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quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

dentes

Mordes-me a resistência do coração

sinto os dentes a ranger estridentes

sinto-os quentes a ferver delinquentes

mordo o sangue das veias, mas não

não deixo de te querer bem meu irmão

Calas. distante momento que antes

era só um pedaço do futuro ausente

das misérias do mundo que superavamos em frentes

nadamos nas enchentes, nos afogamos divagantes

apenas sei que não quero mais o ranger dos dentes.

com quem andas?

O vento sopra triste o tempo virou
ao relento à garoa soam frutos
que estendeste com a mão em gestos brutos
e ao chão seus pensamentos atirou

pra todos os lados, todas as bandas
os fita sem objeto, abjeto incita
àqueles que sorrisos comidos irrita
dizei-me, vento, com quem andas?

ou então escondas a tempestade
pra que tais pensamentos tão funestos
não se tornem impensados gestos
ao relento , à garoa me roubem mais amizades.

terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

volátil

É mesquinha e crua.
Tal carne rasteja faminta
escuta o sem fôlego, sinta
a dor que se faz turva e sua.
eu sinto: encardo o solo pardo
caminho e ardo na falsidade nua
em cinzas, em vermes
queimo e ardo!

Pálido, o corado escuro do chão
em que estendido, largado sem velório
fervente, odiosa e repulsória
alma crua disforma o perdão.
Enquanto gargalhas o ego em sua inventiva
aparente
a alegria, que efusiva, é em vão;
em corrente
todo o veneno insensível lasciva

Sentes apenas, não mais que apenas
que agora és menos frívolo que antes
nas mãos, com o estandarte
com a espada por instantes
achas que dizes a verdade ora que encenas.
Logo, não sabes quem és, mais que isso:
Sentes apenas, não mais que apenas
que não sabem ou não percebem
este teu volátil vício.
Arda e frua o Éden e o precipício!

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

F

Me diz que já não existe nada
quando eu sei que já não existe mesmo
se o fogo apagou e as cores desbotaram
sequer um botão restou do que foi lindo e nosso

somos agora como dois
paralelos e opostos e difusos
já não sou o estandarte que exibe suas cores
quando eu sei
sim já não ha mais nada

nosso tempo correu num relogio preciso
sem atrasos ou retorno
o que passou não pode passar
nem voltar
juntos passeamos pelataree de nossas tristezas
para enfim falr-me com punhais

a tristeza agora se pôs em mim
como uma fragata antiga de mares e amores
dizendo com o cais que não existe nada

agora quando a noite cai
ouço minha voz diminuirsm seus olhos para clarear
parece que estou só
e a dor plana por meus sentimentos
quando ensaio um sorriso qualquer

Me diz que já não existe nada
eu sei que já me disse
e meu peito como um descrente
se assombra ao toque frio de nosso adeus

nunca foi para ser eterno
ignorei que beijos de leveza
só descrevem o não estar
na sequencia de carinhos
me fri ao se ferir

Nunca foi para ser para sempre
e eu que agora sei entendo
que relembrar
era só para esquecer

se faz em mim quadro tão feio
é que pintou com a paleta de meus erros
e posei figurando minhas dores
e se calo-se em voce minha canção
é que sem sua voz
não sei por onde seguir

e vida tão amarga no trago amigo de um opio
tentou encontrar-se
na ausencia de seus beijos

Me diz que já não há mais nada
e seguirei por antigos amores
pelas mesmas esquinas vazias
no meu coração que seu punhal fez sói dor

se as noites nas noites se encerram
é necessario seguir adormecido
pela anestesia de outras
que me amaram
Nunca foi para ser eterno
meu peito descrente se assombra de dor e saudade

encontrarei outras
outra para suprir o que não sentiu
mas meu espirito cinza
há de vagar por ruas e praças
onde leio seu nome

para que não seja maior
me trairei ntre outros beijos
entre outras pequenas

a tarde vai e quando cair a noite
o vento azul da saudade
arrastará a noite
e talvez fugir fosse remedio
mas se a dor é sua lembrança
mesmo doendo
é bom
recordar

me diz que já não existe nada
para que esse ano seja maior minha dor
e cale esse poeta cuja voz diminuiste

e sua pele macia com nuvem da minha infancia
e seu cabelo negro
como a escuridão que deseja a sós

o laudano que abrevia a vida
nutree a dor
que por sua distancia
não quero crer
mas é maior
a fada verde supri seu olhar
que quis junto de mim

eu sei não era para ser para sempre
mas se em meu peito assim se pôs
o que fazer agora
se a dor tem seu nome
e o amor reclama por voce

domingo, 24 de fevereiro de 2008

Perdões

Desculpa se em noites que confuso por alcool coca e doces fiz amargar minha imagem em voce
e se por acaso entre outras
de outra eu quis o perdão
que agora assim voce chegando e me dizendo assim
dói tanto que chega a suspirar de dor meu peito

Me perdoa amor
me perdoa sim se nessa vida pouco alegre por quilos ou gramas
me perdoa que se essa vida por para esse fardo de seu desolhar
eu não quero tanto quanto eu queria
pois agora minha vida
minha vida é lamentar
e se fosse para desfazer tudo o que fiz
e curar as cicatrizes que abri

Não eu só queria não abrir feridas
que talvez não se calem
e depois para que silenciar se a dor que vem de voce
ecoa em mim maior

se canto a dor
e por não saber chorar o amor

Deixo um choro tão pequeno quase apagado
tenho uma dor tão intensa quase gritada
não sou o melhor
eu sei que não sou o melhor
mas me diz se é para ser assim
se não foi bem assim que combinamos
sem palavras duras
sem desculpas demais
e eu sei muito bem que falhei demais

Desculpa se em noites que confuso por alcool coca e doces fiz amargar minha imagem em voce
e se por acaso entre outras de outra eu quis o perdão
que agora assim voce chegando e me dizendo assim
dói tanto que chega a suspirar de dor meu peito

dessa dor chama por tantos nomes
que chega a dançar e ate canta
essa dor que me engana fingindo seguir
mas que no entanto volta e me faz menor e se faz maior me traindo assim
essa dor é tão minha
pois a cultivei

e eu não sei mais o que fazer
o que sera de mim agora o que será quando amanhecer
peito cativo de quem é livre
choro que me recorda voce

Perdão se em noites como essas e tantas outras eu como sempre fui
pelo rum
pela coca
pela erva
e por tudo
desculpa que desculpa mesmo eu sei que não me dou
e esse fardo do não
me absolver
é sincero quando eu sei que nem mesmo eu me livraria dessa pressão

Desculpa
se na noite de nossa embreagues me fiz menor ao comsumar um amro era só meu
e se o desejo se opos a seu peito e gritante assim se fez inimigo de mim
perdão que nunca foi meu intento fabricar dor
se de minhas veias só brota dor agora
desculpe pequena que esses dias eu tenho apagado meu calendario no cinzeiro de meu opio

se o pó que a lembrança varre
e me faz sentir desperto
é tambem aquele que te faz me senit um bicho perdão
que meus olhos não querem ver
que essa liberdade é melhor
que voce
quando não é
a verdade amor
é que esse amor é um amor qualquer...

anos gastos

não precisa desfazer-se a maquiagem

a pose a elegância a vida pomposa

já sinto a solidão e a tristeza na viagem

amarga que permea suas jóias e rosas

coradas faces etílicas e nebulosas

que afligem meu coração, esta efusiva imagem...

