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sexta-feira, 9 de maio de 2008

A doença da Academia

Engoli um carro serei eu um monstro
no céu que expressa sua angustia nas cores
sombras compõe a fuga dos tons
qualquer dor é tremula
cotidiano e nervos
a cravo me rouba de palcos,partido é palco
e é encenação barata
agulhas no céu frio de toda noite
meus olhos são ladrões de amor

quando cai o sol e é o céu do ano
as estrelas que parecem passar
demoram mais
muito mais a correr
corrida de toques e Carnaval
então chegamos onde deveríamos estar
desde o inicio nossas dores anunciavam o fim
e já sabíamos como seria para você e eu
mas e então como será para a humanidade?

Não repetirei um amor que rime apenas com amor
e o pensamento por trás da ideia
nas mesmas camas a certeza do sono
coo retrato do comodismo
ao saber que foi apenas tolice se entregar tanto

como os teóricos
esses burocratas da imaginação
burocratas de tudo o que é empírico
eu não quero ser como os teóricos
velhos e embolorados
cansados de amores e lutas que apenas leram
que apenas estudaram
eu não sei o que é o mundo senão viver
e a vida nos revela a luta
eu não quero ser como os academissistas sentados
qual livro em estante empoeirada

eu vejo o amor se agachar por bilhetes e tomos de livros pesados
dicionários do lirismo galante e ultrapassado
literatura boa apenas para quem não amou
vida é para viver
para esquecer já me basta que não perdoamos sempre
e eu até aceito que seja o melhor
mas se for como troféu a auto-critica
para constatar se é onde se estar agora
esse lugarzinho de sempre
nossa parcela fútil dentro do que é o presente

o vento imprime todas as folhas
peito aberto eu quero a esquina em meus passos
e a violência do processo entre meus calcanhares
para que enfim seja sempre noite
na alegria definitiva da emancipação plena
houve um tempo a pouquíssimo tempo
ouvi na canção do amor
essa que mesmo sem pretexto algum
quase sempre toca o coração de alguns em cada tempo
a liberdade para o riso e o gozo
liberdade repleta de afinação e coro

e se a limitação
esconder o amor
eu sei que a vida é um bar onde a alegria um dia sempre vem beber

seus olhos de terra
parecem romper-me
como surto infantil
me refazia pelos cantos
dançando sem esquecer que não será

meu coração entra por salas e gavetas
é praia distante na recordação de tudo
e o medo
esse brilho nefasto
para mim como o lume estelar de astro que deixou de viver
e fugir não é libertação
a alegria não é saudosismo
o bom mesmo é sair e ver
e sentir que o melhor é resistir
cartas soltas pelo pátio
cercado por essa ideia de propriedade retalho-me em sangue
repleto em fome e sede

apagado na ausência
e entre rascunhos
de nossos mesmos sonhos
aqueles mesmos planos inovadores

é erro tentar ver no final
o puro e casto e simples triunfar
impossível deitar em liberdade
enquanto o mundo cospe suas doenças
a academia alienou
os livros bitolaram
a luta é la fora e não nos bancos suaves

Ocupar é preciso
ocupar a vida de vida
tornar em nós um panfleto
um anuncio magistral desse tempo turvo
ocupar é preciso
com o lirismo liberto nos gritos
com a marcha maior e humana
viver é luta fora isso nada é necessário
para cada mão uma arma
para cada folha um verso
ocupar tudo
fazer da vida a trincheira maior daquilo que condenamos

Um comentário:

Lean Dromoi disse...

muito bom velho!!!

tanta gente que merece ler isso!
vamos nos fazer panfletos unindo nossas teorias na vida pratica.

abraço.