Aos comentaristas


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quinta-feira, 17 de abril de 2008

perdeu

Se eu ganhar alguém perdeu

sinto-me cada vez mais fraco

cada vez menos eu

todo tempo é sorte

o tempo todo me esqueceu

e me recorda a morte

e me enternece o breu

se alguém ganhar alguem perdeu

sinto-me cada vez mais forte

toda força me vendeu

e me rendeu a força com cortes

sinto-me cada vez menos eu

todo lugar é o lugar teu

cuja bravura é o meu norte

você o tempo todo me aqueceu

se por acaso o acaso volte

só não volto, por que ela perdeu

quinta-feira, 10 de abril de 2008

A decadência nos olhos da amada

ó minha amada
que nos olhos teus perdeste o lume , e agora tudo o que vejo é o ápice do próprio fim, é a decadência da poesia e do heroi que morreu em seus olhos à lutar mendigo e pagão. Nos olhos de minha amada cantava-se lendas, canções alegres madrigais , mas os canticos hoje são desesperos ritmicos com fonemas encadeados. Ó minha amada! não deixes teus olhos fenecerem após tanta vida que lhe foi exaltada e exalada.
Progride apenas esses dissabores que te escurecem o espirito e o agarram e o dragam para a profunda perfidia que é vender a alma pra quem acha que saberá o que fazer com elas. E o progresso em seus olhos minha amada, tira-lhes a cor, a poesia a ambrosia que se assemelhava com o horizonte que alvorara; hoje decai seus brilhos pois não lutas contra o vazio do cais onde ancoravam descobridores do humanismo e da beleza que lhes era transparente. Afundam em seus olhos e são esquecidos feito piratas naufragos e ébrios.
Mas não se aborreça, seus continuam a olhar, não vêm-me mais entre a multidão de anonimos, mas olham borrões no céu nublado e impressões subjetivas nos predios antigos; não te esqueças , ó minha amada, que habitei seus olhos mais de uma vez, e não deixarei que afugentem-me o fulgor; conheço caminho e trilharei apenas se lutares pela vida que lhe é candente e própria.
O´minha amada! não te esqueças que o progresso decai e a decadência progride!
Teus olhos gritam-me em agonia; lutai pela vida e pela tão bela expressão de meu amor.

domingo, 6 de abril de 2008

apenas pra notar

com a relva enquanto sorrias e te misturavas , com as abelhas

apenas pra notar que a noite estrelada recorda teu nome

chamei-te: teus olhos ora âmbar ora avelãs ou cor que some



reparei que ha novas flores nos teus cabelos feito centelhas

são poucas mas soam sinfonicas junto a admiração silente

chamei-te: teus cabelos ora floridos ora estrelados, dor ardente



enquanto eu chorava soube de vida brotando entre os ladrilhos

é pouca, mas nota-se o amanhã simples que foge às medidas

e ao fugir minhas lágrimas, regaram recordações floridas



com a névoa enquanto sorrias e te misturavas , com seus brilhos

apenas pra notar que as flores prosseguem nos meus clamores

chamei-te: estrelas, flores ou lágrimas, não mais fonte de meus amores.

sábado, 5 de abril de 2008

diferente e desigual

algumas coisas realmente são feitas pra que percamos nosso bom humor raro e costumeiro que nos é referencia corrente no mundo pseudo-intelectual popular de rimas discompostas em descomposturas: diferenças naturais em feitio de distinção humana.
A pura presuposição da diferença, da multiplicidade de valores na subjetividade ou na especulação simples baseada em vontades esporádicas justificam e explicam por que alguém é capaz de ser naturalmente distinto do bom, belo, justo e temperado!
È como dizer que alguém nasceu pra ser bem sucedido nos negócios, outro pra ser mulherengo, quem dera! aquela mulher nasceu pra independencia mas aquela é parideira nata e se segura, nego! Mas nasci pra não ser nada que não fizesse jus à minhas atitudes práticas independentes de minhas vagas opiniões que como se diz, são relativas; ou minhas vontades momentanas que servem apenas para tornar-me menos mediocre aos meus proprios olhos e aos de quem vê a vida alheia de camarote e esquece que no show sem protagonista todos são plateia e autores.
Não sou negro, não sou braco, não tenho raça , não tenho cor, não tenho etnia, não tenho religião, não tenho deus no coração que não seja o pulsar humano. Sou analfabeto de amizades, sou vagabundo pois sou honesto, sou poeta pois digo, sou eu por que ajo no mundo; o mundo sou eu hoje, eu amanhã serei a manhã de novas sensibilidades e compreensões mais completas.
Infelizmente a diferença é o substituto "natural" da desigualdade; (qe é dita de renda, de time de futebol ou qualquer outra que nos faz diferentes dos outros por não sermos nós mesmos, logo não somos nada, mas continuando) ignorando-se totalmente o modo real de nossa vida como se fossemos virtuais, como se houvesse diferenças entre "não prestar" e "não valer o que come" , acontece mesmo que é diferente quem não presta por que mal come.
Diferença evidente das contradições de classe inerentes ao capital e sua desumanização do homem, ao seu avanço tecnico das diferenças, e o aprofundamento do poço de nossa dignidade malhumorada, sarcastica e vaga , que até parece às vezes mero disabafo após o dia de trabalho fatigante ou após muitos sorrisos e saudações ignoradas: mas é apenas um motivo pra escrever sobre a raridade que se perde em nós mesmos.

