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domingo, 30 de março de 2008

porcelana

os ombros charmeam sobre os cabelos
os lábios fogem e fingem sorrirem
beijos leves com elegância
e leveza de porcelana
boneca na infância
danças ao andar vês ondas se despirem

como um passeio pela orla engana!
um só momento
parece curto mas dura todo o tempo
sublime e comum
anoitecem os olhos
sinto-os em lugar algum
sem nuvens feito o outono
a leste de Olinda
ao sul de abrolhos
e toda a leveza é infinda!

sexta-feira, 28 de março de 2008

Democracia e a barca do inferno

cheguei realmente a pensar que as pessoas tem voz na garganta e brio no peito; ao invés disso brada-se pelo pudor da democracia e a maioria, que tem a cabeça junto ao chão, deve exercer seus direitos se contorcendo.

chegam os digníssimos candidatos cada um em sua barca com o destino traçado para o bem comum e para o bem universal. Ambos se vestem de espírito absoluto mas por trás há um diabo obsoleto e um anjo patético. Pois adentrai nas barcas com seus votos!!

O destino de todos, ou melhor da maioria, restringi-se aos pecados de um cidadão que se preza no conjunto da sociedade e cumpre seus deveres previstos em lei....pois é... ambas as barcas levam para o bem comum e trilham os mesmos caminhos de maneiras não identicas é verdade, mas sem dúvida o caminho é traçado na mentira.

se os cavaleiros que deram suas vidas pela cruz da democracia tão fielmente escolheram a fantasia divina em trajes de anjo possuem a coerencia; estão montados nos lombos e nos suores de quem continua com a cabeça no cais do porto e, de preferencia com a cabeça n'agua. Já me sentira como tal cavaleiro zelador da cruz dos fieis e dos pecadores e acabei afogado nas brumas do mar sem ondas que permeam as ideologias dominantes.
O bom é que anecessidade nos obriga a nadar no escuro e teremos vantagens até chegar a terra prometida. Apesar de tudo não sou tolo o suficiente para esperar a vida toda sentado em um horizonte negro assistindo a sátira da vida no consumismo purgatório.
Se eu pegar a barca junto aos progressistas crescentes intercontinentais e aos especuladores da vida alheia e dos descrentes no ser humano, também não é muita vantagem; não é muito distinto do que o cais e todas as praias enlameadas de atualmente.
O que nos resta , infelizmente meus amigos, é derrubar estas duas barcas que poucos podem conhecer os caminhos da pseudo-felicidade e fazer com que quem ficou ajude a tirar as névoas do horizonte e a lama e a malária da pele dos infelizes que sabem que o mar sem ondas é pura aparência.

quinta-feira, 27 de março de 2008

no futuro

a cerca de mim mesma no futuro
só sei que se soubesse de prontidão
que serei diferente da escuridão
já me aprazeria não ver o escuro

e se eu soubesse que estarei em apuros
não me arrependeria em apreciar a ocasião
já que até lá aguardarei de certo no vão
vários outros momentos duros e obscuros

quanto a beleza que se esvairá
quanto as memórias que esquecerei
junto ao passado vivo quiçá

guardarei dentro de mim, de viver, a lei
que não cumprirei qualquer destino.
amar a beleza, até o fim em desatino

borboleta incolor e flor do deserto

me encontro num campo
de concreto asfalto incerto
vivo feito a flor do deserto
a borboleta incolor
que perdera-se nas metamorfoses do estático
nos suspiros matemáticos
onde tudo é só e perto

Incolor me encontro
no grito
no silêncio aflito
da rua noturno
a flor que é deserto
a borboleta que é motivo
do conflito
do suspiro só intuitivo
só se encontram se a chuva não furtiva
lembrar que o peito deserto
e soturno
é processo
é caminho
onde tudo é só e perto
não se toca com carinho

é o fenecer
é a borboleta a morrer
e o sem cor da terra
que ora se encerra
logo se abarca a aborrecer
creio que a chuva
não irá aparecer
e aflor que só torna viúva
ou noiva do vazio
apenas aguarda o frio
pra também perder o feitio

ficaram desertos asfalto
a completarem-se pelo alto
incolores incertos
onde tudo é só e perto
ninguém se aproxima
a flor amadurece e morre menina
a borboleta não cresce
meu peito seco
regar-se-há sozinho.

malditos

Maldito dia:
que não vi meu amor
maldito dia que perdi as eleições
maldito dia
que todos os Ônibus passaram;
na ora da vinda, o meu saiu do itinerário

maldito dia que não vi meu amor
maldito dia
maldito dia que perderei meu emprego
maldito dia
que não tive meu companheiro de seresta
maldito dia sem luta na noite
maldito dia que lembrarei insone

maldito dia que vou ter que reencontrar e recontar
maldita dor de cabeça que me levou o dia
maldito dia que não perdi a cabeça
maldito se ja eu que não perco as esperanças
sou hoje o dia da noite na rua só

não tenho meu companheiro de seresta
o terei que recontar
maldito dia que acordei com dor na garganta
e terminei sem gritar

segunda-feira, 24 de março de 2008

O dia do demonio

Todos os domingos doem
sem esforço todos os domingos ferem
como numa tarde de domingo
quando brigamos pela ultima vez
ali naquela tarde tudo acabou
na pressa das horas
a paixão não quis abrir concessões
sendo assim todos os domingos são dor

não preciso mentir para me curar
e se a verdade tambem fere
e doi e sangra
quero crer que assim são todos os domingos

a vida parece um altar agora
buscando uma desculpa para as falhas
quase somos como os santos
mas e então um erro assim
tudo foi vão
agora eu entro naquele café
é o mesmo de sempre
sempre

Mais um domingo para nossas vidas
e ali naquela tarde
dentro daquele domingo
na urgencia das horas
a paixão se perdeu n'outro espaço

Não preciso da mentira
sou como aquele que buscou toda a vida
e ao encontrar se deu conta
ao constatar que o bom mesmo
foi apenas buscar

foi uma vida inteira de ate ese momento
e tudo não me fez mais feliz que antes
viver só me trouxe a sensação
e mesmo assim ali
a vida não foi o que esperei
parece que parti exatamente no ponto
onde tudo começaria a fazer sentido

Todos os dias ferem durante a semana
mas é no domingo que se quer partir

não gosto desses novos sabores
a novidade é sempre amarga
para um espirito que não se foi por completo

os sonhos vão rememorando as ruas
onde a noite nos forçaram ao beijo
nos sonhos eu vejo
o que com uma tarde
num domingo disse adeus

tenho pensado em coisas variadas
o sol
por exemplo
por exemplo tambem
os dias

buscar uma desculpa valeria tambem
contudo eu apenas penso

na ideia cabem o sol
os dias
e a tristeza
a tristeza na verdade cabe um pouco
e todo o resto se espalha pela vida

agora eu entro naquele antigo café
o mesmo de sempre
sempre

quando na verdade
eu nunca sou o mesmo
sempre

Sei que parti de uma centena de lugares
mas então é como se os mesmos
não tivessem partido de mim
sinto que parti
quando é certo
que fiquei por inteiro

Todos os domingos abrem feridas
mas é durante a tarde
diante da tv mediocre que se desespera mais
pois ali a dor ocupa a lama
e mesmo o alcool ou a cocaina parecem trabalhar no auxilio

A semana doi na solidão dos corredores
e o domingo chora
no coração culpado
Choverá a vida inteira
a exemplo desses dias sem virtude
e eu sei o que com uma tarde
naquele domingo disse adeus e se foi

de tanta tristeza o meu coração
tornou-se em avenidas

nenhuma mentira é necessaria
por mais dor que cause a verdade

e eu,eu sei muito bem
o preço dos domingos a tarde
e é o mesmo valor
as lagrimas de quem sabe
sim sabe que perdeu

e eu perdi
não por descaso ou falta de atenção
eu só perdi
pois me encontrei
em algo novo e real

mesmo que seja verão
aos domingos sempre choverá
meso que seja céu nublado
só em alguns corações

todos os domingos doem
mas é quando chega a tarde
que o domingo fere mais

então não vê que sou a imagem
o quadro azul da solidão
como o espaço vago ente nós dois
naquele bar
na sexta a noite
ou mesmo o copo pelo meio de cerveja que deixou
ao sair fria sem sequer um adeus

sim todos os domingos doem
pois é como se ao chegar a tarde
viesse a certeza no colo do cosmos
jamais nos veremos como antes
somos super produções do leste europeu
somos lado b
pela natureza do inicio
pela natureza do inicio o final seria assim
num domingo frio e doloroso

Biologia e Historia

ele dormiu o dia inteiro
ela trabalhou bastante

enquanto ele conversa no patio
ela aparece no patio

ele vai puxar assunto sobre seu colar
ela vai sentar no banco e dar trela

Vão trocar as primeiras impressões
notar detalhes em segredo
Samsa...
Samsa...

Ela vai o convidar para um filme
enquanto ele só conseguirá titubiar

algumas amigas vão chama-la
e ele só vai se arrepender de não ter respondido de pronto

Cravos e bromelias poderiam compor um lindo jardim
cravos e bromelias conversam no patio
no centro do samsa
samsa...
samsa...

Ela usa o samsa no pescoço
ele tem o samsa no quarto

parece que tudo vai dar certo
será que eles darão certo

ele dorme o dia inteiro a noite ele sai para beber
Cravos e bromelias
no mesmo
Parque
cravos e bromelias
na mesma
Escola

Ela faz biologia
ele faz historia

branca,branca e loira e branca e linda

historia ele
ela biologia

Samsa...
Samsa...
Ela usa o samsa
o samsa trará sorte para eles

Ele quase não sorri e é pura timides
ela lembra a infancia e a paz em sua vida

ele não tem muito o que falar
ela conversa e observa
ele apenas cala olhando sua boca

todos vão torcer para tudo dar certo
e vai rolar festinha se tudo rolar nos conformes

será que irão se entender
todos rezam pelo sim

Ele vai chama-la para sair
e ensaiar algo para dizer naquela hora
1,2,3 vezes vai repensar

passará por um corredor
e ao encontra-la vai fingir ser casual
e ela foi simpatica
ao supor surpresa

ela passa e não olha
com algum amigo conversando vai sorrir
parece que enfim alcançamos
um estagio irreversivel
ele e seus amigos
alguma bebida e o bar
gente passeando pelo caminho
as noites parecem enfim
ter chegado a potencia infinita para os dois

Parece que tudo o que fizeram
foi chegar até ali
todos os encontros de antes
tanto para ali

Como crianças cujo brinquedo ensina
eles teriam que se encontrar
em algum ponto seriam menores
se não se completassem ali

Ele bebeu demais esses tempos
o sorriso dela é uma ideia recorrente nele
Ele saiu com tantas garotas
e tudo o que ele fez foi para chegar até ali

Parece que enfim eles se encontraram
cravos e bromelias no mesmo jardim
e aquela cerveja gelada no intervalo
assim como crianças brincando
olhos cansados do comum
sim tudo que fizeram foi chegar até ali

Samsa...
Samsa...

Ela conhece quase todo mundo no campus
os olhos dele parecem confusos quase infantis
talvez ela desejasse apenas transparecer simpatia
e tudo o que fizeram foi para chegar até ali

todos dançam nessa cena
ele e ela parecem formar um dos pares

Samsa...
Samsa...

Até agora o tempo apenas cooperou.

Regra e meio

Me encontro em condição de regra
de lei que impõe e espera o veredicto
me atenho a contradição que me integra
o mundo, sozinha; calada me irrito

e as ruas que são minhas em ordem de conflito
se enchem de amargura que não viva me nega
não compreendo nem por razão nem por mito
por que quando comigo toda a luz é cega

chego a considerar mediação febril
injusta e tamanha é a dor que me atém
e mesmo em nunca poder fazer o bem

espero recuperar-me pro outonal abril
para que o mundo sirva-me esperança
o amor de que me banho conceba uma criança.

domingo, 23 de março de 2008

o que resta

Pétalas talhadas em vidro e lume
e nas vozes. Desastres em rios à desabrochar
distintos e distantes, a noite, em um perfume
levavam abotoados seus trajes com o luar

Aos lados gravuras que exprimiam seu olhar
em glosas de semblantes em carisma e em ciúme
levavam as pétalas nos gritos.. no tardar...
nas águas... no esplendor: tua pele à luz resume

Na vinda, nas rendas que suspiram que fulguram
em meu peito de vidro, prateado, seus desenhos
doem rios ao deixar que vozes me derrubem

Em vez disso alvoradas nas parreiras me saúdam
tomo os instantes: pétalas, olores que tenho
as distâncias, os açoites; para que anoite lhes desnudem.

sexta-feira, 21 de março de 2008

Vegetarianismo

Nessa hora já deve ter lido o poema
já não haverá segredo algum quando nos vermos
saberá que já não sei mais nada
saberá que tenho andado jogado por por longos periodos

e a fumaça me envolve
enquanto o dia vem eu me deito
essas tem sido as noites eternas
horas cheias de insanidade e delirios

eu a amei por um tempo
por algum tempo tudo era esperança
mas então todas as mulheres
todas as mulheres com as quais me deito perdem o encanto

sim voce tem algo meu em voce
um presente desabrochado naquele carnaval

deixe escorrer por um tempo
permita-me que a deixe consigo
todas com as quais me deito perdem o encanto

sim a essa hora estara tudo no seu lugar
seguirei para outro amor
e voce,sim tambem seguira para o mesmo cara
aquele de antes
bem antes de nós dois

Eu a amei algumas semanas
por algum tempo voce foi um sonho
e então foi bom sonhar
e essas foram as noites repletas de delirios

me deito enqu8anto o dia estreia
a alegria foi um suceso
mas nunca tocou em nossa radio
e sabe eu nunca sei cantar essa canção

a fumaça vem de todas as ruas
e voce,sim retornará para aquele sujeitinho
aquele mesmo que fez sofrer
enquanto eramos nós dois
permita-se a solidão
horas de delirioe insanidade só suas

essa noite eu andei pelo centro
bebimuito com alguns amigos
e sem voce
agora eles só perguntam por mim

a alegria é uma canção muito popular quase um cliche
para gente moderninha como nós dois não é mesmo
palavras como dor e adeus
parecem melhor para ambos agora

e então voce foi um sonho
que por um tempo foi doce sonhar
todas com as quais me deito perdem o encanto
foi bom sonhar e então deixou de ser
palavras e canções parecem muito para esses tempos
por enquanto seria melhor calar

se o sonho era doce
hoje a fumaça me envolve
voce quis acordar
a alegria é uma canção popular
que não aprendemos a apreciar

Amor de Verão

o verão se encerra.
agora posso distanciar dos amores que não tive
e amar o que ainda vive
que foi praia e chuva que molha a terra.

tamanho calor me tomara.
posso me esquecer dos cabelos louros
da pele bronzeada e traços mouros
que deixava do sol marca tão rara.

o verão me tomou e amor por dentro
correu nos dias longos gritavam sentimentos
intensas desilusões tendo abraços, embaraços ressentimentos
e carinhos e recordações que seguro vive no peito em seu centro

E tu amor, que permaneceste após o verão
traga junto a luz e a raridade
da distancia que não é ilusão
e da estação que preencheu-me de tantas metades.

pensamentos incompreensiveis

Se ninguém me explicar o que é "allegro con molto" como vou deduzir do que se trata uma viola da gamba, como esperar que alguém saiba que diabo de produto usa-se em litografia caso isso seja claro em nossa compreensão.
Se por acaso eu soubesse por que se escrevia em latim em pleno seculo XVIII já seria um feito ou por que o que é classicista é classico e o que é classista é mais contemporâneo, o que é classe afinal?! elegancia ou algo que dizem que pertencemos desconfiando que é bem possivel que seja um devaneio ultrapssado... se ninguém me explicar por que estou aqui pra onde vamos e o que somos não sou eu que vou me preocupar em justificar vossa existencia!!
se alguem souber por que tem tanta gente morando proximas umas das outras me avisem porque se piorar quero sair antes da enxurrada de corpos de motivos pra guerra e pra nosso aborrecimento...
se eu soubesse pra que serve saber sobre si mesmo não precisaria perguntar se saber significa algo fora de mim... talvez haja algo fora de mim que saiba.... mas espero que este fora não fique tão longe de casa.... o transito aborrece muito essa hora do dia.
e por que tem tanta gente nas ruas?! as pessoas não têm em que se ocupar...é dificil de entender... alguem me explique.. porque quanto mais me aproximo mais me espanto...façam algo antes que seja tarde!!! há um filme hollywoodiano muito bom hoje e não pretendo mais me preocupar com tais futilidades.
Também espero que otras pessoas assistam pra ter sobre o que falar... hoje é quarta-feira... o fim de semana ainda tarda... deve haver algo divertido pra se fazer quando não se sabe explicar algumas coisas e não se tem ninguém por perto que ajude...só se olhar no google!! realmente genial esta idéia! Beneficios da modernidade! e da solidão e doisolamento...
se ninguém me explicar por que escrevo sem saber se alguem vai ler, guardarei só a esperança e a indiferença que me tomam em rotina.

quarta-feira, 12 de março de 2008

O que voce escreveu para mim

O que voce escreveu para mim?

olha essa pergunta me sobe a garganta como um raio tempestivo e pasional
voce me disse para esperar e ver que logo então me mostraria
e calma e fé é o que eu planto no quintal da alma
porem cada vez mais grita o peito essa pergunta incansavel
O que voce escreveu para mim?
As ruas passam dentro do caminho que eu percorro todo o tempo
os predios repletos de papeis e gente morando dentro
nada me faz parar de supor cada linha em verso extensos
alexandrinos possiveis ou provaveis decassilabos
O que voce escreveu para mim?
eu que não sei mais nada desse seculo em trevas
ao imaginar suas rimas livres ou metradas vasculho as noites dentro de um sonho
O que voce escreveu para mim?
Preciso saber ou vou ignorar a razão e me lançar aos seus pés
contudo não existe outra solução o caminho é declarar
mas enfim dizer o que ?
cliches em frazes pré fabricadas?
Jamais inventarei palavras racionais
a exemplo de maiakovsky lerei para os predios e que as ruas espalhem
mas e seus verso para mim?
o que voce escreveu para mim?