Imagino o vosso que gastaram os anos

que ferido deve manter-se pelo costume

pela ausência que preenche desenganos

e a culpa baldia que a omissão assume

quando se esquece dos campos o verdume

detendo-se na claridade lunar de um deserto insano.

adormecida

enquanto dormes finges que me enganas

achas que não percebo tuas mãos pequenas

uma sob o rosto junto a boca põem-se serena

outra sobre as pernas e lençois tal persianas

distraem minhas quimeras, venturas e cenas

espero o suspirar de seus lábios , entreabrir das pestanas

pra guardar no cerrar de teus olhos, esperanças as dezenas

que desejo sentidos divinos teus cabelos, formas humanas

à maneira como estás ao amanhecer discreto sol

aguardo o despertar suave nas inércias do lençol

para dar-te as notas de minha clave sobre toda a harmonia

abraço-te com as brisas ofegantes, calma adormecida

e toques aquarelados ou em nanquim sobre a cama estendida

na tela , no soar dos solares pássaros e raios que iluminar-te-ão o dia

Bom Retiro

Estou sentado essa manhã nesse bar modesto
bebendo meu café amargo s/ açucar
a vertigem valsa junto a nicotina
resultado das duas ultimas noites
enquanto sinto a força se esvair
os tremores do alcool
me alcançam velozes
me tornando fragil figura noturna
exposto as luzes
intensas ainda mais
mais luminosas atravez das vidraças
nesse bar modesto
onde bebo meu café amargo
na presença de um cigarro amigo
cuja fumaça me envolve

Desse bar modesto
minimo
e bucolico
nessa manhã de sol
na vertigem de minha deploravel condição fisica
supero o amargo do café
atravesso a rua
(depois logivamente de pagar o café)
vou até a esquina
de duas quadras depois
paro adiante de uma banca d jornal
não pela banca de jornal
e sim pelo que a nausea
me faz perceber

nesse bairro á alguns anos
como em outros bairros que nunca pisei
tempo antes desses enormes predios
tempo antes mesmo dos imigrantes
tempo antes dos retirantes nordestinos
imigrantes que pariram esse bairro
retirantes que foram explorados
e de sua exploração construiu-se esses enormes predios
nesse bairro parido por imigrantes
repleto de enormes predios agora
construidos da exploração dos retirantes
esse bairro a alguns anos
antes do bar modesto e da banca de jornal que fede a urina e papel embolorado
antes...
Haviam cafés nesse bairro
onde outros,
os daquele tempo,
(assim como eu pelos bares modestos de hoje)
curavam-se das noites
com café amargo s/ açucar
pela manhã,
lá fora ali naquele tempo
assim com agora
havia sol e as vezes não é verdade
mas quando havia sol,
sem os carros e os enormes predios
era possivel(suponho apenas)
curar-se das noites
ao ver a beleza passear feminina
pelo passeio publico
cuja a calma era anestesica
certamente,

nesse bairro
onde o transito grita e ofende a visão
n'outro tempo
bem distante de hoje
as manhãs eram terapeuticas
a calma do passado
resume-se hoje a lembrança
saudade no minimo

pois a vida ainda ali era vertigem
mas era pelo menos
menos ridiculo dançar

Sentado esa manhã nesse bar modesto
eu vejo tudo
a fuligem na vidraça embassa a luz
mas não ofusca o sol
o cheiro de bolor na atmosfera engordurada
apenas ajuda a girar
n1outro tempo em manhãs como essas
manhãs de depois dessas noites
podia-se tomar um café amargo s/ açucar
tomava-se café amargo
com gosto amargo de café realmente
a vida ali tambem era vertigem
para quem era apenas do sereno
mas ali
era pelo menos
menos ridiculo dançar.

Poema em 10 atos para contar minha historia

Ato I:
(Ela)
Logo exibirão minha cabeça
ando a premio
e fiz por merecer

foram tantos que nem sei mais
e assim tão linda
roubava a paz

se assim como sou para outros
ou todos sou apenas minha

Amor...
Mas amor
meu amor assim é minha alma
de cada hora
entre essas noites
meu lugar é esquecer

ando á premio
por merecer e ofertar tão pouco
para os olhos e as bocas
meu corpo

eu só quero apagar um amor
desfazer minha insonia
e fazer outras
e outros
e outras muitas

estou a premio
e por merecer é que oferto tão pouco

assim como sou
sou confusa
assim como sou
sou minha
e quando se resolver
serei sua
só sua

Para olhos e boca
meu corpo
para essa noite misterio
e quando acordar ao me olhar
serei minha o bastante para dizer
Não!
desafetos...

