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domingo, 24 de fevereiro de 2008

Bom Retiro

Estou sentado essa manhã nesse bar modesto
bebendo meu café amargo s/ açucar
a vertigem valsa junto a nicotina
resultado das duas ultimas noites
enquanto sinto a força se esvair
os tremores do alcool
me alcançam velozes
me tornando fragil figura noturna
exposto as luzes
intensas ainda mais
mais luminosas atravez das vidraças
nesse bar modesto
onde bebo meu café amargo
na presença de um cigarro amigo
cuja fumaça me envolve

Desse bar modesto
minimo
e bucolico
nessa manhã de sol
na vertigem de minha deploravel condição fisica
supero o amargo do café
atravesso a rua
(depois logivamente de pagar o café)
vou até a esquina
de duas quadras depois
paro adiante de uma banca d jornal
não pela banca de jornal
e sim pelo que a nausea
me faz perceber

nesse bairro á alguns anos
como em outros bairros que nunca pisei
tempo antes desses enormes predios
tempo antes mesmo dos imigrantes
tempo antes dos retirantes nordestinos
imigrantes que pariram esse bairro
retirantes que foram explorados
e de sua exploração construiu-se esses enormes predios
nesse bairro parido por imigrantes
repleto de enormes predios agora
construidos da exploração dos retirantes
esse bairro a alguns anos
antes do bar modesto e da banca de jornal que fede a urina e papel embolorado
antes...
Haviam cafés nesse bairro
onde outros,
os daquele tempo,
(assim como eu pelos bares modestos de hoje)
curavam-se das noites
com café amargo s/ açucar
pela manhã,
lá fora ali naquele tempo
assim com agora
havia sol e as vezes não é verdade
mas quando havia sol,
sem os carros e os enormes predios
era possivel(suponho apenas)
curar-se das noites
ao ver a beleza passear feminina
pelo passeio publico
cuja a calma era anestesica
certamente,

nesse bairro
onde o transito grita e ofende a visão
n'outro tempo
bem distante de hoje
as manhãs eram terapeuticas
a calma do passado
resume-se hoje a lembrança
saudade no minimo

pois a vida ainda ali era vertigem
mas era pelo menos
menos ridiculo dançar

Sentado esa manhã nesse bar modesto
eu vejo tudo
a fuligem na vidraça embassa a luz
mas não ofusca o sol
o cheiro de bolor na atmosfera engordurada
apenas ajuda a girar
n1outro tempo em manhãs como essas
manhãs de depois dessas noites
podia-se tomar um café amargo s/ açucar
tomava-se café amargo
com gosto amargo de café realmente
a vida ali tambem era vertigem
para quem era apenas do sereno
mas ali
era pelo menos
menos ridiculo dançar.

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