Aos comentaristas


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domingo, 27 de maio de 2007

Bandeira

Ela parece uma nuvem
nublando meu ceu para em casa encerrar-me em sua companhia
chuverei em tudo
deixando ela molhada

Cairei em suas praças
cantos e ruas sem saida
entrarei pela noite
agua do mar
cachoeira de nicotina

ela é linda
como uma garrafa de rum
como um galeão do seculo XVII

Eu quero apenas
dsejo que é apenas desejo
pensamento
finalizando pensamento

eu quero ela
nuvem nublando meu ceu
praça onde passo minhas horas

Metrica

Eu quero é morrer
matei a metrica

Garavtata

Estou fritando em sol marroquino
pedaços de egoismo
fatias de virilidade
Ah!Voce precisa me chamar para asaltar um banco
precisa me convidar para dar um chute num inocente
eu quero ir para o inferno

Voce parece uma fera faminta
voce é poço de mentiras e vaidade
eu e meu cigarro
eu e meu copo
eu e meu carro
eu e minha carteira
eu e meus bons motivos para entrar numa briga


Vou embora cansei de escrever
e voce ao inves de ler essa merda
deveria procurar lago util para fazer

estou fumando as estrelas do céu
aparando a cabeleira dos fieis

Quero queimar o sol
com meu isqueiro

segunda-feira, 21 de maio de 2007

Sorte

Vamos dar uma volta no infinito
sim vamos dar uma volta no inferno
dor
dor
dor
dor
dor
dor

Satisfação e loucura eu preciso de um copo de alcool
vamos beber um pouco de dor
dor dor dor dor dor dor

ninguem realmente esta lendo isso
ninguem realmente se importa comigo

eu tenho medo de seus medos
não quero suas ideias
nem seus sonhos
desejo
desejo
desejo
desejo
desejo
desejo
e dor dor dor dor


Eu morrerei um dia isso é certo

domingo, 20 de maio de 2007

Meu bairro

Ninguem é legal aqui no meu bairro
mas temos gente desempregada e bebados e mendigos
temos gente ocupada e comum
ninguem é engraçado no meu lado da cidade

garotas bonitas não olham para caras como eu
ninguem mora do meu lado da cidade
somos o vazio ocupando as filas
e o nada entupindo as celas

A policia é segurança
de um estado de ilusão
pesadelo armado de quem diz nao

amores são amores inverta seu olhar
jesus é um cara legal
bebemos sempre uma cerveja barata chamada abstração
ninguem é tao legal
pena que ninguem veio a minha festa
ninguem roubou a atenção

Meu bairro é o melhor lugar
depois de todos os lugares

Menina de Sao Caetano

Ela como posso chama-la agora?
Ela coo seria ela
como seria acordar ao seu lado
e ouvir
fumar um cigarro
ou sorrir andar por ai n'algum sabado

Como vou chama-la
como vou pensar agora
se apartir de hoje
eu nem sei...

Tenho pensado bastante nisso
e se ela é linda
ela é linda eu sei
seus olhos sua boca
pele e pelos
cabelos e voz

eu sei que tudo conspira
e ao ouvir ela respirar
passar por mim
e agora eu sei
posso ler em tudo
Mas eu sempre sei e mesmo assim eu erro
ao afirmar
que é isso e ação apenas

ela e eu ouvimos Edith Piaf
linda e seus olhos me alcançam
sem eu mesmo ousar
pois ouso apenas em sonhos

Quero apenas sonhar me deixe dormir

Noite

Gosto da noite e das coisas que a noite me traz
amigos antigos,gente nova e a possibilidade de sua amizade

Gosto da noite e das coisas que a noite é
frio,calor,solidão
algumas garrafas de rum
e sim adoro a escuridão em alguns olhos

o sabor doce dos labios de passagem

essa noite é linda
nenhuma noite permanece ou fica
resta apenas recordar
algumas noite

Saudo amores
e inimigos
encontros que a noite induz

sábado, 19 de maio de 2007

Breve homenagem para Shaula

Shaula assim ela se chama
assim a chamarei
e só por Shaula comporei outro verso
Shaula Shaula Shaula
ninguem alem com seu nome
o nome é dela
ela é apenas um nome?
Ela é Shaula e assim penso
vendo ela passar todos os dias
passar todas noites
em sonhos
e feriados nacionais

Menina de Letras

Quero falar de Gabriela
ela não se chama Rebeca
tambem não fez aniversario esses dias
eu quero escrever sobre Gabriela
porque gosto do som da sua voz
quero escrever sobre ela
porque Gabi é isso
sempre a vejo sorrindo
sempre a vejo linda

Gabriela não se chama Rebeca ou Tati,Maria ou Rosa
minha namorada sabe de Gabriela
todos sabem do sorriso da moça de letras

Hoje eu só queria ter falado com ela
saber coisas que ela pensa
se ela gosta mais do Pessoa ou do Manuel Bandeira
se ela é mais Kafka ou Tolstoi

Gabriela
e eu deixaria tudo
escreveria milhões de vezes
comporia um poema melhor
mas ela é gabriela e seu nome
já é lindo
como seus olhos negros e sua pele branca
como seus cabelos negros e seus sorriso radiante

