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terça-feira, 29 de janeiro de 2008

rubor no rosto

Beijas-me tão ardentemente e para meu desgosto
Estendes teus braços densos e me encarcera
Não posso deixar que suponhas meu rosto
lívido e delirante... mas não consigo... quem dera!

Acaricias meu rosto, meus lábios supondo a primavera
Tira-lhes o rubor do batom e dá-lhes brilho fosco
Beijas-me ardentemente e para meu desgosto
a alegria vibra rasa e fundo o amor impera

Falas odiosa e docemente em meus ouvidos
Esperas que eu ainda responda à altura
enquanto minha pele com os dedos costuras

Se me rendo logo a este clamor indevido
roubo-te a fantasia perpétua do momento.
se resisto, ah desgosto! ardo silenciosa por dentro.

domingo, 27 de janeiro de 2008

Humanidade e Beleza

Conversávamos eu e meu irmão-poeta sobre a beleza e a humanidade da poesia. A humanidade como universal, doce e explosiva; a beleza como feminina, como o deslumbre que toma o despertar do dia e apaixona à distância.
A humanidade como identidade, subversão, revolução amizades ébrias, serenatas sem luar, bares imundos e cidades silenciosas. A beleza na completude, no afago, nos olhos que se beijam, na saudade que corroe.
Difícil é não chegar a conclusão que as mulheres são encantadoras e que nossa dura tarefa é de humanizar versos para dignificar sua beleza.
Nos perderemos nas areias do deserto, entre amigos que se foram, na ânsia e na violência, ora cândida ora radical. Humanamente engajados, isentos de qualquer razão que nos disperse de nós mesmos e de vós que ledes inseguranças, ímpetos, declarações, manifestos e maldições!
Beleza formal, sem métrica, verso branco e livre, inteligente estupidamente incoveniente, etc.
Haverá nos versos sempre sorrisos, de sarcasmo e de alegrias, na tentativa de sermos melhores humanos!

A voz calada

Estava assustada, escondida atrás do espelho
do reflexo dormente do luar. Em sonora mirada
"levarei-te na noite apaixonada" disse em voz calada
a perdição em tonalidades verde e vermelho.
Enxerguei-me branda e completa... e encantada
Plena de futuro, esqueci-me do passado velho

Estava assustada, com a intensa saudade
que a voz calada me impunha com doçura
Dizia: ora distraída a felicidade perdura
ora conhecida, a distância torna-se eternidade
Todo o sopro do tempo à noite o vento cura
Todo o vento sopra o tempo a noite invade

Estava assustada, por ignorar tudo pra te ver
em todo lugar e a ternura de tua voz ouvir
Perfumar meus cabelos com teu sorrir
E sorrir meu sorriso quando eu me esquecer
digo que amo pois não finjo, não sei mentir
Este temor passará quando ouvir-te o mesmo dizer.

Mas é carnaval!

“ Hoje o samba saiu, procurando você...”, música insistente que serve de trilha sonora para o meu não saber escrever. Hoje, as palavras não saem, é um daqueles dias em que elas deixaram de existir ou me deixaram de lado. Não sei compor samba, nem lamentar tristezas, amores possíveis. Eis que chego a conclusão que hoje sou uma pessoa que sente medo. Quem dera pudéssemos sair na rua, cantando despreocupadamente qualquer melodia triste que chora a sua partida. Estranho, você chegou.
Você veio, eu permaneci, aqui eu estou. Estou com as minhas letras solitárias, com meus sonhos sufocados, com o meu samba tocando sem parar...eu devia saber compor algumas músicas, dedilhar um violão ou ser definitivamente corajosa de abrir a porta e ir embora. Lá no fundo, eu sabia. Como qualquer ser puramente mortal, eu gosto de me enganar de vez em quando.
Meu samba, meu lamento, a vida passando, eu na avenida, você na janela me acenando, em meio aquela festa toda. Talvez, todo carnaval tenha seu fim mesmo...ou um recomeço. Eu ainda acredito na segunda opção.
No cenário que me cerca, o povo dança, existe até uma bandeira, alguns pandeiros, o cordão. Existe festa, existe aquele abraço do encontro, a alegria por não haver despedida. Voce é a música que eu tento compor enquanto o mundo samba, a melodia engasgada que se ouve apenas sinais vitais no barracão que faz a minha festa.
Voce é o confete lançado no meio do barulho do tambor, a serpentina que cai de forma maleável no chão.
Somos nós, em meio a toda esta bagunça que se chama felicidade. Aos bambas do samba ela é passageira, a meros mortais ela é um segundo soprado naquele momento eterno. Para mim, ela é a poesia que inunda nossa vida de forma mágica e confusa.
É carnaval, hora de colocar as fantasias, escolher a máscara e enganar a tristeza.
Eis o samba, procurando você, esperando a sua chegada concreta, o grito de carnaval já foi dado. É hora de matar as saudades, de fazer parte desta festa que a gente preparou com tanto empenho...tirando a máscara, usando nossas roupas normais..
“Hoje eu vou sambar na pista, você vai de galeria... Se você sentir saudade, por favor, não de na vista. Bate palma com vontade, faz de conta que é turista...”

Canção Maior

Não quero escrever versos pequenos!
quero a poesia e não o espetaculo de minhas tragicas ações
poesia-luta e poesia-dia
Eu quero mesmo é abrir um sorriso espetacular cheio de dizeres piromaniacos

Não cantarei minha dor apenas se no mundo outras dores alem da minha apenas são uma só dor nos unindo como um musculo gasto lecionando dor!

Deixarei aos poetas os versos pequenos não os quero para mim
quero poesia e dia
quero a rua e a luta!
Esse não é um verso tragico
pequeno
ruim e banal
Eu quero cantar o comum e o igual e cantar para o canto ser maior
Não quero os poemas pequenos
pequenez é um artigo religioso
quero meu verso vaidoso e absurdo
não quero o meu verso antes de desejar um verso como meu
que a poesia o torne inteiro sobre tudo

Quero meus amores todos
não importando muito o que senti realmente
quero todas as minhas paixões desfilando enlouquecidas para o verso maior de nossos dias
Quero não cantar
quero uma poesia que lute
quero fogo na metrica e forca para o lirico e piegas
só espaço para o quixotesco e assombroso

Quero um verso
que não seja apenas poema
quero o amor que seja poesia

Cansei de tornar minha dor espetaculo
queimei a lona
espanquei palhaços

Animais estranhos
girafas e leões
macacos imperiais
e até a mulher barbada

Cansei de fazer da minha dor espetaculo quero a poesia que liberte inclusive o mundo
quero todas as minhas paixões desfilando esquecidas por mim
quero o outubro enlouquecido ateando terror nos atores canastrões
me cansei de ser atração do circo dantesco




sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

retalhos

caçar retalhos e compor ícones de submundo
pessoas em pedaços, suspiros ironias...
juntarei todas as partes, isentas de agonia
darei de presente ao primeiro sábio vagabundo

que tenha o mínimo de si mesmo no fundo
do peito, digno da vida, do todo das partes do dia
brindar com otários, nosso destino, funesta alegria
não é pra ti vagabundo, apenas para os fúteis imundos!

Não crerão no que disseres, os retalhos serão salvos
pela indiferença dos que procuram nossos restos
pela sagacidade que levaremos até o final

De tanto procurar, ficarão tenramente calvos
Faremos piadas e versos patéticos e funestos
Guardando a verdade em retalhos do mundo real!

quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

Após o fim do fim

Após o fim do fim do mundo, estaremos prontos para esquecer de nós mesmos quando éramos parte do fim. Logo seremos nós como esperamos todo o tempo, seremos voz, coração, braços e cânticos e eternidade humana!
Fugazmente eternos!!! Teremos tudo o que não se troca, nada que sufoca,e beijos ternos !!!!
Lembrarei de quando gostava de ti mesquinhamente e, agora, após o fim, amo-te sem segredos e motivos!
Recordarei do meu sangue banhando o fim do fim, e logo estarei asseado, são e confiante, pois meu sangue não é meu, é vosso amigos e inimigos que deixaremos de ser o beijo dos contrários, e tornarmo-nos efetivos, efetivos e humanos !!!!
Mesmo que após o fim do fim o sol não brote no leste terá a claridade estridente de todos os corações bombeando suor e sorriso infinitos, em verdade! Morreu a ilusão que o fim do fim acabaria com o nosso fim, mas terminará com o fim de nós como e quando não éramos e sim como desatávamos a sobreviver em guerra constante...
Após o fim do fim não haverá mais fim que nós mesmos, unidos e eternos!!!!

quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

Ganhei uma ilusão

Prezo muito a verdade, mas ganhei uma ilusão
Fugi do calor, me isolei no frio
Não sou frio, não estou iludido, sou o verão
ganhei de verdade, desatento e baldio
Ganhei uma ilusão

Agora não sei, se lhe abraço, se leio Balzac
se acredito , se duvido se fumo crack
se sou, se curto , se distante longe em vão
quando for breve, quando me entregar, se for são
Ganhei uma ilusão

Vou lutar, prezo a verdade, Balzac e o abraço o carinho
Ganhei uma ilusão, ora estou distante
ora sou farsante, ora sou amante
Ganhei uma ilusão, não estou sozinho.

Não tem nome

O sol abandonou a manhã no dia de hoje e veio despedir-se de mim. Agora restou-me dançar um tango de Piazzola em novos olhos noturnos, reluzentes, reverberantes de ímpeto. Os dias costumam ser sombrios para quem se escondia em cavernas pretéritas, sorria o sarcasmo alheio e chorava a solidão descrente.
O sol abandonou sua luz em meus olhos e aos poucos saio da caverna.
Meu chapéu, meu violão, minha seresta sem luar meus amigos ébrios sempre autênticos, criam passos novos e cantam canções mais tristes.
a tristeza é bela quando um tango inebria o coração e lábios vermelhos cantam ao ouvido!
A caminhada é conhecida e a alvorada ignorada; o fulgor mantem-se nos suspiros amargurados dos poetas!
a graça do desencontro está na fugacidade da surpresa, do arrebatamento e da abstinência que, prazerosa faz sofrer... aos poucos o sol raia, aos poucos saio da caverna.
Não largarei meu violão, meu chapéu, meus amigos... e minhas palavras dispersas.....

Lembranças do Velho Yousseph Sanmuel

Nossa essa manhã enquanto ia para a o meu lugar favorito na parcela de terra chamada brasil,essa manha enquanto eu ia para o meu lindo bairrinho chamdo bom retiro,lembrei de minha avó,não a materna e cristã,mas a linda senhora aldenora com seus olhinhos verdes de judia filha de portugueses.Fiquei imaginando contando para ela,alias com toda mãe e vó judia adivinharia só em me olhar,que estou como estou,fiquei pensando no que ela me diria,acho que primeiramente me perguntaria se era yudish ou goin,eu reponderia com silencio e ela diria bem seria,como se eu tivesse brincado com os ossos do meu velho Sanmuel,mais ou menos ela diria que nos estamos crescendo num mundo sem valores,que nos obrigou a renegar nossas origens e tudo mais,isso se ela estivesse se bom humor,do contrario me espancaria com sua bengala e me perguntaria se ela é pelo menos uma moça inteligente,dai eu responderia que ela já tem namorado e então minha vó iria querer morrer simulando um desmaio olharia para o céu e gritaria;Ayhr Yaveht!...Livra-o do sentimento adultero!
Eu me seguraria para não rir mas então ela me perguntaria se eu gosto mesmo dela,diria sim de uma maneira duvidosa e confusa,talvez duvidosa pela confusão,ela me olharia me contaria pela enesiama vez a historia de como meu avô chegou de Andaluzia e como eles se conheceram no litoral cearense,moda antiga e das tradições casamento arranjado e etc.Essa manhã lembrei de minha vó e pensei bastante nisso tudo talvez porque eu sinta uma saudade muito forte de meu querido avô o velho Sanmuel e ela seja o mais proximo do que me lembra os olhos dele,lembrei de minha avó pois assim como sempre dizem na familia que pareço em tudo com meu avô,eu tambem queria parecer com ele,encontrando alguem cujo o olhar seja igual ao meu.

terça-feira, 22 de janeiro de 2008

Ato I: Exteriorizar

Vagueando em pensamentos:
Me vejo a sós, meu drama
No que diz aos sentimentos
Me arrasto sim, na lama

As coisas não são tão simples assim
Se fossem, não seria amar.
Aquilo que sinto em mim
Difícil de clarear

Posso não ser belo
Não ser triste, nem ser sério
Sou o que faço, não o que digo
Mas tento, juro que tento!

Nos versos que penso,
Nos versos que faço
Há aquilo que sinto,
Há aquilo que passo

O difícil é fazer,
O difícil é falar
Um refém, um detento
Mas juro que tento, juro que tento!

Pequenas coisas que eu perdi I

Sabe encontrei aqui pelas coisas de algum tempo numa das malas infinitas que nunca desfiz, desde que voltei para casa de uma longa viagem de 4 anos á dois anos atras,lembro que essa anotado que eu deveria ter mandado para alguem ou algo como eu deveria ter vivido algo assim para ter o prazer de depois mandar uma carta desesperada como essa,se vivi ou não,não vou contar,mas nesses ultimos dias ter encontrado essa carta que não foi escrita para alguem e tanto diz,uma carta muito mais sobre sentimentos do que para alguem,foi arrebatador ter encontrado,pois diz muito mesmo.Eu quero uma vida que se confunda com a loucura de meus melhores versos eu quero cantar meu futuro,para ver se cabe na metrica.Transcrevi essa carta para mim mesmo e para quem eu queria ser parte.



