem

se houver no ocidente algum homem feliz
o chamem de
heroi da classe operaria

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Lua

Lua do deserto
como um olho magico
pnde o diabo
espia meus pecados
eu preciso
desaparecer
para onde os anjos
são nuvens de prata e seda
mas eu sempre
sei que
aqui no deserto
onde estou
sou apenas isso
para essa lua
que é o olhar
malicioso do demonio
espiando meus erros
como um
sacerdote
catolico
espia uma criança nua
Nuvens da blasfemia
cubram minhas falhas
preciso erguer um culto
ao idolo falso
e novamente
entoar
um refrão sobre outros tempos
e novamente
entoar
um refrão sobre outros lugares

Trovão

Ela tem olhos de cristal e chuva
parecemos
naufragos num imperio de embreaguês

frios como cadaveres
tristes como intelectuais
ela nunca parou para me cantar
essa canção
essa canção de amor
onde se diz
para seguir e seguir

segunda-feira, 25 de maio de 2009

A regra

Todos amarão a cobiça
e odiarão o amor

pois é certo já dizia
o grande sabio

''a beleza é jovem
portanto temporaria,
quanto ao que é feio
sim isso é eterno''

Todos amarão a cobiça
e desejarão
apenas poder cobiçar

e eu serei
alguem que quer ser como voce
que é descontente
por ser igual a todo
o resto
inclusive
eu.

Hino Fontoura

Todos juntos numa dança estranha
fogueiras para todos
está completo o missal

a religião sem deus
o deus do homem
e o homem bem animalizado.

Filhos e filhas do grande capital
cabelos soltos
sim é o seu missal

e vão marchar como as crianças do senhor
todos bem brancos e bestiais
toso bem brancos e bestiais

Está completo deus do homem animalizado
sua fogueira para louvar o capital
seremos brancos e liberais

seremos bons e bons até demais
salve o estado que é nosso senhor
e a patria mãe que tambem é nossa familia

seremos brancos e liberais
todos bem brancos e bestiais
todos bem brancos e bestiais...

Ela vem do mar

Dentro da noite como uma criança
o demonio chora sua mentira branca
talvez por inveja da luz que clareia agora
talvez por medo da mentira devora-lo

eu apenas sorrio como a grande babilonia
dentro de meus olhos claros de cristão fanatico
ela virá do mar de sua magoa como um poço sem fundo
penteará as barbas do falso profeta que é seu marido

eu tão somente comerei de suas infamias
pois pactuo com suas miserias
e ela eu sei virá num numero

Arvores de codigo e proteção
detalhes de assombrar e fazer sorrir
tudo será dor uma dor menor que as de agora...

Galeão Andaluzo

De novo
e de novo
como um navio antigo
dentro de uma pintura amarelada
naufrago numa praia
de lembranças

E ela diz que posso seguir e seguir
de novo e de novo
novamente...

Luzes escondem a noite
deixando a vaga presença
dentro das sombras inocentes
entre as areias que o vento empurra

ela sabe que partirei novamente
e que partiria mesmo se a amasse realmente
mas seus olhos agora se enchem de tudo
mareados de dor e angustia
enquanto o horizonte se afasta da minha busca
e eu vivo como um antigo corsario
contra o rei e suas leis de moral e pobreza.

Ondas me arremessam para o abismo
como uma mão diabolica valsando com a cobiça
eu sei tão bem sobre o fim minha querida

''eu mesmo já estive lá antes mesmo de qualquer outro''

crianças se afogam
dentro das lembranças estranhas
como o unico amigo
quando só nos resta a esperança...

Ela me pede para não ir
e isso é apenas mais um porto
e isso seria apenas mais um porto
ou outra peça para encher o bau

pedaços de cristais desfilam no céu
antes de rasgarem minha alma imunda
e repleta de ritos negros
e pecados imperdoaveis
somos como uma dança pagã
onde o mundo é o preço
do nosso pacto...

Pedaços de cristais dançam no inferno
seduzindo o brilho das estrelas
enquanto nossos sentidos
beijam os pecados mais sujos
pecados quenós mesmo inventamos...

Por favor me deixe partir agora
e mais uma vez seguirei
para talvez ou nunca mais...
Como um galeão espanhol
bravio contra um mar bravio
me deixe seguir para longe agora
e novamente...

Por favor me deixe seguir como um demonio
dentro de uma noite estranha
numa dessas quinta-feiras.
Fantasmas de mim
surgem dentro de meus sonhos
como imagens sem rosto
para assombrar
minha aventura
unica e final...

Me deixe ir
de novo
e de novo
me deixe ir...

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Asma

Meu pulmão se recolhe agora
linhas vermelhas passam
por meus olhos agora
e falta o ar agora.

Impossivel sorrir
meu peito se aperta.

Meus olhos guardam a vontade
encher o peito de coragem
ou ar ou algo que me deixe respirar
e mandar essa dor para o mais intimo do inferno.

Minha cabeça dança
entre meu ombro
e meu pescoço
respirar agora
é impossivel
impossivel tambem é sorrir.

Asma...
Quando se é criança
e seus primeiros amigos
são medicos e enfermeiras
e antes de papa ou mamá
se vai logo dizendo
injeção...

Não te aceitarão no exercito
tambem não jogará football com seus coleguinhas.

Asma...
Um demonio preso em seu pulmão
aprisonando sua liberdade.

Asma...
Para que ande feito um morto entre os vivos
e na vida não se possa arriscar um pouco
pois o minimo para todos
já seria o bastante
para o fim claustrofobico

Encerrado em si mesmo
tudo que se deseja é
puxar todo o ar necessario
para soprar com força invejavel
esse demonio
para o mais intimo do inferno.

terça-feira, 19 de maio de 2009

Vida

Hoje dormi o dia inteiro
teci uma capa co meu medo
e a rosa dos desejos murchou
pois seus olhos agora estão distantes
e eu apenas olho a chuva acontecer

Voce chorava enquanto eu dizia algumas coisas
lembra que voce chorava enquanto eu partia?

Eu fiquei aqui
e foi justamente deixar o que eu fiz
para negar o que sempre fui

a razão para me entregar
assim a essa dor
que insisto em chamar
pelo apelido de mais triste

Vida...

chaves

Tenho a chave em mãos
mas são
tantas portas
todas tortas tantos vãos...
Terei de transpassá-las...ou esperarei nas ante-salas
nas prisões vassalas
ou habitarei as cidades dos cidadãos?

Quantas chaves! tantas travas! tantas trancas!
quem se isenta, quem se afasta, quem se arranca?
não se move, é só escrava negra, verde, branca!
Abra aquela que não vemos pois lutamos no breu
aquele vão que não se mostra ou já se esqueceu.
os segredos nos portões, na farra dos patrões
e do céu infindo que queima nos fios dos cercados vulcões

jogue as chaves e as portas ao chão!
não se protege, nem se inveja, nem ilusão
derrube as paredes, e o sol não precisará
entrar pelo caramanchão!

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Cosmerama

Crianças dormem durante a noite
as horas passam sedosas
por entre o rosto

sem razão obvia sinto saudades
de um tempo
um pouco antes

bem pouquinho
antes
de tudo nascer

Crianças dormem
e a noite segue
congelada e escura
dentro da valsa estelar
das horas

num romance cosmico e humano
sinto saudades
é verdade
e é bem pouquinho
de tudo renascer.

Monstro Branco

Um monstro branco nasce no lago
repleto de angustia ele surge para nossa tristeza
frio como um livro
angonizante como uma mordaça

Um monstro branco nasce no lago
dentro de nossos olhos
para devorar nossa letargia.

Eu sou o monstro branco
dentro de um sabado qualquer.

Voce é o monstro branco
numa mesa classe media num almoço de domingo

nós somos o monstro branco
com a quietude do deixa disso

ele é o monstro branco e se alimenta
do nojo de povo e das coisas mais verdadeiras.

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Um dia com Maiakovski

Aconteceu comigo certa vez.
Grande poeta veio das paginas para o meu delirio
era de todo um delirio
mas não era inteiro um sonho.
Afinal era Maiakovski
preto e branco das paginas
com seus versos vermelhos de poeta e georgiano
homem como poucos homens
repleto de fé como todos os inimigos de deus.
Ele dizia coisas lindas
dizia por exemplo que se a terra era azul
e as estrelas tambem
era bom saber que mesmo o azul da terra sendo triste
em noites tristes da vida
é certo ainda há esperanças
na oração que as estrelas tecem
ao brilhar.
Tambem disse que era obvio viver
mas seria covardia se negar a tanto
mas quando o tanto nos é negado
cabe a nós homens e mulheres
correr com impeto
e tomar o nosso bocado.
Aconteceu comigo certa vez e isso eu conto aqui
que preto e branco com seus versos vermelhos
me apareceu um georgiano
de olhos ternos e olhar severo
mas tinha passos angustiados de criança só
e me dizia as coisas que eu ouvia de mim
e me pedia apenas para esperar
mas esperar lutando
e me disse dos relogios que esperam as horas
passando o tempo inteiro
mas sem saber qual a razão apenas esperam.
Aconteceu comigo certa vez
e foi magico
magico apenas seria tolice dizer
sonhei com o georgiano
sonhar apenas ele me disse
sonhar apenas é tolice
nada que é apenas nos serve
pois o que apenas
apenas serve
e assim foi o dia que junto do Georgiano apaixonado
senti pulsar
sua imagem
preto e branco
pulsos vermelhos de seus versos humanos
o dia que passei com o camarada Maiakovski

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Catecismo Catolico

Jesus existe
existiu e não era judeu

Deus tambem existe
e não há entre seus filhos
herdeiros da miseria

Pois bem depois de tantas verdades
cabe dizer a verdade real

não houve holocausto
eu aprendi no catecismo
eu ouvi do meu bispo

seria heresia descrer
de São Pio XII
e dos arautos de Weimar

terça-feira, 5 de maio de 2009

Resmungo

Repleto de ideias e mentiras
como um padre sem deus
com sua biblia capital
barba grande de celibatario
fala do povo
distante do povo

Repleto de ideias e mentiras
uma via-crucis neorealista italiana
cabelo grande e rosto de pederasta
afetadinho
com seus seu cabelo fetido
fala de estetica
para atrair inocentes-uteis.