segunda-feira, 10 de março de 2008

São Paulo

Nessas noites sem estrelas ou alcool
apenas o neon da cidade cinza e calada de gente
porque a cidade diz na lingua veloz dos automoveis
quando deita no céu a noite esfumaçante
dizem os mais inocentes
Ai!... Como eu queria voltar para a roça!
Da boca pra fora esses desatentos reclames
pois a cidade é luz que apaga o céu estrelados e em sua confusão
as vezes cremos que não
Nos não vivemos a pão e agua e circo na cidade
nos vendem tão bem tudo que as vezes creio que somos motorizados
As buzinas calam o canto da manhã
é mais triste eu sei ver o concreto erguer-se humilhando mãos
mas enquanto eu canto as ruas as vielas me respondem
Me chamem de louco mas eu canto o amor da cidade
basta do lirismo idiota e pouco afeito aos nossos tempos
Pieguismo sujo de quem nunca saiu de onde veio
saibam que as canções de retorno nada representam
alias representam o fracasso dos pouco afeitos a realidade
nenhuma canção deve ser bonita apenas
assim como nenhum amor deve se encerrar no tempo
a cidade é como uma mulher a urbanidade é complexa e violenta
nada no campo me chama
meu canto é a cidade e o saudosismo campeiro eu exorcizo com a velocidade de um feixe de luz
eu quero é o neon no lugar das estrelas
e os letreiros ofuscantes no canto das nunvens
eu canto a cidade que cidade é para viver e cantar
sim meus veros são para os amores pouco provaveis de cada buteco sujo
de cada viela escura meu poema quero como pixação
Nada na cidade me abriga melhor que o desencanto de ser urbano
o tempo corre e sempre guardo a impresão que sou um carro rodando com gasolina comum
empoleirado na cela cotidiana de um apartamento pequeno demais
numa cidade que pulsa
em todos os corpos
e ferve a febre insana de todas as vidas

combinado!

então combinado :
não falas nada eu não escuto
assim não finjo e não permuto
tudo se sabe e nada é lembrado
tu és meu cúmplice meu jurado
nos condenamos sorrindo no luto

Sem problemas:
conversas com quem entende
a ti nada surpreende
a mim nada é dilema
chamo de ajuste chamam esquema
alguem disconfia o negocio suspende

negócio feito:
não envolva a lingua nos dentes
eu não lembro que és dissidente
falamos baixo que o ar é rarefeito
os muros escutam... meus respeitos
nos bancos distantes ricos eternamente.

Mulher

Lá no oriente existe um homem igual a mim eu sei
e ele todos os dias deve acordar bem cedo eu suponho
deve ter um sonho eu imagino
algo bem comum eu deduzo


La no norte existe um homem igual a mim eu sei
e ele todos os dias deve acordar bem tarde eu deduzo
para explorar outros homens iguais a ele eu suponho
algo bem atroz eu imagino

Mas deve tambem haver uma mulher lá no oriente
mas deve haver uma mulher lá no norte
e existem tantas mulheres aqui
tudo isso eu sei

o que a times não informa
o que não cantam na fm
dor e dor e dor
sinonimo de exploração e violencia

sou judeu
sou arabe
sou judeu
sou mulher
sou judeu
sou andaluso
sou judeu
sou marroquino
sou judeu
sou mulher

e a mulher é o negro do negro
e a mulher é o negro do negro

deitada com suas cicatrizes
algumas feridas não fecham nunca
deitada com seus remedios
algumas doenças afetam a vida mesmo quando partem

tudo cresce matura e parte

negro do negro
negro do negro

a margem como destino
a submissão como dogma
negro do negro
a mulher é o negro do negro

Para cantar para quando tivermos nossos filhos

Minha pequena me explique sobre as coisas que voce viu
me diga o que o vento soprou em seus ouvidos
quando eu sei que não existe abismo
quanod eu sei que a morte é o final de tudo

e eu vi crianças cantam para a fome
e ouvi um antigo soldado voltar ferido
quando eu sei
eu sei que tudo é tão fragil

Minha pequena me diga o que voce viu
me explique sobre o que ouviu
quando eu sei queé tudo finito
quando eu sei que a alegria passa

eu ouvi a chuva cair forte nos campos
enquanto um velho enterrava sua esposa
e no alto eu senti que haviam mulheres de pedra
e no alto eu ouvi a dor feminina

Minha pequena me responda o que voce viu
responda o que te fez voltar
quando eu sei que o mundo é assim
e eu sei que voce tambem sabe

eu ouvi perguntas longas demais
e sons que lembravam o medo
e eu voltei para leva-lo para fora
pois ouvi a chuva cair forte nos campos

e o velho chorava silencioso
as montanhas soavam verdes
no campo as crianças cantavam a miseria
e eu sei que voce sabe tambem.