Quais são os pre-requisitos basicos para se apaixonar?Não sei mesmo,a paixão deve ser uma dessas receitas que se vai descobrindo por acidente,alias nem mesmo uma formula deve existir ou existe uma formula para cada situação e pessoas ou uma variedade de situações e formulas para cada pessoa?Não sei mesmo.Sei apenas que ve-la dormindo,olhinhos fechados boca fechada me fez isso,sei tambem,que tambem olhinhos se abrindo e cabelo desarrumado tambem me fizeram isso,agora me ponho uma serie de pensamentos e a natural resistencia em não parir esperanças vãs,me ponho tambem cismando em quanto se pode medir ou quando se pode dizer sobre isso,tocar nesse assunto é sempre muito delicado,tocar nesse assunto é muito perigoso,manter amizade e tentar conservar o que havia parecem sempre estar na ordem do dia,mas o pior é sempre o depois,os amigos,as conversas,a lembrança presente do que houve incomodando em cada conversa,a tentativa de se perceber alguma coisinha daquele momento secreto,aflorando,meio que metaforico ou sub-liminarmente.Nosso momento é nosso,sem confissões para estranhos,que confessar é dar um pouco o que é nosso apenas,agora acredito que exista um lado positivo no egoismo.eu quero só para mim a visão de seus olhinhos negros me olhando,de sua mão tocando meu peito para ouvir meu coração,dividir isso com voce já é o bastante,o limite para minhas emoções digo isso pois voce lendo assim pode pensar,supor,imaginar que ja contei para algumas pessoas,quando não contei e mesmo aqui poupo seu nome,deixando todos avidos por saber,alguns supondo certo ou outros de maneira extremamente errada,todos porem apenas supondo,quando a verdade sobre isso só sabemos voce e eu.O certo porem é a confusão e prazer que tudo me causou,pois foi como um sonho e foi muito real e bom tambem,as conversas bem apequenadas entre beijos e suspiros,os mesmos cliches de sempre,seu rostinhos suando,suado e avermelhado,ai nada passa agora é como se eu carregasse um sonho e pudesse descreve-lo com lucidez,mas foi um sonho,não apenas um sonho,mas tambem um sonho (compreende).Me poupo de escrever quase sempre assim tão diretamente,para não correr o risco de parecer infantil ou para não revelar minha intimidade,encontrei nas metaforas e na poesia,uma linguagem maior no passo que é livre de interpreção e diz o que se quer ler,quando é lida,quando a isso que estou escrevendo agora nada mais é do que uma pergunta que ando me fazendo agora;quais os pré-requisitos para se apaixonar?Não sei é a resposta,posso responder sem o risco de ser falso,que foi muito bom,que foi magico que não consigo parar de lembrar,recordando com uam saudade tão intensa que só a ideia de recordar me faz sentir que foi a muito tempo e no entanto a limpeza e veracidade em cada impressão que ficou só relatam da atualidade dessa nossa viagem,não posso dizer mais todo o resto que dissese revelaria algo que prometi não revelar,todo o resto e como eu descreveria,uma parcela seria impropria descrever e outra mal-caratismo,prometi não dizer,prometi,mas me desculpe pequena é que agora na urgencia dessas horas,temo por não ser mais como antes e temo por voltar a ser como antes tambem,tudo muito confuso,confuso demais,como se uma explosão de cores desabasse musical na fotografia de nossas mãos juntas,na tempestade de como contrastamos em algumas coisas e n'outras somos como para se completar.Nada me tomará aquela noite,espero que nada nos tome o reptir ou ensaiar de outras noites,na nossa valsa somos dois e somos como um só,dançando da maneira mais pura e tremula,tremula como quando se dança pela primeira vez com alguem que queremos ser,tremulos como quando no escuro tocamos quem sempre esteve bem perto e só uma noite foi o bastante para se fazer em confusão o que poderia ser certeza e ventura.Desculpe pequena,desculpe mesmo.só preciso que me respondam os que ousaram saber,e mesmo entre esses o meu unico interesse é nos que conseguiram sucesso na intençaõ,mas eu só queria saber quais as possibilidades da paixão...
Tudo o que eu queria era saber um monte de coisas,um monte de palavras e nomes de coisas,compara-la com algo que seja fantastico como você,descreve-la para os olhos que nunca a viram,eu só queria acordar de todas as manhãs,apartir de todos os outros dias depois de voce,ao seu lado,pois voce foi a melhor coisa que me aconteceu nos ultimos vinte anos,muito obrigado mesmo,tive meu melhor sonho numa noite de insonia.
Voce existindo ou não,apartir de agora foi minha melhor inspiração,talvez por te-la criado antes em meus sonhos e o mundo,o mundo me presenteou das noites com seu encontro.
Sua cumplicidade e como tudo soa natural e bom ao seu lado é magico,como se pudesse haver a melhor amizade,mesmo ainda melhor que a perfeição,depois de voce uma tempestade passou e posso sorrir,ao menos ao lembrar de voce...Desculpe pequena,desculpe como agora assim fiz tudo transparecer febril e louco,pois é realmente assim que sou louco e febril.

domingo, 20 de janeiro de 2008

Criança

Eu passaria a noite inteira com as mãos em seus cabelos
eu ficaria um bom tempo entre seus beijos
essa tarde eu lembrei de nós dois
essa tarde eu lembrei de nós dois

descobri que adoro te ver dormindo
seus olhinhos negros de criança e doçura
sua boca selada de cansaço e beleza
Eu passaria a noite inteira entre suas mãos
seu sorriso

e como valsamos e como sorrimos
e eramos dois e um
e dois e um
e eramos a musica e a dança
o encontro de nossos corpos foi confusão de tudo entre o desejo e o sonho
Passaria uma temporada interessante entre seus olhos
dentro da noite tv ligada
dentro da noite nosso abraço e beijo

