Aos comentaristas


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segunda-feira, 26 de fevereiro de 2007

O cidadão de bem

O cidadão de bem, é trabalhador, tem uma família saudável e feliz.
Seus filhos estudam nos melhores colégios tradicionais onde recebem uma formação religiosa da moral e dos bons costumes.
Todo domingo no conforto de seu lar, ele, sua esposa e seus filhos assistem ao Fantástico.
O cidadão de bem é a favor da pena de morte, nunca abandona suas convicções de direita, chama pobre de vagabundo, acha que homosexualismo é doença e avança sinal vermelho porque é muito ocupado e tempo é dinheiro.
Ele guarda sua arma ao alcance das mãos para defender suas família feliz do bandido que entrará de madrugada e com toda sua bravura o matará antes que o bandido exploda sua casa.
Ele também acha aborto uma coisa muito ruim (até sua filha ficar adolescente é claro).
O cidadão de bem é fã do futebol e enquanto assiste aos jogos e toma cerveja sua esposa feliz cozinha a janta.
O cidadão de bem é feliz e o será até que um bandido roube sua arma.

Quem tem medo do cidadão de bem?

Sub titulo do Caos

Em tela-viv jacob come um hamburguer-feliz,content en seu quintal
a alguns qlometros dali ibrahin ve sua familia morrer vitima de misseis
israelenses,ibrahin jamais voltara para casa agora ibrahin soh ve escombros em sua cidadela,beirut eh soh ruina.Eu sinto muito ibrahin mas seu pai morreu,sua mae morreu,seus parentes vivos sao apenas um punhado de pacientes em coma em algum hospital super-lotado e sem capacidade para atender as minimas necessidads.
Ibrahin eu sei que doí´muito,olhar pra casa e ver escombros,sei como deve ser triste não ter onde chorar,mas ibrahin essa magoa não vai faze-los voltar...Essa raiva não vai remediar o vazio.Eu sei ibrahin,eu sei...Todo mundo sabe como é dificil ter soh 18 anos,ver amigos morrendo enquanto o tempo passa,nao poder fazer nada alem do que se revoltar.Ibrahin eu nunca perdi meus pais,mas eu te vi hoje falando na bbc,eu nao falo arabe mas sei como doi viver,eu nao sei como e no libano
mas sabe acho que todos os garotos no libano ou aqui sentem as mesmas dores... Olha ibrahin eu nunca estive no libano,minha casa cuando volto do trabalho ta sempre todo mundo em casa.Ah...Eu sei que mesmo que eu diga tudo que sinto nada vai mudar o que marcaram em vc,olha ibrahin se serve de consolo todos os dias apartir de hj cuando eu voltar para casa sozinho vou esquecer um pouco de mim e pensar em vc,
mia cabeça doi,meu peito se aperta com as dores do mundo,chora ibrahin,mas saiba que o libano precisa de vc,o mundo nao pará msmo sendo tao grande o seu fado.
Olha ibrahin eu sei e todos os caras da minha rua sabem que vc esta certo,mas o problema ibrahin e que o mundo anda muito errado.

universo em desencando

Tantas vezes dormi no ceu,
sem ousar sequer tocar uma estrela
e o tempo tantas vezes
se desfez repetindo,

tantas vezes quis acordar no deserto,
muitas vezes sonhei
com o mar
e sem ousar tocar o céu
passei pelo austral dormindo...

Que tudo se desfaça nos outros,
me cansa essa condição
de amar,
esse sorriso de vidro quieto.

Tantas vezes dormi no ceu
e sonhei
com o mar,
muitas vezes quis sr o deserto
ou acordar distante das estrelas...

Meu corpo se cansa de tudo,
nada me consola
dentro dessa janela
eu quero é estar la fora
e

que tudo se desfaça
reste apenas o dia seguinte,
quero sentir sangue em minhas veias

Tantas vezes quis acordar,
sem sequer ousar uma estrela

meu corpo quer perdão
e meu espirito se cansou de ser sempre
o mesmo

tantas vezes minha voz
se desprendeu do som
querendo alcançar o horizonte
e se unificar ao sol,
tantas vezes meu rosto
quis experimentar ser outra cara
e se fez diferente,

ao longe cantavam as estelas
silenciosas dentro da noite
entre os minutos de esquecimento
e as lembranças alegres que nunca tive

Tantas vezes ,
tantas vezes estive no peito de alguem
sem me sentir completo
antas vezes me perdi em cartas de amor,
pedidos de perdão.