Gabriela
eu gostaria de não ser tão timido
pois eu sei que votaria em mim
pois eu sei que agora anulará o voto
e eu sei que voce sabe desde o inicio quem sou eu
e eu sou o cara que desde o inicio sempre te olhou
pelos corredores da fafil

Pensamentos parisienses

Meu peito oscila como um pendulo
entre a ventura de seus olhos
e a tragetoria desses dias
a poeira nos separa agora
a estrada nos torna distantes,

recordo agora a derradeira vez
que nos vimos
era seu rosto chorando
emoldurado
pela janela,
chovia aquele dia
era frio o tempo
que carrego comigo
impresso como saudade

Seu sorriso timido
escondido pela despidida
se apagava em minha visao,
as vezes tento recordar seu rosto,
sonhar com voce,
o tempo parece ir te apagando
em mim
para tras como as historias de infancia
seu gesto é distante
quase esvaido.

Guardo seu ultimo beijo
roubado
com direito,
levo comigo um pouco de voce
mas me toma a certeza que ja não
me leva consigo.

Silencioso
guardo o som de sua voz
a musica de seu sorriso
ja estarei longe de voce
quando recordar de mim

mas meu peito insiste em lutar
pareço condenado a me excluir de seu mundo sempre

Soneto para Shaula

Pareço mais triste quando ando na chuva
o dia se estende sem razão
enquanto escuto meus delirios...
Sou aquele dentro do seu peito

e estou cansado de ser esquecido
como se minha voz fosse um soco no vazio
ou mesmo um cristal estilhaçado,
ainda sou aquele que se apresenta oco e mudo...

Dentro da tarde,sempre existe um passaro melancolico
e suas asas falam de temor,
me dizem de solidão e guerra em minha alma,

cada dia se fecha em meus olhos como trigo e luz...
Em meus sonhos cada instante
revela uma saudade,uma ausencia do que é vermelho!

2º Ano

Estou ficando louco
a saudade agora me acorrenta
sinto novamente saudads
de um tempo
passado distante
onde cada açao equivalia a uma reaçao extraordinaria
tenho saudads de andar nas ruas
procurando confusao

Estou vazio minha vida agora parece se
dedicar ao passado,
como se todas as tardes fossem no mexico
ou mesmo os dias que chove e faz calor
fossem um pouco do paraguay...
Tenho medo de me resumir a isso
alguem sem sonhos
apenas lembranças

algum perfume
seu cheiro
qualquer barulho
lembra sua voz
ate a tv
na hora do jornal tem sempre
alguem certinho
pra lembrar voce.

E mesmo quando e tudo novo vem
algo que me faz pensar:
como seria com voce...

Lembranças
saudades
tanto tempo
so serviu
pra sentir falta de voce

tantos erros cometi
ate te perder.

Pouco tempo ate saber
que mesmo o tempo
e pouco pra apagar voce,

promessas mentiras
apenas ilusão,
so resta
sonhar
um dia te encontrar.

E sei que mesmo assim
um dia vai me perdoar
volta logo
minha pequena
ah...

Sei que mesmo distante
um dia ira voltar
e quando
o encontro acontecer...

quero voce
quero voce
voce
voce...

terça-feira, 15 de maio de 2007

Carta Renuncia

Chapa Renovar para construir

É com profunda tristeza e com olhar para frente, que nós, membros do movimento Renovar para Construir nos retiramos do processo eleitoral para a disputa do Diretório Acadêmico Honestino Guimarães. Não estamos aqui desistindo de um amplo debate sobre a construção de um novo momento no movimento estudantil, mas sim entrando em um momento de reflexão para lutas que virão.
O motivo de nossa saída da disputa se da principalmente pela falta de suporte e apoio de membros do nosso movimento, mas jamais os estudantes que se engajaram verdadeiramente nessa disputa abandonaram seus ideais e o desejo de lutar. Sempre estaremos ao lado dos estudantes em todas as lutas que forem travadas para garantir seus direitos não somente dentro da FAFIL, mas sim de toda CUFSA e também fora dos muros de nosso Centro Universitário.
É por isso que renunciamos o nosso direito de disputa para o Diretório Acadêmico da FAFIL, mas não renunciaremos a nossa luta de garantir os direitos dos estudantes e pela construção de um DCE na Fundação Santo André. Esse não é o fim do nosso movimento, mas sim uma pausa para reestrutura-lo e quando voltarmos estarmos mais preparados para representar de forma COERENTE E DEMOCRATICA os estudantes da nossa FAFIL.



PS
Viemos por meio desta nos retratarmos a respeito de alguns equívocos presentes em nosso primeiro material eleitoral.

Contatos:
Bruno Tel: 7219-5219 E-mail: b.banhara@hotmail.com
Igor Tel: 7688-1525 E-mail: meunometaerrado@hotmail.com
Blog: www.aplausosubversivo.blogspot.com


RENOVAR PARA CONSTRUIR.