O filme

As vezes tenho uma quase sensação que minha vida é uma nouvelle vague gravada nos tropicos,é bem proprio de uma nouvelle vague eu sei,pensar que a vida é um filme ruim gravado em preto e branco,com uma trilha sonora melancolica e bem lado B.Tenho essa impressão sempre,a sensação que não é vida é filme,os cenarios,as cenas e os dialogos,tudo muito confuso para todas as partes inclusive para participantes e espectadores.
Como quando a gente fica sem muito jeito na hora de falar alguma coisa ou a simples presença nos intimida,porque as vezes as cenas parecem se repetir(mas o personagem pede nessa nova sequencia do filme)no entanto é como se fossem sempre pela primeira vez,as palavras cortadas,o silencio que confunde ao parecer iniciar algum entendimento.
A vida é mesmo um filme é eu sou uma produção francesa,eu sei pelas locações de meu personagem,são sempre barzinhos sujos,trens,escritorio e quarto vazio,quase tudo isso em noites frias e silenciosas ou manhãs nubladas,as externas são sempre praças por onde ando desnovelando monologos estranhos e labirinticos,na presença de um cigarro,closes fechados em meus pés,flash's retros com amigos,musica instrumental de fundo quase sempre executado por algum violino bem doloroso,os outros personagens tem algum destaque bem menor,alguma atriz interpreta uma moça quase igual e por algum motivo mesmo com tanta semelhança algo nos separa,o tocante é sempre como nos conhecemos,isso faz nos espectadores algo como se identificar um pouco,o triste mesmo é que o final é sempre bem previsivel a mocinha vai ficar com outro cara,e eu ou vou entender tudo,bebendo um pouco,fingindo força e lembrando dela sempre.As vezes,só as vezes vou tentar encontra-la novamente,mas ai os creditos ja terão subido,a sala ficado vazia e a ideia de uma gravação para esse filme ficará guardada por desinteresse do coração,sem final alternativo para minha nouvelle vague,pois é por isso um filme bem lado B,eu sei que o beijo não vai acontecer numa estação de trem numa noite repleta de nevoa,nem numa rua no meio da chuva.Um filme sem final feliz,pelo menos para o personagem principal.Sou uma nouvelle vague e naquela noite quando ela descobriu tudo eu poderia ouvir bem longe e baixinho surgir entre meus soluços enquanto ela ia embora no onibus,o inicio de alguma canção da Edith Piaf.
Minha poesia não adiantou muito,meus desenho sequer.Melhor seria um roteiro mais hollywoodiano,eu indo para alguma guerra e no final desfeitos de nossas vidas antes de nosso encontro,fazermos promessas provincianas de feliciadade e amor eterno.eu só queria conversar com quem escreveu esse filme,pois eu gostaria de ser transferido imediatamente para alguma produção menos dramatica e real,eu adoraria algum pastelão meloso e cheio de cliches,mas no fundo eu sei,não fui feito para papeis felizes.
A minha cena favorita é sempre a do encontro e desse filme essa foi a melhor cena,porque era greve e talvez coubesse num maio de 68,tudo ali se pinta com minucioso zelo e rigor tecnico proprio para envolver mesmo,o mocinho e seus livros e cadernos de poesia,uma maquina fotografica,lenço vermelho amarrado no pescoço,jean's surrado e camisa branca e limpa,rosto de sono e ressaca e a mocinha aparecendo assim da multidão como se nascesse para os olhos de todos como se antes sequer existisse e existindo agora mudava tudo,os encontros são sempre muito bons e o desse filme é o meu predileto é uma pena que o final me fez chorar

sábado, 19 de janeiro de 2008

DIÁLOGO ENTRE UMA PSEUDO-PSICÓLOGA E UM PROTO-SOCIÓLOGO

Psicóloga: - Amor, estava refletindo sobre mim mesma e cheguei a uma conclusão.

Sociólogo: Diga amor.

Psicóloga: - Acho que tenho preconceito. Preconceito contra aqueles boyzinhos bombados que vestem roupas de marca, têm carros tunados e só pensam em mulheres.

Sociólogo: - Ah amor, fica tranqüila. Isso não é preconceito, é consciência de classe!!!

sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

de um diário

Não entendo de grosserias, da voz rude e forte
Nem pretendo sabê-las, prefiro a solidão silenciosa
a conquista no vagar, beijar com meu batom rosa
a tomarem meu braço e sugerirem minha sorte

sinto- me a qualquer disponível, enfureço de morte!
Minha delicadeza, meu rubor, minha boca formosa
Não é para quem renega palavras em mel e venenosas
è pra ele, que me trata como sou e me tira o norte.

sou mulher, sei do mundo, principalmente o viril
mas quero ser amada centenária e menina
e não apenas o beijo forçado de desejo vil

quero os dele, bebe-los feito agua cristalina
e ele abraçar-me como a pedra da cachoeira
abraça a torrente intensa que se esgueira

angústia

eis que não sois e que adoeci
logo, não foste e sou são.
quando fores já não estarei aqui
mas enquanto morro és minha imaginação

Eis que não vives e que imagino
logo, não és nem eu então
Tu convalesces e eu desatino
enquanto vives sou ilusão

Eis que não sou ti , tu meu revés
logo estás fora de mim eu sem centro
te achas em mim eu não sinto os pés
morres comigo sem ser
mata-me deveras por dentro.

Atenção: O Bloco vai passar...

Escrevo com os meus versos livres, brancos e sadios. Eles representam os sonhos que amadureceram e que fizeram adormecer as expectativas de um futuro que era incerto.
Hoje, ao olhar para trás, percebi como os morangos estão maduros e, agora, fazem parte de todas as estações do ano.
Engravidamos de futuro, lutamos por uma gestação de sucesso, quase sofremos um aborto no meio do caminho. Mas foi esta criança chamada IDEAL que nos motivou a cada sinal vital que repercutia em nossos ventres.
Geramos o futuro, mas ele traz suas seqüelas. Fazemos delas um aprendizado real, uma bandeira para que, ao acordarmos pela manhã e nos olharmos no espelho, possamos reconhecer quem verdadeiramente somos.
Somos os velhos sonhadores de um amor livre, de uma vida justa, de um mundo melhor. Somos aqueles que sabem valorizar a luz do sol e as gotas de chuva que enriquecem o nosso samba numa noite de quinta-feira qualquer.
Somos este espelho, somos aquelas pessoas que fisicamente envelhecem a cada dia, mas, que possuem a alma das crianças que correm atrás de suas pipas.
Neste momento, olhando para o espelho, desejo eternamente encontrar esta menina que acredita que tudo há de ser melhor no minuto seguinte. E ela é apenas o mosaico de todos nós quando cantamos nosso samba.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

estribilho

se eu fosse tão bela como as noites brancas
fosse tão clara como rainha, morena camponesa
ou talvez a musa de canções doces e francas
seria aquela amada na dúvida da certeza

E sendo negada, sendo pura de incertezas
amo à ti que me versas carícias tantas
que me acaricia, e no fim, com seriedade santa
termina por beijar minhas mãos com leveza

Mas sinceramente, não sei se estou crente
no amor que desatina, tira o trem do trilho
faz de meu peito recanto e de meus olhos estribilho

Ou creio meramente, que este medo estridente
é o fruto sábio do passado, recente pecador futuro
de furtivos lábios encarnados; apreensiva eu só ao escuro

A descoberta do mundo.

Para se escrever um poema é preciso sopro, é necessário vida. É água ou rascunho qualquer que serve de pano de fundo para o teatro que vamos representar.
Para se escrever palavras sábias é necessário tempo. É preciso errar, magoar, sair magoado, mas é muito importante saber sorrir e caminhar.
Para escrever esta novela chamada vida é necessário ter paixão.
Contudo, eu preferi linhas tortas, um caderno de poesias velho que cabe no meu bolso, além de todos os sonhos que eu levo na minha mochila.
Eis a minha descoberta do mundo, a transversal do meu tempo, o meu pedido de direção...me perdi no meio da estrada e joguei fora a única bússola que me restava.
Este é o meu caminho tortuoso, excitante, solar com alguns eclipses.
Na gruta de todo este saber, ainda não encontrei a pedra que esconde a capacidade e o elixir que nos fazem melhores.
A poesia sincera para quem sempre teve graça e coloriu de forma singular toda capa da minha história.

