Aos comentaristas


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domingo, 30 de dezembro de 2007

Noite dos Cristais (1939)

Antes de ti
eu era como o operário azul
que ergue tristes patamares pesados
e segue
por caminhos obsoletos e
constrói salas vazias
onde seu nome amor ecoa
em ritmos vermelhos

Antes de ti
era apenas o dia,
mas haviam os caracóis e a praia se esvaia
contemplando a estrela solitária
que vagava pelo céu de nuvens e duvidas

antes de ti
corriam as horas para a noite
de sal e mármore

corríamos exaustos pelas ruas da existência
e sentíamos o absoluto
prazer,
dentro da noite e
pelo silencio da chuva,
havia a certeza de pertencer
antes mesmo de existir

antes de ti
foi antes da primavera
as cercas voavam pelos barcos de açúcar

e letreiros coloriam em neon
papeis e anúncios
tudo que não havia antes de ti

mesas se perdiam na agua
e gente era apenas o coletivo de qualquer especie.

antes de ti
o carnaval era apenas euforia
mas hoje sou bloco
e repito seu nome em refrão

Antes de ti as falas se confundiam
pelas palavras que nasciam
eu sequer existia

cada ritmo era marcado pelo sentido da destruição continua
e não havia desejo antes de ti,
existia apenas marchas copiosas sem razão e por ninguém

Eu era ante de ti
o folião cortês e repetia passos vagos
pois as ruas não importavam
nem havia um motivo para esperar em janelas

Antes de mim,não houve antes de mim
pois antes e ti
não é antes
é não apenas

as igrejas celebravam missas tristes
e o infinito parecia pouco,
o infinito começava a ensaiar sua beleza
por inveja de ti

Antes das ruas
as casas eram como sinos a badalar
sem reclame
e as mães procuravam suas filhas
ocultas,dentro
de suas almas entediadas

antes de ti
náufragos não sentiam em se perder
e longe era qualquer lugar,
não havia saudade apenas ausência e vazio

e chorávamos o destino improvisado
que combinavam em gabinetes amarelos,
alem da praia

a lagoa se despedia do dia
avida por uma noite fria e compacta

os estádios se despiam da emoção
como se deixassem
entrar em cena o cantor calado
ou a poesia recortada e velha

não haviam olhos atentos
e sempre o sono
ocupava a lista dos renegados

Antes de ti
as festas se perdiam
e eu preteria a ultima dança

Luzes se apagavam no xadrez de sua roupa
e a cor perdia
sua tonalidade
as estações pegavam o trem erado

nuvens embaçavam o olhar
e não era o novo
eram apenas os dias se repetindo

Antes de ti
eu chamava cada estrela por seu nome
enquanto a lua se distraia.

Eu pensava no futuro e sonhava
com o passeio
pelo sol
em outras cidades.

Fenestra

Estou subindo até sua janela
desligue a vida
esqueça os compromissos
seremos hospedes da noite

e essa noite
seu quarto é onde
o mundo espera,
nos meus bolsos
aqueles bons
e
velhos amigos com a mesma loucura

Estou subindo ate a luz
talvez eu caia
nos jardins
ou faça outra rota
até seus braços,

todas as janelas são iguais

todas as casas são vazias
as mesmas conversas
sorrisos parecidos

nos meus bolsos
aqueles bons e velhos
amigos
e sua mesma loucura

Estou subindo pareces
eplas escadas
até onde a luz chega á janela

sou a esfera
amigo de amigos
seu mundo é o quarto
nos meus bolsos
onde a noite espera

faça outra rota
até seus braços,
todas as janelas

distantes,
todos os quartos
distantes
todas as casas
distantes,
o mundo espera
distante,
desligue a vida
distante,
esqueça os compromissos
distantes,
hospedes na noite
distantes,
meus bolsos
distantes,
bons e velhos amigos
distantes,
até a luz
distante,
nos jardins
distante,
sorrisos parecidos
distantes...

a incerteza é uma casa
de varias janelas,
o vento nunca chega até a varanda

Estou subindo até sua janela
seu quarto é onde
o mundo espera

hospedes na noite
todas as janelas se parecem
em cada parede
uma luz
um jardim
outras casas vazias
e sorrisos vazios,

se eu fosse embora
se eu fosse a porta
ou
a janela
ou
a luz
ou os
hospedes da noite
na distancia do bolso .