O céu parece maior quando
a gente cultiva o medo
de voar...

done luize

Numa tarde vazia de dia algum,
ninguem me ligou,
para não me dizer coisas de amor
e sonhos
perfeitos.

Bem depois anoiteceu
e não chegou,
não bateu na porta
e não entrou

e quis fazer silencio,
mas não podia
fazer,
pois apenas não fazia.

Foi se prendendo nas palavras que não disse,
no silencio que não guardou,
e era tudo
e não era.

Usted

Hay un libro triste,
en mis manos solo las horas.

En mi una soledad
y en todo nada más,

cuerpos lejanos en otras almas,
ojos negros y ciegos,

cuantas veces quice oir su voz,
oir la noche fría en flor.

Pero hoy no se
su presencia es ajena,estas ausente

y mis ojos son una ciudad
soy azul sin su cuerpo
no hay imagen

la soledad es como un cielo
infinito y lejano,
causa olvido mirarlo

En su ausencia
no hay nada,ni hoy
tampoco ahora,solamiente eso,
una estrella.

Hay un libro triste,
las palabras llaman:

marposa...

sueño...

mujer...
y todo es noche constelada
sin luna,solamiente palabras.

En mi la soledad
cuantas veces quice oir su sonrisa

y en todo nada más
pues sin su cuerpo no hay imagem alguma

em todo una palavra:
...

foda-se

Foda-se
sente no pau e acomoda-se

o pesadelo

O pesadelo só começou
cade o meu intestino grosso?
O que você fez com a minha coluna vertebral?

Eu não sei por onde andam minhas pernas
esquartejamento!

O pesadelo só começou

Cadê o meu pau?
Cadê o meu pau?
Cadê meu pau?

O pesadelo
Só começou...

Erro cirurgico
pena capital
crime hediondo...

Overdose!!!

Parafuso na cabeça
machadada na caixa toraxica
problemas no pulmão

Necropsia!

Meu pau...

Cadê meu pau?
o meu pau...

olhos avermelhados
pedaços de tecido cardiaco
Ah!!!

o pesadelo

Só começou...

soco na cara
restos de infeccionados
corrimento

operação abortada

O pesadelo
só começou

Procura-se um penis 23 cm moreno claro
ultima vez que foi visto
na minha cueca

Por favor devolver tbm minha arcada dentaria











Clarissa

Clarissa é uma grande amiga apesar de ter nascido de sete meses
e atualmente no alto de seus 18 anos ter apenas 1,50 de altura

sabe conversar,tem uma boquinha ah...

Clarissa não usa oculos
encherga tudo naturalmente

Amendoeira

Ele sabe que essa estação a amendoeira secará
preso em suas horas
o dia corta a vida dos que ignoram a felicidade

Quando chegar o verão não lembraremos daquele outono
ele estara mais triste
os dias não correm para trás

Canção do montanhez

Chorando no porto
ele vê no fundo de cada copo
um pouco de sua historia

O jasmineiro seca ao ouvir chegar o inverno
assim como dói o peito
daquele que está só

Chorando no caminho
ele vê que já não existe retorno

Não direi o nome dela

Uma coisa é certa
não direi o nome dela nesses versos

Uma coisa é certa eu ja disse o nome dela por aqui

e ela esta em mim
com uma alga marinha
no seio do mar



Una Poetica Mariña

Seus olhos,como explicar me parecem felinos
como explicar tambem me falam do mar
são dois verso infinitos
resumindo a noite e o mar

Seus olhos são uma pequena e simples canção
é querer se afogar
um filme pedindo continuação
seus olhos não são nada ,diante de seu olhar.

Tem em tudo a anunciação
a resposra que quero ter
seu olhar,seus olhos e a amplidão

me banham de angustai ao amanhecer
Embreagam,iluminam me fazem suspirar
é você,são seus olhos que não canso de olhar.