Rascunho na sala de aula

Junto de você sou eu
adiante de mim é você
sendo assim
eu apenas eu
ao seu lado
e voce para alem de mim
somos então como se não fossemos
somos apenas para nos completar

terça-feira, 15 de janeiro de 2008

Artigo 1

A política é a condição do homem no mundo contemporâneo: longe de si pela divisão social do trabalho, longe do proximo pela troca e pela propriedade privada e longe do mundo graças a irracionalidade da práxis e do misticismo obscurantista, inerentes ao capital.
A política, junto a seu aparato burocrático, mantém eficientemente o homem distante de sua humanidade, refém do mundo objetivo apesar do estontiante avanço das forças produtivas.
Homens coexistindo no mundo do poder, na esfera volitiva da subjetividade, ignorados pelo futuro, ignorantes no presente. O poder, a política, faz com que os sujeitos, além de sua força de trabalho, vendam seu espírito, toda a infinitude das potencialidades subjetivas que poderiam ser efetivadas genericamente, esbarram nestas categorias do capital.
Triste é ver que toda capacidade humana é convertida em omissão ou impotência, preconceituosas e ilusórias. Pior ainda é ver quem se atenta as atrocidades correntes, submeter-se, ou romantica ou oportunisticamente a política; a aceitaçõa da separação entre o homem e sua vida efetiva. Acreditar em instituições burocráticas cuja função é claramente a dominação de uma classe sobre a outra e a perpetuação da distinção entre trabalho intelectual e material.
Soa a sarcasmo a contínua alusão a democracia, farta da falsidade e do individualismo que dissolvem o individuo em puro código de barras: ora mercadoria ora consumidor. Quem ainda quer jogar este jogo pressupodo saber as regras, analizai a realidade imanentemente à maneira como os homens vivem; todos entenderemos que a única regra é a humanização da humanidade. Para issi findemos com a política, o poder, a divisão social do trabalho, a propriedade privada e este ser alienado e estranhado que tende a acabar consigo próprio.
Estamos aqui pela humanidade, não pelo poder de mudar o mundo, mas pelo mundo sem poder!

7

violino
citara e baixo
contra baixo
pandeiro
e voz

mas quer saber?

voce pra mim
sou eu

segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

Uma opinião sobre os militantes profissionais

Gostaria de dizer para algumas pessoas que costumo ver quase todos os dias que boa parte de vocês não fazem parte da minha vida,não pelo menos da parte que escolheria para viver,que seus sorrisos amarelos e encarniçados de falsidade e burrice me deixam inojado,não que eu creia em superioridade,mas creio em humanidade e sinceridade acima de tudo e optei pela vida e não pelas discussões idiotas e sem inteligencia alguma,agora se infelizmente isso os exclui do meu circulo de amizades problema de vocês,o muro de berlim caiu e ainda estamos aqui não vai ser por uma meia duzia de pseudo intelectuais de merda que a terra vai parar de girar,panelinhas?Então se cozinhem e depois se devorem em suas panelinhas,eu destesto quem não pensa por si,mas me desculpe para alguns de voces pensar por si já uma responsabilidade extrema não é mesmo?Tudo bem,tudo bem eu tenho tambem minha meia duzia de amigos e quer saber,alias quere saber é algo que passa bem longe de voces não é mesmo afinal o que voces querem mesmo é parecer que sabem estou certo?Mas enfim tenho meus amigos minha meia duzia de gatos pingados que saem comigo que bebem comigo que vivem a vida de verdade,então sei lá enquanto vocês disfarsam o ano inteiro ,eu e meus amigos,somos um bloco e só poremos mascaras e interpretaremos papeis no carnaval que é quando é bom fingir,mas tudo bem,tudo bacana mesmo,vocês são legais,vocês leram marx e entenderam,vocês ouvem boa musica,pensam bastante ,nossa como vocês pensam chega a doer de só imaginar vocês são o futuro das ciencias humanas e do pensamento moderno,verdadeiros intelectuais dessa geração,só quero saber o que vão fazer quando o dirigente de vocês descobrir isso,menino volta pra casa isso não é conversa para militante serio,eu gosto é de rir,porque me parece que quase toda mula precisa de uma redia seja ela;familia,patrão,amigos ou partido.Eu gosto mesmo é de rir o homem do futuro ficou de exame e enquanto fazia a pseudo revolução ou pelo menos participava de reuniões para a mesma pegou todas as dp's,bacana e então cade a vanguarda e a disciplica.Pois bem é isso galera vocês são legais com suas calças jeans,meninos de barba malfeita,garotas pseudo feministas,ah...se o comite central fica sabendo disso...Ai desculpem é que eu não preciso de uma reunião para pensar o que é certo ou coerente,a verdade não é uma sigla ou uma organização,me desculpem um bosta vocês são tão nocivos quanto o que propagandeiam que combatem,pois fedem a mofo suas ideias ultrapassadas e ilogicas,a impressão que se tem é que ainda não chegaram a fase adulta e enquanto ela não chega ao inves de banco imobiliaria,vamos brincar de ler o Capital ou a Revoção permanente os mais debeis.
Parabens!Vocês são a doce nata vanguardeira da emancipação,vejo o novo homem e o novo mundo refletidos em seus olhos e não parece nada com o que marx e engels pensaram,talvez estudar um pouco fosse mais seguro antes de se sair aos quatro cantos se dizendo isso ou aquilo.
O interessante é pensar que amanhã alguns esquecerão de tudo isso,serão professores mediocres e outros esquecerão tambem alias os que nada conseguiram se tornarão dirigentes parasitas de algum sindicato e orientarão outros muleques confusos pelos hormonios com joguinhos do tipo hoje vamos brincar de ser trotskista ou de ser internacionalista,queria dizer aos cretinos profissionais e aos inocentemente idiotas tambem que estudar tambem é uma tarefa revolucionaria.Hei galeria vamos brincar de estudar,alias que tal ir para universidade para estudar e militar tambem ao invez de ir a universidade para militar e estudar tambem o que acham?
Uma salva de palmas aos operadores da grande maquina que é a Fsa bem o seus DAs e atleticas,antropofagia pura não é mesmo gente?o que voces não sabem o que é antropofagia?Pois bem,sigo agora o texto para meus amigos(que sabem o que é antropofagia) e não são pseudo intelectuais ou fetos de revolucionarios,são pessoas de verdade que não precisam prestar contas para dirigente ou o escambau a quatro,Fsa uma antropofagia louca não é?Imagina que o Reitor na juventude era trotskista!O pt ja foi de esquerda,o Deputado Estadual Siraque j foi da esquerda do pt nossa o mundo ja voltas mesmo,hoje o DA e inteiro de trotskistas mal resolvidos ou não orientados,será que quando cairem na real ficarão tão putos que se converterão em capitalistas liberais de bosta ou será que quando cairem na real não se incomodarão e serão como seus dirigentes orientando outro rebanho de não esclarecidos?Não sei,não sei mesmo,mas por exemplo agora seria confortante ter um dirigente ou um comite central para responder por mim assim sobraria mais tempo para umas cervejinhas.