Estou subindo até sua janela
o mundo espera
talvez eu caia,
faça outra rota
até seus braços,
até o jardim
e a luz pelas paredes.

Uma vida inteira pelas janelas até sua janela
entre outras janelas,
outras
outras janelas,

as estações correm
e não somos apenas fase
não somos as janelas
nem meros espaços que se deslocam
pela sua percepção temporal
da realidade.

Voce é o sorriso na janela
naquela semana de outtubro
quando chovia no mundo todo
e a noite se estendia
para não acabar.
Eu sou a esperança infantil
perdido num mundo aparte
entre o que é velho
e o que permanece vivo.

Estou subindo até sua janela
cada tijolo
cada janela
andar por andar
andar por
andar

lares vazios
vazios vazios
lares vazios

apenas vazios
apenas
apenas
apenas
vazios vazios vazios

vozes apagadas
sorrisos similares

Estou distante
distante
nos meus bolsos

hospedes da noite
seu quarto,
em seu quarto
dentro da noite.

O vento empurra melancolico
os pedaços envelhecidos
pela pratica comum
e vazia de outras janelas

os carros trafegam
comodos
comuns e sobrios
seus farois acordam
seus farois insistem

estou subindo até sua janela
no tempo
no espaço
na noite
até seu quarto
pela janela
andar por andar
andar
por andar
eu subo
eu sei
até
seu quarto
pelas janelas iguais
janelas olhares janelas comuns de lares iguais,lares comuns.lares parecidos,lares similares

segue o tempo n'outro rumo
aporta em outra embarcação
o sorriso do espaço no espaço de um sorriso
aminha subida ate sua janela

o jardim e
a queda
o quarto e o mundo

a vida
a mão
a mãe e o pai

sono para todo o predio
o predio parado
a luz desligada

esquece o compromisso
desliga-se da vida

tudo em seu quarto espera

onde o mundo todo segue

e as vidas dormem
sonhando normalidade

Enquanto seguem as horas
o tempo
n'outro rumo
vai...

Os bolsos distantes
da sua janela
a vida
a mão
o mundo
no mundo espera

voce é o sorriso
pelas escadas ate seu quarto
as luzes no jardim não me alcançam

pelas paredes que escalo
o jardim
e a queda
a queda em minha busca
a queda é minha busca

a busca é uma janela
a janela é vazia
sorriso vazios
moralmente aceitos
a janela e o olhar

o olhar é apenas visão

a visão apenas sonho

sonhos apenas tempo
tempo só espaço
que a luz não alcança
adiante da luz
os olhos
alem dos olhos
a visão.

Pelas esquinas umidas dialogam os bares
mesa por mesa
mesa e assunto
como numa teia
se estendem e vão.

sua janela onde sempre esteve
(falta apenas encontrar)

A esperança como mundo

sonho sem me acordar

até sua janela
seu quarto
é o mundo

essa noite dentro da noite
cai

meu olhar
olha adiante
bem distante segue
mais adiante ainda vou

sem moral
apenas sentimento,
sua janela,
os corpos
e todo o sabor...

Estou subindo até sua janela
ate sua(...)
estou subindo

janela-janela
sua(...)
sua(...)
subindo até...

até a luz
onde o mundo espera
onde quarto espera
até sua janela
sigo e subo e caio
e grito e canto
sua janela
seu quarto
é meu bolso
e onde quero estar