A certeza de Cantar

Essa manhã eu acordei cheio de angustia
pensamentos soltos saiam de mim
ao encontro dela...
E era uma saudade,uma angustia apenas
me tomando a alma
e me cobrindo os olhos.

Essa manhã veio a trsite certeza de cantar-te
pois tudo o que canto
me persegue e trai

ainda sei
e mesmo assim eu cantarei
para que outros
te desejem com eu
para que outro te amem
como eu amei

E assim quem sabe numa noite triste
como aquelas noites que passei no Mexico
o mar me traga alguem
e alem de mim seja você
outros te amarão eu sei
com o amor que eu dei pra você

Ah... meu triste amor
nova ilusão
quis cuidar-me em teus cuidados

Ah meu pequeno amor
como é triste
ter amado...

Sim bem como eu sei
e só sei
que dessa vez
já não há luz no beco
ou canção apaixonada

meu novo e triste amor
é sempre noite
desd o negro em seus olhos

Restou-me a solidão
a certeza de cantar-te

Pois toda beleza
em meus versos
sempre torna-se traição

Vai meu amor
deixa de amar

pois em outros olhos como os teus
hei de encontrar
beleza igual ao mar

Ah... o mar
triste marulho deslocado


segunda-feira, 19 de fevereiro de 2007

Marinha

Me parece tão familiar
como naquele filme antigo
cenas batidas e cliches
até parece ensaiado...

Ah!!!
Tomo um café amargo
acordei tarde...
Essa semana não procurei emprego
essa semana eu te conheci

Escrevi dois textos
reparei na sua fotografia
procurei algum pretexto para usar aquele numero que você me passou

Essa semana não fiz muita coisa
mesmo assim te conheci
e como foi bom
espero que seja sempre assim

Como Fidel em Cuba
a recordação do muro em Berlim oriental

Só acordei bem tarde
não fiz sequer a barba
e consegui amigos
mesmo sem sorrir

E naquela quinta conheci tanta gente
e mesmo assim
so importa quem eu vi

e era você

De onde vem

Quem sou agora depois de seus olhos negros?
Não vê com que loucura guio minhas horas
na questão de um só motivo
Reencontra-la

seus olhos de agua e noite
sua boca de açucar e poesia
ah...

ela chegou assim
marinha
como quem vem do mar
e azul o dia

linda sentada na escada,querendo conversar

hoje eu acordei de um sonho bom...
Não queria acordar
onde posso achar o ponto de ressonhar
uma visão tão linda

E ela veio e linda
parecia o mar
sentada na escada querendo conversar...

Seria um sonho bom?

Ela veio e linda:
quantos anos vc tem?

Ela veio e Santa:
quer conversar?

Parecia o mar
o sonho que eu me acordei
qual o ponto para se ressonhar?

Seus olhos negros só percebi
depois de acordar!!!

De onde vem
esse sonho bom
esse sonho bom
sonho bom...







A sua beleza

Cairia na mesma rede
se dissese
que seus olhos são duas torres alumiando
dentro da noite,
as horas custosas desde agora?

Se ao percebe-la notei seus olhos bem antes dos meus
e a precisão
de seus detalhes,
peça por peça de sua roupa
despiu-se ante minha imaginação febril.

Tens a beleza das coisas marinhas
e como as bordas da maré
assim é tua pele
branca,macia e misteriosa.
Certamente é linda
como é simples sua beleza
sua palavra,voz e sorriso

é simples a sua beleza
como um copo de leite
ou uma noite quieta e escura
uma noite quieta e escura
repousando em horas macias.

Tens a leveza das coisas do mar
como duas noites cortejando o silencio e o sorriso.
Cairia nessa rede
e então não direi...

Como me dói sonhar
saber de toda a dor
supor um periodo
imaginar e imaginar,
cair em suas redes azuis
e ser olvidado como um peixe.

Tens a beleza das coisas marinhas
corpo suave como uma praia
e salgado como a maré

és certamente magico o seu tempo
luminosa sua presença
essencia de jasmim
e açucena,
sorriso de silencio e açucar
assim a suponho,

minima como estrela
e intrigante coo o mar.

Tens a beleza das coisas
Marina...