domingo, 13 de janeiro de 2008

fora do universo

encostei meu rosto em pedras e me pus fora do universo
descalço pisei nas sedas do asfalto, andava pela calçada
e minhas crenças são nada mais que retorcidos versos
minhas palavras são o todo que só vejo quando o nada

Desfaz-se junto à chuva e junta-se a minha caminhada
Nunca só, contradirei meu passado que fora disperso
pelos falsos traços traídos, me pus igual e diverso
à Caminho da órbita do real, hoje minh'alma está aliviada

Fora do universo, encostei meu rosto na areia
Dentro de seus olhos, me ponho em silêncio puro
Dá-me tua mão rendada e canta a meus ouvidos

Já no mundo, encontrei com um grito que anseia
Que grita, sai da caverna, que canta à luz, no escuro
Dá-me tua mão rendada e salva meu mundo perdido!

ontem à chuva


Só sairei da chuva quando o sol raiar nos sorrisos trabalhadores. Chuva cujo alivio foge à nosso cansaço mas é conversos em abraços húmidos e sinceros. Chuva que só sairei seco em sombras, porém não me destaco na noite, sou o canto de despedida dos amores sobreviventes.
Chuva de incontáveis partes, mosaico de desilusões onde nos encontraremos após o samba anônimo de vida impovisada e impagável carisma.
Insanidade que destrata, sobriedade que revigora chuva que preenche e se remove junto as lágrimas de minha felicidade!!! Ontem à chuva os sorrisos raiaram naqueles que deixaram parte de si no mundo do labor, de sábado, e os abraços foram os mais intensos que uma chuva estial pode querer!! Nada como a falta, como a contingência despertas pela arte e pelo carinho e piadas de mal gosto. Dormirei após a chuva junto aos pássaros, cantei inebriado de saudade junto aos parques urbanos, e com o peso do mundo e das roupas molhadas me encontro na descrença alheia.
Ontem à chuva não me esquecerei que hinos em feitio de agradecimento, de agrado, por ter feito da chuva fria, tépido coração... húmido de lágrimas, felicidade e esperança!!!

agradeço meus amigos molhados , fálidos, e sinceros! abraço, luta e arte.

Material

O céu infinito se deita para a visão
com gases luminosos
estrelas distantes
outros inumeros planetas e seus respectivos satelites naturais

o céu infinito se limita a condição material indiferante do que representa num prisma subjetivo

as estrelas nada sabem da vida,a vida segue abaixo do sol e o céu não se deita para a visão
nada acima nos encherga como supomos
eu saio todos os dias ás 17:30 exceto nas sextas quando saio 16:30 do trabalho
suponho passo por passo,seus passos,cada passo seu até sua visão
para depois rir,dialogos monossilabicos e timides exposta e mutua como cartaz evidente com anuncio

o céu nada entende da vida entre gases e astros mesmo os astros e sua beleza
não exemplificam a vertigem dos encontros casuais

mesmo a vida passando ignora a dor que é amar o amor que aparece sempre como se sempre fosse sempre a primeira vez


as gotas de chuva são apenas a chuva
e a noite um periodo breve de horas num tempo gigantesco que eu poderia dizer cansado
de ver outras noites mas mesmo o tempo não cansa pois o tempo é só tempo


a vida é viver e mesmo a vida nada sabe sobre a vida a vida é simplesmente a vida apenas
o lirismo nada absorve da vida o sonho é apenas sonhar
e o lirismo uma palavra estranha para alguns ouvidos

Quero fugir da realidade que nos engole,fugir com metaforas e alegorias e outras substancias interessantes

Perfumaria das saudades

Por onde de ve estar agora?
talvez n'algum parque entre crianças,familia
e amigos
algum parque arborizado
é por onde devem andar seus olhos
eu que passo por sua antiga casa
quase todas as tardes
assim suponho.

sua antiga janela aberta
os ladrilhos amarelos gastos pelo tempo
o jardim de rosas
brancas
vermelhas e rosas tambem
eram e ainda são para mim
variações de você
perfumaria de saudades.

Ladrilhos ainda mais gastos
a antiga janela fechada
roseiral morto
a perfumaria de saudades
é apenas recordação sem cheiros resta apenas a saudade

sem seus passos
tento supor seu destino
sonho,suponho e torço por suas saudades

é inutil buscar outro amor

então procuro seus olhos
por onde devem estar agora seus sonhos,voz e olhar.eu apenas procuro.

Por onde seguem seus dias?
seu rosto vai se apagando pelos dias em minha mente
e quando sonho com você já não sonho com seus traços
em meus sonhos são apenas seus jeitos
seu rosto foi se pedendo nesses anos todos
na sua ausencia
compus uma saudade
triste
e fria
como lagrima,
triste até de contar.
Todas as tardes passo por sua antiga casa
os dias seguem levando você para longe
distante,
nos limites da saudade
a saudade me arrasta para trás
tudo me quer no passado...

Alma

Existe nesse mundo quem festeje a guerra hedionda
o fiasco das experiencias e outras alegrias maiores em sua desumanidade

eu que colori em vermelho meus dias
apenas me alegro ao saber do final e supor nisso o inicio

Meus amigos conhecem a natureza em mim e do que sou agora
o que me torna completo
sim pus a premio minha alma
pelo retorno daqueles dias

Sonhei que morria

Essa noite sonhei que morria
sozinho pela estrada edificios sonolentos ignoravam meu adeus

na extensão de um viaduduto na curva incerta e veloz eu voava
eu voava para o desfecho

não me parecia triste
era muito mais que novo.Essa noite sonhei

e eu caia alegre para meu final
todas as cenas eu era filme e palavras e atos e laços,saudades de mim

não do fui,saudades do que sou
os lugares não eram espaço ou imagem.Tudo era sentimento e sentir era liberdade

Essa noite sonhei que morria,entre todas as festas e porres
meu funeral era contentamento e a morte o sucesso para o que eu fiz ou procurei merecer

Sonhei que morria e na minha vida era apenas eu...

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

Poesia pequena

Olha bem o rosto que afia a voz para minhas melhores canções
e percebam que é ela o maior samba que não compus
e se ela um dia me ouvir seria loucura pensar nela me ouvindo
pois mesmo a voz toma outra forma e transma em gemido meu melhor acorde
é timidez minha pela beleza maxima que dela se emancipa

Olha bem o corpo suado de judeu mercador ou andaluzo desterrado
olha sim olha bem
cicatriz na cara barba em desmazelo e sotaque estranho
me escuta amor me escuta sim
se é tudo voce não resisto ao dizer que as palavras tomam outro sentido ou calando
se são pra voce
se são pra voce as palavras toam cor e sons
para enfeitar minha solidão

me leia amor
me escute em cada letra que cada palavra pode ser só cada palavra
ou talvez algo só entre nós
algo nosso que nem mesmo eu ou voce podemos entender

me escuta amor
me escuta assim
a saudade me fez pensar que se a gente se encontrar
quaee pode se entender e não ter o falar

terça-feira, 8 de janeiro de 2008

se ela perguntar

Se ela vier, se ela perguntar
Diga-lhe que voltarei quando puder cantar!!
Puder deitar consigo nas redes do horizonte
prosear com os tempos que a vossa vóz remonte

Ela virá !!!! com ou sem a questão?!
não importa virá com seus olhos que me deitam ilusão
Ajoelharei com sede de mirante
braços abertos dos velhos versos distantes
Responderei pessoalmente, o mesmo d'antes
Voltei por ti beleza dislumbrante !