Esses são os nossos amigos
pseudo humanos
pseudo humanistas

observando dentro de seus egos inflados
como quem vê animais no zoo
as pessoas de verdade
vivendo uma vida bem real.

Tudo

Quando a hora chegar
pronto acabou
é atraso ou acerto
e pronto
esta feito ou
não

Quando a hora chegar
toda a moral será só a moral
toda moral será imoralmente proibida

alcool
carros e batidas

Quando a hora chegar
eu serei filho de meu pai tambem
e não seu filho apenas

certamente quando a hora chegar
iremos rir de tudo
da moral
na crença
e da crença no fim de tudo.

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Sobre o fim

Triste fim de outro coitado
ali no canto morto
aqui no meu canto encerrado

sem nome e sem sina
ele apenas morte agora
ele agora apenas rima.

Nem sei do que vivia
talvez mesmo da fome
ou qualquer outra ferida

Triste fim de mais um coitado
esquecido de deus e do estado
só fé e fome fica a fome

um crente com fome
não é crente
é apenas esfomeado.

Olha deus lá céu avé maria
outro noite na rua fria
pra morrer de fome e de agonia

triste fim de outro coitado
esquecido de deus e do estado
aqui no meu canto encerrado.

domingo, 26 de abril de 2009

megafone

Adoecidos fios, ácidos, correntes e vitrines
sopram causalidade virtual, satisfação, crime.
não existem extratos da fartura da indigência:
traga-se tudo para os esgotos da miséria
noticias diligentes, resistência de vime
aos sacos de lixo etérea adolescência
onde se apoiam os saltos, a vida séria,
os castelos da classe venérea.

Coletemos os restos de nosso não sei quê
estão pela calçada, ar poluído, sono insone.
por três horas para o transporte, não estarei com você
nem passarei o resto da madrugada ouvindo Stones
Levarei o complexo de juventude ao asilo zona norte;
iluminarei os rarefeitos passaros, nos parques de esporte
a que cantem antes do escondido alvorecer em megafones
e o despertar longe do ócio, não aparente mais um dia de morte.
Cantarão o cotidiano a ser mudado em brados fortes.

sexta-feira, 24 de abril de 2009

foligem

te esqueceste que estaria de passagem...

parei na esquina empossada de lendas e propaganda
postes engomados, vidros refletindo a miragem;
pois eu via à ti, de cabelos ondulados sabor lavanda
me esqueço, o lapso de meu tempo não comanda.

o espaço em meus braços coletivos é um ponto sem imagem
e a noite chega coberta de foligem e desterro
que quase pensei em retomar os passos, no andor dos erros.

O silêncio ruidoso do ermo não me aborrece
mas ausência de algo que só percebo na ausência
espero sempre que seja tua tropical aparência
para que não pense que a existência é que escurece;

o verdejar dos campos do imaginário popular
tratarão do artificial da própria felicidade vulgar

mas o real do mundo fica, se nada faço amor, perece...

Tustool

Então tá tudo certo e combinado
eu finjo que não senti
e voce nunca me viu

voce toma outro caminho
enquanto eu tomo outra garrafa

um cigarro para nevoar a noite
um beijo
para levar de lembrança

e mando um abraço
para a Eva e o pessoal do bloco C
que agora vai ser assim
e promete
se alguem perguntar diz que eu morri.

quinta-feira, 23 de abril de 2009

sur-realidade

observe os semaforos murchos sombrios do outono
sinais decaindo sobre os feixes do solo
semea e brota do asfalto o óleo amamentado no colo
e acalanta ao som da brisa automotiva seu sono.

à proxima estação há filas para que passem os bilhetes
o piso granulado, veja, é composto de moleculas de passado
reconheça-te em fragmentos num momento fragil, congelado
cabelos presos com os ponteiros dos relogios, o tempo filado por giletes

as gotas de minutos orvalheam, no ar pesado dos edificios modernos
tombarão aos pés, segurarás teu suor concreto novamente
assim que não deixares que as nuvens entempesteiem a mente
terás o caminho livre, nas ruas sem bloqueios, céus ou infernos.

velas

Velas, corisa nas paredes exaustoras
todo o interior é um pouco de fora
e tudo o que dizes é em boa hora...
não me contenho, venho a queimar no barbante
me ponho; e me vejo distante
tu dizes, é certo, o aparente
é nada agora, escorre agoniantemente
com a chama vivaz a escuridão dilacerada pulsante:
é nada agora, desmancha, remora
perde; tudo que dizes é em boa hora...
tuas pálpebras rosas de castigos difusoras
não suportam a recusa do tempo pedante.
não sonho, risonho cerro os olhos castanhos
o depois não é futuro nem presente estranho
é o ardor tépido, findando o amor do amante.

sábado, 18 de abril de 2009

Tardinha

A Tarde chegou para apagar meus olhos
com seus carinhos pavorosos
na boca entre aberta da noite
ensaiamos um sorriso
eu e a tarde,
eu a sorrir
e a tarde a entardecer.

Num carrossel azul
sou a angustia girando

feito vertigem triste
apenas angustia em tudo.

Folheando as paginas do outono
no inicio de nossas coisas

apenas apagando o que nasce
dando lugar ao que já veio.

A tarde chegou desabotoando o céu
para a noite vir despida de nuvens
com sua anatomia de estrelas
para enfim servir
aos olhos cativos e cansados
açoitados pelo sol.

Paigagn

Quanto mais eu posso ir assim?
Se tenho tanto
e o preço que pago
parece menor
que aquilo que destruo
no exato momento
que faço de mim.

Bolsos vazios e ruas desertas
sem regras ou planos
o que restou foi essa vontade,
feito sede de algo absurdo e bom
dentro de algo ruim e feio,
numeros dançam em folhas,
uma semana ou duas;
pouco importa
se passei ou se são voltas apenas...

Veias abertas
mais um sinal fechado,
e posso sentir a realidade
dizendo adeus,
feito moça relocada
num lugar da moda,
pouco convencional.
Quanto mais eu posso ir assim?
Alguns motivos reais para escapar
e outros que me ocorreram agora,
pois é tão bom e tão pouco sempre
apesar de feio e ruim depois...

Como um astro decadente
sempre com alegorias conhecidas demais
voce entende muito bem
as coisas que tento esconder
e o medo que encosto
qual taxi dentro da paisagem.

Jogando com minha sombra,
meu passado e os temores
dentro de uma sala apenas assistem.
Quando será?
O que é final?
Palavras cospem em meus olhos
enquanto componho uma prece,
precisamos dançar essa noite - eles diziam.

Uma disputa cruel e sadica
onde se ganha ao passo que perdemos,
frio dentro do que vejo,
meus olhos fogem de uma luz idiota
enquanto a repressão desconfia
do que toco ou sinto,
tempos de tristeza
dentro de um recipiente.
O asfalto me fez crer nas nulidades
dentre elas essa loucura
e quanto será para ser assim como estou
e tudo que desejo agora,
ser como eu era
mas é impossivel
ser tudo o que voce me roubou.

Um passaro voa azul dentro dos sonhos
e ele me diz:
Vê o céu azul da noite,
a noite azul e cansada e triste
agora olha as estrelas
luzes pequenas de angustia dentro de sua dor.
Tudo quanto vê é teu sonho
portanto é voce
e a parcela triste e vazia
do que sente,
é exatamente onde sua alma está.

Bolsos vazios e ruas desertas
sem regras ou planos
o que restou foi essa vontade ,
feito sede de algo absurdo e bom
dentro de algo ruim e feio,
numeros dançam em folhas,
uma semana ou duas;
pouco importa
se passei ou se são voltas apenas...

Como uma criança sem tempo para ser criança
minha alegria não tem tempo para ser minha
e isso me fez lembrar de voce...
Se posso andar agora
e meus olhos não desconfiam
é que o medo trouxe tudo
para um lugar bem limitado e chato,
mas estrelas são a loucura do céu,lembra?

Canções de paz e força,
esqueci como se faz para ser uma canção
e talvez até mesmo isso
seja uma razão improvavel
sem força ou santidade,
mas enfim esse foi meu pecado
vai ver eu nem saiba o quanto gastei de mim
para ter tanto disso
que não costumo ser.

Um passaro voa azul dentro dos sonhos
e ele me diz:
Vê o céu azul da noite,
a noite azul e cansada e triste
agora olha as estrelas
luzes pequenas de angustia dentro de sua dor.
Tudo quanto vê é teu sonho
portanto é voce
e a parcela triste e vazia
do que sente,
é exatamente onde sua alma está.

Veias abertas e
mais um sinal fechado,
posso sentir a realidade
dizendo adeus,
feito moça relocada
num lugar da moda,
pouco convencional.
Seus olhos tristes como tendencia
alguma coisa do passado
feito releitura pop da dor,
tons de azul e verde
trazem o frio para nossa distancia
quando foi que deixei de embalar
as trovas e fios
na composição dessa alegoria simples.

Nunca mais ouviremos nossas vozes?
E aquela vez era para ser eterna,
mas tudo acabou assim
e eu como um demonio sem tregua
para deus e seus anjos
fiz o favor de me perder com sua vaidade.

Como um astro decadente
sempre com alegorias conhecidas demais
voce entende muito bem
as coisas que tento esconder
e o medo que encosto
qual taxi dentro da paisagem.

Aquela noite...
Ah... meu unico amor
aquela foi nossa despedida azul,
modernos que somos
sempre mais e mais um pouco
até o inevitavel.
quanto mais até ficarmos assim
não me deixe descer...
Mas voce me deixou ir
e o que escapou enquanto eu ia,
custou demais achar
e ver,que não é mais
como era,e eu fui ver
mas ver só me fez crer,
tudo que eu era e tinha voce roubou
para agora serem parte de voce.

Um passaro voa azul dentro dos sonhos
e ele me diz:
Vê o céu azul da noite,
a noite azul e cansada e triste
agora olha as estrelas
luzes pequenas de angustia dentro de sua dor.
Tudo quanto vê é teu sonho
portanto é voce
e a parcela triste e vazia
do que sente,
é exatamente onde sua alma está.

Uma jornada por mais e até limites
onde estou e o que desejo
só me faz ver
o que eu desejo
e o quanto tempo eu tenho
para gastar com o que quero ter
para acabar com o resto.
Não me deixe descer agora
nunca deixe - eu dizia.
Mas voce me deixou...

