Aos comentaristas


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sexta-feira, 30 de novembro de 2007

do rosto o retrato

Já não me lembro do rosto de meus amigos
Perco as desesperadas gargalhadas que já permiti me dar
Foje, sem porquê, o assobio do lúcido e nocivo
vou me esquecendo dos " améns " passivos
Vai se agourando à profetisa, a idéia de me acobertar

Protejei-me do morno sono; eliptico, noite breve
Permita o ranger, em palavras, do frio tratante
Com sorte terei um retrato velho para porvir
Do resto que houve, que ouve a fé partir
Com calma revigoro, e revivo todo instante

Ouvi dizer que o instante não vacila
E me lembra que me retomo em inimizade
Qu em caráter se encaminha em toda direção
Apenas detenho-me por ensaiar uma distração
Pois não me lembro de um rosto de verdade.

segunda-feira, 26 de novembro de 2007

Sem graça II

Ele é o melhor cara do mundo
ele leva ela todos os dias ate sua casa
sim ele é o melhor cara do mundo
o melhor cara de toda a terra
desde o dia que ela disse sim
desde o dia que ela o escolheu
desde o dia que ela o viu

Por onde eu estava?
Onde estive?

Não,eu deveria perguntar
onde ela esteve
o que ela fazia?...

Sim...
Onde ela estava
quando estive naquele outono no mexico?
O que fazia
quando eu vi uma tribo inteira no Paraguay
como escravos?
O que ela pensava
naquele verão no ano que fui preso pela primeira vez?
Onde ela estava
todo um simestre
quando eu só desejava alguem para admirar
e me fazer sentir mais humano?
Sim ...
ele é o melhor cara do mundo
ele leva ela todos os dias ate sua casasim ele é o melhor cara do mundo o melhor cara de toda a terra desde o dia que ela disse sim desde o dia que ela o escolheu desde o dia que ela o viu
Não posso dizer outra coisa
não saberia dizer outra frase
nada se resolve
nada se resolve
nada se resolverá
10 anos adiante vidas ganhas
cada um em seus postos
eu em algum lugar distante demais
Resta a certeza
passei
por sua vida
sem ser observado
resta a alegria
de te-la pelo menos conhecido
todos os dias ate o final
todas as noites ate o esperado encontro
apenas esperança
apenas sonhos.
''O amor tem o espaço temporal
de uma noite de sono
no mais
o resto
é dor
e a dor ensina
uma lição sempre muito nova mesmo quando repetitiva.''
eu não durmo desde aquela festa
eu não sonho desde sempre
me ensina
a andar
que eu te protejo pelo caminho
Me diz qualquer coisa
minta e sei lá
alimente ilusões
Não...
Não...
Não...
eu só preciso te ouvir dizer
mesmo que seja
por engano
uma frase batida
desexplicada
algo assim como eu te amo
ele realmente é o melhor car do mundo
e se perguntam de mim
sabem melhor
questionando a seu respeito
voce que apareceu
voce queapenas conheci no fim
Por onde voce esteve todo esse tempo
é improvavel que meus sonhos
a tenham encarcerado
por tanto tempo?
O que fez nas ultimas duas decadas
quero saber o que pensava
quando tomei meu primeiro porre
o que te mexia
no meu periodo
de alcool
e revolta?
Talvez seja apenas como moda
ou chuva
talvez seja apenas sonho
ou besteira
mas de tudo
de tudo que pensei
ultimamente ando pensando ainda mais em voce
mas não em voce agora apenas
mas em tudo que vivia
enquanto nossos mundos
sequer eram reconhecidos com existentes
Sim eu penso em voce todos os dias
mas não todos os dias desde agora
penso em voce e agora sei antes eu já pensava
mesmo antes de nos esbarrarmos
Você é a saudade
das coisas que eu precisava viver
Sem graça
sem graça
sem graça

quinta-feira, 15 de novembro de 2007

Afago

Selvagem é meu afago

Meu todo é sempre vago

Estou triste .... sempre rindo

Minha imagem é corada

Minh'alma namorada

do que insiste em ser lindo !


Meus versos sempre gagos

São quietos feito um lago

de sonhos, estou te ouvindo...

A noite é clareada

a Lua um pouco acanhada

se a ponho de Sol se fingindo.

