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segunda-feira, 24 de março de 2008

O dia do demonio

Todos os domingos doem
sem esforço todos os domingos ferem
como numa tarde de domingo
quando brigamos pela ultima vez
ali naquela tarde tudo acabou
na pressa das horas
a paixão não quis abrir concessões
sendo assim todos os domingos são dor

não preciso mentir para me curar
e se a verdade tambem fere
e doi e sangra
quero crer que assim são todos os domingos

a vida parece um altar agora
buscando uma desculpa para as falhas
quase somos como os santos
mas e então um erro assim
tudo foi vão
agora eu entro naquele café
é o mesmo de sempre
sempre

Mais um domingo para nossas vidas
e ali naquela tarde
dentro daquele domingo
na urgencia das horas
a paixão se perdeu n'outro espaço

Não preciso da mentira
sou como aquele que buscou toda a vida
e ao encontrar se deu conta
ao constatar que o bom mesmo
foi apenas buscar

foi uma vida inteira de ate ese momento
e tudo não me fez mais feliz que antes
viver só me trouxe a sensação
e mesmo assim ali
a vida não foi o que esperei
parece que parti exatamente no ponto
onde tudo começaria a fazer sentido

Todos os dias ferem durante a semana
mas é no domingo que se quer partir

não gosto desses novos sabores
a novidade é sempre amarga
para um espirito que não se foi por completo

os sonhos vão rememorando as ruas
onde a noite nos forçaram ao beijo
nos sonhos eu vejo
o que com uma tarde
num domingo disse adeus

tenho pensado em coisas variadas
o sol
por exemplo
por exemplo tambem
os dias

buscar uma desculpa valeria tambem
contudo eu apenas penso

na ideia cabem o sol
os dias
e a tristeza
a tristeza na verdade cabe um pouco
e todo o resto se espalha pela vida

agora eu entro naquele antigo café
o mesmo de sempre
sempre

quando na verdade
eu nunca sou o mesmo
sempre

Sei que parti de uma centena de lugares
mas então é como se os mesmos
não tivessem partido de mim
sinto que parti
quando é certo
que fiquei por inteiro

Todos os domingos abrem feridas
mas é durante a tarde
diante da tv mediocre que se desespera mais
pois ali a dor ocupa a lama
e mesmo o alcool ou a cocaina parecem trabalhar no auxilio

A semana doi na solidão dos corredores
e o domingo chora
no coração culpado
Choverá a vida inteira
a exemplo desses dias sem virtude
e eu sei o que com uma tarde
naquele domingo disse adeus e se foi

de tanta tristeza o meu coração
tornou-se em avenidas

nenhuma mentira é necessaria
por mais dor que cause a verdade

e eu,eu sei muito bem
o preço dos domingos a tarde
e é o mesmo valor
as lagrimas de quem sabe
sim sabe que perdeu

e eu perdi
não por descaso ou falta de atenção
eu só perdi
pois me encontrei
em algo novo e real

mesmo que seja verão
aos domingos sempre choverá
meso que seja céu nublado
só em alguns corações

todos os domingos doem
mas é quando chega a tarde
que o domingo fere mais

então não vê que sou a imagem
o quadro azul da solidão
como o espaço vago ente nós dois
naquele bar
na sexta a noite
ou mesmo o copo pelo meio de cerveja que deixou
ao sair fria sem sequer um adeus

sim todos os domingos doem
pois é como se ao chegar a tarde
viesse a certeza no colo do cosmos
jamais nos veremos como antes
somos super produções do leste europeu
somos lado b
pela natureza do inicio
pela natureza do inicio o final seria assim
num domingo frio e doloroso

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