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domingo, 27 de julho de 2008

Quase não

A banda passava
e branda tremia recente
a última lembrança
de nossas danças
eram tão descrentes
que quase não restavam.
Quase não
restavam canções
e pedras no calçamento
quase não
soava contemporâneo
chão de sentimentos
pisados por sorrisos
nas diversões
gravadas com os pés
nas memórias dos pisos
nas comédias, discontrações
quase não se vê
mais a dança
mais a banda
tocante de você
amante das lembranças
que sustentam nossas presenças
durante estes momentos
que quase não
quase não
nem se completam de fragmentos
nem se quebram na constância
quase não são vida
nem distância
ou ressentimentos;
nunca ocorrem.
Mas a banda passava
e tal crianças
sem vingança
celebramos o efêmero
que dentre a serração e o sereno
serão as imagens
do cotidiano
que quase não
possue as cores vibrantes
de antes
antes de tanto tempo, tantos anos
puder rever rodando
as vozes cantando
notas constantes
em chão de pedra
que não caleja mais os pés
nem permite a queda
permancer a permissão
permitir a noite o abraço
sem nuvens de repressão
rondarem nossa embriaguez suave
voltaremos a nossa clave
que quase não
tem pedras
pontiagudas
apenas vozes resistentes
enrugadas e rentes
que quase não
quase não
cantavam livres até então.

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