Ato II :
(Eu)

Sei dela o pouco que meus olhos encantou
a medida que minhas mãos mediram
e ainda mendigam um pouco mai
a saliva doce noturna e quente
dos beijos que ousamos beijar

com ela meus sonhos vem
com ela meus sonhos vão
e vão e vem
as vezes parecem seguir com ela
para ela adiante de mim
até sei tudo dela até o que parece seu fim

sei dela nas cores que ganho
do peito que ela gosta de ouvir
depois dos beijos
e olhares que para ela costumo me ousar
tambem estou a premio
e por merecer e ofertar tão caro

Para meus olhos e boca
seu corpo

até a manhã quando despertar
de nossos abraços liberta
ela vai
eu sei que ela vai
me evitar

mas depois eu só quero
sonhar e sonhar e sonhar
mas depois de sonhar e sonhar e sonhar
eu quero acordar
e ela vai
como eu sei que ela vai
e eu sei tão bem
que nas manhãs das noites mais absurdas
tambem
ela vai acordar
e me evitar

meu peito ela gosta de ouvir bater
enquanto dorme
enquanto meu peito dispara
a pequena dorme
por ela meu peito canta canções de ninar

um encanto é quando minha mão segura a sua
minha baeba grande e espetada
roçando sua nuca

meu deus a pequena é linda
e mais ainda
quando esta nua
é que tambem essa rima em nada favorece
pulando quadras e estrofes
é só na poesia
que esse roamance cresce

minha cabeça a muito anda á premio
confesso que foi um erro
supor ela minha
se até na poesia
ela só para ela por toda a vida

Ato III :
(Ela)

Se ainda sou assimfeliz ou infeliz
ainda é por outro que me fez assim
o caminho sozinha é bem mais distante
se assim então
faço dela felicidade e encanto
e eu só canto
ele é engano
por imaginação
saudade
e esperança dele voltar
e me usar
me amar
me cantar

Ato IV :
(Eu e Ela)

Eu:
Desconsidere a atenção em claro
desconsidere o que considero
leve em conta
pensar o que se pensa
considere o que convir apenas
pois depois no final não vai restar muito

Ela:
Deixe de lado esse exagero gigante
sei como é frio e triste
esse caminho pequeno
é sozinho e distante
deixa o tempo ir
e com isso todo o resto vai

Eu:
Mas aquela lembrança
aquela vida
deixa sempre para se perguntar
se são maiores essas dores
ou se essa vida
que apenas dói é que não cabe em tudo.

Ela:
Sei que vai me dizer que a noite
que a noite ao cair se vai
nos cobrindo com seu manto definitivo
como para abrigar os beijos

Os dois:
Cair é cair
iso faz parte em lutar
a vida é amar
e amar meu amor
é cair um pouco

Ato V
(Eu)

eu só quis amar seu amor triste
e viver sua dor
para ter seu olhar de tristeza
eu só quis amar e amei
e tanto que amei
hoje sou tristeza
não a tristeza de seu adeus
mas a fatalidade
em cada ato ou cena

como eu quis sonhar
me perder das noites
sem me ver direito
alheio me encontrar sem receio
percorrer a noite
pelo medo
em ouvir de sua voz
o som de palavras dizendo
para voltar cedo
bem mais cedo
eu só quis um amor
desses sem respeito
que se entregam as mãos curiosas
pelo corpo a boca
entre minhas mãos
seu seio envolto na saliva de meus beijos e nos suores de meu corpo
para viver a vida
a vida é para o amor
viver não tem vez
já o amor cabe em qualquer lugar

hoje sou tristeza
para me perder das noites
me perder na vida
percorrer com medo
eu
nunca ouvi de sua voz
o som de meu peito
essa noite é triste
triste como o silencio lacrando a noite
calando suspiros
apagando
sua boca

(Ela)

Sei que já cansou de dizer tanto iso
e a confusão
e a poesia em seus olhos
parece tanto
é muito mais que isso

mas eu sei ao olhar
que em seu caminho
não existe uma apenas
e no fundo estará sempre sozinho

voce parece comigo
e isso
eu bem sei
é apenas perigo
apenas perigo
perigo
meu mais doce e triste destino
sei de sua voz gostos
poeta judeu,poeta vermelho,poeta bandido

Sei que já se cansou de falar comigo
e a confusão no peito
a poesia de olhos noturnos
em seu
apenas seu caminho
sou a menina alva de seus versos
com olhos profundos
negros e profundos
perdidos
perdidos

voce meu doce e triste
poeta
de nossas dores e destino
eu só sei de voce
voce parece comigo

e bem sei,como só eu sei isso
de um saber bem solitario
que é poeta
poeta e menino
menino febril

(Ela e Eu)

Não diga mais nada
que cada som
semi-palavra
é só palavra apenas

conversar sempre foi problema
e cada som
semi-palavra
é nada

e o amor recusa
e a paixão apenas
a paixão essa louca
a paixão nunca se furta de beijos
silencio
e
poemas

então não diga nada
que cada som é som e mais nada
nossas loucuras gritam
dentro da noite calada

Ato VI:

Eu:
Aquela nossa ultima noite
Ela:
Nossa ultima noite
Eu:
Minha ultima noite
Ela:
Deixe me dizer um pouco
que voce me levou
Eu:
Mas voce não quis seguir
e seguir
Ela:
Eu só sei que segui e depois
que aprendi a seguir com voce
quis aprender tambem a seguir sem voce
Eu:
Tanto voce me ensinou das coisas que quis aprender
me ensinando a liberdade
aprendi a escolher
e optei por perder
Ela:
Minha vida é minha
Eu:
Minha vida é sua
Ela:
Minha vida é minha
Eu:
minha vida é sua e de quem desejar
dos amores que eu amo
encontro mais paixão em te amar
Ela:
minha vida é só minha
Eu:
Sua apenas sua
Ela:
Minha...
Eu:
Toda sua é apenas sua
toda a festa de minhas veias
canta seu nome
num refrão que repete
entre luzes outros nomes
cidades,festa,festa e rua
Ela:
Minha vida é minha
Eu:
Sua toda sua
Ela:
minha vida é minha
Eu:
Minha vida é sua
Ela:
Adeus...
Eu:
Diga logo adeus!
Ela:
Adeus
Eu:
Não consigo acreditar,diga adeus!
Ela:
Acredite é isso,adeus...
Eu:
Adeus...
Ela:
Bem mais facil dizer que sentir
Eu:
Como eu sei...
Ela:
Foi triste aprender...
Eu:
Sim voce me ensinou
Ela:Adeus...
Eu:
então diga logo!
Ela:
Adeus...Adeus...Adeus...Adeus!
Eu:
Sim...

Ato VII:
(Ela dizendo adeus)

Eu bem sei agora
tanto que disse
era só para viver ali

mas voce assim como é
e voce assim como eu já sabia

agora pelos cantos a cantar essa canção
pequena e sem rima
canção que é nossa
pois canta de maneira sofrida
cada lembrança todo o caminho
nossas marcas em seus sorrisos
minhas feridas
suas feridas
vida
apenas vida
vida...

Ato VIII:
(Eu dizendo adeus)

Fui com voce e nem sei mais
e era só para viver ali
eu que ignorei
e voce assim como eu já sabia

se só me resta isso
se é essa e assim a vida
digo adeus
pequena,
adeus para toda a vida
digo adeus
e isso e assim a poesia
adeus...