Se ela voltar, se ela lembrar
Diga-lhe que permaneci consigo nos pensamentos
com vossos cabelos a sombrear-me por momentos
que não me esquecerei de cantar!
Poderei deitar consigo nas redes do horizonte
prosear com os tempos que a vossa voz remonte

A questão virá !!!! com ou sem ela?
com o soberbo sorriso, com a dúvida bela
Vedarei os olhos e responderei a questão sonhadora:
Aqui estou, flor adorávelmente encantadora!
Deitarei contigo, cantarei, olhos em sua fronte
Lembrar-me-ei da sua voz, dos teus cabelos, da rede no horizonte!!

segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

4 goles

Após 4 goles de agonia estou pronto para gritar enfurecido que não há sequer alma capaz de suportar toda a dor. a dor de quem bebeu 4 goles de saudade impetuosa, cuja memória reverbera desde então nos tímpanos do passado. passados 4 goles ébrios de passos cruzados e o caminho começa a parecer retilíneo, pelo menos até a dor do passado não reverberar na agonia da saudade.
Após 4 goles de tortura e cadentes caricias e canduras, ainda sinto o ardor das mãos impostoras que mentem por dentro da chaga através de maquiagem contrabandeada. 4 goles de whiskey contrabandeado e a dor de cabeça se torna maior que o remorso de tê-lo bebido, de ter se escondido atrás das falsas carícias e das ofensivas pancadas.
4 goles de misericórdia e posso arrogar-me a potência do poder do desprezo, do subterfugio, da humildade cerceada pelo ódio. òdio por perder 4 goles na solidão dos olhos tristes que não lhe comovem e o poder do abandono é o que resta. Resta apenas 4 goles de esperança em meu peito e lhe ofereço como último agrado a ti que não conheço, que não mereço, que me endereço para não distrair de última humanidade que se retém na lágrima.
Tragarei somente das lágrimas o sal, pois o amargor e a amargura dos lábios já não me satisfaz. Preferiria a doçura dos lábios e 4 goles do sorriso dela...para continuar... no futuro... o que resta.... dores e ardores....

sábado, 5 de janeiro de 2008

Soneto da Amante do Corsario

Ele contou lindas historias,
me falando de conquistas
fez de mim outra vitoria
com bombons e poesia...

falava como um corsoria
e dele eu me perdia.
Me contava de outros tempos
quando não me conhecia

fui aos poucos me perdendo
só pr'ele me encontrar e
tão confusa só podia me entregar

Disse adeus o meu amante
e hoje choro a traição
de meu lindo e pequeno navegante

Saudações !!

Descobri que é possível ter amigos verdadeiros. Banharmo-nos no frescor dos cabelos curtos das chuvas de verão e sorrir minutos infinitos! Andarmos em conspiração filosófica e poética pelas ruas do ermo, pelas avenidas que abandonaram o amanhã; nós não permanecemos acordados para o grito comum e o silencio carinhoso do futuro que nos espera. Tomamos os gritos dos desesperados e os damos aos indignados!
Aparentemente, não somos muitos, porém somos todos entre os que esperam a maré noturna baixar na tempestade; entramos na embriaguez das ondas e procuramos transpassa-las, ainda que elas nos joguem de volta. O valor das coisas está em sua ausência; ausência de valor, de poder, de preconceito e misericórdia. O sorriso é humano e por incrivel que alguns pensem os amigos verdadeiros também!
Ainda sob todas as intempéries naturais e ao lado das frivolidades da constância estancada no medo, existem aqueles que engolem o temor com vodca pura, sentindo sempre o sangue fervilhar contra as maselas da especulação arbitrária e privada.
"Saudações a quem tem coragem" já dizia o refrão, e aqui estamos para não desmerecer nem os sorrisos verdadeiros, nem o frescor do verão nem a vida que urge todos os dias.

sexta-feira, 4 de janeiro de 2008

quão sublime !

Enquanto eu puder, estarei
na noite de seus olhos à versar serestas
à mostrar os caminhos da lua onde passei;
depositando carinho em suas frestas.
No sigilo da nudez, noturnas festas
cujos braços se expandem às terras do rei
tão bem protegidos campos, tantas verstas
de distância entre mim, seus lábios e suas arestas
quando me espulsardes dos olhos, nos seios permanecerei

Ah se eu pudesse, estaria
Nos seus seios a propor canções
à corar sua face como o sol ao dia
roubando-lhe a sombra e quebrando-a em frações
E envolvo-te na luz da noite; no dia das assombrações
com cânticos, feito o pássaro assobia
sinto de seu perfume natural as vibrações
quem dera transformar meus pensamentos em ações
Mas agora em teus lábios, repouso enquanto te arrepias

Mas quão sublime !!!
quanto as aguas trementes das cachoeiras
quanto a finitude do silêncio que reprime
este amor que se impõe de mil maneiras !
todas essas mentiras que se julgam verdadeiras
que só enganam quem confessa o crime
da indiferença que se fere inteira.
eu não, entrego-me à teus seio lábios e fronteiras
E a teus olhos onde toda dor se redime.

Imperio ou uma canção de guerra

Desterrado o nobre principe
de sua terra de prazer e ocio
calado ve seus sonhos mais intimos se desfazerem em orgias mmundanas e sublimes versos,
suas botas de ouro e justiça esfolam o triste rocinante
cavalga a noite o triste mandrião
joias profanas e antigas lendas
triste criatura expulso de seu outrora reino de virtude

Adiante um passaro de 3km voa pela praia da infancia
segure minhas mãos pobre cigana
aproximam-se os judeus e seus elogios.

Adeus breve momento de poesia e arte
é chegada a hora dos palhaços e seus truques elegantes.
Deuses de todos os povos se deitam com nossas meretrizes estamos num reino de luxuria e ardor.
Minha taça despe de cetim as noites
que me recordo em outras provincias
nobre amigo,
nobre amigo.

Meu unico amigo talvez essa seja nossa ultima incursão pelos subterraneos

Estou triste e ninguem vai rir comigo
as magoas de um principe
Mediocre
estabulo onde nascem os rejeitados
este sera o nosso inicio triunfal
avisem para a proxima cidade que
essa noite ceiaremos com a morte...

Deus abençoe os malditos
que seja dado um reino
de sangue e luxuria pra nos
que nada nos moleste alem de nossas mentes

Essa noite fui exilado pela cortesã~
mais linda...
levantemos nossas taças em memoria
dos antigos povos que antes eram
deuses...
A unica funçao dos imperios é cair...