Ultimo Texto de nosso Cmt Fidel Castro

DEBATE ABERTO
Reflexões do comandante-em-chefe
O capitalismo transforma em mercadoria tudo aquilo que está ao seu alcance. Os alimentos são convertidos em energéticos para viabilizar a irracionalidade de uma civilização que, para sustentar os privilégios de poucos, provoca um brutal ataque ao meio ambiente.
Fidel Castro
Atilio Borón, um prestigioso pensador de esquerda que até há pouco tempo chefiou o Conselho Latino-americano de Ciências Sociais (Clacso), escreveu um artigo para o VI Encontro Hemisférico de Luta contra os TLC e pela Integração dos Povos, recém concluído em Havana, que amavelmente me enviou acompanhado de uma carta.A essência do que escreveu e que eu sintetizei a partir de parágrafos e frases textuais de seu próprio artigo foi o seguinte:Sociedades pré-capitalistas já conheciam o petróleo que aflorava nos reservatórios superficiais e o utilizavam para fins não comerciais, como a impermeabilização dos cascos de madeira dos navios, ou como produtos têxteis ou para a iluminação mediante tochas. Daí o seu nome primitivo: "óleo de pedra".No final do século XIX - depois das descobertas de grandes jazidas na Pennsylvania, nos Estados Unidos, e dos desenvolvimentos tecnológicos estimulados pela generalização do motor de combustão interna- o petróleo transformou-se no paradigma energético do século XX.A energia é considerada como mais uma mercadoria. Tal como o advertiu Marx, isto não acontece devido à perversidade ou à insensibilidade deste ou daquele capitalista individual, senão que é o resultado da lógica do processo de acumulação, que conduz à incessante "mercantilização" de todos os componentes materiais e simbólicos, da vida social. O processo de mercantilização continuou nos humanos e, ao mesmo tempo, estendeu-se à natureza. A terra e os seus produtos, os rios e as montanhas, as florestas e as matas foram alvo de seu incontrolável saque. Os alimentos, evidentemente, não escaparam desta infernal dinâmica. O capitalismo transforma em mercadoria tudo aquilo que está ao seu alcance. Os alimentos são convertidos em energéticos para viabilizar a irracionalidade de uma civilização que, para sustentar a riqueza e os privilégios de alguns poucos, provoca um brutal ataque ao meio ambiente e às condições ecológicas que possibilitaram o surgimento de vida na Terra.A transformação dos alimentos em energéticos é um ato monstruoso.O capitalismo está pronto para praticar uma maciça eutanásia dos pobres, especialmente dos pobres do Sul, pois é lá onde se encontram as maiores reservas da biomassa do planeta requeridas para a fabricação dos biocombustíveis. Por mais que os discursos oficiais garantam que não se trata de optar entre alimentos e combustíveis, a realidade demonstra que é essa e não outra a alternativa: ou a terra se dedica à produção de alimentos ou à fabricação de biocombustíveis.Os principais ensinamentos que podem tirar-se dos dados fornecidos pela FAO sobre o tema da superfície agrícola e o consumo de fertilizantes são os seguintes:- A superfície agrícola per capita no capitalismo desenvolvido é quase o dobro da que existe na periferia subdesenvolvida: 1,36 hectares por pessoa no Norte contra 0,67 no Sul, o que se explica pelo simples fato de que a periferia subdesenvolvida tem aproximadamente 80 por cento da população mundial.- O Brasil tem uma superfície agrícola per capita que ultrapassa levemente à dos países desenvolvidos. É evidente que este país deverá dedicar ingentes extensões de sua enorme superfície para poder cumprir com as exigências do novo paradigma energético.- A China e a Índia têm 0,44 e 0,18 hectares per capita, respectivamente.- As pequenas nações caribenhas, tradicionalmente dedicadas à monocultura da cana-de-açúcar, mostram eloqüentemente os seus efeitos erosivos, exemplificados: no extraordinário consumo por hectare de fertilizantes requeridos para sustentar a produção. Se nos países da periferia a cifra média é de 109 quilogramas de fertilizantes por hectare (contra 84 nos capitalistas desenvolvidos), em Barbados é de 187,5, em Dominica, 600, em Guadalupe, 1,016, em Santa Lúcia, 1,325 e em Martinica, 1,609. Quem fala em fertilizantes fala em consumo intensivo de petróleo, de maneira que a tão falada vantagem dos agroenergéticos para reduzirem o consumo de hidrocarbonetos parece ser mais ilusória do que real.Toda a superfície agrícola da União Européia apenas alcançaria para cobrir 30 por cento das necessidades atuais - não as futuras, previsivelmente maiores - de combustíveis. Nos Estados Unidos para satisfazer a demanda atual de combustíveis fósseis seria preciso destinar para a produção de agroenergéticos 121 por cento de toda a superfície agrícola desse país.Como resultado disso, a oferta de agrocombustíveis terá que proceder do Sul, da periferia pobre e neocolonial do capitalismo. As matemáticas não mentem: nem os Estados Unidos nem a União Européia têm terras disponíveis para manter, ao mesmo tempo, um aumento da produção de alimentos e uma expansão na produção de agroenergéticos.O desmatamento do planeta poderia alargar (ainda que fosse apenas por um tempo) a superfície apta para o cultivo. Mas, isso seria apenas durante algumas poucas décadas, quando muito. Essas terras depois sofreriam de desertificação e a situação ficaria ainda pior do que antes, incrementando ainda mais o dilema que opõe a produção de alimentos à produção