Promessas maiores
que minhas alucinações
feito luzes rabiscando
um céu estranho,
quantos dias o branco
como inicio e fim,
num cliclo bom e baixo
de alternanças e venturas,
maré de desejo e beatitude
onde crianças se movem
como golpes de seda
e rajadas de luz
dias e noites o branco
como inicio
e apenas
o inicio
como regra.

Confortavel pelo que sinto
e quero sentir,
ainda sinto
e me faço sentir
dentro do que tenho
e faço forçar
até ser só meu desejo
e eu dentro de mim
e para todo o mundo
apartir de tudo
que toco
sinto
ou cheiro.

Ruas desertas de seus olhos
como uma atriz linda
num filme antigo
mas ainda capaz de fascinar
ali naquela rua por onde passo
noites como essas
e outras até,
lembro que as estrelas
são as alucinações de deus,
algo que eu disse um dia,
já não digo mais isso,
mas lembro bem do dia...

Com meus bolsos vazios
e os olhos repletos de neon
e anuncios comercias
de puteiros e boates gls,
sigo meu caminho
dentro da lembrança triste que o neon
impede de meus olhos refletirem
mas o reclame maximo disso,
voce pode constatar
são as poças da agua
por onde adivinho seu nome
em letras que só eu vejo,
eu chuto latas
e tomo um porre,
invento historias estranhas
e até uma briga atoa...

Nunca mais ouviremos nossas vozes?
E aquela vez era para ser eterna,
mas tudo acabou assim
e eu como um demonio sem tregua
para deus e seus anjos
fiz o favor de me perder com sua vaidade.
Seus olhos tristes como tendencia
alguma coisa do passado
feito releitura pop da dor,
tons de azul e verde
trazem o frio para nossa distancia
quando foi que deixei de embalar
as trovas e fios
na composição dessa alegoria simples.

Seremos isso o que vemos
serei o que sonhei
o que fiz até chegar onde desejo ir
talvez eu até seja só metade do caminho,
quanto a voce não sei
mas posso me arriscar,
nada vai mudar até voce mudar
e se a casa é o problema
sempre existem desculpas
aceitaveis para se viver.
Voce poderia ter sido outro lugar
aquele canto que desde criança sonhei
e por um instante pude ver em voce.

O asfalto me fez crer nas nulidades
dentre elas essa loucura
e quanto será para ser assim como estou
e tudo que desejo agora,
ser como eu era
mas é imossivel
ser tudo o que voce me roubou.

Um passaro voa azul dentro dos sonhos
e ele me diz:
Vê o céu azul da noite,
a noite azul e cansada e triste
agora olha as estrelas
luzes pequenas de angustia dentro de sua dor.
Tudo quanto vê é teu sonho
portanto é voce
e a parcela triste e vazia
do que sente,
é exatamente onde sua alma está.

Tudo está
mas só voce pode ser,
isso é mais do que uma dose diaria
e bem melhor que um trago
mas estou cansado de caçar
por algo que perdi e
a impressão de nunca ter,
dia e noite dentro de mim e mundo afora
reclinado numa mesa
para enfim ver o branco como conforto
quando é só euforia,
estou cansado de fugir,
afinal esse correr da caça
não é algo proprio de um caçador.

Inicio e fim assim
tudo é tão fragil e bom agora,
logo depois é que vamos ver
o quanto de mim resta,
nesse sorriso doentio
de quem esta sempre a procura,
dentro de mim e agora e sempre
me enfeitando
para mostrar
quem manda e faz comigo
tudo que toco sinto e cheiro.

Não me deixe descer agora,
quando a verdade é que voce
me deixou.
Confortavel pelo que sinto
e quero sentir,
ainda sinto
e me faço sentir
dentro do que tenho
e faço forçar
até ser só meu desejo
e eu dentro de mim
e para todo o mundo
apartir de tudo
que toco
sinto
ou cheiro.
Tudo está,
mas só voce pode ser.

Tudo quanto vê é teu sonho
portanto é voce
e a parcela triste e vazia
do que sente,
é exatamente onde sua alma está.
Voce poderia ter sido outro lugar
aquele canto que desde criança sonhei
e por um instante pude ver em voce.

Promessas maiores
que minhas alucinações
feito luzes rabiscando
um céu estranho,
quantos dias o branco
como inicio e fim,
num cliclo bom e baixo
de alternanças e venturas,
maré de desejo e beatitude
onde crianças se movem
como golpes de seda
e rajadas de luz
dias e noites o branco
como inicio
e apenas
o inicio
como regra.

Manchas de vida
sujam seu véu de afetação e força
para enfraquecer
quem torce por todos
e esquece de mim,
passei a contar os dias como um a menos
dentro da bruma escura
entre as ramagens entre os trilhos,
feito um lunatico ou um cego
me enforquei nesse vivio por prazer
em ver voce sentir a dor por mim,
quando eu só sei sintir isso por voce,
tão doentio pareço,
mas me esforço em desaperecer
e quase sempre estou bem do seu lado
só para ouvir bem de mansinho
enquanto evita,
ouvir escapar meu nome.

Ruas desertas de seus olhos
como uma atriz linda
num filme antigo
mas ainda capaz de fascinar
ali naquela rua por onde passo
noites como essas
e outras até,
lembro que as estrelas
são as alucinações de deus,
algo que eu disse um dia,
já não digo mais isso,
mas lembro bem do dia...

Sonhos vem como fantasmas sedentos
por nossas vidas e projetos,
mas meu coração jovem esta doente demais
para causar desejo
ou excitar algum demonio,
eu deixo minhas veias seguirem
para onde
elas podem me levar,
sou mais um desses caras
tentando alguma coisa
com voce.

Leio meu horoscopo todos os dia
mas e dai se não há
estrelas capazes
de me guiar ou convencer,
seus olhos tristes como um filme antigo
me ensinam sobre atrizes
e seus truques imorais,
me ensinam sobre
o que voce deseja
e minha vida não quer dar.

Dias e noites dentro de mim
indo e vindo em busca
de loucura e tempo,
incrivel é ver como é tudo
tão pouco e o maximo sempre
em meus olhos se vê o que acabou de ir
mas cada vez volta mais cedo,
engraçado como um filme russo
triste como sua vida vazia
pensar que chorei
lembrando de seus pensamentos.

Uma jornada por mais e até limites
onde estou e o que desejo
só me faz ver
o que eu desejo
e o quanto tempo eu tenho
para gastar com o que quero ter
para acabar com o resto.
Não me deixe descer agora
nunca deixe - eu dizia.
Mas voce me deixou...

Bom-mocismo II

O bom-mocismo é nojento,a geração saude,açai e outras porcarias,falam de revolução,como se a revolução fosse uma das mulheres feias que conquistam com seu apanhado de frases roubadas de algum classico da literatura que leram,assim por cima,numa tradução mediocre e ruim,veneram uma corja de bunda-moles,como se fosse vantagem ser covarde ou fujão,embreagados com uma cervejinha atoa,casa,caminha e pronto,recriminam quem vive a noite,como se fosse um novo pecado,viver mais que o bastante para ser necessario algum riso,daqui a uma decada todos joviais em suas cadeiras ensebadas de universidade,com o escroto gasto de tanto terem o saco puxado por outros vermes,geração saude como eles,incapazes de ser alguma coisa alem de leitores de quem se importou realmente e correu atras do que era ação.Criticos do real e necessario,se masturbam diante da realidade,sempre escorados na advertencia dos fracos,a critica de quem não fez,mas viu,viu e não fez porque tava errado tentar mudar o que estava errado.Olha pra mim,olha um pouco vai,sou o exemplo entre as escoteiras desse verão,não bebi,só trepei com uma menina,não fui a festas de gente cabeça-feita,recriminei o aborto e marchei na passeata em memoria dos 40 anos de ditarura no Brasil,leio bons livros,assisto cinema europeu,falo uma ou duas frases em frances pra mostrar que sou descolado e inteligente demais.
O bom-moço,esse exemplar etico e sisudo daquilo que devemos combater,se perfilando entre os oradores da revolução,com seu discurso pronto e afiado,repleto de termos complicados,dentre eles o chavão complexibilidade,completo mesmo,eu vou dizer o que é,complexo e complicado mesmo é um desses branquelos de classe media,fazerem alguma menina gozar,diante de suas espinhas obvias de punheiteiros de plantão,como eu queria ter uma religião que não fosse obvia e real,minha religião não é uma observação utopica do horizonte,não tenho encantamentos sexuais por terminologias cientificas ou filosoficas,o aqui e agora ja me servem como razão e combustivel para ser o que sou,para fazer o que quero e desejo fazer,ateus cultuando mortos e velhos,só pra saberem,faz bem viver,o pedreiro não saca qual a onda que os embala nessa marola celibataria e pudica,o inverso de um valor,representa exatamente o correspondente ao que vale o que ele se contrapõe,moralistas,que tal fumarem unzinho e depois virem conversar um pouco,talvez em seus passeios por mostras de arte e cinema,tenha passado batido a frase:Seja Heroi,Seja marginal.
Pois é...O mundo é maior que uma tradução mediocre de um grande autor,e ainda maior que um apanhado de frases para impressionar garotinhas feias e com o pessimo habito de se fascinarem facilmente,a teoria pode ser a camisinha para o germe do radicalismo vulgar,mas qual a importancia de um metodo contra-ceptivo numa casa de repouso geriatrica?
Posso até ser um radical do acido,um perdido numa geração de saudaveis e sãos,contudo esses meus vicios de realidade e vida,me dão maior folego que uma punhetinha atoa,no lugar de uma dosesinha de uisque,o mundo é maior e tão grande,vale a pena viver,mas entendam vida como algo maior e mais viril que se trancar com dicionarios e tomos de uma leitura importante apenas para se pavonear.
O criterio da verdade sempre foi a pratica,e não uma defesa rebuscada de palavras enfadonhas.O que importa todos sabem,mas o importante agora é como fazer para mudar tudo,e certamente não serãos tipinhos afetados ou revolucionarios de academia que irão mudar algo.Coito anal pode até não derrubar general,mas garanto que iria ajudar bastante gente a se resolver sexualmente,coisa que tenho pra mim,resultaria na possibilidade de deserção de uma hoste de pseudo-revolucionarios bravios.Um soco na mesa é só um soco na mesa,mesmo que essa mesa seja a de um banqueiro,uma palavra é tão somente uma palavra,fale uma palavra perto de uma criança e ele repetira,mesmo sem saber o que significa,condicionamente não é uma ideia nova,e a isso podemos chamar de totalitarismo,o precursor nem tinha o ensino fundamental sabia?Chamava-se Stalin.Suas novidades,cheiram a morfo e fezes,mas tudo bem voces farão a revolução,com seus leitinhos quentes e a impressão de que nunca,nunca chegaram de ressaca num encontro pela manhã num sabado,consola dizer que suas garotas são feias e mal-amadas,consola alguma coisa,dizer que faz bem a saude se afastar do povo,pois é exatamente desse fruto que provam,o gosto doce da afetação branca da classe media.
O fetichismo no que é mais perigoso,uma especie de contra fetichismo,espero que mentes grandiosas entendam o que estou tentanto dizer,tornam a realidade sua materia de abstração,tomam tudo que esta escrito como letra de lei,quando a lei não é nada,quando deveriamos derrubar a lei,sem leis ou fronteiras,a logica do bom-mocismo é exatamente,a logica contraria da revolução,da libertação da Humanidade,comporta-se dentro de um estrito codigo de honra e moral,perai! Moral?Sim,sim,moral meus caros,bom-mocismo é moralismo puro,é a feição jovem da classe media conservadora e cristã,fantasiada de revolucionarios,stalinitos broxantes no minimo,com suas magrelezas e ignorancias tradicionalistas proprias de sua classe,pensam que prestam grande serviço a classe trabalhadora,quando na verdade apenas pevertem o objetivo.
Com uma vanguarda assim,quem precisa da burguesia para conspirar contra a classe trabalhadora?Discursos anti-isso e anti-aquilo,pos-passado,neo-novissimo,radicais e prefixos,neologismos baratos e sem rigor algum.
Me pego imaginando um trabalhador,nordestino,algre e otimista até demais,como esse trabalhador veria o mundo pregado por esse bando de gente chata?A revolução é uma festa,se não for alguma coisa esta errada,só se guarda luto quando um ente querido morre,no mais todo o resto é só comemoração,pois afinal será ali que a burguesia morrerá,agora voces geração saude,caretas aos extremo,representantes do bom-mocismo,não me venham com essa de que estamos aqui apenas pela humanidade,o trabalhador da GM,esse sim esta pela humanidade,até porque faz parte dela,agora voces com esse discurso de padreco no seminario,estão noutro lugar que não a terra,venerando os pés feios de suas musas femistas.