Bucaneiro

Vem que surge de mim qualquer coisa desse mar,
pareço velho e meu olhar pousa distante desse campo,
parece que o vento sopra mais longe que essa praia
e meus pés cansados inventam outro meio
sou isso,sou alguem divergindo...
Minha voz busca ser uma onda,
busco me estirar nessa praia e deixar tudo aqui.
Nada me fez desse tempo ou nessa canção,sequer essa canção,
nem mesmo o tempo,
houve aí qualquer coisa errada,
mas eu não entendo
não entendo,
não me cabe entender.
Meu caminho foi isso de saudades e despedidas,
como se meu destino fosse porto,
sempre ancorava alem-mar.

A praia mais adiante sempre se foi num sopro de cisma ou brisa,
cada estrela alem,
tudo mais a frente de mim,
eu distante em naufraga duvida,
azul e silencioso,
antigo e ultrapassado.
Eu não sei,
não sei,
não...
Cada dia foi reclamando sua cota no esquecimento
até as chuvas foram se apagando,
deixando em tudo apenas a estranha sensação
de algum dia ter existido realmente,
ate a chuva de março ou os beijos de abril
foram aos poucos indo
percorrendo
a rota mais triste e dolorosa até o esquecimento,
eu não posso dizer o que fiz,
isso sou eu?

Deixo o mar cair distante,
alem do mar,
alem de mim,
num porto alegre que jamais conheci,
numa ilha séria,
formal e distinta,noutro mar leguas depois de onde posso ir,
leguas alem de onde ousei pensar,
onde eu apenas sonhei...
Velho como o velho mais quieto,
triste como uma criança perdida,
meu tempo passou,
num carnaval antigo e sem lugar
nada foi meu sei depois de ter me pensado tantas vezes dono
e quem vai entender,
se meu pesar vem de outros lamentos,
meu peito se resume ao recordar de lugares que criei em mim.
O quê fazer de mim se eu nem sei quem sou
e tanto aprender serviu
pr'eu duvidar,ah...
Quem pode me dizer algo que eu possa
saber certo,
em que lugar existe apenas eu
e sequer um pensamento não ensaia ilusão ou loucura?

Canção solitaria

Numa tarde vazia de dia algum,
ninguem me ligou,
para não me dizer de amor
e sonhos
perfeitos.

Bem depois anoiteceu
e não chegou,
não bateu na porta
e não entrou

e quis fazer silencio,
mas não podia
fazer,
pois apenas não fazia.

Foi se prendendo nas palavras que não disse,
no silencio que não guardou,
e era tudo
e não era.

Guadalajara

Posso lembrar do cheiro envolvente do seu perfume
junto ao vento frio que retalha
meu nariz em filetes de sangue.

E era vc na fila grande por livros,
aguardando a senha pro café,
às 8:30 da manhã
benção do decimo andar
conjunto A,bloco 15,seu rosto e sua mão.
O ser mais bonito que se pode ver,
esperando pela 10° edição de poesias completas
do poeta perseguido e censurado alem dos muros.

As ruas calmas e o povo alegre
meu suco de beterraba
para nutrir
a cor distante
da ultima recordação...

O seu vestido amarelo/floral,lembra o dia de sol
cabelo solto no ar,na imensidão silenciosa

Posso lembrar as manhãs de tempos atras
sem sequer te-las vivido por inteiro,
e sei que capas de jornais
não mostram tudo
mas tambem o que é obvio
foge do cotidiano
e desaparece aos olhos de alguem no exilio triste
que é essa solidão
de aprender por sí
o que ocultam
por medo ou controle.

Parede Suja

Essa sou a parede suja,
de uma rua escura
e sem saida,tenho recados e fatos secretos,

essa noite parede suja,
rua escura
apenas,
medioccre,quem me observa,
simples,quem não me escolhe?

Horas impias,
chuvas breves,tardes normais,
continua,
concreta
e parada,
suja,no fundo escuro
de uma rua
sem saida.
Cheiro ruim de quem existe,
paginas escritas
em minha pneumonia,
desencanto,
choro

e
refugio,
nada alem disso,dentro dessa noite
parede suja,
suja...

Rua sem saida...

Vermelha

Que se progague essa cor,
quero que surja para o povo como areia no deserto
e seja vermelha
e sejão vermelhas.

Que venham do campo
das cidades tambem
e que cada olhar jamais chore pel laço perdido do irmão
e em cada andar desse momento seja mais alto
onde estamo reste sempre algum por subir
reste sempre algo á combater

Quero ser vermelho como a roupa de cecilia naquele dia
como o sangue que jorou de cada pai
e nada vai alem alem de nós
irmãos,irmã e companheiros
camaradas quandos vemos o mesmo horizonte

e sei que vamos alem e depois se houver pra ser
que haja e se houver que venha
e toda luta faz melhor o amanhecer
que todo dia é apnas de sol e chão e se o chão se deita que caia então o sol

bandeiras vermelhas e velhas
meu rosto antigo nas caras de outros rapazes e moças,
nossa mesma ideia como solução
e eu sei que nossa bandeira vermelha é de dor e força é de sonho e guerra

Chacais e lobos,truques,trechos e trapaças,confusos convidados
e confessos burocratas
como pão nobre oficial,
bebe vinagre traidor!

Eles fedem eles tem cheiro de vazio
e futilidade

bandeira vermelha venha!
traga o meu como o nosso invente a forca
rabisque minha poesia e faça arte faça tudo e enforque o falso...

Traga sua cor

terça-feira, 1 de janeiro de 2008

Fernada II

Ela tem a pele branca como a noite branca de Dostoiévski ela é branca como um romance russo
e linda como uma carta de adeus
seus pezinhos quando dança são ainda menores quase não existindo
quando ela dança seus pés só existem para se ter a certeza que podem flutuar

se o vento quente e terrivelmente quente sopra caloroso como de costume em alguns pontos da esfera
se esse vente soprando assim e de leve existir a possibilidade de beleza
é certo que é ela num sorriso apequenado e simples
para provar que se pode ser feliz
pela felicidade alheia

Para seus olhos bastam seus olhos
bastam o infinito e o mais alem
para seus traços resta em nada
tudo em seus traços é seu e puro e lindo e lindo e infinito e infinito e puro e puro e simples
tudo nela é como uma folha pronta para a sensação de imprimir muito mais dela em mim ao descreve-la do que de mim nela ao canta-la

boca e voz e boca
boca e voz e beijo
para enfim saber da dança,da valsa alegre de seu corpo
do ritmo calmo em que consiste o mecanismo de seu sorriso ao toque de emoções e lembranças

ela é a saudade e a angustia se em meus braços residir sentimento é a dor de sua ausencia entre eles
e se em meus braços residir sentimento é a dor de sua ausencia entre eles.

Ela é saudade e angustia
angustiante como uma noite de arranha ceus
ela é saudade como a tristeza de não ser mais criança
angustiante como a saudade
ela é a saudade angustiante pela cidade inteira na suposição de seu endereço telefone e vida
meus braços choram sua ausencia entre eles.