domingo, 9 de março de 2008

cotidiano

Depois de tudo o sono bebe de cor

a quente neve do sumo de suor

derrete e derrama-lhe o desmaio


não forte briga e cai breve e mero

ridente chora fraco escorre o esmero

e com odio chinga em quietos raios

com semanas fartas ombros acima

grosseria com miséria é rima

luta com suor é maio

sangra o coração que cria

dorme a vez de adoecer do dia

sorriso e humanidade ainda é ensaio.

sexta-feira, 7 de março de 2008

mulher

Me lembro de ser feita poema, épico e drama
comparada à flores, doçura dos campos de seda
chamada ao amor, princesa adorável e leda
cândida no trato, graciosa se a ocasião clama

Valente na rua, com nossas bandeiras em chama
Bradante e a chorar pela injustiça e por medo
garantia no olhar o sorriso e no peito o segredo.
descreveste me nua e saliente na cama...

Recordo que me entregaste tua confiança
teus braços e palavras entoando segurança
sempre quando contigo sinto-me mulher

Acordo adoecida e melhoro se necessário
se sou doce dura é a vida, companheira de calvário
sou tua amiga, me redobro para o que vier

quinta-feira, 6 de março de 2008

sorrisos e dias em guarda

Deixem-me. alguem guarde meus sorrisos

enquanto preciso enfrentar disabores indecisos.

não poderei empunhá-los por momentos


Enfrentem-me. alguem guarde meus bons dias

não serão no entanto atingidos por patifarias

logo que sucederem meus intentos


alguém: busque na distância que tenho da vida

os lábios que não me tocam mas curam as feridas

que cultivo firme embora desatento

mas assim que sair vivo , todos por mim

por todos os cantos levarei, sorrisos e dias enfim

deitaremos sob a brisa. as mágoas deixaremos ao vento.

Meus sorrisos e meus dias lutam no peito

alguem sopre o mal refém e rarefeito

daqui onde guardo meus amigos em movimento

e deixem-me que minha face esnobe em cinismo

arda em ironia em ira com arpejos e lirismo

e Nos esqueçamos que alguem tentara enfrentamento

Integridade

Quando for falar de integridade verifique se você é uma pessoa integra
Porque nem sempre as atitudes que tomamos com pessoas a quem chamamos de amigos, outrora foram dignas.
Nem sempre prestamos atenção se estamos magoando irmãos que
outrora diziamos que seriamos capazes de botar a mão e até se atirar no fogo por eles

Temos que seguir o nosso instinto se ainda o tivermos vivo dentro de nos mesmos, para nos tornarmos pessoas integras
Não nos deixar levar pelas ideias alheias de rancor e ciume, por não ter alcançado a glória e o extase que outros alcançaram.

Para ter intergridade basta uma pequena coisa, HUMILDADE!
humildade de reconhecer que não somos perfeitos e cometemos erros.
Antes de sair aos quatro ventos clamando integridade, primeiro temos que verificar, se os nossos atos estão a altura da pessoa integra que dizemos ser.

Por isso so lhe digo uma coisa meu amigo
espero que erres mil vezes mais, a quem você julgou um dia
só assim ira compreender que integridade nada mais é que seguir os seus instintos sem medo de julgamentos, represárias o que for que aconteça pois você não tem que ouvir ninguem somente o seu coração

O dia que isso acontecer você podera compreender o que lhe falo
e nesse dia você se arrependerá das injustiças que cometera com quem um dia voc~e se disse amigo.

Sou poeta

Alguem sabe o que anda acontecendo em mim
pois o jardim perdeu o encanto as meninas parecem feias
e a vida é um intervalo entre as noites
eu costumava começar os versos assim...
Agora alguem sabe onde foi parar o lirismo infantil e doente quase sempre?
Talvez eu esteja na primavera
suspeito de outro outono em suas fotografias
Não ela não me fará feliz
alguns opinam cheios de uma certeza cautelosa e amiga
Mas nesse março de sol e calor estou recolhido aos cuidados da cama
quase não chove nessa tentativa de cidade
aqui é verdade não nenhum mexico insurgente e saudoso
aqui é verdade estou sozinho como uma centena de outros caras
mas ela que é linda e suave como uma romã
tambem esta aqui
eu não sei mais fazer versos tudo que me ocorre é ela
eu que errei por um bom periodo
hoje não sei por onde começar é que na tentativa a gente esquece
a razão do intento
Ocorre que me cansei de ser aquilo e salvo me entrego combatente
aos olhos que sequer me olham
A verdade é que não sei mais por onde ando
pois toda noite me aguarda com alguma razão humana de esquece-la
Mas sou poeta...

quarta-feira, 5 de março de 2008

pouco....?!

