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terça-feira, 1 de janeiro de 2008

Fernada II

Ela tem a pele branca como a noite branca de Dostoiévski ela é branca como um romance russo
e linda como uma carta de adeus
seus pezinhos quando dança são ainda menores quase não existindo
quando ela dança seus pés só existem para se ter a certeza que podem flutuar

se o vento quente e terrivelmente quente sopra caloroso como de costume em alguns pontos da esfera
se esse vente soprando assim e de leve existir a possibilidade de beleza
é certo que é ela num sorriso apequenado e simples
para provar que se pode ser feliz
pela felicidade alheia

Para seus olhos bastam seus olhos
bastam o infinito e o mais alem
para seus traços resta em nada
tudo em seus traços é seu e puro e lindo e lindo e infinito e infinito e puro e puro e simples
tudo nela é como uma folha pronta para a sensação de imprimir muito mais dela em mim ao descreve-la do que de mim nela ao canta-la

boca e voz e boca
boca e voz e beijo
para enfim saber da dança,da valsa alegre de seu corpo
do ritmo calmo em que consiste o mecanismo de seu sorriso ao toque de emoções e lembranças

ela é a saudade e a angustia se em meus braços residir sentimento é a dor de sua ausencia entre eles
e se em meus braços residir sentimento é a dor de sua ausencia entre eles.

Ela é saudade e angustia
angustiante como uma noite de arranha ceus
ela é saudade como a tristeza de não ser mais criança
angustiante como a saudade
ela é a saudade angustiante pela cidade inteira na suposição de seu endereço telefone e vida
meus braços choram sua ausencia entre eles.

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