Aos comentaristas


Devido uma avalanche de comentarios torpes e não identificados, decidimos que só aceitaremos comentarios devidamente identificados e que não contenham mensagens ofensivas, alias se comentar e se identificar, serão permitidas as ofensas. Quem quer debater, tem que ter coragem de se mostrar para que o debate ou critica seja fdemocratico! Okay cara palida?

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

F

Me diz que já não existe nada
quando eu sei que já não existe mesmo
se o fogo apagou e as cores desbotaram
sequer um botão restou do que foi lindo e nosso

somos agora como dois
paralelos e opostos e difusos
já não sou o estandarte que exibe suas cores
quando eu sei
sim já não ha mais nada

nosso tempo correu num relogio preciso
sem atrasos ou retorno
o que passou não pode passar
nem voltar
juntos passeamos pelataree de nossas tristezas
para enfim falr-me com punhais

a tristeza agora se pôs em mim
como uma fragata antiga de mares e amores
dizendo com o cais que não existe nada

agora quando a noite cai
ouço minha voz diminuirsm seus olhos para clarear
parece que estou só
e a dor plana por meus sentimentos
quando ensaio um sorriso qualquer

Me diz que já não existe nada
eu sei que já me disse
e meu peito como um descrente
se assombra ao toque frio de nosso adeus

nunca foi para ser eterno
ignorei que beijos de leveza
só descrevem o não estar
na sequencia de carinhos
me fri ao se ferir

Nunca foi para ser para sempre
e eu que agora sei entendo
que relembrar
era só para esquecer

se faz em mim quadro tão feio
é que pintou com a paleta de meus erros
e posei figurando minhas dores
e se calo-se em voce minha canção
é que sem sua voz
não sei por onde seguir

e vida tão amarga no trago amigo de um opio
tentou encontrar-se
na ausencia de seus beijos

Me diz que já não há mais nada
e seguirei por antigos amores
pelas mesmas esquinas vazias
no meu coração que seu punhal fez sói dor

se as noites nas noites se encerram
é necessario seguir adormecido
pela anestesia de outras
que me amaram
Nunca foi para ser eterno
meu peito descrente se assombra de dor e saudade

encontrarei outras
outra para suprir o que não sentiu
mas meu espirito cinza
há de vagar por ruas e praças
onde leio seu nome

para que não seja maior
me trairei ntre outros beijos
entre outras pequenas

a tarde vai e quando cair a noite
o vento azul da saudade
arrastará a noite
e talvez fugir fosse remedio
mas se a dor é sua lembrança
mesmo doendo
é bom
recordar

me diz que já não existe nada
para que esse ano seja maior minha dor
e cale esse poeta cuja voz diminuiste

e sua pele macia com nuvem da minha infancia
e seu cabelo negro
como a escuridão que deseja a sós

o laudano que abrevia a vida
nutree a dor
que por sua distancia
não quero crer
mas é maior
a fada verde supri seu olhar
que quis junto de mim

eu sei não era para ser para sempre
mas se em meu peito assim se pôs
o que fazer agora
se a dor tem seu nome
e o amor reclama por voce

Nenhum comentário: