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sexta-feira, 4 de janeiro de 2008

Bucaneiro

Vem que surge de mim qualquer coisa desse mar,
pareço velho e meu olhar pousa distante desse campo,
parece que o vento sopra mais longe que essa praia
e meus pés cansados inventam outro meio
sou isso,sou alguem divergindo...
Minha voz busca ser uma onda,
busco me estirar nessa praia e deixar tudo aqui.
Nada me fez desse tempo ou nessa canção,sequer essa canção,
nem mesmo o tempo,
houve aí qualquer coisa errada,
mas eu não entendo
não entendo,
não me cabe entender.
Meu caminho foi isso de saudades e despedidas,
como se meu destino fosse porto,
sempre ancorava alem-mar.

A praia mais adiante sempre se foi num sopro de cisma ou brisa,
cada estrela alem,
tudo mais a frente de mim,
eu distante em naufraga duvida,
azul e silencioso,
antigo e ultrapassado.
Eu não sei,
não sei,
não...
Cada dia foi reclamando sua cota no esquecimento
até as chuvas foram se apagando,
deixando em tudo apenas a estranha sensação
de algum dia ter existido realmente,
ate a chuva de março ou os beijos de abril
foram aos poucos indo
percorrendo
a rota mais triste e dolorosa até o esquecimento,
eu não posso dizer o que fiz,
isso sou eu?

Deixo o mar cair distante,
alem do mar,
alem de mim,
num porto alegre que jamais conheci,
numa ilha séria,
formal e distinta,noutro mar leguas depois de onde posso ir,
leguas alem de onde ousei pensar,
onde eu apenas sonhei...
Velho como o velho mais quieto,
triste como uma criança perdida,
meu tempo passou,
num carnaval antigo e sem lugar
nada foi meu sei depois de ter me pensado tantas vezes dono
e quem vai entender,
se meu pesar vem de outros lamentos,
meu peito se resume ao recordar de lugares que criei em mim.
O quê fazer de mim se eu nem sei quem sou
e tanto aprender serviu
pr'eu duvidar,ah...
Quem pode me dizer algo que eu possa
saber certo,
em que lugar existe apenas eu
e sequer um pensamento não ensaia ilusão ou loucura?

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