Sentimentos antigos hoje apenas são saudade

Nossa foi a mais de dois anos,vim perceber esses dias numa dessas conversas de bar,sim mais de dois anos e muita coisa aconteceu desde ali,naquela terça nublada e fria.Foi num setembro no centro da cidade,no centro de Santo André quero dizer,pela manhã ela ia para seu trabalho de meio espediente e eu apenas vagabundeava pelo centro,ela me olhou bem dentro,o sinal tocou naquela escola famosa e nos beijamos,ela não estava ali,ela dizia que não estava inteira ali e talvez nunca estivessemos realmente ali,dise que seria melhor parar por ali e paramos,era uma terça feira de um setembro chuvoso e frio,marcava 15ºgraus o termometro do transito.Eu lembro da primeira vez que nos vimos,sim me lembro de uma forma espantosa,lembro que naquele tempo eu militava no PCdoB,recebia R$300,00 por semana e bebia a maior parte com os amigos,lembro que estava voltando para casa depois de um bom periodo morando com amigos na capital,foi o ano que fui ao Mexico,lembro daquele 2005 ate ali eu lembro com muitas falhas,mas ali naquele abril louco de manifestações,abril de voltar para casa e voltar para minha antiga escola,ali naquele abril eu a conheci,eu ali no carro de som disputando microfone com uma duzia de organizações trotskistas,ela entre suas amigas,sede,sim eu sentia sede de agua,talvez pelas duas noites sem dormir preparando a manifestação,talvez tambem pelos excessos na vodka e no rum que eu cometia com certa frequencia,só sei e lembro muito bem que naquele dia,naquele abril eu a conheci da seguinte maneira,pedi de brincadeira que alguma garota me trouxesse agua,algumas me trouxeram,uma dessas era ela e eu já havia visto ela de algum tempo, peguei sua agua,e falei que tambem adoraria o telefone daquela agua,ai...ai...ai...lembro de seu rostinho branco corando de um vermelho copioso e os olhos verdes protegidos pelo oculos iam me seguindo,iam dançando com os meus depois disso e durante a manifestação,num momento ela desaparece,mais adiante um amigo me vem rindo e diz que tem algo bem interessante para me contar depois,ah...Sim ele havia conseguido com as amigas dela seu telefone,não liguei ,sou na verdade um falso extrovertido isso é fato,não liguei mesmo e provavelmente não haveria nada entre nós fosse apenas aqueles numeros que eram seu telefone.Assim meio de relance entre um contato e outro,entre amigos e conhecidos,soube que haveria eleição do gremio em sua escola,sim para mim era apenas eleição do gremio de uma escola depois com sua visão ali em uniforme como no primeiro dia que a vi que me passou,sim era a escola dela,conversamos um pouco ,fui ajudar a organizar as eleições,naquele periodo eu era secretario geral da Upes e o homem da imprensa do movimento estudantil secundarista,soube por ela que ela faria parte de uma chapa que concorreria,conversamos muito,dei dicas,via em cada historianha que eu contava sobre o Mexico,sobre as minhas viagens pelo Brasil,seus olhinhos verdes brilharem,ela corar ao movimentar me para demonstrar com pantominias algum fato ou tamanho de algo,tudo ali para ela se mostrava espantoso.No final da conversa eu olhei bem para ela e disse voce via ganhar minha pequena,voce vai ganhar eu ainda repetia,saindo da sala acendendo meu cigarro.
Sim os dias se seguiram daquela eleição,no correr do tempo enquanto cabulava aulas para executar tal feito,tambem terminava meu primeiro namoro,Liz voltava para o Paraguay depois de muito tempo,terminando assim nosso namoro-doutrina.Eu via Tata todos os dias quase e aquilo que num primeiro momento eu pensava ser aventura,aventura apenas,algo muito comum para meus amigos e talvez em algum momento fosse para mim,mas que no entanto eu encarava com certo desprezo e desaconselho,poderia ser aventura afinal tantos de meus amigos que assim como eu na minha idade e correndo por ai,viveram talvez fosse inevitavel e eu encarava como minha provavel aventura,não era os dias foram comprovando que não era,um dia perto de uma de suas amigas deixei escapar que ir ali era um presente uma vez que podia ver Tata que era linda e merecia ate flores,sim escapou o comentario e me veio como resposta que no lugar de flores ela desejava muito mais bombons e beijos,bombons e beijos,eu estava sem um puto na carteira,cogitei propo-la apenas os beijos,cogitei apenas cogitei,pensei em amigos dinheiro escasso para mim o mais ajuizado,escasso ainda mais para o resto ainda menos ajuizado que um comboio de coyotes,seguiu-se assim ate a apuração das urnas ela havia ganhado e isso foi numa quinta,lembro que acordei numa sexta com meu celular tocando e era ela dizendo da vitoria,nossa parecia que acordar naquela manhã era a extensão de um delirio,ela m convidava para a festa da vitoria ali naquela escola no sabado,fui lembro da roupa calça jean's velha camisa vermelha de manga longa,ela usava uma batinha de detalhes florais cheia de desenhos arabescos,não usava oculos seus olhos irritados pelas lentes de contato,brilho na boca,cabelo preso,nossa não parecia ela,mas ainda sim estava linda, conversamos um bom tempo no patio coberto nos olhavamos,nos olhavamos,nos olhavamos e seguiamos conversando,eu ali ela tambem,ela curiosa com o embrulho de presente,ela pergunta para quem é,faço cena,alias ceninha bem bonachona e pouco convincente ao dizer que era para um amigo numa festa logo mais e tudo,tudo,tudo e etc,era uma caixa de bombons eu disse,ela sorriu dai eu disse que era para ela,ah...sim...é verdade deixem eu me explicar como consegui comprar a caixa d bombons,pois bem liguei para meu velho na sexta depois do telefonema dela e disse que precisava de uma grana emprestada que pagaria na outra semana,o velho depositou uns R$150 mais ou menos,mas enfim voltando de onde paramos,eu disse que os bombons eram para ela,timida,silencio e um sorriso acompanhado de uma pergunta sussurrada,quae para não se ouvir,ouvi e respondi,ela se perguntava quem havia me dito sobre quilo dai eu disse ninguem achava que ela merecia simplesmente,uma vez que depois que a vi pela primeira vez ela não havia saido ainda da minha cabeça e que por mim não havia esforço algum em tira-la.
Encerrada a conversa com a entrega do presente eu ja sem esperança algum disse que iria embora para ver uns amigos,ela pediu para esperar um pouco,para conversarmos mais,aceitei sentamos na escadaria conversamos umas tres horas sobre um monte de coisas,no final disse que já era tarde teria que ir,ela concordou e quando eu me levantava ela encostou a cabeça no meu ombro passou a mão em minha barba e me olhou ao levantar a cabeça,abri a boca para falar qualquer coisa e ela me beijou de leve,assustado recuei,descrente da cena,desci as escadas e vi ela entrando na escola novamente para sua festa de vitoria.No caminho da escola para a estação de trens existe o terminal rodoviario,pois pelo caminho não vi pasei por ele e não percebi,como num sonho transpus aquilo pelo estado que estava por aquilo que havia acontecido,eu sentia seu perfume em minha barba,em minha roupa,nas minhas mãos,assim fui ate o apartamento onde eu morava com uns amigos,extasiado pelo momento descrente do ato,tão logo cheguei liguei para ela,parecia um bobo,eu ria,eu gaguejava,me vissem ali pareceria que encontravam com alguem que descobria pelo amor como me comunicar,depois daquilo começamos a namorar,ate Setembro quando ela me disse aquilo,naquela tarde fria e nublada,para apagar todas as cenas para sair dela,para que ela saisse de mim,foi um longo periodo de tristeza,noites acordado,dias em profundo sono,cigarro atras de cigarro,cervejas,vodka,rum e vinho,alcool em excesso para diminuir a frustração da perda,aqueles meses pareciam anos,tudo o que haviamos passado,estrelava em minha mente febril como sucesso de um filme europeu,verdadeira nouvelle vague existencialista,pensava nela e no que havia feito para tanto,me culpava e não sabia o crime,eu era inocente e me sentenciavam a solidão pelo simples argumento do que eu criava assim só.
O tempo passou sonhos,sonhos,sonhos e sonhos,outras apareceram,outras correram comigo,algumas marcantes,outras insignies mas todas com o desejo de esquece-la totalmente ou de recorda-la com imitações pateticas,ela passou por mim algumas vez eu tenho certeza,como naquele dia que eu passava bebado pela Bela Vista anoite,naquela madrugada pela rua das figueiras enquanto eu bebia com uns velhos amigos,eu a vi algumas vezes ainda,algumas por engano,outras realmente mas quase todas eu criei para me enganar dizendo que superei,as vezes passo pelo bairro que ela morou,as vezes tambem passo pela escola do nosso primeiro beijo e vejo a escadaria ali no mesmo lugar com as mesmas formas.
Sim outras vieram e passaram,hoje eu ainda lembro dela,ainda fico pensando com seria se naquele ano houvessemos pulado aquela terça fria e nublada de setembro,penso como seria,penso se eu seria o que sou,as vezes penso que ter carregado essa dor até saber trabalha-la me fez o que sou para o melhor ou pior,mas ainda sim para o que sou.Reside é claro uma curiosidade e é graças a essa curiosidade que me pus a escrever,pois a pouco menos de um mês enquanto estava tomando um café,me apareceu uma amiga dela,me reconhecendo de leve,dificultada pelos oculos de armação de acetato preto,pela barba bem feita e pelo ar tristonho,talvez tenha me reconhecio apenas pela gargalhada tipica e o caderninho de anotações variadas e é claro pelo papo estranho com o garçom,bem ela chegou me comprimentou eu a reconheci não disse nada dai ela veio logo puxando assunto e tudo mais,dai soltei meu nome e ela logo lembrou dai disse que a Tata estava sozinha e um tempo atras tinha perguntado por mim para alguns amigos em comum,eles nada souberam responder,ela havia se mudado,não atendia meus telefones e eu tambem havia mudado não de casa,nome ou endereço,mas de espirito eu pensei comigo,sorri e passei qualquer telefone,dei meu e-mail enfim tão logo se encontrassem ela passaria a Tata,pois bem ate hoje nada e sabe é melhor assim,nada e nada,deixei para o passado essa pagina,que é bom só recordar,hoje eu sou outro e ela possivelmente tambem eu torço,tenho uma dezena de amigos novos,mantenho contato com alguns amigos antigos,mas ainda prefiro comemorar meus aniversarios em butecos baratos com um ou dois amigos de verdade,saio pra festas para conversar e não para dançar,vai ver eu ainda seja o mesmo o tempo é que passou,mas estou feliz por mim e pelas minhas antigas duvidas e pelas minha novas duvidas,tanto já passou e hoje eu sei que se ela me procurar não será a mim que estara buscando e sim um tempo que se foi,não sou antidoto para a areia que passou pela ambulheta.Hoje eu amo outra,hoje eu não tenho pressa de amar,só medo de sofrer e isso eu sei,devo muito ao que ela foi para mim.Assim foram os dias que Tata esteve presente,mesmo depois que ela partiu.E ela sempre estará presente assim como as muitas que amei antes dessa que agora amo,cada uma pagina uma lição para enfim chegar ate Paty.Obrigado Tata por tudo.