Nada mais patético que este desespero
sei pouco sobre muita coisa
e muita coisa sobre nada
Mas não saber o que fazer quando se pode...
morreremos de arrependimento ou de crueldade
sempre que estas ilusões deprimentes se impuserem
a nossas simplórias posições mundanas
a nossas sensações de fugacidade
estaremos nos acuando a distração chocante
e displicente, esquecendo do muito que podemos
mesmoquando pouco sabemos

é desesperador não saber o que se pode
se se deve distrair-se ou trair-se ou retrair-se
foge tudo da mente,é real... ainda mais sempre
pungente e aflitivo é ter que descrever tantas falácias
invejas,mesquinharias nas bocas nas mentes nos ventres

tão patético que nem sequer consigo sorrir
demonstre vosso desespero e aflija quem é agonia crônica
carcoma toda a agonia e sinta aflição que és tenaz e perigo
se assemelha a intriga todo osilêncio
ou mesmo a estupidez que não enfrenta
tão quimérico momento
em que poderíamos pôr e deformar
as íris que desfocam da própria dignidade inconvincente
derrotada pelo pouco que não sabemos
pelo pouco que não sabemos
nos tornamos nada para se saber
nem sequer consigo sorrir
ao escrever uma crônica sobre onão-ser

Nada tão patético
mas o desepero que aflije quem pode não sabe
não sabe o que espera!!!
a estupidez e aquimera tiram as formas
tiram as cores ,afugentam fugazmente
todas as cinzas do lacrimejar e do verdejar
se abrigamneste desespero que morrerá juntamente
com quem distrai,trai retrai
tão patetica e subitamente

nos veremos estupidamente crônicos
e ignorarei toda este sarcasmo pra te socorrer
patético e desimportante figura.

terça-feira, 4 de março de 2008

aparelho discursivo

Adquiri um aparelho discursivo, ele fala por si só
as vezes demasiado incisivo as vezes calado e ironico
ele fala por si só
é um aparelho deveras inovador desde que inventaram o homem
do jeito que somos, falantes por nós mesmos
é simples:
nada que um dvd com a ideologia certa não o faça morrer
enquanto fala por si só
pois foi uma bela aquisição!
defende-me com a vida, com sua vida mecânica e incisiva
em feitio de mercadoria é o que há de mais avançado
entre os lugares habitáveis e solitários
se quiseres concorda se não, não
há algo mais belo que não ser contrariado
ouro afago terno!!
Um amigo meu comprou um contrabandeado também , meus caros
sem visto, sem passaporte, não letrado porém:
fala por si só!
nada que algumas palavras de autoridade não lhe ensinem!
ainda não sei quem criou, se foram os japoneses..os alemães...
mas é muito útil quando não se quer lembrar que se existe
atende a campainha, dirige, cozinha.... realmente....
essas maravilhas modernas que não se sabe como se inventam
meus velhos pais não gostaram, são muito tradicionalistas.!!!!
preferem discos de vinil, vinho cabernet, teatro!!!!! incompreensivel!
agora que consegui este aparelho discursivo, multiuso e incisivo
ele passará a escrever por mim!

abraços.

segunda-feira, 3 de março de 2008

pesadelo

Hoje eu sinto: sou fraco e fraudulento
finjo me enojo faço poses de ironia
sou ironico sombrio fingido e nojento
sou mordente, noite alérgica na boca da alegria

Hoje durmo, sou sonho logo e breve sonolento
peso me enervo contorço o acaso que me luzia
sou luzente sou pesado pesadelo nervoso e lento
sou raso e destinado ao chão sem chuvas de agonias

Hoje acordo, sou eu você e toda a mesquinharia
despejada em vozes em insetos asquerosos
é nada mais que fruto do desespero que só, é ninharia

e se despede da insônia potente e vaidosa
assumido por nós pesadelos conspiradores misteriosos
onde a inveja do passado ausente morre dormente e deleitosa.

domingo, 2 de março de 2008

em sombra e úmidos

O carinho persa que lhe tenho se encobre
sobre um tapete demonstro à areia
o feitio de amor que se desfez silício nobre
sentido expansivo e o corpo em mel e aveia

em não poder, portanto evita e descobre
o que lhe tenho é mais; o absintho que asseia
os lábios verdes em sobra úmidos permeia
meu beijo, curtos lábios em quatro se redobre

assim tomo teus retalhos em sorrir repleto
encarcero nos seios de cobre coração inquieto
em quartos de seda os reuno fruto e suor

o tremor que imponho o sonho que anoitece
no dorso em meus ombros e nos teus e desce
pelos suspiros desencanta doce um canto maior.