terça-feira, 14 de abril de 2009

Poetica - Como Fazer Versos. Maiakovski

"As crianças (e também as novas escolas literárias) querem sempre saber o que há no interior de um cavalo de papelão".

"Uma vez mais repito categoricamente: não forneço qualquer regra capaz de transformar um homem em poeta e de o levar a escrever versos. Essa regras não existem. Poeta é justamente o homem que cria as regras poéticas".

"A inovação é indispensável a uma obra poética. O material das palavras, as combinações achadas pelo poeta, devem ser reelaboradas. Se os versos são feitos com velhos resíduos verbais, a quantidade destes deve ser calculada em proporção com o material novo utilizado. É a quantidade e qualidade do material novo que condicionarão as possibilidades da mistura".

"O trabalho poético preparatório se faz de modo contínuo".

"O 'bloco de notas' é uma das condições essenciais para fazer qualquer coisa de válido".

"O tempo é necessário para deixar uma coisa já feita repousar"."Quando acabo um poema encerro-o numa gaveta durante vários dias, em seguida retiro-o e vejo imediatamente os defeitos que nele se escondiam. Trabalho muito fatigante"."O ritmo é a força essencial, a energia essencial, do verso".


Para Leandro e outros amigos conttribuintes ou não do blog,uma seleção de textos e frases de Maiakovski,em seu livro:Poetica - Como Fazer Versos.

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Café Casablanca

Deus tirou ferias esse seculo
parace mesmo que voce quis me provar,
mas eu fiquei pra ver
e até aplaudi
a cena tola de sua vaidade
ao me negar.

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Verso em solidariadade aos barbeiros

Parabens meu jovem branco

seu discurso rebuscado

é mesmo provido de retorica perfumada

humanidade

emancipação

e aos fins de semana andar de patins



Ler resumos de filmes lado B

parabens jovem branco

voce realmente tem muito a fazer

afinal sequer achou tempo

nesses ultimos tres anos

para aparar essa tua crina vergonhosa!



Parabens!

Realmente o mundo precisava de voce

com suas soluções fantasticas

de depois que aconteceu

parabens

jovem branco

seu discurso academico inflamou

o meu dedão!

sexta-feira, 27 de março de 2009

Tal jovialidade

Há manchas de amargura pelas ruas

no lugar das sombras da manhã

também esta jovialidade que supõem-se sã

é mais odor de hipocrisia que do esgoto sua

que bondade que extasia e pedante e sã.

A desculpa do sarcasmo falso é respeito

ou ternura ou desvio leve de conduta

todo o lixo que desbota e suja o peito

é vaidosa ausência da luta;

é falsa é invejosa é completo preconceito

vira o rosto e nem sequer escuta.

segunda-feira, 23 de março de 2009

chemins à l'hiver

Je pensais que il ne vois pas les couleurs

Il émanerai tous les mots de tristesse à leurs;

mes baisers ne le satisfieront à l'hiver

la niège chasserais les chemins de son coeur.

Je veux faire cesser que les ombres demandent sur la nuit

penser que tout paraitre frivole et vide, tout de suite

l'aube m'acompagne comme sa soeur

Je verais les blanches nuages, en sur leur vie, et puis

Nous coucherons unis par les yeux, à sorrir

la desespoire que bagne l'âme desert.

blues, lady, blues

blues, mother, blues

my feet is wet in my shoes

i can't put the tears off

i feel , i fall out, cry out, it's not enough

i need the twilight lips's lady, away

because i don't know now anymore where stay

blues, lady, blues

anyway, the breath is so confuse

barefoot, nevertheless, at least i see where to step

i'll never thank this kind of hap

I won't remember to excuse.

domingo, 22 de março de 2009

fuga no vazio

Atirei uma borboleta sobre os trilhos

uma bailarina sem brilhos

que não honrava suas cores e feitio

pedia a ser atropelada e mudar-se para o vazio

de rosas e crianças analfabetas, velhinhas sorridentes

asas que não voam, olhos celestes e ao chão remetentes

lá onde chuva e calor tornam-se colares de orvalho frio

precisa disfarçar-se de bela pra ser notada e resistente.

Resignados já bastam os sadios

destas bandas, embevecidos e doentes.

quero, diz ela, mudar-me para meu próprio vazio.

ultra-passado e sem futuro

Você realmente pensa, sonha ou considera
que somos isso mesmo....;
Quem destrata tudo sem mirar ao fim da era
contados como formigas e morrendo deste modo
feito galhos do obituário de um abacateiro que não mais podo
e tendem ao chão mas não as raízes
somos o ápice do sempre progresso e suas crises
vai esperando, que dizem que alcança quem espera...
se somos isso mesmo...
verás o final do tempo como viram os de alma severa
feito a garrafa de vidro a válvula o telégrafo o disco de vinil
o fuzil FAU, agora tudo que é novo perece sem futuro, sem ser hostil
leve a mal o que digo, pois aguardo que o dito a vida reverbere
e as raízes se suportem o amargor do sopro apático opaco e vazio.

sábado, 21 de março de 2009

Uma outra vez

Crianças cegas e sem direção
partidos loucos repetindo o mesmo refrão
parabens para voce
estamos novamente
onde outros estiveram.

Parabens e tudo é novo como foi uma outra vez.

Renatizando

Seremos radicais como os nossos pais e herois
filhos da classe media branca até o fim
marcharemos como vanguarda...
Seremos fortes como nas fabulas
grandes e sabios como na biblia lida aos domingos...

E no final seremos bons como os melhores
classe media branca e bela
com nossas esposas nos cultos dominicais...

Condenaremos a moralidade
depois abraçaremos toda a sandice
contudo ali bem velhos terço na mão e conta corrente
sim seremos homens de bem.

diploma na parede para mostrar distanciamento
esposa e amantes para provar virilidade
toda a logica condenavel
que os vermes venderem...

Seremos o futuro
lendo e razendo cartilhas belle-epouch.

sexta-feira, 20 de março de 2009

igreja

como o suor no chão há tempos não se quer ver

sinto apenas cheiro de pipoca e de pólvora

caminhando pela praça da igreja ao entardecer

escuto também recordações pagãs da noite furtiva

que se a igreja pudesse saber, suicidaria-se

como única alternativa.

Mas o evangelho permanece estampado nos vitrais

e os mendigos ignorados mais que animais

ignoram também a ignorancia geral.

O carbono dos carros arrancam as árvores do ar

certamente, muitos deitam sem conseguir descansar

mas levantam do leito sem despertar; tudo como o usual.

descalsos

Andas pelas ruas pós enchente

e seu teor de maçã no rubor da face

mistura-se aos degredos e detritos do impasse

da memória a lembrar e no calso dos pés

do presente perdido descrente

andas envolvente em um ocaso sem revés.

Perdeste o rumo, o caminho dos pomares

a chuva regou demasiado aos lares

os pomos e seu sumo nadam pelo chão

Que mais faria eu por ti doce guria?

beijo-te o rosto sem o esplendor da alegria

e ajudo-te a superar esta desilusão.

quinta-feira, 19 de março de 2009

Des

Olhos confusos no vermelho da festa
tenho pés e mãos
e auto-confiança.

Olhos confusos
alma bifurca
caminho longo
até outra cidade noturna
até outra cena estranha.

O pessegueiro expõe suas folhas
faz da planta o fruto
suave e doce
confunde a lingua
a saliva de alguem desconhecido
é tudo guerra e medo
é tudo prazer e confiança.

Jogos de destruição
eu ganho e outros ganham
todos saimos desvalidos.

quarta-feira, 18 de março de 2009

Acalanto jazz

Farei um enorme castelo de açucar e loucura
erguido de noites e absurdos
para celebrar os excesos que costumo cometer.

Tambem cantarei nove canções
aos mais inocentes oponentes
e ensinarei ao meu espirito
coisas sobre não chorar.

