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sábado, 25 de outubro de 2008

Mexico

Lembro agora dos meus ultimos momentos no Mexico
a poeira seca e quente nas narinas
o som aspero do vento soprando diante do meu corpo pequeno
lembro agora daquele tempo lindo e de como doeu me despedir
mas prometendo voltar e morrer ali
essa noite eu recordei da agua fresca na pia
daquele hotel vista pro deserto
e do jasmineiro e de todos os murais
cactos e mulheres
ritmos femininos demais
sons brilhantes e aveludados

e como chorei ali naquele aeroporto
quis cortar minha alma e distribuir os retalhos
dentro de uma duna
entre os os jasmineiros
pelo caminho e na estrada até o deserto

como me doeu lembrar guadalajara
o mexico querido de meus herois campesinos
Villa e seu cavalo ainda galpa pelas fronteiras do norte
sorriso de leite e madrugada de tequilla
tudo agora me faz recordar aquele mês no mexico
a terra onde podia andar desapercebido
os lugares e os sorrisos
as mulheres que me encantara se sequer saber ao certo
se era apenas uma apenas ou então o recorte de todas

sim eu chorei ali naquela manhã de terça
ao sair do taxi e entrar com as bagagens naquele aeroporto
ao sentir o avião decolar e aos poucos ir sumindo aquela paisagem
chorei ao deixar o mexico
ms ali tambem eu metade minha
a parcela louca de meus sonhos
verde,branco e vermelho
deixei-me ali e chorei ao prometer uma voltar para me buscar

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