de etanol ou biodiesel.A luta contra a fome - e existem aproximadamente 2 bilhões de pessoas que sofrem de fome no mundo- seria prejudicada seriamente pela expansão da superfície semeada para a produção de agroenergéticos. Os países onde a fome é um flagelo universal sofrerão a rápida reconversão da agricultura visando o fornecimento da insaciável demanda de energéticos que reclama uma civilização baseada no seu uso irracional. O resultado não pode ser outro que o encarecimento dos alimentos e, portanto, o agravamento da situação social dos países do Sul.Aliás, a população mundial cresce em 76 milhões de pessoas anualmente e como é evidente, demandarão alimentos, que serão cada vez mais caros e não poderão comprar.Lester Brown, em The Globalist Perspective, vaticinava há menos de um ano que os automóveis absorveriam a maior parte do incremento na produção mundial de grãos no 2006. Dos 20 milhões de toneladas somadas às existentes em 2005, 14 milhões foram destinadas à produção de combustíveis, e apenas 6 milhões de toneladas para satisfazer às necessidades dos famintos. Este autor garante que o apetite mundial pelo combustível para os automóveis é insaciável. Prepara-se, concluía Brown, um cenário no qual necessariamente deverá produzir-se um choque frontal entre os 800 milhões de prósperos proprietários de autos e os consumidores de alimentos.O demolidor impacto do encarecimento dos alimentos, que acontecerá irremediavelmente na medida em que a terra possa ser utilizada para produzi-los ou para produzir carburante, foi demonstrado na obra de C. Ford Runge e Benjamin Senauer, dois destacados acadêmicos da Universidade de Minnesota, em um artigo publicado na edição em língua inglesa da revista Foreign Affairs, cujo título fala por si só: "O modo em que os biocombustíveis poderiam matar por inanição aos pobres". Os autores afirmam que nos Estados Unidos o crescimento da indústria do agrocombustível provocou incrementos não apenas nos preços do milho, as sementes oleaginosas e outros grãos, mas também nos preços de culturas e produtos que não têm nenhuma relação. O uso da terra para cultivar milho que alimente as fauces do etanol está reduzindo a área destinada à outras culturas. Os processadores de alimentos que utilizam culturas como a ervilha e o milho tenro foram obrigados a pagar preços mais altos para manter os fornecimentos seguros, custo que afinal de contas passará aos consumidores. O aumento dos preços dos alimentos também está atingindo às indústrias ganadeiras e avícolas. Os custos mais altos provocaram a queda espetacular das receitas, especialmente nos setores avícola e de suíno. Se as receitas continuassem diminuindo, a produção também diminuirá e aumentarão os preços do frango, o peru, o porco, o leite e os ovos. Eles advertem que os efeitos mais devastadores da elevação do preço dos alimentos atingirão especialmente os países do Terceiro Mundo.Um estudo do Escritório Belga de Assuntos Científicos demonstra que o biodiesel provoca mais problemas na saúde e no meio ambiente porque cria uma poluição mais pulverizada e libera mais contaminantes que destroem a camada de ozônio.No que se refere ao argumento da suposta benignidade dos agrocombustíveis, Victor Bronstein, professor da Universidade de Buenos Aires demonstrou que:- Não é verdade que os biocombustíveis sejam uma fonte de energia renovável e constante, dado que o fator essencial para o crescimento das plantas não é a luz solar senão a disponibilidade de água e as condições apropriadas do solo. Se não fosse assim, poderia produzir-se milho ou cana-de-açúcar no deserto de Saara. Os efeitos da produção a grande escala dos biocombustíveis serão devastadores.- É falso que não contaminam. Apesar de que o etanol produz menos emissões de carbono, o processo de sua obtenção contamina a superfície e a água com nitratos, herbicidas, pesticidas e resíduos, e o ar, com aldeídos e álcoois que são cancerígenos. A idéia de um combustível "verde e limpo" é uma falácia.A proposta dos agrocombustíveis é inviável e, além disso, inaceitável ética e politicamente. Mas, não basta com rejeitá-la. Estamos convocados a implementar uma nova revolução energética, mas ao serviço dos povos e não dos monopólios e do imperialismo. Esse é, talvez, o desafio mais importante da hora atual, conclui Atílio Borón. Como podem apreciar, a síntese ocupou espaço. Faz falta espaço e tempo. Praticamente um livro. Afirma-se que a obra excelsa que tornou famoso ao escritor Gabriel García Márquez, Cem Anos de Solidão, exigiu dele cinqüenta laudas por cada lauda enviada à tipografia. Quanto tempo precisaria minha pobre caneta para refutar aos defensores da idéia sinistra por interesse material, por ignorância, por indiferença ou às vezes pelas três coisas ao mesmo tempo, e divulgar os sólidos e honestos argumentos dos que lutam pela vida da espécie? Há opiniões e pontos de vista muito importantes que foram colocados na reunião de Havana. Teremos que falar dos que trouxeram a imagem real do corte manual da cana num documentário que parece refletir o inferno de Dante. Em número crescente, opiniões são colocadas todos os dias por toda a mídia em todo o mundo, desde instituições como Nações Unidas até as sociedades nacionais de cientistas. Vejo simplesmente que se intensifica o debate. O fato de que se discuta sobre o tema é já um importante avanço.
Fidel Castro Ruz é comandante-em-chefe de Cuba