Voce não vai me entender depois
voce não vai me conhecer
mas serei o mesmo de sempre
o mesmo e bem diferente do que voce se tornou.

segunda-feira, 16 de março de 2009

voltarei ... ?

será que voltarei ?
mais voltar para onde ?
voltar para minha cabeça tumultuada de pensamentos sem sentido?
ou voltar para um caminho de luz e felicidade?
estou indeciso se posso voltar ?
e se não me aceitarem?
não terei coragem de encara-los
ou terei ?

penso muito em voltar
mais não sei como
talvez eu mande flores,
ou talvez cante uma bela musica
ainda não sei como; mais voltarei
de alguma forma que não sei como
mais voltarei...

quinta-feira, 12 de março de 2009

Habib

Costumo sair todos os dias
e olhar as coisas como realmente são dentro da noite

uma poça d'agua por exemplo
escondida proxima de um carro ano 75
reflete as luzes tristes do neon de algum motel sujo
mas a poça d'agua é linda
quase parece boa
mas é certamente linda

Tenho esse pessimo habito de beber
esse pessimo habito de fumar
tenho um pessimo habito de ser humano todos os dias.

terça-feira, 10 de março de 2009

Engole

Todos os olhos estão voltadas para seu veneno:

Morde a língua! Cospe elogios vícios e desvios

engole o orgulho a vaidade e com um beijo alivio!

Dorme febril, sobre a chuva sob o sereno

fique a mingua; chora a solidão da companhia da multidão

sussurra com carinho, e confessa toda tua desilusão.

domingo, 8 de março de 2009

dancei, amor

Você pediu, eu dancei na frente

daquele prédio neo-clássico central

caindo aos pedaços de gente

descaso e esquecimento desigual

e por segundos fomos protagonistas:

rompi a apatia cotidiana dos hedonistas

e sofri do preconceito formal do hipócrita médio

um segundo de olhos fechados esqueci-me do tédio
e da tendência forte do Estado fascista

meus dias que não como sem remédio

e que há tempos não compro nada à vista.

Dancei, amor, imitei a vida

e subverti a ordem dos passos

deixei por um momento a via fingida

passei ao menos este instante sem embaraços

desde o começo

com as mão nas parede

e o rosto no chão de barro

permaneço desde o começo

nesta vida de escarro, fome e sede

sujeira e nada, são o mesmo adereço

permaneço desde o começo

preso numa miséria em rede

como ver o alto o outro lado...

Pés sobre minhas costas de nojo

fardos nos meus ombros que não vejo

ora sou lixo, sangue duro, entojo

ora sou desejada sem desejo

tenho filhos aos montes que me impede

de erguer a cabeça na direção pra frente

eles são do mesmo lote, desprezado, nem se mede

talvez ergam,fiquem de joelhos, virando crente

mas terão o tutor julgando o que vier na mente.

permaneço desde o começo

sem existência legal, na apatia sem endereço.

fim do valor

Roubarei o tempo, o registro, as estrelas

não mais contarais o valor do dia de suor

serás perpétuo ou efêmero ou pior:

não terás mais como prender coisas belas.

serão livres conjuntas, constantes singelas

vossa ânsia de poder jamais será maior

do que todas as plenas flores, aquelas

que hoje não deixais verdejar a cor.

loucura íntima

Escuto algo que ninguém

e esses lábios cantam o bem

o faz

e loucura íntima também.

Ao menos controlo algo em minha existência refém

Traz-me o que sustenta teu fulgor, eterno inerte

traz-me o que isenta desta dor, a taberna inverte

o faz

loucura íntima também.

Ao menos controlo algo em minha existência refém

Exclusivo detenho sua voz, nada mais possue

nem ninguém, estes delírios a mim constitue

o faz

loucura íntima também.

Ao menos controlo algo em minha existência refém

Ao menos controlo algo em minha existência refém

Traz-me um copo de consciente amor no inverno

traz-me teu corpo leve e quente, torpor sabor inferno

o faz

loucura íntima também.

Ao menos controlo algo em minha existência refém.

sexta-feira, 6 de março de 2009

Levi's

Precisamos saber qual o melhor lugar para beber essa noite
talvez eu caia em algum canto
mas não preciso voltar sobrio essa noite meu amor

Precisamos deixar a moralidade fora dessa festa
ou então deus estará bem contente conosco eternamente...

Retalhos de uma vida suja e deliciosa
quantas crianças
ah... quantas crianças bastardas!
Dentro de uma roda diante do fogo ruim
dançaremos nossa embreagues até a morte.

Somos jovens como os caras da tv
temos força e bondade como as historias da religião
mas somos puros e insanos como o mundo inteiro
eu quero escalar a chuva essa noite
e beijar um milhão de lembranças morbidas
mas quando voce quiser entender o que eu digo
só ignore tudo que disse
e descarte a razão.
Somos jovens afinal
venha cmigo e sei que seremos como os piores de nosso tempo
aqueles que realmente causam inveja e inpiração.

terça-feira, 3 de março de 2009

Escuta...

Me escuta moça
me escuta agora mesmo
pois voce é linda
linda como o vento num pasto imenso
e doce
doce como a chuva de caju no novembro mais doido
voce pra mim é a bandeira do pernambuco
é a bandeira nacional
hasteada bem alto
e eu
eu sou o mais simples dos mastros
existo apenas para mostrar tua beleza ao mundo.

sábado, 21 de fevereiro de 2009

alforria

Talvez disfarcem o açoite

e nos procurem a noite

pra nos convencer que o medo é a via

em vez de chorar, o sangue e o pão

pra quem vê poesia

o futuro não é vão

mas o presente o adia


amor, se eu não mais lhe ver

guarde minha alma fria

amor, lute sem temer

estamos perdendo a alforria

talvez maquiem as feridas

o cheiro podre de vida

a mídia transforme em alegria

em vez de agachar ao lamento

ela sorria

em meu pensamento

não sou livre o vento vigia

sábado, 14 de fevereiro de 2009

Sobre as vidas

Dizem por ai que esta chovendo demais
eu sei muitas coisas sobre sair sem dinheiro
mas nenhuma sobre como ficar em casa quando chove
voce pode sorrir e beber com seus amigos
mas e então essa é sua casa mesmo?

Existem muitos dias para envelhecermos
e algumas razões para perdermos a paz
então eu não preciso de muito essa noite
por favor me deixe por o pé na estrada antes de voce...

Tenho alguns motivos estranhos para o fim
mas voce deve conhece-los com propriedade
mas não vamos ficar aqui essa noite
não vamos cair dentro dessa teia
somos como amantes entre o pecado e a fortuna

mas a gloria não é um caminho correto
e sabemos o quanto disso é bom
e sabemos o quanto disso é feliz
mas a gloria não é um caminho correto

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Selva mecanica

Ela mora longe demais
tres milhas adiante da lua ou do por do sol
mas costumo destruir meus passos enquanto sorrio

tenho liberdade nos calcanhares
e ela tem loucura nos olhos
parece insanidade mas é apenas vida

ah minha pequena erva selvagem
me deixe controlar o jogo agora
podemos chapar a noite inteira o que acha?

Dentro da estrada num carro emprestado
até onde as ondas não podem ser maiores
diante dos demonios do mar e do amor
preciso destruir meu ego junto a voce

numa rua chamada paixão perto de seu pais natal
por favor eu quero ser morto essa noite
numa purpurea legião de cegos e atores ruins

num barco até a costa pacifica com alguns nobres de segunda classe
herdaremos esse reino agora?
Precisamos realmente desse mundo absurdo hoje?
Voce poderia me perder agora
eu adoraria não ve-la nunca mais...

Criança Santa

Parece mesmo que estamos vivendo num mundo alheio
pobre cultura branca e ocidental
com seus malditos fundamentalistas e afeminados intelctuais
todos deveriam olhar para a porta que aponta para fora
crianças sem decencia alguma molestando seus deuses

pobre cultura branca
com seus intelectuais sobrios demais
poderia sorrir para seu purismo inberbe?

Enquanto todos comem arroz e carne
eu assassino frangos
como uma raposa imoral
no seu quintal!

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

o coelho e o relogio

corram, corram, é tempo, é época é momento!!

porque todos estão parados o relogio corre em segundos!!

estão todos dispersos e concentrados fora dos mundos

todos concentrados na ausência de pensamento.

Uns são feito o coelho, estão atrasados, em demasia

sempre é hora de fazer coisas inertes e futilidades em quantidade

por que estar parado? tudo corre tudo se move o tempo invade!

mexam-se pois é urgente sempre emergente, já passa o dia!

outros são o coelho ao contrário: estão esperando nada e tudo

aguarde o som, acontecerá, será maravilhoso! mas enquanto isso reflito

ou o ruído.será bom, é necessário, mas não é possível pois há conflito

ou o silêncio. talvez nos protejamos com nosso mudo escudo.

domingo, 8 de fevereiro de 2009

Panorama RJ

Estou pensando em voce agora minha pequena
pareço com um bode barbudo e semitico
tudo que eu não queria
e agora pareço um rabino ortodoxo
tudo que eu não queria
e agora eu já perdi as minhas contas

Estou seco como um camelo antigo
e triste como uma oração sem esperanças
nada pode me fazer sair agora
e posso ouvir a sua voz minha pequena
e posso sentir sua mão em mim minha pequena
e seu nariz torto e sua boca pequena
e todos os defeitos que eu posso sentir como perfeitos

estou pensando em voce agora
aqui na lagoa que fede
nessa cidade maravilhosa sem saneamento basico
onde trombdinhas e baladas funk tomam meu dinheiro
e atormentam meu juizo de jovem da megalopolis
recheado de preconceitos e orientalismos vocabulares.

Laguna

voce precisa me amar moça de olhos pequenos e escuros
entre no meu carro agora e vamos pra algum lugar
estou bebado demais e são apenas 7:30 da noite
voce não sabe com foi minha semana
faria o papa o melhor homem do mundo
todos os cisnes dançam na minha visão agora

Estou caindo dentro de um paraiso de seda chinesa
pedaços de algodão e fios de luz e texturas me beijam
cartas que eu nunca escrevi com beijos que eu apenas sonhei
toda a magica do pensamento num feixe de ações me batizando

agora como se o sol viesse e saisse de mim
ouço as paredes de marmore e palavras
se dividirem em luz e lembranças

Mas eu estou feliz demais agora querida
feliz pelo fato de minha tristeza te deixar tão forte
feliz por saber que se diverte com minha tristeza
alegre por saber que enquanto a amo
ela apenas a usa

então por favor me deixe aqui quieto
estou triste e só
mas a tristeza é bilhete colado num muro de escola
pedindo apenas para que ninguem perceba.