sábado, 29 de dezembro de 2007

Breve

Devagar e breve se revela
das lágrimas o sorriso
das lastimas as canções belas
das negações o amor indeciso

do chão se ergue e se põe leve
traz e da raiz confia serena
de todo o rubor da face em neve
todo fulgor lhe derrete nos lábios, plena

Te escondes nos vagões de meu olhar
De onde meus sonhos partem, destinos
despedaçam-se, nos trilhos a vagar
se revelam tardes breves, um amor menino

do horizonte vago da tenra inspiração
cultiva o movimento da altiva lividez
à tépida pressa de seus lábios; crua negação
Afirmo o que sinto no tato discreto em tua tez

Da cor do ruído inebriante e gracioso
Não deixa o sono vivo e pálido rogar
carinhos e desertos em seu rosto formoso
Revelar o amor a distância com breve vagar

sexta-feira, 28 de dezembro de 2007

Atemporal

Vives atemporal, frívolo e disperso
não te emancipas, coração e mente
das místicas obscuras e candentes
no meio imediato e recente
na claridade do mundo em reverso.

Junto ao liberto medo conhecido
Te esqueces do que te supões ser de inato
uno entre as partes fragmetárias do fato:
o que tens não lhe muda os atos.
Isenta-te dos preconceitos e hipocrisias vividos!