Ato IX:
(Lembranças minhas e dela)

Eu:
Lembrar que a conheci
enquanto passava
que dançamos naquele ano-novo
lembrar que eu usava camisa verde
que na noite de nosso primeiro beijo
eu usava camisa verde
e que ali tocou meu peito
procurando meu coração

Ela:
Deixo para mim
qualquer recordação
voce já não é
pois voce foi
e foi só para esquecer

Eu:
Sei e me dói
dói saber

Ela:
Adeus

Eu:
Adeus

Ela:
Adeus

Eu:
Adeus

Ela:
Até mais

Eu:
Adeus

Ela:
Adeus

Eu:
Adeus

Ela:
Adeus

Os dois:
Adeus...Adeus...

Os dois:
Fez me ver
faz me ver
que todo o amor e febre
faz esquecer quase sempre
que amar
é maior que viver
das palavras tristes
é o seu nome que quero esquecer..
.Adeus...


Ela:
Das palavras tristes
é su nome que quero esquecer

Eu:
Das palavras tristes
só seu nome me faz sofrer

Ato X:

Adeus
adeus meu amor
Adeus
adeus essa dor
Adeus
adeus meu amor
Adeus
adeus e dessa vida fomos apenas dias
Adeus
adeus fomos apenas tres noites
Adeus
adeus desculpe todo o sentimento
Adeus
adeus e nunca mais
Adeus
adeus apenas
Adeus
adeus foi uma pena
Adeus...Adeus...Adeus...

Adeus
adeus alguns beijos
Adeus
Adeus não toque mais em meu peito
Adeus
adeus dessa vida fomos apenas tres noites
Adeus
adeus carnaval
Adeus...
Essa era para ser o nosso final
nosso final desde o inicio

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

andorinha

Nem sempre o caminho pela orla marinha
é o que escolho para marear o mar
ou usá-lo de acalanto desde disabores que tento desaguar
aos amores e carinhos que guardo com as andorinhas;
já não lhe vejo mais no céu, estrela rainha.

às vezes banho as bordas da angústia salina
com sopros de poesia vital do antigo solar
que deitávamos; eu encostava na soleira do seu olhar
minha filha deitava sobre o horizonte, era a alvorada em forma feminina
era a centelha que cora a fogueira, rubor candente de menina.

Não gosto de traçar novos caminhos sozinha
foste embora com a noite, com as andorinhas a voar
o sol envelheceu meu rosto, e na areia seus passos vão faltar
na verdade, não mais caminhei pela orla marinha
já não enfeito teus cabelos com o prateado lunar...

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

Famoso

Senti um tremor de 24 quilates
nas ligas de sangue e de perfume
entre a filosofia dos meus passos de verniz
e o diluvio prateado de favores que resume
tua voz num bolero, teu traje rondando Paris
quase caí junto a ìcaro , nas penas, em versos relatos

por ferozes e insistentes bárbaros barbados
de cicatrizes feitas por desventuras do mar báltico
fiqeui famoso por conhecer o perfume encarnado
dos lábios de sangue pontuando carinhos cáusticos
e os dourados tremores que lhe tirei do seus dias cotidianamente dados

Tremo todas as noites cheias, de rosas da nudez que fiz
de meus sinceros, dos choros em feitio de tango brasileiro
e em Goethe nas notas de Schubert, em tristes flores de liz
do caribe nos cabelos, estou famoso por dançar, seu corpo por inteiro
e lembrar-me do naufrágio em cânticos de toda esta maré feliz

Paz e euforia

quem insinuasse esquecer-me deste dia
estaria totalmente iludido a divagar
pois só de pensar como desafio a euforia
lhe mostro toda a paz residente no lugar
em que antes dela era apenas um coração que sorria

não este sorriso que tolo até parece puro
que quem não me conhecera vê evidente
que eufóricos meus lábios tremem seguros
e tão guerreiro é meu sono que sonho diferente
acordo à nela pensar insone e durmo luzindo no escuro

Quem se lembrar desta doce insinuação
Furtivo fato que relembro cheio de nuances
às vezes penso em tornar tudo canção
Revirar a euforia e pedi-la que descance
no meu peito, no leito que em paz suspiro sem ação.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

onde irás?

Onde irás pra que te siga?

guardas teu cheiro nos lençois

guardas no silêncio tua voz

Onde vais, amor? me diga



Não sei, ela disse e me deixou

cubriu com os cabelos meus caminhos

fingiu querer que eu caminhasse sozinho

com sua voz sobre os lençois me atirou



Agora aguardo que ela consiga

tirar-me seu cheiro seu frescor

de mim, seus cabelos do vento

dos meus suspiros, vida amiga

só espero que eu caminhes também em teu alento

que vou te levar no caminho, meu amor.

blues with ice

In his eyes, he builds the blues with ice and disguises

In mine, he sees the love walking by

the childhood

While i have conceived and I have acted my life

by his mood

I felt myself inside of the tries

of denies he had lied

but his eyes, against him, always testified


I sang a blues in his ears

and he told me foolishly

there were true within eyes without tears

and just would shed at the moment that have not fear

and in the iced morning i've forgotten he loved me.

domingo, 17 de fevereiro de 2008

Ciclovia

Porque voce esta assim agora
porque voce esta assim me diga
eu não quero mais saber
com voce a vida foi um passeio pelo bairro da santa

mas sua bicicleta de 18 marchas seguiu pedalar
enquanto eu fingia que seguia logo atras fui atropelado pela realidade

Porque voce esta assim agora
eu não sei
mas sabe vai ser melhor ignorar
beber
fumar e cantar
sair com outras
que nessa vida
sou apenas meu por enquanto
eu sei
e voce ignora
eu queria ser seu...

