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segunda-feira, 10 de março de 2008

São Paulo

Nessas noites sem estrelas ou alcool
apenas o neon da cidade cinza e calada de gente
porque a cidade diz na lingua veloz dos automoveis
quando deita no céu a noite esfumaçante
dizem os mais inocentes
Ai!... Como eu queria voltar para a roça!
Da boca pra fora esses desatentos reclames
pois a cidade é luz que apaga o céu estrelados e em sua confusão
as vezes cremos que não
Nos não vivemos a pão e agua e circo na cidade
nos vendem tão bem tudo que as vezes creio que somos motorizados
As buzinas calam o canto da manhã
é mais triste eu sei ver o concreto erguer-se humilhando mãos
mas enquanto eu canto as ruas as vielas me respondem
Me chamem de louco mas eu canto o amor da cidade
basta do lirismo idiota e pouco afeito aos nossos tempos
Pieguismo sujo de quem nunca saiu de onde veio
saibam que as canções de retorno nada representam
alias representam o fracasso dos pouco afeitos a realidade
nenhuma canção deve ser bonita apenas
assim como nenhum amor deve se encerrar no tempo
a cidade é como uma mulher a urbanidade é complexa e violenta
nada no campo me chama
meu canto é a cidade e o saudosismo campeiro eu exorcizo com a velocidade de um feixe de luz
eu quero é o neon no lugar das estrelas
e os letreiros ofuscantes no canto das nunvens
eu canto a cidade que cidade é para viver e cantar
sim meus veros são para os amores pouco provaveis de cada buteco sujo
de cada viela escura meu poema quero como pixação
Nada na cidade me abriga melhor que o desencanto de ser urbano
o tempo corre e sempre guardo a impresão que sou um carro rodando com gasolina comum
empoleirado na cela cotidiana de um apartamento pequeno demais
numa cidade que pulsa
em todos os corpos
e ferve a febre insana de todas as vidas

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