Uma igreja sem Cristo

Uma igreja sem Cristo
O Cardeal Ratzinger, bispo de Roma e chefe universal da Igreja Católica, acaba de fazer uma visita pastoral ao Brasil. Sua Santidade não veio em nome daquele Cristo, que acolhia em sua grei os pecadores

Na planície umbra, diante do belo monte de Assis, a igreja majestosa serve de casulo a uma capelinha medieval, severa, pobre, feita para duas dúzias de fiéis, se tanto. As paredes do templo novo parecem ter sido erguidas a propósito para isolar a capelinha do mundo, escondê-la, segurá-la, e não para protegê-la. Entre tantas catedrais góticas, que já existiam, e as que seriam erguidas nos séculos sucessivos, a capelinha - levantada na superfície plana, e que seria quase invisível entre a vegetação da planície para quem dela estivesse distante alguns quilômetros -, é o símbolo da igreja dos pobres. Reergueu-a, sobre suas ruínas, um rapaz nascido rico, que deve ter ouvido, em sua alma, o apelo de homem tão jovem quanto ele, que andara pelo mundo doze séculos antes. O apelo era singelo: quem O quisesse seguir, que abandonasse tudo o que tivesse. Assim fez Francesco Bernardone. Jogou as vestes fora, meteu-se, desnudo, pelos matos. Juntou-se depois à jovem Clara e, com alguns amigos, levantou sua comunidade cristã. Em 1979, o papa Wojtyla o fez patrono da ecologia. Estava enganado. Francisco, de Assis, é o patrono dos pobres. O fato de amar todos os seres, e de considerar a Lua como irmã, ampliava sua fé, ao ver o mundo como um lugar que deveria ser justo para todos os seres criados por Deus, e via Deus em todas as coisas, entre elas, os bichos e as estrelas. Mas via, acima de todas essas coisas, o homem e a mulher.Em Roma, no monte Vaticano, ergue-se o imenso palácio, o mais rico de todos os palácios do mundo, com a Capela Sixtina e a Basílica de São Pedro no centro do grande conjunto de edifícios imponentes. Em contraponto à igrejinha da Úmbria, a Santa Sé parece, a quem guarde a verdadeira fé, um lugar estranho a Cristo. Provavelmente, se Ele surgisse à porta da Basílica, com sua face real, a Guarda Suíça não lhe permitiria a entrada – como não tem permitido a entrada de outros, com a mesma face tisnada pelo sol da Palestina, os olhos negros e cabelos escuros e ondulados.Quando reergueram a capela, alguns de seus discípulos disseram a Francisco que deviam construir ali edifícios maiores e mais sólidos, e o jovem disse que não, que isso atrairia as autoridades e os assaltantes. Só no testemunho da pobreza estava a sua liberdade em exercer a fé e, assim, reivindicar a justiça.Dois anos depois de sua morte, o Vaticano o declarou santo, seus discípulos foram seduzidos pelas pompas do mundo e levantaram imponente Catedral, em Assis, devotada a seu nome. O Cardeal Ratzinger, bispo de Roma, e, como tal, chefe universal da Igreja Católica, acaba de fazer uma visita pastoral ao Brasil. Sua Santidade não veio em nome daquele Cristo, que acolhia em sua grei os pecadores e que, ao dividir os pães e os peixes, os multiplicava. Não veio, tampouco, em nome de Francisco, de Assis, e de sua companheira Clara. Veio em nome do império mundial, como sucessor das obrigações assumidas com Washington pelo seu antecessor, João Paulo II, do qual foi o mais próximo e mais influente conselheiro.Seu discurso quis ser ambíguo, mas a sintaxe filosófica era clara. Ao condenar o marxismo, como responsável pelo desastre ecológico, Sua Santidade absolveu Bush, que se nega a assinar o protocolo de Quioto. E se esquece de que foi exatamente contra o caráter excludente do capitalismo - que, desde sua origem, tem produzido a miséria da maioria, em benefício de um número cada vez menor de privilegiados - que o marxismo surgiu no mundo. O papa quer que os cristãos se esqueçam de que se encontram prisioneiros de uma realidade secular, e que só se dediquem às coisas do espírito. Isso é contrariar a presença de Cristo no mundo, em seu tempo e nos tempos que se seguiram.O papa que veio ao Brasil é o mesmo papa Wojtyla, que dedicou todos os seus esforços para desfazer o que se decidira no Segundo Concílio do Vaticano, sob a lúcida liderança de Ângelo Roncalli. Roncalli, com Mater et Magistra e Pacem in Terris, pregava a inclusão de todos os homens de boa vontade, Bento XVI condena governos latino-americanos que usam os recursos nacionais para promover o bem-estar de seus povos, como ficou bem evidente em sua alusão indireta ao da Venezuela. O Papa voltou a esquecer-se de Bush, e do povo americano que se orgulhava de sua democracia, invejada no mundo, e hoje se submete a uma elite responsável pelo aumento da pobreza em seu país e pela morte inglória dos jovens no Iraque. O papa não disse, no Brasil, uma só palavra em favor da paz no Oriente Médio, nem contra a destruição do Iraque.0 É difícil saber, por enquanto, se o Cardeal Ratzinger está seguindo o que pensava seu antecessor, ou se seu antecessor seguia, durante seu tempo, o que lhe ditava o atual pontífice. É mais provável que o Cardeal polonês tenha formado sua teologia a partir do colega alemão, e que tenha, durante seu período, apenas preparado o caminho para o papado mais conservador de seu conselheiro. O fato é que a Igreja, com papas como Pio XII, João Paulo II e Bento XVI (ficaria melhor Benedito, em português) está cada vez mais distante da igreja que os discípulos de Cristo ergueram, a Igreja do Caminho, de que nos dão notícias os Atos dos Apóstolos, e da capelinha que São Francisco reformou, em Porciúncula. Em ambas, os pobres eram acolhidos como irmãos.O papa disse que os católicos devem entender Deus como a única realidade. Talvez fosse melhor entender Cristo e seu povo, constituído de pecadores, enfermos, coxos, pescadores, rameiras, como a realidade que nos toca viver. Os ricos, enfim, como nos mostram as realidades deste mundo, não precisam de Deus. Para os pobres, a fome de Deus é a fome de justiça, que começa a ser exercida no direito ao “pão nosso de cada dia”.

