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segunda-feira, 11 de agosto de 2008

vermelho

O sabor do sal nas palavras
e a vista só o vermelho concebe
os passos no espelho
que a criança não percebe
toda esta inocência
será lembrança
serão os traços de insolência
e só o vermelho concebe
no horizonte só o vermelho brada
na fronte frieza escorrente
de suor alado e veemente
coagulos de azul sobre as escadas
e o sabor do sal nas palavras
a revolta a prece a praga
e a esperança era cândida
é bela e draga
toda esta inocência
que será lembrança
serão os trapos de indolência
ondulados no mar de dores
nos sorrisos e nos credores
que cobram as dementes cores
que fogem de toda a crença
coágulos do verde sob o asfalto
e o fim derradeiro canta alto
pois só o vermelho atravessa
a fumaça degradantemente espessa
dos suspiros errantes
brancos e negros que acinzentam
arrebentam as nuvens d'antes
pois só o sal do sabor dos sons
sentirá os gostos bons
de toda inocência
que será lebrança
serão os sinais de dissidência
colorida e suja de moralismo
ou de cinismo do bom mocismo
reinante e hipocrita da decencia
onde só o vermelho avista
só o vermelho brada
no horizonte no futuro de margem arisca
só o sal nas palavras mantem
o sabor vermelho nos olhos do horizonte
será morto de toda inocência
que será lembrança
serão os novos homens livres aos montes
bradando vermelho em palavras
pisando nas cores escravas
onde a infância adormece morna e doce.

Um comentário:

Fernanda disse...

Fantástico! Esperançoso...