Catalepsia

Preciso acordar agora
mas tudo o que eu quero é ficar aqui eternamente
meus ossos doem
meu pulmão tambem dói
estou deitado e adoraria ficar nesse leito por mais um bom tempo

ninguem alem dela veio me visitar
eu tenho alguns amigos
mas ela me olha muito melhor agora
como sempre me olhou

eu não tenho muito o que perder se eu partir
ela é tão simples
tão simples e judia
estou a tres dias no hospital
e eu não quero sair daqui tão cedo
talvez se eu partisse
talvez se fossemos embora para o Mexico

parece tão triste
e dói bastante quando eu tento andar
dói muito quando ela me faz sorrir
sou um fraco e ela é tão simples
e judia
ela me olha muito melhor agora
agora e como sempre me olhou
e eu só não quero prende-la em casa
só não quero prende-la em mim

parece triste
mas sabe eu estaria alegre
só não quero ver o céu
as noites
o futuro
e tudo que é novo envelhecer

parece triste
mas sabe fico alegre quando me esqueço
e quase sempre a algria se apaga quando tento descobrir algum sorriso
parece triste
e isso dói tambem

sábado, 16 de fevereiro de 2008

Canção do Naufragio

Estou deslizando em caramelos
sua voz parece uma toalha de seda
sua voz me faz sentir como um feto confortavelmente em seu utero
não quero sua gentileza
não quero sua beleza
voce é linda como uma fotografia aerea do centro historico de Salvador

Estou caindo novamente entre suas pernas
ah...Voce deveria me dar alguns desses seus fios
por que meu suor tem um cheiro que lembra o seu
por que minhas roupas lembram as suas
eu não sei como me importo tanto com voce que nem se importa

estou triste como um passaro
suas veias
seu peito
estou triste como uma canção libanesa

deslizo em açucar
sua voz parece toalha de seda
não quero sua gentileza suave e distante
agora que provei de seus pratos
tornei-me cativo dos sonhos

como me importo tanto com voce que nem se importa
estou triste
triste como um passaro
por que minhas roupas lembram as suas
como aquela camisa verde de nossa primeira vez
algumas marcas nascem conosco
outras vem com o tempo voce disse naquele parque
e do pouco que sobrou nossa amizade apenas
quando queria só voce

adeus
adeus
adeus
adeus
adeus
adeus
adeus
adeus...

adeus
adeus
adeus
adeus
adeus
adeus
adeus
adeus...

adeus
adeus
adeus
adeus
adeus
adeus
adeus...

...a verdade é que até o cheiro de seu cabelo norteia minha sala
ate´minha sala onde voce nunca esteve lembra voce
impossivel é não enlouquecer dessa maneira
adeus...

Argonauta

Isso dói mesmo mesmo ou é só conversinha
talvez se fosse em mim e não em voce toda essa minha pose estivesse desfeita
isso dói mesmo
sei só por supor
e supondo bem chego até mesmo a chorar

e eu sei que ele não te ama
na verdade sei só por supor
e de tanto supor
e por supor tão bem
chego a tentar te dizer
que tudo o que eu quero é viver uma historianha bacan com voce

Moderninhos

Sair com aquela lá
sei lá passar um noite bem legal com aquela outra
como foi bom te-la conhecido
como foi bom para mim
espro que tenha sido para voce tambem

Festas atras de festas meu amor estamos distantes
sair com algumas meninas
semana que vem serei seu
sair com outros caras
mes que vem eu vou para a europa
Sair com aquela sabe
esse é o amor de nossos tempos
esse é o sentimento que mortifica
e eu não sei seu nome
e eu não sei seu nome
foi bom te-la conhecido
espero que tenha sido bom para voce tambem
estou pensando na proxima vez
qual seu nome mesmo?
desculpe a pressa
foi bom para voce

Sair com outros caras as vezes me diverte
sair com algumas garotas tambem faz parte do jogo não é mesmo
semana que vem serei seu
da ultima vez voce foi quem pagou a conta
então agora é minha vez
desculpe a frieza mas qual seu nome mesmo?
foi bom para voce?
Festas atras de festas
meu amor estamos distantes
sair com algumas meninas
sair com algumas meninas
sair com outros caras as vezes me diverte
semana que vem serei seu
semana que vem serei sua
mes que vem vou para a europa
sair com aquela sabe

e sair com aquela lá e
aquela outra inclusive
tambem com aquele
e aquele tambem
semana que vem serei seu
por enquanto sou meu
e sei o quanto isso me agrada
e sei o quanto ignora tudo isso

Gosto de ti

Gosto de ti mais não sei se gosto
nos devaneios de minha vida
me iludindo em um amor sem sentido
Amor esse que me destroi
que consome minha alma
consome de tal maneira
que chego a pensar que serei destruido por ele
Pensamentos que me levam a um pais de ilusões
ilusões que consomem minha alma
que chego apensar que serei destruido por elas

Gosto de ti mais não sei se gosto
Gosto de ti de tal maneira que esqueci de mim
esqueci de tal maneira, que me senti derrotado novamente
desamparado, dependente, esperando que a sorte o abraçe uma vez mais
para que ele se sinta feliz.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

Flores vivas!!!


Hoje vi mais uma vez o arbítrio manter a fome.Vi o suor nos rostos, por serem feitos, de sofrimento, e vendo alimentos serem jogados ao descaso ao passado ao lixo... aos sacos, que sustentam o mínimo de feição a dignidade descrente e febril que é consumida por intempéries subjetivas.... pela frivolidade do futuro pomposo e pessoal e não pela imediaticidade da vida agoniante.
o mundo está desencantado, mas estamos nele... somos refeições não feitas.... embriaguez analgésica... brio em goles secos.
o tempo vai tomando nossas forças e mais forte fica o mundo que não é nosso.
Mais imaginário, arbitrário e carcerário o tempo se torna para nós...

Precisamos "arrancar as flores imagináras dos grilhões, não para que o homem os suporte sem fantasias ou consolo,mas para que lance fora os grilhões e a flor viva brote!" 1

Não gosto de ver quem constróe grilhões acorrentados de miséria e sem mesmo flores desesperadas em esperança...
Gosto menos de ter que supor matar as flores e lustrar o metal que marca nossos punhos...
Há quem defenda os grilhões, a fome o descaso.... há quem ignore tudo isso.... ignoram- nos que estamos no mundo desencantado para estes que estão entre mas estão opostos.
Juro que olho à todos nos olhos, espero ter meu rosto com feições humanas, ao menos enquanto for contra todas estas banalidades, estas inseguranças arrogantes que saciam egos inflamados, lutaremos por nosso mundo sem analgésicos...talvez morramos...talvez de fome...

Levaremos as flores vivas até o final!!!!


1- Karl Marx- introdução a crítica da filosofia do direito de Hegel

saudade

Agora que não vou mais me perder!!!
encontre-me na primeira parada
no primeiro pulsar do querer
logo após dois suspiros em disparada
espere-me, por tua lembrança irei descer...

Irei descer do esquecimento e seu contraste
depois de tanto que a saudade
me atentou, tal qual me amaste
não mais amarei? que sei que é verdade?

agora que não vou mais me perder
encontro-me contigo saudade
transformada nos olhos dela em viver.
confundir-te com o amor é justo dizer
pois encontro-me pulsando junto à felicidade.
Espere-me...