Por tras do Trono

Discurso do Papa pode afastar comunidade católica, dizem feministas
Vinda de Bento VI ao Brasil esquentou a polêmica sobre a descriminalização do aborto. Na avaliação de entidades feministas, a posição conservadora do pontificado pode aumentar a distância entre a teoria e a prática entre os fiéis católicos.

SÃO PAULO – O Papa Bento XVI voltou a Roma na noite deste domingo (13) deixando aceso no Brasil o já histórico debate sobre a descriminalização e legalização do aborto. Antes de pisar em solo brasileiro, Joseph Ratzinger já havia defendido a excomunhão de políticos não contrários à prática, considerada fruto “do egoísmo e do medo”. Apoiou os bispos mexicanos que recentemente excomungaram deputados da Cidade do México pró-aborto. Disse que deputados e senadores que votam a favor de uma proposta de lei como a aprovada no país vizinho se auto-excluem da comunidade católica, e defendeu a promoção do "respeito pela vida, desde a sua concepção até o seu natural declínio".Do outro lado da polêmica esteve o ministro José Gomes Temporão, que afirmou que o debate deve ser feito a partir de uma perspectiva da saúde pública. Anualmente, 250 mil mulheres são atendidas no sistema de saúde em decorrência de complicações em abortos clandestinos. As declarações de Temporão vieram depois de uma manifestação na esplanada dos ministérios, em Brasília, contra a legalização da prática. Na opinião do ministro, poucas vozes femininas foram ouvidas no debate. De fato, tanto as organizações do movimento feminista como mulheres que, individualmente, são favoráveis à legalização do aborto, tiveram pouco espaço garantido na discussão.Na última sexta, as principais organizações do setor divulgaram uma nota pública pela garantia de serviços de saúde que assegurem os direitos reprodutivos da população. Reafirmaram seu compromisso com a defesa do princípio constitucional do Estado laico, o qual, na sua opinião, tem o dever e a responsabilidade de “garantir às mulheres que precisam recorrer ao aborto que possam fazê-lo em condições adequadas à preservação da sua saúde e de sua vida”. O texto defende a postura do governo e a atuação da equipe da Secretaria de Atenção à Saúde do Ministério da Saúde, em especial a Área Técnica de Saúde da Mulher, que tem trabalhado pelo aprimoramento do SUS e dos direitos das mulheres. “A ampliação da oferta e da qualidade dos serviços que garantam os direitos reprodutivos da população é uma necessidade urgente”, diz a nota. ”Reafirmamos ainda nossa solidariedade com todas as mulheres que viveram ou estão vivendo a situação de aborto clandestino, principalmente com as mulheres pobres, que o fazem em condições precárias, com riscos à saúde e à própria vida. É importante que a sociedade brasileira reconheça a capacidade das mulheres de se confrontarem com a ordem patriarcal, que insiste, a qualquer preço, na criminalização desta prática. Negar às mulheres o direito ao aborto, tratando-o como crime, é negar a elas o direito de pensar e de existir como sujeitos responsáveis”, conclui o texto. Limite à influência da igrejaNa opinião das organizações feministas, o contraponto lançado pelo governo às declarações de Bento XVI pode delimitar até onde a visita do Papa pode influenciar em ações do Estado brasileiro. “Pro movimento, é importante ver que há um limite na influência da igreja na elaboração de políticas públicas”, explica Carla Batista, da Articulação de Mulheres Brasileiras, uma das propositoras da nota. “Neste primeiro momento, a visita do pontífice e suas declarações, por um lado, fortalecem os setores conservadores da igreja, mas podem criar um afastamento ainda maior dos católicos em geral no que diz respeito a este tipo de posicionamento”, acrescenta.Em fevereiro de 2005, uma pesquisa do Ibope revelou que 85% dos católicos defendem que as decisões do Legislativo e do Judiciário devem ser baseadas na diversidade de opiniões, e não em idéias religiosas. O mesmo levantamento mostrou que 93% dos católicos acham que o serviço de saúde deve atender às mulheres que têm problemas acarretados por aborto. 