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segunda-feira, 12 de maio de 2008

Concreto armado

Leremos agora algus trechos da vida de certo poeta
sim chegam mais perto pois se cala a voz o ouvidos podem ao menos supor
então é isso onde tudo começo para alguns
onde tudo é dor para alguns
nada é igual como antes de hoje ou depois
num livro sim num livro cujo nome eu não sei
livor esse que deve estar como todos os outros livros
embolorando em alguma estante no quarto de algum velho
ou mesmo num sebo pequeno e descartado pelas mais descoladas livrarias

Leiam agora um verso no minimo real
contudo o verso é sobre coisas pouco provaveis
fantasticas apesar e tudo
liricas sobretudo por se tratarem de fatos cotidianos

Eis o poeta então!
Ele acorda todos os dias as 11:00 da manha
no quarto azul de teto amadeirado
constam uma garrafa de rum pela metade
outra garrafa de absinto gordon com duas doses
sim eis o poeta com seus olhos gigantescos de poesia e dor
a barba grande e negra
a roupa clichê de todos os poetas modernos
parece vestir concreto e ter neon nos olhos
seu sorriso é um letreiro de bar barato no centro
as costas doem todos os dias
por tras de seu oculos de vinil seus olhos seguem algum verso
talvez os cadernos de bem antes
ou outro livro que a muito custo aceitou ler
livro esse recomendado por algum amigo proximo

Eis o poeta então!
Um café sempre amargo um cigarro logo depois
na mesa um retrato de coisa de duas ou tres decadas atras
contam no retrato ele (o poeta),ela(seu amor) e todos os amigos de algum tempo
nunca sai sol naquela cidade onde ele mora
no seu bairro donas de casa estendem roupas nos varais
ruas umidas
crianças subnutridas pela ração diaria de todos os latino-americanos
Sim esse é o livro amarelando nas estantes de poetas e sebos
livro que não consta nas livrarias descoladas
sem noite de autografos ou Vernissage's
esse é o livro das ruas de cidades provaveis
e voce não é voce apenas
voce e eu somos poeta e verso

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