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

abstrações

Assim que eu ler tuas insanidades cotidianas
suas apaixonadas irreverências em forma de desejo
aguarde, pois minhas delicadezas enquanto insanas
reaquecem o que em delírio tu supões quando não vejo

se comentas de minha pele, e o fulgor cujo ensejo
tu aguardas, ou se dizes como com elogios me enganas
e de como tu naufragarás em desafios por meus beijos
espero que não esqueça de versares que me amas

pois o que me importa além de tuas fantasias
e seus galanteios que acolho noites e dias
e de toda beleza que propagas em suas aspirações

é todo o sentimento que deságua por seus cânticos
do leito que despreende-se de seu coração romântico
e banha e me afoga em lembranças e abstrações.


quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

coral

Estou só hoje
aqui onde as flores não são luto
e não são paixão e não murcham

estou aqui onde me esqueci de te contar meu amor
Vou te contar hoje de minhas cores
que são fruto
de seus melindres
de seu coração
que ama lentamente
e craveja de brilho os mares ao sol

estou no recife que se forma
não sei, aparentemente
em essência, no seu olhar... onde brinco na chuva feito criança....

hoje que estou só
as cores são os corais
que preenchem os mosaicos de minhas fantasias
que deixa-me só e me extasia
e me esquecem em suas belezas desiguais....

hoje que estou só, meu amor
espero até amanhã.... novos mares
seus olhares.... estas flores
que dar-te-ei quando não esperares...

tão belas...

passatempo

Não é necessário que te escondas...
as árvores, em sua dança,
trazem teu perfume junto ao vento.
em harmoniosas ondas
lembro de seus cabelos,
em cachos de contentamento

Logo verei o que não mostras
o que descança e que acolhe minhas lembranças....

Não é necessário que te acanhes...
Todos os pássaros calam
enquanto despertas na alvorada
em meus olhos não estranhes:
a lua continua fazendo-se madrugada
em centelhas às centenas se espalham.

Logo verei o que não mostras
o que descança e que acolhe minhas lembranças....

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

Amigos

Sempre que se sentir triste meu amigo
saiba que poderas contar sempre comigo
pois eu estarei contigo para o que der e vier
Nos momentos felizes de sua vida,
e nos tristes tambem, farei o imposivel para estar ao seu lado
para que não sofras só.

A amizade é o laço mais forte que une as pessoas
até mesmo mais forte que o proprio amor
que tem o dom de nos fazer sofrer
e toda vez que um de nos cair por causa dele
podemos ter a certeza que teremos um ao outro para consolar-nos

Amigos

Professora.

Ultimamente tenho pensado em você
Mais não com raiva com antes
Mais como professora.Sim professora.
Por incrivel que pareça
Pois você com seu modo de agir
confusa e fria em alguns momentos
me fez aprender como impedir que façam isso comigo novamente.

Me ensinou a não permitir-me iludir tanto com uma coisa inalcançavel
para um jovem garoto que ainda tem o anseio da juventude
O anseio de de sempre querer o impossivel

Graças a você professora aprendi a levantar-me
Levantar-me apos a queda brusca da bicicleta
qu tanto presava antes que ela fosse destruida pela queda

Graças a você passei a encarar a vida de uma forma diferente
diferente que encara-ra um dia antes de ti.
e tudo isso me fez perceber que apos todo esse aprendizado
fiquei muto mais forte.

Liberto

Esta noite me sinto bem como a muito não me sintia
Sentado va velha cadeira de balanço e relambrando meu passado recente,
com o intenso alivio de te-lo deixado para tras
Deixado para tras o sofrimento continuo da incerteza infinita,
e a angustia que consumia meu coração.
Sem minima penaou remorso do que estava causando a minha vida.

Esta noite me sinto bem como a muito não me sintia.
Livre como um passaro que mais do que tudo em sua vida,
deseja a liberdade de voar alto pelo céu,
sem medo de ser capturado.
Esta noite me sinto bem como a muito não me sentia.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

trementes

Senti meus lábios
tremerem meus olhos
ferverem e ferverem
úmidos e humildes
como há tempos não os conheço
meu peito corroía-se feliz
por seu amor
por sua dor , corroía-se minha dor
meu amor que é um pouco você
que é seu sempre que quiseres
arde e ferve trementes
aguardo a felicidade como resposta
a vida que temos
àquilo que queremos
me esqueço do futuro nosso
estou, choro, sempre, amo, fervo, tremo e temo!
estamos juntos!!!!

domingo, 10 de fevereiro de 2008

Vida-vida

Se é da vida seguir e esquecer
não sei pois em mim não se faz assim...
Em mim recordar e voltar e sorrir
ou ficar e sofrer
A vida em mim antes era viver apenas
agora a vida em mim é apenas recordar

Sabado

Agora meu peito dói tanto que chega a gritar por um final
eu não sei o que fiz para receber ao troco de carinhos a dura rejeição
eu não sei mais se é dor na alma apenas esse suspiro intenso que me chega
ou
se é já a morte reclamando sua quota de cada salivar entre losnas e opiaceas
sei apenas que agora dói como uma pergunta que não se sabe a resposta
como uma estrela linda que é triste
mas é linda
como a noite que é vazia mas nos traz suas horas repletas de versos
agora eu queria deixar tudo e me calar de uma maneira tão intensa e firme que já não haja volta para o grito de dor
Para meu peito que pensou infantil e foi alegre brincar sem segurança
a noticia urge pelos cantos de algum maldito
sim amor com desprezo se paga
é valor de troca
é quota razoavel e boa
é noite entre os dois que nada fez valer
Mas então se por outro enfim existe isso de se querer e não querendo o outro ainda ela mais quer
eu que tenho um coração afobado e torto
não vejo mais o que dizer se a meu contato foge com armas grosseiras e de mal-gesto
ela que eu quis e ainda quero de um querer liberto e sem laços
que não apenas a liberdade e a vida
eu já não sei como escrever
pois meu peito dói como folha jogada
pois minha cabeça treme e viaja enquanto a noite passa
Estou com febre e lembro bem que voce seguiu para sua casa enquanto eu parti sozinho
sou azul e triste agora
não em inteiro por voce
é uma verdade que o mundo me faz chorar mais que um filme meloso
é real sim que agora enquanto chove eu penso onde voce deve estar
talvez se meu peito parasse agora
olho o céu da noite de sua indiferença e ali no céu reside a alegria
na estrela mais distante junto das rotas mais incogitaveis ali
eu não vejo
mas na noite de sua indiferença meu coração começou a doer
e alegre mesmo são os que sabem quando é a hora de não olhar e nem ser visto pelo céu da noite
ou por toda a gente inclusive por si mesmo
Enquanto chovia eu chorava e a noite era fria e triste
o céu chorava junto a mim
estou cansado de sentir meu peito palpitar
se viver é dor suspeito qual a solução