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2007

Velho bairro

Não existe uma razão concreta ou mesmo uma mentira eficaz
salvação é uma palavra
usada para muitas coisas
salvação é uma otima palavra se quiser enganar.

Imagine um mundo destruido
caido e desfeito
em brasa e fogo ardente
um vocabulario seleto
recheado e alicerçado em mentira e injustiça

Homem branco
homem branco
e seus truques civilizados
armadilhas da mente
jogos complexos em uma guerra absurda e azul

Cultura de paz é um disfarse para calunias amenas
Atravesse a rua homem
cuspo em suas ideias e bandeira
cuspo em sua fé
pois é apenas crença imoral
e contraria á tudo o que é minha patria

Se mesmo deus e o diabo se dessem as mãos
e na esquina da historia o destino acendesse um cigarro
com certeza iriamos beber um pouco até chegar a morte

Não exite uma razão concreta
perdão é uma desculpa para o crime
desculpas não representam uma solução
nada apaga um erro
o tempo quando cura deixa cicatrizes
como uma metafora para o rancor
Perdão é só uma ferramenta para calar os tolos
eu sei muito bem
certamente existem mandamentos que não estão na biblia
ou qualquer livro santo
certamente existem homens santos mais imundos que a prostituta da babilonia
Não existe algo mais confiavel que desconfiar
homem branco
branco e evangelico

Um mundo de dor e loucura
universo torpe de valor e poder
cuspo em sua fé
não pegue o mesmo trem que eu
odeio saber que existem
Roubando meu emprego
invadindo meu bairro
Um mundo de dor e loucura
quero leva-los para um Campo
de tormento e aflição

Invadindo meu bairro
suas crianças tomando a escola de nossas crianças
duas palavrinhas:
Campo de concentração,
duas palavrinhas:
trabalho forçado.
Lagrimas e dor,mentira e podridão
mercadores da fé
mercadores da fé
cuspo em sua fé
tenho odio do que fazem com minha nação

Precisamos nos encontrarmos numa noite dessas
eu,vocês,meus amigos do antigo bairro
precisamos nos encontrar
e conversarmos um pouco
sobre por o lixo para fora
conversar um pouco
sobre devolverem nossas casas
e campos de concentração

Não peguem o mesmo trem que nós
somos do velho bairro
usamos barba e gostamos de vladmr illitch ulianov
Não apareçam em nossas portas nos feriados
odiamos suas caras de verme e suas conversas de parasitas

Uma ideia desapareçam de nossa Terra
lixo!
Lixo religioso e moral!!!
Trabalho-forçado
mil anos de sua dor e extinção
cem mil anos gloria e poder a nós

O ultimo apogeu
dos novos o maior
Somos do velho bairro
somos negros
somos brancos
italianos,alemães e portugueses
judeus,espanhois e russos
bulgaros,nordestinos
somos todos brasileiros

Come back human-trash!
human-trash is the protestant nation!

Naõ peguem o mesmo vagão
ou o mesmo trem que nós do velho bairro
com nossos empregos e casas em nosso bairro
e cidade,país e mundo
certamente se nos encontrarmos iremos conversar um pouco
sobre como vocês gostariam de ir para o inferno
devolvam nossos empregos
devolvam as cadeiras nas assembleias e no senado!!!
Sua existencia é uma mancha na humanidade
cuspo em sua fé amaldiçoada
cuspo em cada um de vocês vermes

Vocês que estilhaçaram o espelho da verdade
retalharemos a face de suas crianças com os pedaços de terror
devolvam nossa nação
saiam de nossas terras
Se algum dia
em minha janela chegar escalante o fim
recorda ainda um ultimo olhar
dedica ainda um derradeiro instante

Porem se um espinho me atravessar os ossos
chegando a alma
envenenando o peito
Saiba triste criança de mesu sonhos
que morri por sonha-la
entre meus palidos labios
envolta em minha febre de amor

Mas se algum dia á mesavisita-la a solidão
Saibais sou eu em outros trajes
que um peito como o teu
foi meu lar e abrigo em vida
e agora o quero com tumulo e santuario



Recadinho

Oi tudo bem?
Como vai?
Que horas são?
Nossa tá calor hoje não é mesmo?

Ah...No meu tempo o temo custava passar.
Essa linha de onibus é demora.