Hey!

Tratarei de cuidar dos meus vermes no quintal da minha pele
porei cada um deles num lugar razoavel junto as traças e doenças

eu quero rir como um lunatico
até espantar todos os sãos e bons demais

rompi com a normalidade enquanto atiro contra mim
essas medalhas de pura vaidade em seu uniforme

Tratarei de elogiar cada verme com puro mazelo
e os cuidarei com paz e delicadeza

mas não me peçam para sorrir
mas não me peçam para sorrir
enquanto cuspo nas suas feridas venereas
enquanto cubro seu altar de titulos e elocubrações intelectuais
com a mais pura merda que sai de sua boca.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

não fogem?

não sei se olhava para o espelho ou pela janela

mas a cortina alva cobria seus cabelos e seu vestido

deixando tudo tão uniforme e bem curtido

que não havia, nada havia de surpreendente nela

era um reflexo sentada no espaço todo o céu em uma vereda

como não admirar encantado se os pássaros não fogem quando ela chega?

ela dizia: "só cantora, só historiadora, só química e poesia em resgate ao futuro

harmonização contraditória, beleza anímica e carinho e alegria

sou e espero, digo e reitero que só quero, mas unida, tirar a luz do escuro

só tento entender por que cada vez mais toda a aurora se assemelha sombria".

como não sonhar acordado vendo como se estivera de um palácio na antesala

pois sua voz dança e os pássaros não fogem enquanto ela fala!

tudo finalmente brota vivo em minha mente como se real fosse a esperança

e me permite ver que os automóveis e seus representantes ignoram

tudo é vago e apropriado e fugaz que não é adequado para a lembrança

agora vejo que o que tenho e não conheço: as possibilidades se afloram!

como ignorar que há tudo e tudo é grande, mas tão amavel ser nesta praça

pois o silêncio nos faz escutar o brilho, e ver que os pássaros livres cantam de graça!

Aos revolucionarios de biblioteca

Um dia quem sabe
eu volte da maneira que agrada a todos
por enquanto sou isso,
espero que os puristas tenham paciencia

sou o pior poeta que já li
sou o pior cara com quem já conversei
e isso me faz alguem com falsa-humildade
mas tudo bem serei como um monte de gente falsa

Mas tudo bem serei como um monte de gente covarde
e está vindo uma grande chuva
só é preciso observar o céu ou ver alguns se escondendo
mas tudo bem eu vou dar uma volta

e está vindo uma grande chuva por aí
basta olhar para o céu ou ver os covardes se escondendo
mas eu vou ficar um pouco e ver como será
talvez eu veja o fim mas isso não importa

Ouvindo minha musica e tomando meus remedios
estou em paz com minha cabeça e feliz com minha visão
talvez voces precisem desligar a luz e se esmurrarem um pouco
ou quem sabe expandir a mente com alguns comprimidos

afinal a vida é bem maior que um livro
ou uma tarde de punheta mental e pseudo-proto
precisam sair com garotas e parar de parecer com garotas
precisam comer vegetais e encher a cara as vezes

e se mamãe brigar não culpe a luta de classes
ou mate neuronios andando de patins feito uma boneca
cuidado meu caro
cuidado acidentes acontecem sempre

Adoro voces
Adoro voces
mas detesto o fato de vivermos no mesmo planeta
e tambem de durarem tanto tempo assim.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

vaga

Sinto saudades do futuro prometido

das tempestades em apuro, à entrar pela janela

lembrar por quanto tempo tenho o peito dorido

de comparar o crepúsculo com o mórbido sorriso dela

mantém-se sã pela manhã e após torna-se tempo perdido

fui ferido e o curativo recorda e revela

perene chaga, corrente vaga, cantiga bela

sinto saudades da manhã, do futuro e do beijo ardido.

covardia

o dia que não mais precisar atender e ajoelhar

levarei um punhado de algodão colorido em terras férteis

e cobrirei com o asfalto do ar ácido e tornarei-as débeis

assim que não vir mais nem ver só comandar

soprarei a brisa sônica que a inércia impera

e afastarei o lixo dos meus óculos e a misera primavera

passarei hiv para o sangue negro, migrante, ou qualquer contaminar

destribuirei drogas, mercadorias, ilusões, fantasias e ruídos

em confusão, todos serão loucos e normais achados e perdidos

A partir disso, depois da sangria cometerei o suícidio no sétimo dia

Bacanissimo

Caia nos braços de outro alguem amor...

Me faça um favor e continue me fazendo sofrer.
Caia mesmo pois tudo é coisa pouca pra voce.
Eu não sei mais o que dizer.
Voce poderia me fazer esse favor e me fazer cair
Uma mensagem que leio enquanto penso nisso e em mim
cair em si...
Pois então cai nos braços de outros.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Canção para Santiago

Cairemos naquela cidade noturna meu amor
talvez soe como mentira mas ja não posso continuar por hoje
mas devemos continuar mesmo assim
venha comigo minha linda pequena
testaremos nossos limites
dentro dos excessos e ilicitudes.

Prepare as coisas para essa noite
entraremos naquela cidade onde todos nos querem
e todos tem sede igual a nosso
e fome de vapores ilegais
e saudades da poeira boa do marmore andino

estavamos num banheiro publico
alguem bateu na porta
alguem não civil e be municiado com arma e spray de pimenta
ele sabia o que faziamos ali
ele sabia o que deveria fazer conosco
e meus olhos arderam
e seus olhos arderam
enquanto ele nos revistava a procura de algo

venha comigo meu unico amor
dentro dessa cidade todos nos querem muito bem
até o céu abrir e aparecer sol
combatendo nossos olhos mortos e vermelhos
acompanhados de olheiras e uma fome enorme

precisamos disso voce sabe
dizer que não podemos seria um crime
e eu não compreenderia muito bem
então por favor faça as vezes de anfitriã
prepare-se para os excessos
essa noite estaremos naquela linda cidade noturna

Animal impuro

Livre como um cão sem dono e pela rua
alguma bebida barata m faria um cara feliz
ninguem poderia entender como é ser livre
como é ser como sou
cativo de minhas liberdades.

Bastaria um minuto
eu entraria pela portinhola e esmurraria toda sua familia
não olh no espelho seu maldito serviçal moderninho
quero quebrar suas costelas e cuspir na cara da sua mãe

entraria pela portinhola e arrebentaria seus dentes
acabaria com sua madita carcaça androgena e suja
maldito pseudo-moderninho
tenho nojo ds seus habitos geração saude
adoraria destruir seu carro e contar seus segredos imundos!

Maldito não olhe no espelho
sou o demonio chutando o bau de pragas e maldições
contra voce e quem mais acompanha-lo!

Arrebentaria sua cara sem barba agora mesmo
cuspiria na cara de prostituta da suas irmãs papistas
não adianta acender velas para os exus ou orixas
eu vou queimar o pão da miseria antes de levar sua alma
pois sou um cara ruim das cidades que te odeiam

Eu vim do inferno
e vou pular nas suas costas num pesadelo
acabarei com seus sonhos masturbatorios
sou o mensageiro de edipo
então cuidado seu porco traidor
acidentes acontecem sempre!