Evidência dos falsos olhos da mulher que não te ama
Os grandes amigos que não lhe tiram a venda
Lha retiro, vê além dos horizontes da renda
Não lhe quero magoado, por favor agora compreenda
pois não precisarás lembrar da vida doente e só em uma cama.

segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

Distancio, pois lhe quero !

Na passagem, na busca obscura destes lábios
Em fuga inebriante, doce clamor sombrio
perdi-me há tempos das sofismas e elogios
por beijos distintos, cordiais e sábios

Eu, na companhia do sussurro frio.
ela foi e permanece. em meu furor inefável
Toca-me os sentidos; encanto amável
Me deixaste?!... não lhe firo, distancio

Voltai outra vez para que eu lhe veja
Não só o beijo, mas o ardor que me enseja
Pelo que finjo e não escuto, pois lhe quero

Passaste rente, tal pássaros nos ramos
de flores do campo à meus olhos. Hoje amo
e teus livres doces lábios aos meus espero

sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

ao poeta

O poeta adoeceu

espera-lhe no leito de sua esperança

febril e no frio que ao rosto avança

ela que em seus olhos venceu


O poeta vertical em sua postura

Abstem do medo que por ora perdura

Perde-se na consciência disforme e na farsa


Encontra-se enamorado enquanto desfarsa


nos versos belos do sorriso ordinário

Meu amigo em luta, revolucionário


Peculiar, poeta sem graça, é ela

e tão formosa sua poesia como a estela

no céu dos delirios me abraça


Voltaremos juntos ao país lúcido que existe na embriaguez.

abraço.

domingo, 9 de dezembro de 2007

tendência imperialista

Eu a olho como ao sol da conquista
Como aos frutos tropicais da colônia
ela sempre resiste e despista
E eu, armado em agonia e insônia

Vou com minha farda de estio
Mirar no inverno que em seu esteio
mantem-me distante horas a fio
até poder chegar dolente a teu seio

Tenho todos os versos e palavras de ordem !
sei os hinos, sei e marcho na agua fria
Vejo teu nome nos mapas que explodem
Mandam-me matar e morrer... por ti, eu faria!

Tenho o objetivo na mira da vista
mas que pena.... ainda primo pela liberdade
luto por ela, se descordas luta e insista
Lembre-se de mim querida, amo-te de verdade.

sábado, 8 de dezembro de 2007

Quedas

BALANÇA................ AVENTURA............. CRIANÇA.........

E os Ventos descansam no Horizonte........ -----------


Forte se empurra para frente >>>>>>>>>

A brisa acalanta para trás <<<<<<<<<<<


Fechao olhos e..... leva ao SONHO e.......


CORRIA.................... AMBÍGUO.................... ALFORRIA..............

A terra fumava em poeira

o mato burlava o rastro

Inflamado em sua ambrosia !!

Brotou o silêncio e tropeçava e....


DANÇA......................CIRANDA.......................AVANÇAS...............

Ergue-se atento ao céu e se abeira

No limite da ingenuidade, santo

Tentou se agarrar as nuvens de frutos


Ensaiou.. Fechou os olhos..... Saltou , e....

03/07/04

Delírio...

Uma dor falcão sobrevoa à mim a ceia
Receio. o vento ecoa meu mar que doe semeia
Que chama que resiste que traço que voa
Pássaro desiste doa mor, se não doa

A chuva que cria e o homem que mente
De dia, amante,
sombria, errante;
na noite semente

Quem ouvir do som que dorme
Lembra daquele sol que chama
Queima o mundo disforme
E tira do meu lábio escama

Destroe que a vida avante
rasteja sobre a sombra amarga
Lembrai do grito ofegante
Desperto na marinha sarda

Na pedra que se perde rasa
Na morte que se esconde alheia
No acorde a luz de minha casa
Escuto o canto da sereia

O mármore de alma pura
Perdura sem sofrer maldade
Escreverie na partitura
quietude: morre-me saudade

Falcão que me soa a sorte
Deserto que me impõe guerreiro
Gritai pela janela, forte:
A sereia me beija ventureiro

