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domingo, 30 de dezembro de 2007

Fenestra

Estou subindo até sua janela
desligue a vida
esqueça os compromissos
seremos hospedes da noite

e essa noite
seu quarto é onde
o mundo espera,
nos meus bolsos
aqueles bons
e
velhos amigos com a mesma loucura

Estou subindo ate a luz
talvez eu caia
nos jardins
ou faça outra rota
até seus braços,

todas as janelas são iguais

todas as casas são vazias
as mesmas conversas
sorrisos parecidos

nos meus bolsos
aqueles bons e velhos
amigos
e sua mesma loucura

Estou subindo pareces
eplas escadas
até onde a luz chega á janela

sou a esfera
amigo de amigos
seu mundo é o quarto
nos meus bolsos
onde a noite espera

faça outra rota
até seus braços,
todas as janelas

distantes,
todos os quartos
distantes
todas as casas
distantes,
o mundo espera
distante,
desligue a vida
distante,
esqueça os compromissos
distantes,
hospedes na noite
distantes,
meus bolsos
distantes,
bons e velhos amigos
distantes,
até a luz
distante,
nos jardins
distante,
sorrisos parecidos
distantes...

a incerteza é uma casa
de varias janelas,
o vento nunca chega até a varanda

Estou subindo até sua janela
seu quarto é onde
o mundo espera

hospedes na noite
todas as janelas se parecem
em cada parede
uma luz
um jardim
outras casas vazias
e sorrisos vazios,

se eu fosse embora
se eu fosse a porta
ou
a janela
ou
a luz
ou os
hospedes da noite
na distancia do bolso .

Estou subindo até sua janela
o mundo espera
talvez eu caia,
faça outra rota
até seus braços,
até o jardim
e a luz pelas paredes.

Uma vida inteira pelas janelas até sua janela
entre outras janelas,
outras
outras janelas,

as estações correm
e não somos apenas fase
não somos as janelas
nem meros espaços que se deslocam
pela sua percepção temporal
da realidade.

Voce é o sorriso na janela
naquela semana de outtubro
quando chovia no mundo todo
e a noite se estendia
para não acabar.
Eu sou a esperança infantil
perdido num mundo aparte
entre o que é velho
e o que permanece vivo.

Estou subindo até sua janela
cada tijolo
cada janela
andar por andar
andar por
andar

lares vazios
vazios vazios
lares vazios

apenas vazios
apenas
apenas
apenas
vazios vazios vazios

vozes apagadas
sorrisos similares

Estou distante
distante
nos meus bolsos

hospedes da noite
seu quarto,
em seu quarto
dentro da noite.

O vento empurra melancolico
os pedaços envelhecidos
pela pratica comum
e vazia de outras janelas

os carros trafegam
comodos
comuns e sobrios
seus farois acordam
seus farois insistem

estou subindo até sua janela
no tempo
no espaço
na noite
até seu quarto
pela janela
andar por andar
andar
por andar
eu subo
eu sei
até
seu quarto
pelas janelas iguais
janelas olhares janelas comuns de lares iguais,lares comuns.lares parecidos,lares similares

segue o tempo n'outro rumo
aporta em outra embarcação
o sorriso do espaço no espaço de um sorriso
aminha subida ate sua janela

o jardim e
a queda
o quarto e o mundo

a vida
a mão
a mãe e o pai

sono para todo o predio
o predio parado
a luz desligada

esquece o compromisso
desliga-se da vida

tudo em seu quarto espera

onde o mundo todo segue

e as vidas dormem
sonhando normalidade

Enquanto seguem as horas
o tempo
n'outro rumo
vai...

Os bolsos distantes
da sua janela
a vida
a mão
o mundo
no mundo espera

voce é o sorriso
pelas escadas ate seu quarto
as luzes no jardim não me alcançam

pelas paredes que escalo
o jardim
e a queda
a queda em minha busca
a queda é minha busca

a busca é uma janela
a janela é vazia
sorriso vazios
moralmente aceitos
a janela e o olhar

o olhar é apenas visão

a visão apenas sonho

sonhos apenas tempo
tempo só espaço
que a luz não alcança
adiante da luz
os olhos
alem dos olhos
a visão.

Pelas esquinas umidas dialogam os bares
mesa por mesa
mesa e assunto
como numa teia
se estendem e vão.

sua janela onde sempre esteve
(falta apenas encontrar)

A esperança como mundo

sonho sem me acordar

até sua janela
seu quarto
é o mundo

essa noite dentro da noite
cai

meu olhar
olha adiante
bem distante segue
mais adiante ainda vou

sem moral
apenas sentimento,
sua janela,
os corpos
e todo o sabor...

Estou subindo até sua janela
ate sua(...)
estou subindo

janela-janela
sua(...)
sua(...)
subindo até...

até a luz
onde o mundo espera
onde quarto espera
até sua janela
sigo e subo e caio
e grito e canto
sua janela
seu quarto
é meu bolso
e onde quero estar

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