Itienerario Hedonista de depravações

Quem pode entender tudo isso?Poxa uma temporada de acido,anfetaminas,alcool e depravações de toda a natureza e especie,puro jornalismo gonzo,em busca do sonho americano...Santiago é uma pessima cidade para drogas psicodelicas,pessima cidade para se usdar eter,quando voce põe os pés no solo chileno tem certeza,absoluta certeza,é necessario evitar o eter,mas quem é capaz de evitar uma inalada de eter?Essa substancia maluca que deixa o mais puro seminarisma depravado e bebado como um estudante de antropologia,aluguei um quarto num hotelzinho no centro por dois dias,comprei mescalina,erva,duas garrafas de rum e mais meio litro de eter,tres selos de acido duble-face e algumas anfetaminase e etc,total U$250,oo dolares norte americanos em substancias ilicitas,que me renderiam dançar çegaç,caso fosse pego pela policia chilena.Na cabeça o plano paranoico de descobrir santiago atraves da embreaguês,conquistando assim o sonho americano,dois dias de extrema loucura, interfone ficou fora do gancho por 48 horas, o que me rendeu a doce visita dos seguranças do hotel num incrivel record de 6 vezes em menos de 2 horas,na manhã do primeiro dia.Imagens estranhas como reflexos dos antigos habitantes dessas terras altas vinham me ver da janela escondidos pela cortina verde celestial do quarto,como é bom experimentar erva enquanto se toma um bom banho de banheira ouvindo o som da agua caindo na banheira quente e perfumada...Sensações incriveis exerimentei nesses dois dias no hotel,apos esses dois dias liguei para alguns contatos,gente extremamente absurda e louca,chilenos em busca do delirio selvagem de drogas e mulheres,sem fé alguma na cultura braca e catolica de nossa america,junkies sem moral alguma,saidos de um romance irlandes sobre alcoolismo e imoralidades gerais,ou seja as melhores pessoas qu já conheci em viagens,andamos de um canto a outro de santiago por bares e lugares marginais demais,posso me atreves a dizer que em menos de 10 dias conheci todas as sensações de extase que santiago pode presentear seus visitantes,e senti tudo isso por lugares que me faziam sentir como se eu não fosse turista e sim mais um desses bebados de santiago,aflitos por uma aventura alcoolatra,puro jornalismo gonzo,imaginem que no final de uma noite,resolvemos por não deixar a noite acabar,o que fizemos? Saimos do Pub onde estavamos e ficamos procurando onde beber mais,não conseguimos encontrar um bar aberto,contudo compramos umas cervejas e algumas bebidas destiladas e nos empenhamos em dar cabo do plano,bebemos das 9 da manhã até as 7 da noite.Quando se está num lugar assim,da maneira que me propus a ir,não se espera muito e no entanto se consegue demais,bons amigos representam boas bebedeiras e viagens toxicas,existem os puristas que dizem aos quatr vento que tuso isso é fuga da realidade e subjetivismo demais,contudo danem-se os puristas virgens e com a cara repleta de espinhas,vestidos pela mãe e abstenios!
Eu não sou nenhum messianista,esperando revoluções ou soluções magicas,existe sempre algo de triste na expressão esperar,talvez por que eu pense de alguma maneira que só os fristrados esperam,eu sou só mais um maluco das ruas de são paulo,viajando de um canto para outro do mundo em busca do sonhos mistico e tolo,sem moralismo imbecil ou restrições previsiveis,qualquer palavra agora reduziria o que eu posso sentir,a verdade é que num ponto voce para e vê tudo sem véu,dai percebe que a brisa bateu no campanario e se tornou uma musica que te lembra algo,repleta de uma magica simples chamada recordação.Mas voltando a falar da viagem,voltei do chile numa terça feira ou algo similar,lembro de duas cenas entrandando no avião com a cabeça feita de acido vi um camelo com pernas lindas a quem podia ler o nome Maria,provavelmente a comissaria de bordo,pessima ideia usar acido,mas é sempre uma boa opção...quanto a segunda visão era do céu noturno e da lua engolindo nomes e imagens prismadas,lindo efeito ah... foram dias confusos e estranhos demais um isto de sonho realidade guiados pelos efeitos expansores da mente.
Deus salve o eter!Poderiam aqui contar que estava completamente chapado durante minha quase prisão,por causa de uma manifestação anti-israel,ou que só não fui preso por ter ascendencia judaica e estar em territorio estrangeiro,o que renderia uma papelada astronomica para a policia de santiago assinar caso eu fosse preso,mas enfim foi assim que numa quinta feira quase fui preso em santiago,por causa de uma bomba de tinta que explodimos em frente a embaixada israelensemas tudo bem isso são perfumarias não é mesmo?Nesse exato momento estou em São Carlos inteiror de São Paulo (BR),antes estive no rio de janeiro afim de resolver uns probleminhas academicos ( fazer a segunda fase da federal fluminense),ali naquela terra de alcool,drogas e corrupção,me delicie com as possibilidades de aquisição,aquilo que se pode conseguir com taxistas honestos e cristãospais de familia de constroem essa grande nação ao sul dos tropicos,pó,erva,anfetaminas de todas as especies,e pasmem até mesmo armas,deus salve a grande provincia de são sebastião do Rio de Janeiro,mas é uma pessima cidade para drogas psicodelicasfazer a cabeça de acido na cidade maravilhosa é ter a certeza de uma big bad-trip,mas sou tão cruel e louco quanto um bandeirantes,sou um capitão mor das experimentações boiando em aeroportos e pontos de taxi em horarios de bandeira 2,santa tereza ,a lapa,leblon e ipanema,são ilhas de conforto e balas perdidas,contrastes entre a juventude classe media e dada ao pó e a poesia ausente nas letras de Funk da população do morro que despenca de suas comunidades para entreter turistas vindos do velho mundo,zoologico dantesco e abismal de horrores e fedor de esgoto a céu aberto,uma verdadeira metropole suburbana,como se fosse algo que podia dar mas não deu,talvez pensem que isso é coisa de judeuzinho paulista,viciado e inadinplente dos desejos de ir para a praia,contudo,adoro o mar,mas só que visto da janela do hotel,como paisagem apenas,distante de seus odores de dejetos fecais e outras invenções abjetas e sujas proprias da nossa civilização cristã.Prestei minha prova com uma ressaca e findei meus tres dias no rio de janeiro com uma garrafa de rum roubada do frigobar do meu quarto,que tomei dentro do taxi no caminho para o aeroporto,ingeri um doble face e cai numa viagem estranhissima durante a viagem de 30 minutos,e que se estendeu até chegar em minha casa,e antes do rio ou de São Carlos ou mesmo de prudente,passei uma semaninha em casa para relaxar mas isso é de praxe.Depois do Rio fui para uma fazenda chamada Dona Isolda,que a familia de um amigo adquiriu por esses tempos recentes,malditos judeus azquenazins e seu capital especulativo!Mas concerteza experimentações de chá e mescalina são sempre bem-vindas não é mesmo?Agora estou em São carlos como já disse festas quase todos os dias,aqui no campus da ufscar,na sexta talvez retorne ao Rio de Janeiro,puro jornalismo gonzo,para ver se passei na Fluminense em comunicações e essas por enquanto tem sido as minhas ferias.

domingo, 25 de janeiro de 2009

No seu sonho

Quero explorar seus olhos com meus olhos
e saber de cor cada textura de sua pele
sentir o gosto do seu corpo
e ouvir diferentes tons de seu prazer
eu quero acordar num sonho seu

quero acordar num sonho seu
e tocar sua alma com a minha alma
construir no seus seios meu exilio
fazer entre seus labios minha prisão
eu quero ser o seu melhor pecado
tatuado na sua carne como um segredo seu

e navegarmos um no outro
dentro dos mares de nossas bocas
eu quero acordar num sonho seu

Prudente

Enquanto chove eu fumo
olho da janela e fumo apenas
bem distante daqui ela deve estar
agora como sempre nos braços de outro
e eu como um oculos num estojo
escrevo meus versos estranhos

para tanto me inclino na janela agora
olho para o campo
olho mais adiante e apenas chuva
nada aqui me deixa escapar da ideia
onde voce deve estar agora

eu tomo meu rum
e converso com um ou outro amigo
acendo outro cigarro e sigo escrevendo novamente
será que ele a ama com poemas e rosas
será que ele seria capaz de um sentimento tão absurdo por ele
não jamais
contudo eu sofro por isso
contudo eu sei que posso morrer por isso

por menos maiakovsky morreu por lila
a critica da polvora é sincera e direta
eu quero fazer uma lira com minha vertebra
para cantar seu nome com amor e saudade

enquanto chove eu fumo e penso em voce
será que algum dia o rio das minhas dores secará meu peito?

jogo de duvidas e medo
o tempo com os dados e o tabuleiro
quando o amor por fim
vai bater a porta e dizer tudo
confessar que errou ao se opor entre nós
e me fazer nisso que sou
apenas um pincel a escrever versos de amor
sobre o amor que sinto por voce.

Ironia

Lembra de mim naquele verão?
pois é faça o favor de esquecer...

Lembra dos beijos apaixonados
que beijamos
pois só voce beijava

lembra de nós dois
intensos demais
apenas amor
pois é eu acabei esquecendo.

Pouco

Foi pouco da ultima vez
tão pouco que cheguei a escrever esse verso pequeno
para dizer que foi pouco
só quatro linhas dizendo que foi pouco.

Sulismos

Julia saiu para beber comigo
pena que julia tenha esses olhos saudositas
como todas as mulheres do sul,
Julia me diz que tem medo da crise economica
e tambem fala sobre as bandas descoladas.
Temos tanto em comum depois de duas ou tres polares,
sua pele branca e cheirosa,
sua voz carinhosa se parece com o silencio,
ela me olha triste como uma vela se apagando e
ela me beija triste como se o amor
fosse apenas uma razão para dizer adeus.
Julia me leva para sua casa
julia não quer atender o telefone
ouvimos beatles enquanto esquentamos um café
esta tudo como estava novamente
e talvez essa seja a moral da historia.

Farrapo

Caido pelos cantos faço um refrão com seu nome
talvez se fossemos mais nós mesmo
quem sabe se seriamos outras pessoas

Ah... sempre pensando em si...

Perdemos tanto tempo no jogo de evitar viver
mas isso é outro dogma entre nossas leis

dou voltas no jardim
me jogo na estrada no meio da noite
eu vejo voce nos lugares que voce não está
e eu sei
sim eu sei pouco
tão pouco mas o bastante por nós dois

é um erro evitar as coisas
pensando que o tempo como um deus bondoso
vai esquecer nossos pecados
e vaidade

Ah... sempre pensando em si...

sou metade de mim
só para caber melhor a parte que espero
ser voce

nada acaba sem um sorriso
ou uma ferida azul podre para nos incomodar
deveriamos ter tido mais tempo
mas buscamos um lugar que não existe
e nos perdemos no caminho errado
em busca do que é certo ou campeão.

Habito estranho

Tenho o habito estranhos dos tristes
fico pelos cantos como numa antiga canção

Tenho essa mania chata de lembrar de voce
quando não esta perto de mim

sou um exemplo do que as coisas podem fazer
essa rua por onde passo agora
nada me diz sobre o mundo ou a vida
contudo pode ser que dois dias ou tres andando por ela
me ocorra dessa rua me lembrar
que recordei voce passando por ela

Tenho esse habito estranho dos tristes
de supor as coisas com esperança no amor...

A lua

A lua não brilha aqui onde estou
mas lembro que ela brilhava bastante
a recordação das coisas
é por vezes dolorosa
quando pensamos em lugares felizes

assim eu não sei se a lua brilha realmente em algum lugar
talvez brilhe somente dentro mim
ou nem isso
talvez brilhe apenas dentro de minhas lembranças.

A lição

Sou um cara triste voce sabe disso
não dou voltas entre meus pensamentos
eu pulo atras de mim e não me encontro
eu chamo por voce tentando me encontrar...

Sou um cara estranho com meus jogos e palavras
eu tenho meus proprios deuses
e algo bom e facil de seguir
não se trata de coragem ou heroismo

eu sei o que tenho que fazer
parece mesmo que não posso
ou não devo
e pouco importa se inventei o meu pecado

Tenho amigos pelo mundo inteiro
e todo o mundo parece se esconder por medo
não é heroismo ou coragem é apenas ter um pouco de amor
eu sei apenas que é pouco se importar com os traidores

temos um ano inteiro e duas estações
algum disco bom para ouvir e guardar
sobre o medo que inverte e aprisiona
ou sobre a voz que corrompe e suja

Sou secretario-geral dos meus ideias
e presidente de honra da minha dignidade
quando as forças chegam e gritam
eu sei que devo responder

qual a cor do sol enquanto o sol não brilha
e mesmo sem os outros eu sei
sei o quanto é bom e verdadeiro
continuar sendo eu mesmo

Aprendi uma lição tão boa e forte
e quando eles chegam eu não devo sair
só devemos ir embora quando chegar a luz
e todas as meninas poderem voltar em paz

eu tenho medo do que o medo faz com a gente
mas eu não quero ser diferente do que sou
e continuar sendo o melhor de mim
mesmo que isso não seja algo perfeito

Sou secretario-geral dos meus ideias
e presidente de honra da minha dignidade
quando as forças chegam e gritam
eu sei que devo responder...