Narcolepsia

Estou ouvindo um monte de palavras ditas de maneira estranha e familiar
sou um pedaço de açucar azul
eu poderia me despedir de todos agora com apenas um gesto puro
eu não estou feliz com sua alegria
eu não estou triste com sua tristeza

Minha vida minhas regras
sinos de bronze e sacerdotes de papel
eu quero ir até aquele rio
eu quero ir até onde eu não possa mais ser baixo
poças de agua
retalhos de cor
eu não estou feliz com sua alegria
e nem alegre com seu prazer
não quero ouvir as palavras que estão saindo da minha boca

todos estão correndo agora
eu não vou muito longe
eu não vou muito distante
assim como eles
distante deles eu sei as coisas que eles não precisam saber
eu sei o que eles ignoram
minha vida minhas regras
sem regras então
sem limites ou fronteiras
uma brincadeira doentia e cristã

sons de mobilidade e cor desfazendo a musica que eu sou
copos de chá e fumaça sorridente
somos como os piores caras do mundo
somos como os piores caras da sua rua
ninguem vai nos ouvir aqui

todas as mentiras refletem sua frustração
e ir embora é besteira
e ir embora é besteira
e ir embora é uma coisa bem sensata se for desse mundo
preciso de algo doce e solitario
quero que penetre minhas veias até o coração

meninas da terra cinza
meninas andando de bicicleta
eu nunca sei seus nomes
mas eu gosto de suas mãos
eu gosto de seu suor
seus sorrisos tem pedaços de infancia e parque arborizado
suas bocas são fotografias amarelando

qual seu nome?
me diga qual sua idade
não!

todos estão correndo agora
distante deles eu sei as coisas que eles não precisam saber
somos como os piores caras da sua rua
eu sei o que eles ignoram
e ir embora é besteira
ninguem vai nos ouvir aqui
e nem em lugar algum
chorar dói nos sabemos
nós sabemos
copos de chá e fumaça sorridente

Minha vida minhas regras
mas eu gosto de suas mãos
distante deles eu sei as coisas que eles não precisam saber
eu quero ir até onde eu não possa mais ser baixo
nós sabemos
seus sorrisos tem pedaços de infancia e parque arborizado
sons de mobilidade e cor desfazendo a musica que eu sou
eu tenho um amor e uma arma
nós sabemos
eu tenho uma garota
e um filho em outro país
sou um pedaço azul de tristeza e viagem

Pessoas voam em meu passado
eu ando pelas ruas até o dia chegar e partir
e eu sei e sei muito bem
que eu não tenho um lugar certo
eu não sou um cara feliz
eu só quero não voltar
e eu tenho uma paixão
só que não sei mais seu nome

Therza Heirnm

Estou perdido
mas aqui parece mais alegre que o resto do mundo
ninguem pode me alcançar no bloco norte eu sou o penultimo quarto
no penultimo quarto eu sou uma garrafa de rum e alguns cigarros
sou o cara conversando sozinho
estou distante demais para que a dor me alcance agora
ninguem mantem contato
nenhuma garota em especial
do bloco norte eu sou o penultimo quarto
Ei...Voce poderia me emprestar esse isqueiro
todas as festas do campus
todas as noites em três anos
todas as noites em algumas centenas de garrafas
nenhum dia se repetiu igual
e eu não consigo me lembrar de algo bem feliz que me faça querer voltar
é so saudade por um tempo que perdi

sou o penultimo quarto do bloco norte
e aquela garota veio me visitar sozinha
parecia um sonho mas foi engano

Ninguem vai me tirar o bloco norte
o penultimo quarto ainda tem minhas frases nas paredes
doi muito quase é possivel ouvir quando corta
eu não sei mais

Estou perdido e aqui é melhor do que o mundo
me adaptei a isso
sempre os mesmos
sempre o que me fere menos e mata aos poucos

no bloco norte
sou o penultimo quarto
o aquecedor não funciona e eu passei uma semana sem sair
a janela quase sempre suja mostra uma paisagem que machuca e ofende
no bloco norte eu sou o cara desenhando nas paredes do penultimo quarto
alguma bebida
e uma semana sem sair de lá

aquela garota veio me visitar sozinha
parecia sonho
mas era engano

no bloco norte ninguem me alcança
estou tão alto que até pareço forte
ninguem vai me tocar
estou distante o bastante num lugar aparte
aqui é o penultimo quarto do bloco norte

Eu não tenho dinheiro
eu não tenho uma garota
eu não tenho um lugar para onde eu possa seguir depois
eu não sou muito lindo
sequer inteligente
e enfim eu passei tres anos no bloco norte

sábado, 9 de fevereiro de 2008

Plus que je doit !

Moi, qui dejà a été appelée la solitude en poésie
et avant de soleil et leur l'ombre, je me cachais.
Je me réveille après de les yeux perdu;
ouvrir les portes chéris, j' irais.
Il faut que vous m'attendre avec tes bras vrais,
comme un rêveur,mon petit ami.

Parce que je suis, aujourd'hui le oiseau bleue
lequelle qui peu on voit,
dans la nuit du nord
nous nous aimons, d'accord
mais je sens que j'ai aimée tout la flamme en feu
j'aimerai beaucoup, j'aime plus que je doit !!!

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

Redenção

Olho para você e penso em redenção.
Redenção que outrora nem pensava em obter,
ou talvez quizesse e não percebece, mas não por sua causa
mais por causa minha.
Minha causa perdida de tentar domar um sentimento tão intenso e destruidor
Sentimento que nos proporcionou alegrias, que foram apagadas pela decepção
E tanto tempo apos de tanto lutar em vão, percebo que perdi
e me entregando a derrota tão devastadora por um tempo que quase me perdi
Mais agora estou reerguido e pronto para ter a tão esperada redenção.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

....

Tudo dá certo onde somos parte e universo...
Estamos juntos, parece simples... é o que é...
Vou me perder e não me importo, estou disperso..
estou perdido em seus braços, em sonhos submerso
suas mãos me estende, me levanta e conversamos a pé.....

