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sábado, 29 de setembro de 2007

Sexta-feira

Sexta Feira

Todos foram almoçar,no predio minha sala e as janelas,minha janela fechada,sem sol ou som algum,alem do barulho,que faço enquanto bato meu lapis na mesa,um cafe,dois
cafes,tres e logo ja tomava em um espaço de 1h e meia seis cafes,no caminho para a cafeteira,apenas o som solitario de meus passos em todo o andar,a luz apagada do dia lembra de longe que é meio-dia,parece manhã e nem o aquecedor de ar ligado,parece espantar a atmosfera fria e vazia dessa sexta,apenas os meus passos e o som vigilante das cameras de segurança se certificando de minha habitual solidão,eu pego meu café e eu volto para minha sala,eu olho para o estacionamento vazio,nenhum carro,apenas as vagas vazias com nomes e numeros,minha cabeça vai longe,para lugares distantes as vezes dentro de mim.
Olho para a mesa uma foto antiga eu,meus amigos antigos,nosso apartamento na bela vista e o sorriso que dá saudade e eu olho novamente para o estacionameto vazio,
agora parece um oceano de vazios,tento entender o que me atrai naquela visão,tento pensar no que eu fiz esse ano.As vezes penso em me mudar para algum lugar novo,procurar meu lugar,minha revolução,construir minha escola num pais desolado,levar o teatro e a poesia para os esquecidos.
Hoje eu passei o meu almoço sozinho no escritorio,na rua ninguem me via,eu era talvez mais um escondido no reflexo das vidraças,o mundo lá fora seguia frio e sem sol em meu horario de almoço,pensei no que ela deveria estar fazendo aquela hora,tentei criar coragem e ligar,mas preferi ficar ali olhando o meu horario passar.
Sai as 14:30,andei até o centro á pé,gosto de andar um pouco sozinho,fumei dois maços de cigarro,pensei em frases feitas para dize-la em alguma ocasião,andei por todos os sebos de santo andré,andei pelo centro ate anoitecer e no caminho para a faculdade lembrei que ela não iria hoje,e recordei de todas as minhas desventuras,ri um pouco,senti meu coração pesar na hipotese de nada acontecer.
A gente sempre faz o que não se pode fazer,eu sempre faço o que não se pode fazer.
Eu gosto de olhar as placas de carros a noite,as pessoas nas ruas andando a noite parecem outras pessoas,Essa sexta foi fria,tive saudade e dor,fui saudade e medo.

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