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Maior

Ainda serei gigantesco prometo aos meus inimigos
e farei pulsar o terror nos olhos de sua infancia
ainda serei maior prometo aos fortes
e os porei no lugar que hoje choram os fracos

ainda serei maior e melhor gigantesco
como que para esmaga-los!

arpejo

Como se fora um palco, sobre o prado
arpejava ela seus cabelos em allegretto
rodopiava sob, feito que lhe cobria, um abeto
sua voz dançante era um canto e um brado

eu era a viola que acompanhava-a calado
beija-flores se adoçavam em seus lábios discretos
a luz refletia-se em seus cabelos pretos
lembrava o imediato e me via apaixonado

Ainda via um pouco de harmonia na quietude
que envolvia de prateada esperança e candura
e por tanto a tarde está límpida e perdura
passo a crer que em seus gestos mora a infinitude.

interrompe

Diz e interrompe e continua e consome

e anseia e atenua e agrava a fome

abraça, enoja, e chega a assunção

agora somos quietos que é silente que é calado

pois nada ouve e nada é falado

pra que? pra ser julgado em coação?

então ,dorme e come e quieto conforme

te ensinaram a ajoelhar o choro;

mas quando acordares, pois, enorme

trate de gritar e ampliar o coro.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Substancias

Voce me faz querer continuar mesmo assim
saber que depois de tanto ainda parece tão pouco
eu fico zonzo depois de ter voce comigo
nada me satifaz mais que outra igual ou algo melhor
preciso ser fraco para voce me deter assim

sábado, 17 de janeiro de 2009

responde

Bebe dos suspiros alheios o criativo

e suspiras arte, espírito e fulgor

inala o perfume de uma jovem e seu frescor

surge na aparencia mas no âmago é nocivo.

Tomas o trabalho duro de um ser ativo

torna-te rico e tendo tudo ao teu sabor

inclusive solidão, infidelidade e dor

Tudo resta, desola e o nada é vivo

Mas se é assim, porque então te aproximas?

são tão ricas e bem feitas minhas rimas

ou só eu digo o que todos vêem e tu sentes??

Tudo parece perdido no alheio, no que independe;

mas o que, quem és afinal que tudo compra e vende?

Responde a verdade e deixe de ranger os dentes!

intranquilo

Sai pela chuva e deixa a porta entreaberta
signos de firmamento escorrem na face
o sorriso é falso e a alegria desfarce
a tempestade é vívida e repentina aperta

Se há mesmo escolhas não foi a certa
esta serenidade em aborrecimento renasce
e agora encharcado deseja que o peso passe
não o das roupas mas da alma encoberta

Toda esta confiança é uma poça de vacilo
de ignorância, e troça da pretensão do tranquilo
morres de medo feito um filhote sem um igual

Nunca; se do céu cair com a chuva, e do chão
brotar sobrevoando ante a gravidade outra ilusão,
dormirás bem, antes que veja a unidade diversa do real.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Gaza

Existia um povo e
possivelmente não exista mais
nunca mais crianças palestinas brincarão em gaza
nunca mais se ouvirá o som de ovelhas no deserto
existia um povo e não existirá mais possivelmente

e voce judeu branco
filho ou neto dos campos de concentração
e voce judeu branco?

como um oficial da SS goza enquanto matam em gaza
as ruas de jerusalem fedem a pavor e sangue inocente
de homens e crianças sem culpa por seu julgo
agora existe um povo em gaza
mas logo não haverá mais

a sanha louca do likud com seus liberais de kipar
no mercado nunca mais se venderá tamara fresca
ou se sentirá o perfume de mirra vindo dos arguiles egipcios
pois há um povo agora em gaza
e logo não mais haverá

A mossad e o hamas
numa guerra de lobos
famintos pela rebanho negro
havia um povo e logo não haverá mais povo algum
nem suas casas restarão
nem suas vozes pelos mercados
ou suas canções e lamentos nos assentamentos em belem

e voce judeu branco filho e neto dos campos da SS
parece ter aprendido a má lição dos alemães
e voce sionista frenetico e policialesco
tornou Gaza em algo pior que Auschwitz

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Medo da crise do medo

É Práxis, diante de uma previsão perde-se o contrato
E aquele suspiro derrete, remete ao desencanto
O labor então distante do fulgurante sindicato;
Diante do arbitrário,o suor torna-se pranto

E famílias, a revelia do luxo fadadas à rua
Vêem milhões olhando os telões, os bancos fartos
E mais e mais suas vidas não são suas
Demissões e recessos tal aborto no parto

E tantas ações perdidas no abstrato
Tantas omissões, corações relegados aos santos
Diante de uma previsão perde-se o contrato
Mas por muito tempo ninguém suporta tanto

Recessão humana de produtiva crueldade crua
Contradiz a razão a vontade, tudo tão amargo
Será alvejado da realidade que não mais se insinua
Olhares ardentes devem agir sem retardo!

E o medo da crise do medo que aumenta
Hotéis e restaurantes e paraísos na terra,
Permanecem lotados, o povo sequer se sustenta
Sem saber de que lado, aproxima-se a guerra

Mas por carência ou por resistência lenta?
Ou por que disseram “carregai vosso fardo” ?
Deixar-vos-ás à maré das ilusões bentas,
Ou por convicções fugazes e fazendo alarde?

Veremos as bolsas ruírem o capital pelos cantos
E as armas àsclasses darão um trato
No Estado, Na Religião, na contradição e seus mantos
É Práxis: diante de uma previsão perde-se o contato

Esperarás para ver ou verá sob si o mercado?

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Tem sido assim

Eu ando tão triste amor
tão triste depois que esqueci de tentar ter voce
que as moças todas passam o tempo todo
tentando me fazer lembrar
e foi tão triste até e eu sei que tem sido pior
mas eu vou com fé amor
que meu coração melhor que evitar
saberá esquecer
melhor que amar eu sei eu vou viver

eu ando tão triste amor
tão triste por não ter voce
por não ter e haver tentado tanto assim
mas enfim deixa esta
que eu sei vou ser maior que a dor
e como num samba canção
eu vou cantar um verso alegre
pra mostrar as outras que apesar desse amor
que apesar dessa dor
ainda sei cantar
como sabe todo bom pierrot

mas quer saber chegando carnaval
é mais um ano
é outra historia
e sem voce posso ter certeza
a felicidade vai cantar comigo

Vacaciones en Chile

Quase posso sentir um perfume quase familiar essa manhã quente,estranho mesmo é quando as coisas quase,porque não apenas,mas enfim eu quase posso sentir esse perfume familiar,esse quase familiar quase perfume,que me lembra de mansinho uma garotinha que deixei no brasil,nossa já a uma semana aqui na terra do neruda,aqui do 25° andar posso ver,com o tipo certo de olhos onde a onda bateu e rebentou em milhares de sensações de adeus e chegada,uma palavra apenas ou uma metafora seriam incapazes de signar o que realmente representou tudo que eu vivi aqui nessa semana,parece que tou sufocando dentro desse café,mas lá no meu quarto as malas estão prontinhas,dando minha hora vão me ligar da recepção,comunicando que chegou a hora de acertar tudo,e ir pro aeroporto.Que conjunção magica de ruas e avenidas e bares,quero voltar aqui mais algumas vezes até as ruas se cansarem dos meus pés,até meu caminho falar em espanhol qual a proxima rua a cruzar para chegar ode tenho que ir.Estranho né,a gente chega totalmente estrangeiro depois que volta de um lugar assim,fico pensando o quanto disso tudo vou carregar comig até voltar novamente aqui,pois é tudo tão simples e salgado,mas esse perfume,esse cheiro de mulher perfumada,de femea em festa,meeu corpo conhece bem,eu sinto esse cheiro com os dedos e os olhos,com o corpo inteiro eu sinto esse cheiro.Eu sei muito bem desse cheiro que vem com neon e com as noites por sampa,mas que por aqui é quase sempre não um cheiro mas uma insinuação,adoro isso,essa situação incomoda que me dá gostar e não saber por onde começar a procurar,pois me penetra o cotidiano e invade os sonhos até ser só e apenas a unica situação sonhada,mas enfim me perdi no meio do caminho e queria dizer um monte de coisas mas fica pra uma outra vez


abraços

domingo, 11 de janeiro de 2009

coisas que não se faz mais II ...

Desejo

Derramei lagrimas; minhas lagrimas de aflição ;
mantenho o silencio; sequer meu murmurio aguento
minha alma enche-se de angustia e lamento
Na amargura dela encontra-se a satisfação.
Vivo sonho! Voa além sem teu rancor
desaparece o fantasma no vazio e no escuro ;
do meu precioso sentimento minha tortura
Permita que eu morra, morra de amor!


ЖЕЛАНИЕ
Я слезы лью; мне слезы утешенье;
И я молчу; не слышен ропот мой
Моя душа объятая тоской
В ней горькое находит наслажденье.
О жизни сон! Лети не жаль тебя
Исчезни в тьме пустое привиденье;
Мне дорого любви моей мученье
Пускай умру но пусть умру любя!

Alexander Pushkin (tradução inedita e propria)

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Beijos Fevereiros

Quem de nós furtar o vento aos veleiros
que suaves surtam ao sol à prumo
onde facilmente as ondas perdem o rumo
pagará cada um dos beijos fevereiros

Quem de nós furtaria beijos passageiros
em olhares vestidos de orla marinha
na margem entre tua boca e a minha
ao passo que a brisa é tenue travesseiro?

Escuta a maré debruçar no som que distancia
envolvo em teu seio torno pousada a maresia
para que o dia canse e teu olhar persista

aguardo o azul do vento no sussurro do rosto
unir-se a noite alva,em absoluto oposta á agosto
para que a lua a veja nua e se encomode com a vista.

xicaras

Que graça e jovialidade de menina:

os olhos com os punhos esfrega

inquieta sentada, anda e se anima

com ternura fala e amor entrega;

tal ilimitada e incompreendida rima.


Que passa? a idade com a beleza ?

ou a maldade que sem essencia engana?

põe xicaras de chá sobre a mesa

em companhia da imaturidade insana;

o tempo, o espaço ignora indefesa.


Uma taça em verdadeira homenagem

de vinho, de vida, do curso que muda

o sorriso nunca está de passagem

enquanto a esperança morre desnuda;

aos setenta anos, o futuro lhe estuda a imagem.