Corre!Corre!
Pega fila
compra o livro
assista a TV.

Não!Não!

Olha duas vezes antes de atravessar.

Cadê sua namorada?
Que linda sua calça jeans
Onde você comprou?

Roubei!
Roubei!

Cadê seu pai
Onde está seu irmão

Não!Não!

Onde você foi nas ferias
Que livro você leu ano passado

Foda-se
Foda-se

Minha namorada morreu
Minha namorada fugiu
Ela menstruada
Minha namorada com colicas
Ah!!!

Foda-se
Foda-se

Cadê você
Cadê todo mundo

Foda-se
Foda-se

O pesadelo só começou...

Minha perna esquerda
e o meu tornozelo
Pedaços de carne humana

Não!Não!

Filha da puta
Vai tomar no cú

Foda-se
Foda-se

O pesadelo só começou...

Cadê sua namorada
Morreu
Foda-se
Foda-se

Perdeu as pernas
Foda-se
Perdeu o emprego
Foda-se

Conselho:

Vai tomar no cú

Sala vazia

Tem sido dificil encontra-la
tem sido impossivel andar
Ah...
Passei a tarde inteira dormindo
fiquei a noite toda na rua
bebi duas garrafas de rum
perdi quase R$50.00

e ninguem vai me olhar
e ninguem vai me amar

Dois anos fora dessa cidade
quase um ano distante desse país
e nada mudou tanto
nada mudou tanto
eu me acostumei a ver as coisas como elas eram
quando eu sei
que dói menos enchegar como elas são

Meu carro!

Chuvia quando fui
choveu quando cheguei
e eu sei
que sempre vai chover
é sempre noite dentro da sala vazia

segunda-feira, 12 de fevereiro de 2007

Copacabana(Ferreira Gullar)


Sem qualquer esperança
detenho-me diante de uma vitrina de bolsas
na Avenida Nossa Senhora de Copacabana, domingo,
enquanto o crepúsculo se desata sobre o bairro.

Sem qualquer esperança,
te espero.
Na multidão que vai e vem
entra e sai dos bares e cinemas
surge teu rosto e some
num vislumbre
e o coração dispara.
Te vejo no restaurante
na fila do cinema, de azul
diriges um automóvel, a pé
cruzas a rua
miragem
que finalmente se desintegra coma a tarde acima dos edifícios
e se esvai nas nuvens.

A cidade é grande
tem quatro milhões de habitantes e tu és uma só.
Em algum lugar estás a esta hora, parada ou andando,
talvez na rua ao lado, talvez na praia
talvez converses num bar distante
ou no terraço desse edifício em frente,
talvez estejas vindo ao meu encontro, sem o saberes,
misturada às pessoas que vejo ao longo sa Avenida.
Mas que esperança! Tenho
uma chance em quatro milhões.
Ah, se ao menos fosses mil disseminada pela cidade.

A noite se ergue comercial
nas constelações da avenida.
Sem qualquer esperança
continuo
e meu coração vai repetindo teu nome
abafado pelo barulho dos motores
solto ao fumo da gasolina queimada

Vestibular

Paulo Roberto Parreiras
desapareceu de casa
trajava calças cinza e camisa branca
e tinha dezesseis anos.
Parecia com teu filho,teu irmão,
teu sobrinho,parecia
com o filho do vizinho
mas não era.Era Paulo
Roberto Parreiras
que não passou no vestibular

Recebeu a notícia quinta-feira à tarde,
ficou triste
e sumiu.
De vergonha?De raiva?
Paulo Roberto estudou
dura duramente
durante os últimos meses.
Deixou de lado os discos,
o cinema,
até a namoradinha ficou sem vê-lo.
Nem soube do carnaval.
Se ele fez bem ou mal
não sei:queria
passar no vestibular.
Não passou.Não basta
estudar?

Paulo Roberto Parreira
a quem nunca vi mais gordo,
onde quer que você esteja
fique certo
de que estamos do seu lado.
Sei que isso é muito pouco
para quem estudou tanto
e não foi classificado(pois não há mais
excedentes),mas
é o que lhe posso oferecer:minha palavra
de amigo
desconhecido.
Nessa mesma quinta-feira
em Nova York morreu
um menino de treze anos que tomava entorpecentes.
em S.Paulo,outro garoto
foi preso roubando carros.
E há muitos que somem
ou surgem como cometas ardendo em sangue,nestas noites,
nestas tardes,
nesses dias amargos.