97% defendem que o governo promova o uso de preservativos para combater a Aids e 86% são favoráveis ao uso de contraceptivos. De lá pra cá, o resultado não se alterou. Ou seja, de alguma forma, os católicos brasileiros não têm considerado o posicionamento do líder central de sua igreja no que diz respeito às práticas de sua vida cotidiana. “Há muito tempo se detectou a distância entre os dogmas da igreja e o que seus segdores fazem na vida privada. Mas a rejeição ao aborto não é defendida só pela igreja. Na sociedade moderna, houve outras forças que se somaram a este processo de construção do padrão de feminilidade, com a imagem da maternidade introjetada para muitas como obrigação e sentido da vida. A religião é só um dos vários fatores que a constrói; a filosofia e a ciência são outros, por exemplo”, analisa Nalu Faria, da Marcha Mundial das Mulheres. “Mas como a religião trabalha com elementos muito fundamentalistas, na lógica do sacrifício e da culpa, sua rejeição, por parte dos católicos, é mais fácil que a rejeição ao discurso sofisticado da filosofia e da ciência, que hoje discute, por exemplo, onde começa a vida”, acredita Nalu.Na opinião da entidade feminista Católicas Pelo Direito de Decidir, que defende a legalização da prática, a igreja continua proibindo o uso da camisinha e escondendo mulheres que praticam o aborto. Mas os católicos usam camisinha, as católicas fazem aborto e a comunidade não condena nem criminaliza quem faz. Na última quinta-feira (10), a organização promoveu, em doze cidades em todo o país, manifestações para dar este recado ao papa, da distância entre seu pontificado e a prática dos fiéis católicos. “A igreja condena o aborto defendendo a vida a partir de princípios absolutos e abstratos. Nossa postura é defender a vida a partir da realidade concreta das mulheres, que leve em conta todos os aspectos da vida, não só o biológico, mas outros fundamentais para o seu desenvolvimento. Como o desejo de uma pessoa querer gerar uma nova vida, as condições econômicas e sociais para isso, o amor e o carinho que essa pessoa está disposta a dar, uma comunidade que queira acolher esta vida. Quando se fala de vida, tudo isso tem que ser considerado”, afirma a teóloga Yury Orozco, integrante da coordenação da Católicas Pelo Direito de Decidir.As manifestações da semana passada também tinham o objetivo de denunciar a ausência de diálogo por parte do pontificado e seu conseqüente distanciamento do espírito evangélico da escuta. Para o movimento feminista, a sociedade reivindica cada vez mais sua autonomia e sua liberdade de decidir, direitos que a igreja contraria. “Em sua visita, o pontificado quis se consolidar como único portador da verdade, e isso deve ter um efeito contrário e aprofundar a distância da população brasileira em relação a estes princípios. Os efeitos serão contrários ao que eles esperam”, acredita Yury.No próximo dia 17, a reunião do Conselho Nacional dos Direitos da Mulher vai tratar o tema das Jornadas Brasileiras pelo Direito ao Aborto Legal e Seguro, como forma de intensificar a luta pró-aborto de forma processual, permanente, e não apenas como conseqüência da findada visita de Bento XVI ao Brasil.

domingo, 13 de maio de 2007

Adiante

Estou pensando agora em ir para adiante
cantar meu verso e destruir meus olhos
com outras paisagens
quero a cicatriz de outro horizonte
quero a cicatriz de outro novo amor
eu não quero um novo amor
desejo um anti-amor
quero um desejo
desejo querer
e consumir

Quero sonhar
quero apenas um grito ecoando no vazio
quero ser vacuo e conteudo

Eu sei e eu quero
hoje
apenas isso hoje apenas região

Mais e mais apenas visão
apenas toque e sensações
eu sei eu sei

Sei que ela é linda e que tambem não é apenas linda
ela tem um nome
sei qual sua cidade
e se ela soubesse quem eu sou saberia então como falo

Ninguem esta em casa realmente
ninguem esta em casa esse domingo
sou agora isso
então ela agora é um sonho
segunda segunda segunda
apenas isso
apenas segunda

cabelos castanhos
olhos castanhos
pele branca
cigarro e voz calma
calma calma
calma
e apenas calma

estou pensando agora em como ir adiante...

