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domingo, 27 de janeiro de 2008

Mas é carnaval!

“ Hoje o samba saiu, procurando você...”, música insistente que serve de trilha sonora para o meu não saber escrever. Hoje, as palavras não saem, é um daqueles dias em que elas deixaram de existir ou me deixaram de lado. Não sei compor samba, nem lamentar tristezas, amores possíveis. Eis que chego a conclusão que hoje sou uma pessoa que sente medo. Quem dera pudéssemos sair na rua, cantando despreocupadamente qualquer melodia triste que chora a sua partida. Estranho, você chegou.
Você veio, eu permaneci, aqui eu estou. Estou com as minhas letras solitárias, com meus sonhos sufocados, com o meu samba tocando sem parar...eu devia saber compor algumas músicas, dedilhar um violão ou ser definitivamente corajosa de abrir a porta e ir embora. Lá no fundo, eu sabia. Como qualquer ser puramente mortal, eu gosto de me enganar de vez em quando.
Meu samba, meu lamento, a vida passando, eu na avenida, você na janela me acenando, em meio aquela festa toda. Talvez, todo carnaval tenha seu fim mesmo...ou um recomeço. Eu ainda acredito na segunda opção.
No cenário que me cerca, o povo dança, existe até uma bandeira, alguns pandeiros, o cordão. Existe festa, existe aquele abraço do encontro, a alegria por não haver despedida. Voce é a música que eu tento compor enquanto o mundo samba, a melodia engasgada que se ouve apenas sinais vitais no barracão que faz a minha festa.
Voce é o confete lançado no meio do barulho do tambor, a serpentina que cai de forma maleável no chão.
Somos nós, em meio a toda esta bagunça que se chama felicidade. Aos bambas do samba ela é passageira, a meros mortais ela é um segundo soprado naquele momento eterno. Para mim, ela é a poesia que inunda nossa vida de forma mágica e confusa.
É carnaval, hora de colocar as fantasias, escolher a máscara e enganar a tristeza.
Eis o samba, procurando você, esperando a sua chegada concreta, o grito de carnaval já foi dado. É hora de matar as saudades, de fazer parte desta festa que a gente preparou com tanto empenho...tirando a máscara, usando nossas roupas normais..
“Hoje eu vou sambar na pista, você vai de galeria... Se você sentir saudade, por favor, não de na vista. Bate palma com vontade, faz de conta que é turista...”

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