07/12/2004

Voz hiberna

Uma voz trouxe-me eco e dor distantes!
De suspiros , que os tristes lamentavam o soar;
O fulgor cândido em ária d'antes
Seus alegres sorrisos tiveram que doar

Doaram-me a voz por peitos gritantes
Os suspiros continuam a coroar.
O rasto desta felicidade errante:
Velozes sonhos nos deixam o disolar.

À espera a vida toda, paciente
Fantasias acanham-se, são clementes
A inocência não é , pois, eterna

O ardor que já estivera-me, por tanto
Deixou-me à margem da vereda, encanto
E entristeço. O apreço a voz hiberna.

05/11/2004

Livres Armas

Livres Armas !!!

Clareai-lhes do desterro e do receio
Meus livros estão submersos
Há pesadelos e erros em seu esteio
Poiis silienciai tais versos
Não os veros e belos
Sim os fracos de privados e abstratos elos

Almas Livres !!!!

derrubai desomens protegidos
Escutai seus brios e rugidos
a falecer e dizer :

"Prendei os livres
em seu terror bandido;
Salvemos o que irá perecer"

Mas nós, livres braços !!
Enxergamos no suor dos abraços
Os versos de quem sabe que irá vencer

Biologa

Linda talvez ainda mais linda
apenas linda não sei
ouso dizer
ouso pensar
que não
mas é tão linda

sorriso infantil
doce
simples
e habitual

cheiro
de ervas
perfume do campo
e seus olhos
seus olhos são
lindos
seus olhos
são doces
ao sorrir tambem sorri seu olhar

domingo, 4 de novembro de 2007

Ocupação

Só escreverei um verso
a poesia que o ocupe
só terei uma ideia o resto que se faça na pratica
quero um sorriso
uma maçã
e o beijo doce
a voz maior
e a voz
do silencio
dentro da noite
...para ocupar o peito dos desocupados e rir o riso maior dos esquecidos em seu estado...
Não
existe
logica
nem metrica
é tudo festa
e
revolução na minha poesia
é tudo pomar
nos meus
poemas
Morrerei eu e minha voz
eu e sua voz

mas o verso esse é imortal
O veros é imortal ocupe a poesia dos homens rosa log será inverno e o inverno a poesia ocupará


ocupe
ou culpe
oculte
não
ocupe apenas o que não tiver ocupação

Sem Graça

Ela
não tem
graça
seus olhos
castanhos
sua


boca pequena
Parace tão comum
e tão simples foge aos olhos desatentos

foge aos olhos cansados
pela multidão cansada
de ser só a mesma
...ela ela...
...ela ela...
... ela ela...

Poderia dizer seu nome
nome de açucar
voz de humor infantil
oculos de acetato
pele levement morena
sol
sol
sol

Pelas ruas do centro de uma cidade operaria
ruas iguais como qualquer outras ruas
com pessoas iguais
como quaisquer outras pessoas
como eu confusas ate a proxima manhã
confusas ate o sinal da fabrica
pelo
centro
centro
Ela não tem graça
a cidade
tambem parece não ter
e eu
um entre milhares
dentro das sombras
numa das ruas escuras dentro da noite no neon
iluminando algum bar ou anuncio antigo
com meus tenis surrados
com minha camisa listrada
com meu caderno de versos
e esperança de conversar com a menina sem graça
sem graça
menina
sem graça
menina
menina
sem graça

seu cabelo curto
sua voz
sua
boca
sua alma
nada
nada
pequena e sem graça

... se eu fosse alguns
se eu fosse muitos...

talvez houvesse algum momento
na
praia
na praça

entre um cigarro
e
outros

na praia
na escada
ou
pelas confusões de depois do apito na fabrica

ela não tem graça
ela tem
nome
beleza
olhos castanhos
boca pequena
estatura abaixo do padrão
leveza & inteligencia
ela não tem
graça
e isso fez meu coração cair como grevista e policia militar
como ocupação
com motivo honroso

ela não tem
graça
ela é apenas ela
num lugar
num periodo
que meus olhos precisavam ver
apenas alguem que fosse alguem
sem a pretensão de ser unica
ela não tem graça
mas não procuro rir
quero apenas seu sorriso.