Não sei pra onde você foi
nem o que pretende fazer
nem posso dizer que volte
para casa,
estude(mais?) e tente outra vez.
Não tenho nenhum poder,
nada posso assegurar.
Tudo que posso dizer-lhe
é que a gente não foge
da vida,
é que não adianta fugir.
Nem adianta endoidar.
Tudo o que posso dizer-lhe
é que você tem o direito de estudar.
É justa sua revolta:
seu outro vestibular.

(FERREIRA GULLAR)

o maior poeta brasileiro ainda vivo
e que viverá ainda mais

Poema de Pablo Neruda


Eu te nomeei rainha.
Existem mais altas que tu, mais altas
Mais puras que tu, mais puras
Mais belas que tu, mais belas

Mas tu és rainha.

Quando vais pelas ruas, ninguém te reconhece
ninguém vê a coroa de cristal, ninguém vê
o tapete de ouro vermelho que pisas por onde passas,
o tapete que não existe.

Apenas surges,
cantam todos os rios d
a minha alma, as campanas estremecem o céu e
um hino enche o mundo.

Somente tu e eu
Somente tu e eu, amor meu, o escutamos
(NERUDA)


Postei essa poesia porque começo a acreditar que estou gostando de alguem e é novamente a mesma pessoa,são sonhos recorrentes,lembranças que sempre retornam,habitos e trejeitos em desconhecidas que a lembram.Ah...Eu havia prometido não me deixar assim novamente e eis me aqui novamente dessa maneira.Bobagem dizer seu nome se mesmo a lembrança dela me faz suspirar,talvez seja um refugio ou eu esteja procurando uma brecha no espaço-tempo para reviver um lindo periodo.
Dois mil e cinco aquele foi o meu ano talvez o de muita gente,mas certamente foi o meu tambem
adoraria voltar e viver apenas naquele ano.As manifestações,os conflitos e os debates,o novo emprego,as meninas do centro, o movimento estudantil,viagens,viagens,viagens e viagens
Conhecer o Paraguay,fazer amigos e inimigos,desfazer a historia e guiar os fatos pelas mãos
Acho que estou apaixonado novamente.Se eu estiver não será novamente,será apenas mais uma vez.






É preciso sonhar mas com a condição de crer em nosso sonho, de observar com atenção a vida real, de confrontar a observação com nosso sonho, de realizar escrupulosamente nossas fantasias. Sonhos, acredite neles.

sexta-feira, 9 de fevereiro de 2007



Yo escuchaba chapotearen el barco
lospies descalzos
y presentia los rostros
anochecidos de hambre

mi corazon fue un pendulo
entre ella y la calle

No sé con que fuerza me libré
de sus ojos,me zafé de sus brazos
Ella quedó nublando de lagrimas
su angustiatras de la lluvia y e cristal

quarta-feira, 7 de fevereiro de 2007

Homenagem aos trabalhadores

Grandiosa massa popular
entre os esquecidos todos os dias
em vagões de trem
onibus
indo e vindo
trabalhadores!
Liberdade,paz e pão
viva a festa popular do socialismo!
Grandioso Marx
entre suas ideias o signo da esperança
Óh camaradas!
Óh grandiosos camaradas!
Lenin!Stalin e Mao!
entre seus olhos repousam nossa esperança
nossa imagem e exemplo

Salve a grandiosa massa popular
viva a festa socialista
dos trabalhadores do mundo

Salve
Salve
Marx e Engels

Salve
Salve

Lenin e Mao

Salve
Salve

Óh camarada Stalin!