Há tempos, não descorro não morro minhas amarguras...
mas é bom esquercer-me de tudo ao ver teu sorrir gratuito
Queimar imagens e ecos e destruir restos de ilusões puras....
Destoar das cores do céu, e estar contigo nas noites escuras
Ver-me a mim em ti, com um olhar triste, mas simples e bonito...

Levas-me aonde já conheço e não me lembro
Não me lembro de conhecer tão leves mãos...
Deixo a embriaguez da alma ao relento em sua ilusão...
Guardo-te no peito amargura, mas já deixei-te desde dezembro
feito cinzas, aos restos do passado glorioso e vão.

domingo, 3 de fevereiro de 2008

Carta do Subcomandante

Ejército Zapatista de Liberación Nacional.

México, 18 de mayo de 2004.

A: La Latino-america .

Donde quiera que se encuentre.

Disculpad, señora America, que os distraiga de vuestras múltiples ocupaciones y reiteradas angustias. Sólo os escribo para deciros que aquí estamos, que seguimos siendo nosotros, que la resistencia es todavía nuestra bandera y que todavía creemos en usted. Pase lo que pase, seguiremos creyendo. Porque la esperanza, señora de rostro difuso y nombre gigante, es ya en nosotros una adicción.

Vuesa excelencia sabrá ya que el horizonte se encapota de un gris que va para negro con la misma celeridad que marcha la venta de nuestra historia. Sin embargo, sabed que la libertad sigue estando ahí adelante, que sigue siendo necesario luchar y que la historia todavía espera quien le complete las planas. Así las cosas, y temiendo que no os veamos de nuevo, aceptad estas tres definiciones que vienen muy a pelo para días tan aciagos como los que nos esperan:Libertad. Dice Durito que la libertad es como la mañana. Hay quienes esperan dormidos a que llegue, pero hay quienes desvelan y caminan la noche para alcanzarla. Yo digo que los zapatistas somos los adictos al insomnio que la historia desespera.

Lucha. Decía el Viejo Antonio que la lucha es como un círculo. Se puede empezar en cualquier punto, pero nunca termina.

Historia. La historia no es más que garabatos que escriben los hombres y mujeres en el suelo del tiempo. El Poder escribe su garabato, lo alaba como escritura sublime y lo adora como verdad única. El mediocre se limita a leer los garabatos. El luchador se la pasa emborronando cuartillas. Los excluidos no saben escribir... todavía.

Aceptad, señora, estas tres flores. Las otras cuatro llegarán luego... si es que llegan.Vale. Salud y recordad que la sabiduría consiste en el arte de descubrir, por detrás del dolor, la esperanza.

Desde las montañas del Sureste Mexicano.Subcomandante Insurgente Marcos.México, mayo de 2004.

P. D. Se me olvidaba advertiros, señora, que no se deje engañar usted por funcionarios, columnistas y etcéteras que hacen de la mentira un eco infinito. Nada está resuelto, todo está roto. Y, en lo esencial, hay dos apuestas: la de ellos, la de la guerra, apuesta a que usted seguirá en la indiferencia; la de nosotros, la de la paz, apuesta a que usted bailará un zapateado que hará temblar todo, justo como tiembla el amor cuando es de veras.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

Na pele

no fundo sou mesmo expressão de fraqueza
na pele expresso profundidade boreal
talvez lhe mostre que não sou certeza
e que vês minha distração como real

que toda minha expressão do olhar é ideal
que passo meus sonhos no carnaval de veneza
que vivo toda esta densa e aparente realeza
com máscaras que disfarçam em motivo desigual

e que finjo, que mudo que canto sem essencia
e chamo e tinjo memórias, e danço cantigas
como se fora puro e, tudo fosse questão pureza

sou tão duro como seu olhar que cultiva paciência
tão obscuro como o caminho que distante castiga
tão distraído, expressão tamanha..., que lhe temo a beleza

confusão conjunta 1

A confusão é uma briga de olhos e nervos

Tambem se não fosse alegria um pouco lagrima

quem alem delas por ela gasta suas noites

quem junto dela a noite se faz maior

quem junto de outras canta e se distrai

a festa parece um pouco com outra

se as outras parecem um pouco com ela

e ela que é elas mas nelas estou em parte

tambem se a força não fosseum pouco poesia

mesmo o mais fragil faz querer gritar

Este grito, que confunde e que alegra

que forte inebria a noite e se enlaça em meu peito

chama -me pra perto e expulsa-me de seu seio

insinua o amor mas morde meus lábios, e me cega

confuso, distraio-me nos seus sorrisos estreito

se explodo junto à versos sem fim e sem meio

ora sua boca me convida ora me nega

Retenho-me aflito, esperando a confusão que alegra

Yousseph Igor e Lean Dromoi

Tempo

Corre o relogio parado na parede ele chora seus minutos
as horas gastam todos
que ousam olhar o relogio

Chuva

Não foste ao encontro
chovia
é certo chovia e não foste ao encontro
eu te liguei de telefone publico
chovia
é certo não foste ao nosso encontro

Tomei chuva fria na cara
tive que tirar o oculos
tomei chuva fria no corpo
tive que tomar banho quente
quando ao seu não comparecimento
nada pude fazer
liguei
atendeu
chovia
resolvi não ir

Não foste ao encontro
e eu todo afobado no serviço rezando para ofinal do expediente
no entanto não foste
chovia

Tomei chuva fria na cara
tive que tirar o oculos
tomei chuva fria no corpo
tive que tomar banho quente
quando ao seu não comparecimento
nada pude fazer
liguei
atendeu
chovia
respondeu-me assim
resolvi não ir
afinal chovia

chovia

dúvidas...

Hoje é o primeiro dia após muitas dúvidas
após muitos dias duvido de hoje
Após muitos "hojes" tenho uma primeira dúvida
se sou o primeiro, a dúvida o dia ou hoje...

Bom, sou o primeiro a ver-me ao acordar
o dia ao abrir a janela
a dúvida quando o sol me preenchea escuridão
e hoje enquanto o dia e adúvida perduram

só queria entender por que este tipo de futilidade
atinge meus pensamentos....
poderia duvidar da desgraça
já que ela é hoje, é dia é primordial mas é verdadeira
poderia duvidar da esperança
pois ela é dúvida, é dia mas é passado e o fim

acho que sou o mais capaz de supor a esperança
e a desgraça e o fim e adúvida
mas o sol já ternamente se afasta e o dia foge

Mas satisfaço-me com a dúvida e a verdade
para continuar tentando entender....