Maldito trotskista

Quero ver tudo confudir
e sair de tudo
cair distraindo
seguir para o fim
para o fim e ate onde eu ruir

eu quero cair
eu quero isso agora
quero sair
quero ir embora

Maldito lixo trotskista
sou seu coletor e devastador

Maldito verme
sou seu pior remedio

Hei voce se levante dai
aqui é minha terra lhe bem onde suja
suas palavras podres e propaganda idiota
nada podem contra minhas armas

Calar a boca é sempre algo necesario
quando não se sabe o que dizer
então como eu disse vá embora saia ja daqui

Quero ver voce sumindo
chega de mentiras e enganação
cada faça por si
que si e por mim tambem
não atrapalhe a vida

Ella

Ela é linda
linda ela e suas cicatrizes
linda ela,ela e seus truques
ainda mais linda
quando só ela
penso nela
e é ela apenas ela somente ela
Ela é linda
e eu sei é ela apenas e ela agora

Ela
ela lalalalalalalalalala
ella apenas e agora sempre

Linda ela linda apenas
e linda alem

Tristeza

Sou agora aquele cara voltando para casa
depois de alguns dias distante de tudo
agora volto as mesmas brigas
e aos mesmos problemas
ninguem vai me olhar com piedade
sou um cara normal
sou um cara dificil
nada ou alguem vai me cuspir na cara

Tenho um carro velho
conheço gente comum
trabalho pouco
mas isso pouco importa pois ganho muito pouco tambem

Ninguem matou a hora sexta feira
e eu mesmo nunca fui o bom exemplo para alguns

Estou triste
e sempre fui um cara triste
talvez agora ainda mais triste com o mundo
talvez pensando onde dormir

Eu sou um cara indo dormir na estação
sou talvez uma noite na estrada
ou uma semana de viagem
mas sabe estou voltando para casa
voltando para a pequena
para os mesmos amigos
para os mesmos idiotas
para o bar e para a luta

sou sangue e agora tambem sou luz
sou cinema europeu
e ninguem vai me deixar
porque eu ja estou para tras

sou um cara triste
e ninguem vai voltar.

RA-TA-TA-RA-TARA-RA-RA-TA-TA-RA

Estou pensando em tudo agora
nada vai fugir de meu raciocinio
nada vai escapar de mim
estou pensando agora em como quando é certo sempre existe distração

Eu não quero andar
eu não quero acordar
voce deveria me deixar agora voce deveria
voce nem deveria

Estou triste
sempre estive triste e eu nunca sorri ao seu lado

Voce sorri
voce é alegre
ele é alegre ao seu lado
eu nunca consegui alegria com voce
voce nunca esteve do meu lado

Então estou caindo agora
ninguem trará uma bandeira
ninguem cantará uma canção
estou triste.

sexta-feira, 11 de maio de 2007

Anti-anti

Estamos vivendo um periodo complexo
naufrago em mar trotskista
oceano sujo de mentiras e interesses

Eu quero desfazer o que se vê feito
eu quero movimentar
o funeral dos alienados de outra liberdade
sou o homem-fogo
sou a cara de mao

Bandeira vermelha
bandeira vermelha
eu quero ver o que me dizem
ver o que mentem
peguem suas mentiras e enfileram
do mesmo armario com seus fatatismos
junte tudo e faça uma nova pseudo internacional

Bandeiras
bandeiras

vou sorri no seu funeral
ainda rio da piada da sua morte
o seu heroi foi passado para tras
e qualquer propaganda dele
é sempre contra-propaganda

quinta-feira, 3 de maio de 2007

Convite

Ninguem esta em casa
apenas eu apenas voce
e sabe voce em sua casa
eu na minha casa

ninguem esta ralmente nessa cidade
parece triste quando vem a noite
tudo parece triste
quando contamos a verdade

Então vamos lá
prometo ligar da proxima vez
vamos sair até o bauhaus
vamos ate algum lugar na capital
eu e voce
no carro que comprei com meus amigos

Não temos medo da policia
eu mesmo ja comprei minha liberdade
não tenho medo de deus
ele parece ser alguem igual a mim e a voce

Sim estou triste
mas quem não estaria
essa noite.

Resposta para minhas mascaras

Estou aqui um pouco timido
um pouco
calado

Estou aqui e então me desculpe
se eu não conversar muito
sou um pouco timido
e voce me impressiona

e eu sei que a timidez pode ser um charme
mas quando é real
apenas atrapalha
truques ajudam
truques disfarsam
mas sabe
estou aqui
sou timido e me desculpe se ao me ver eu não conversar muito

ninguem é realmente o que parece ser
e sabe tenho medo de me ver como eu realmente me vejo todas as manhãs

então menina
estou no banco de tras do meu carro
do meu carro e dos meus amigos
estaou sempre voltando de algum lugar
e só posso pedir desculpas
se não dei atenção necessaria
mas acredito que falar não signifique realmente dizer algo
desculpe...

Estou aqui e sou um cara timido.

L

Quero rouba-la
construi-la de meus escombros
reve-la de meus motins
pinta-la
com a minha saliva

Quero rouba-la
quero apenas
a natureza do que é proibido e pecaminoso
quero em voce
o crime que seria quere-la

Então a quero agora
e quando mais profundo
estiver o diamante
maior sera
esse pirata que
tenho em mim

Quero roubar voce
e roubarei
por apenas roubar
pois essa é a natureza d meu desejo
desejo rouba-la
de sua submissão
torna-la livre
de uma liberdade que nos prenda
um ao outro

roubarei voce.