Sorride meu nome breve
Navego em teu olhar calado
Enfim já com sono leve
Morro cheio de tudo curado
09/01/05

quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

Cia

Cia
cia
cia
cia
cia
cia
cia cia ciacia cia cia
repito seu nome em partes no poema é visivel
que repito seu nome sem suas letras
rpito seu nome
pelo sentido que voce me deu
Cia

Tri

Sim sou o que sou

não eu sou apenas em seus olhos

sou apenas para eles

sou apenas para voce

apenas para o todo

que se uniu em mim em sua busca

ate enfim encontrar em voce

o caminho

que optei para a vida

nada é nada mesmo

e nada é nada mesmo

sou sal

sou pedra e erro

resta saber se ainda sou o que sou

ou se serei voce

Pa

quando ela sorri
sou apenas sorriso
quando ela parte sou em parte o adeus
e outra parte o choro
e outra parte o samba e outra parte
outras partes querem ser ou
ir
com ela

Negativo

Não vou
não
Não
vou
vou
Vou
não não não

Não
Você
Não

quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

Creio-te

Creio em ti
sorriso amarelo assim como em seu vazio
como na covardia que permea nossos rios

Creio-te
Voz rouca . poucas são as vezes que lhe escuto
Creio em tuas lágrimas. Várias já lhe vi de luto.

Creio eu
que me agrada esperar-te em furor
feitio de horror; e poder lhe abraçar com amor

Creio Creio

Sou Homem ! sou tu ! Somos nós....
O credo contra o ato de desistir . Contra tu, vida atroz !

Creia em mim
Reisitirei por sua felicidade
Não resignarei jamais,falo e ajo em verdade.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

Uma antiga amizade

Ela veio depois de muito tempo ela retornou de buenos aires,agora com cabelos maiores mas ainda negros,lisos e curtos,oculos de armação azul e aquela mesma conversa pequena num tom confessional proprio de sua voz infantil,nem consigo mais lembrar quando foi a ultima vez que a vi aqui no brasil.
Eu a encontrei,alias a reencontrei no ultimo sabado,quando eu vagabundeava pelo centro atras de um bar barato e pequeno para conversar com alguns amigos e logo ali naquela rua que não sei o nome,num bar fetido,com uma mesa de bilhar quebrada,eu a vi,demorei um pouco para reconhecer naquela imagem ou o que um dia foi ela,o que ela ainda continua sendo para mim.Mas era ela sim sozinha na compania de alguns antigos amigos que desconheço e na tbm de alguns antigos amigos que temos em comum,cerveja barata,conversa mole,meus olhos não saima dela,e tudo o que ela dizia para mim tomava uma forma fantastica,fantastica como no ultimo verão assim por acaso numa das ruas de buenos aires,ela foi andar um pouco pela manhã e ao comprar numa maquina de cigarros um maço apenas,a maquina lhe ofertou dois,coisas assim como as coisas que costumam ocorrer todos os dias com boa parte das pessoas,mas o fato em centro é que realmente me pareciam fantasticos fatos por exatamente se mostrarem recortes de sua vida distante de meus olhos.
Sentia em tudo o que lea dizia certa saudade,certa ausencia,um vazio levemente carregado as duras penas pela paixão de provar que esta certa,e não foi loucura deixar tudo de lado para viver noutro canto só por outro amor.Ah... Como me faria feliz se ela me confessase abertamente,mesmo que de uma maneira pouco confiavel algum desejo de retornar,tudo então teria outra cor.
No meio da noite o telefone de um amigo toca,surpreso ao atender,sim era para ela a ligação,seu irmão ou algo assim ,alguns minutos depois ela sai,retornando se despede,bebo um pouco,converso ainda um pouco mudamos de bar sem ela,logo depois de algumas cervejas,volto no carro com meus amigos ate a estação de onibus,dentro do carro todos conversam supondo a vida lá nos pampas argentinos,e eu eu apenas imaginava onde continuou sua noite.
Não sei quando ela retornará para a argentina,resta a duvida se seria melhor saber e ignorar ou apenas supor e sonhar que se ela voltou é um ensaio para voltar definitivamente.