Saida

Sabe tenho passado por dias graves e pequenos
e tudo o que eu me prometi é não pedir desculpas
tudo o que eu prometi foi não pedir perdão
e tudo o que eu tenho visto
não lembra de longe o que um dia fomos
sabe tenho passado por dias graves e pequenos
e se viessem a minha porta qualquer noite
se viessem a minha porta qualquer noite
sabe tenho passado por dias graves e pequenos
e tudo que eu venho sentindo ou é triste ou é vazio

Gostaria de ser um cara melhor
e não ter todas essas dores
e não ver todas essas cores
tudo anda se desfazendo
e tudo o que eu tenho visto
não lembra de longe o que um dia fomos
eu prometi não pedir perdão
eu prometi sair e não voltar
eu prometi seguir e nunca parar

Gostaria de ser um cara melhor
eu me desfaço agora entre esses intervalos de noites
e quando o sono vem
chega o dia que se quer partir
se vissem o que eu sinto
estariam assim
desculpe mas eu prometi não pedir perdão

Não posso mais que essa noite
me deixem sair dessa sala
nessa noite eu só quero sair
por favor não me peça para voltar algum dia

eu tenho que sair essa noite
por favor abram a porta dessa maldita sala
e se voces vissem as coisas que eu vi
se sentissem as coisas que senti
não julgariam com tanta amargura
eu não preciso de seus carinhos

por favor não fiquem entre mim e o caminho
essa noite eu só preciso daquilo que eu quero
essa noite eu só preciso daquilo que eu quero
por favor abram a porta
e eu só quero não voltar aqui
e eu só quero não precisar sentir isso novamente

Gostaria de ser um cara melhor
sabe tenho passado por dias graves e pequenos
me desculpem mas eu prometi não pedir perdão

o chão

Neste rastro de fumaça

não tenho o que negar

o chão sujo onde me deitara

a aparência que me era clara

agora essencio no leito para que renasça

pela renascença tenra de forjar

a tudo que houver em mim

de humano, de cigano de insano de engano

soprar o rastro em nuvens de descanso

e caminhar de mãos dadas ao avanço

do que pretende nos derrubar a crença

na poeira que enxerga o inchaço da desavença

apenas lhe abraço sob a mangueira e furto e danço

busque atrás do chão sem asseio

atrás da aparência forjada de mim mesmo

o espírito a se beber sem receio a esmo

corrente esbelta de saudade que não nego

aguardo a poeira baixar para levantar desperto

para não pensar-me em terra de cego

o chão sujo que me deitara

a aparência que me era clara

aparece em renascença terna e perto

dos olhos escurecidos a fumaça ao chão

tudo que houver em mim remudo a negação.

Desculpe Sai com sua garota

Tenho um segredo bem meu e alguns amigos para sair
e mesmo se voce não aparecer por esses dias
e mesmo se voce não vier conversar comigo esses dias...
O mundo é mesmo um theatro persa
luzes e sons
cores e perfumes
e tudo o que tenho é um papel

Eu tenho um segredo e uma noite
desculpe se sai com sua garota mas ela me contou tantas coisas sobre voces
eu não quero mais sair com sua garota
eu não quero mais sair com sua garota
mas ela...
Ah...ela não quis falar de voce essas noites
e mesmo se voce não aparecer por esses dias
e mesmo se voce não vier conversar comigo esses dias
Eu não quero mais sair com a sua garota

Ela me disse
que esta muito triste e solitaria
ela me disse que precisava escapar
me olhe por favor
me olhe por favor
ela dizia

Ela me disse
que dói estar ao seu lado hoje
não me leve para casa agora
não me leve para casa agora
ela dizia que nunca esperou que fosse para alcançar isso
ela me disse tantas coisas
tantas coisas
mas...
Ah...ela não quis falar de voce essas noites
e mesmo se voce não aparecer por esses dias
e mesmo se voce não vier conversar comigo esses dias

Eu não quero mais sair com a sua garota
Eu não quero mais sair com a sua garota
Eu não quero mais sair com a sua garota
Eu não quero mais sair com a sua garota
Eu não quero mais sair com a sua garota
Eu não quero mais sair com a sua garota

Estou levando sua garota para casa
não para a minha e sim para a dela
voce ja deitou naquela cama?

Voce ja passou uma noite?

Sim ela esta cansada de suas crises e desatenção
talvez esteja tudo acabado
talvez não tenha mais solução
e o fato de a estar levando para casa não influi tanto assim

eu sou um em um milhão de caras sem rumo
eu sou apenas mais um desses que não sabem dançar
eu sou o cara que conhece como é triste voltar sozinho

ela já cansou de voce
e nossa essa cama é muito boa
ela já cansou de voce
voce ja passou uma noite nela
ela já cansou de voce
é triste saber por mim
ela já cansou de voce
quando tudo o que eu sou é apenas o cara levando ela para casa