Na noite

Tem tanta gente por ai
na cidade onde eu passo todas as noites
dentro dos predios que me observam enquanto eu ando sozinho
o cheiro de vapor ruim
faz sangrar minhas narinas
o perfume barato de algum inferninho no centro de algum lugar
Tem tanta gente dentro da noite
e a noite as vezes parece que esta dentro de mim tambem

Eu vejo as ruas e os carros
eu pixo os muros
eu fumo meu cigarro
dentro da noite
eu sou só
assim como dentro da vida inteira

sexta-feira, 4 de abril de 2008

sóbrio e concreto

estar sobrio já contem bons pedaços
de discórdia que não digiro
todas as mensagens com assinaturas

são o mistério da presença
todo alucinogeno real preenche
o todo e gargalha no vazio
não há passos firmes nas estruturas

sem concreto à chorar gotas de aço

rasgando os suspiros de benevolencia
onde toda fuga que encontro reviro
a enchente me banha fria e febril

o corpo é morto é torto é revanche

estar sóbrio já contem bons pedaços
de discórdia que não digiro
onde toda fuga que encontro reviro
sem concreto à chorar gotas de aço

não há passos firmes nas estruturas
são os mistérios da presença
rasgando os suspiros de benevolência
todas as mensagens com assinaturas

sem concreto À chorar gotas de aço
todo alucinogeno real preenche e mancha
o todo e gargalha no vazio

a enchente me banha fria e febril
a discórdia já contem bons pedaços
do corpo que é morto é torto é revanche

a dicórdia já contem bons pedaços
do corpo que é morto, é torto é revanche
todo alucinogeno real preenche e mancha

sem concreto À chorar gotas de aço
a enchente me banha fria e febril
o todo e gargalha no vazio

Eu

Tem tanto tempo desde que eu sai de mim
eu só quero enlouquecer e escandalizar de uma maneira tão absurda
romper com a razão dar ferias aos meus nervos
Faz tanto tempo que sai de mim que agora qualquer feriado prolongado
eu fico mesmo é atras de mim



Sonho cliche

Eu sei bem pouco desses lugares me mostre bem por onde andar
pra não pisar em seus segredos quero que guie meu olhar
e se depois eu não convir
quero que diga o que eu fui pra voce
me deixa ser um pouco seu mas que eu ainda possa recair
eu quero um pouco de voce em troca anulo uma parte de mim
se é para viver em liberdade meu coração é meu país
Me leve quando bem quiser
melhor se for sem avisar ou gosto tanto de enlouquecer
só diz o que eu devo falar
eu gosto tanto de voce e como eu gosto de sonhar




quinta-feira, 3 de abril de 2008

Para seu namoradinho

Tudo o que eu tenho feito ultimamente foi dar fazer a coisa errada
e quero uma pedra verde e lisa para condenar
e algum ex namorado vadio para cuspir
ninguem merece a vida tanto quanto aqueles que a oferecem

minha boca arde minha garganta doi e eu estou triste e febril
parece que seu namorado não deixou de ligar
quem sabe um acidente na estrada encerre tudo
e eu me sentiria tão culpado com tudo
eu só quero algum acefalo para condenar
ignorantes por opção cegueira voluntaria
tudo o que eu quero agora é deixar tudo pegar fogo ao meu redor

como um cão doente e sem dono amarra alguma me liberta
sou eu mesmo e é o que serei sempre
mas então o que voce fazia durante o periodo que passei no centro
nada
absolutamente nada de importante ou relevante
mas estou fazendo as pazes com o mundo e seus marginais
e no fundo eu sei que sou o pior de todos
mas quem se importa

como um mendigo sem sonhos eu apenas deliro e praguejo o destino
mas enfim sou o cara errado na hora certasou o cara certo na hora errada
não quero mais saber de nada
melhor seria ser burroe sem modos
melhor seria ser ele e ter voce