Mãos proletarias

São mãos tristes
nelas cabem o mundo
porque o mundo assim
essa mãos fizeram o mesmo mundo
que essas mãos renegam.
Assim o mundo é imenso
metros e kilometros o traçam
latitudes e longitudes
fronteiras delimitam povos
dividindo sonhos e esperanças,
mas a fome
essa é uma medida certeira
e tambem o descaso
não costuma falhar,
dez fomes mataram Luiz
assim como cincos anos de descaso
apagaram os sonhos de Artur
até ele deixar mulher e filhos e ir embora no tempo e na vida.
Assim muitas mãos construiram um mundo para poucos
Assim muitas mãos não servem para esse mundo
Medi um lavrador por sua esperança
ele havia nascido gigante
e aos poucos tornou-se pequeno e fragil
Essas mãos caladas pela cidade
são edificios,são automoveis,são viadutos
escolas e ruas
avenidas
centros comerciais
Essas mãos constroem um mundo enorme
são prestativas ao contruir o templo de seus opressores

Absinto


Ainda sinto o ultimo trago
noite fria e comum
Ainda lembro da ultima festa
festa triste e verde
Óh absinto
doce e leve fada verde
é ainda minha unica fuga
tuas doses são de leveza e esquecimento

O vapor dos cigarros baratos
A luz baixa dos quartos do centro
a voz dissimulada das meninas dos tempos loucura e poesia
Óh absinto beija-me com tuas feições
pois nada tenho que não queira ver findar-se

Absinto...

Brinda-me ofertando
com viagens nessa mente
quarto nebulos,neblina espessa de sombras e sussuros.
Não quero mais que uma noite o resto deixo para os outros quero apenas essa noite o todo me cansaria


Não quero mais que o convite dessa taça ou o beijo dessa garrafa,

Quero partir
e se nessa terra existe alma alguma
que unir-se a minha alma desejou um dia
maldiga esse infame desejo
que é improprio amar loucos

Absinto!Sim uma dose apenas
pelas asas dessa fada verde
entre os olhos de uma qualquer bastarda

Digo adeus e me canso de andar e ler
me canso de em vão navegar entre ideias insolidas
paixões,mulheres baratas,amores vulgares
distancia...Poesia silenciosa,calma e dolorosa
Meus olhos se cansaram de ver dias que chegam
para se deixarem parir sem novidade alguma

Adeus e apenas adeus
saudade alguma levarei
e a unica tristeza é não ter partido antes

Beija-me essa ultima noite
que meus labios adentrem o ultimo cenário com embreaguês e loucura
com embreaguês pois esta é a unica virtude necessaria aos poetas



segunda-feira, 5 de fevereiro de 2007

Palhaço azul autor:Pablo Ruy Picasso

Naufragio

No meio da noite triste
me desfaço
Mares
portos e amores
Palavras de sal e saudade
um amor apenas
outro amor então

Triste mulher de cada porto
canções e mar
naufragio e glória
lendas de amor
bravura
e
honra

Triste é a vida do marinheiro
triste é o repouso em vida
navegar
mesmo quando
é loucura
pois o mar é sua casa familia e amor

Triste amor
porto
mulheres
e
sal
saudade
então
saudade apenas
assim é a vida no mar

Luar

Poema para contar um pouco sobre como te vi pela primeira vez


Era uma manhã fria
as horas corriam mansas na tempestade de vozes
e ali estavamos
era ela
era ela
sorriso timido na boca pequena
olhar magico naqueles olhos agudos

Cartazes e fotos
audio e cor
manhã de inverno
timidez de concreto e luz
face azul de nossos tempos de ação

Era ela ali panfletos na mão
ideais convulsos
ideias apaixonantes
era ela
Era ela ali
e quando eu tirei os lhos dela
não mais a vi

E talvez ela tenha partido
só porque ao me perceber olhando
eu sorri.

Adeus


Chegou para todos
conos não poderia ser diferente
meu unico amor
é hora
de dizer adeus
e a eternidade é isso uma maré
nos tragando para um oceano infinito
Seus olhos se desfazendo em lagrimas
minhas mãos
frias perdendo a força

Então é assim
uma vida inteira imagiando
a natureza desses jogo
e o proposito dessa partida
mas não existem respostas reais
para uma vida

Enfim chegamos
Adeus
esse é de todos
os males
aquele que nos une
todos num só rebanho de crianças
Adeus
Adeus meu amor...



Seu retrato

Temos uma noite simples
fria e silenciosa
de seu quarto escuro
pela janela triste
apenas a fumaça de seu cigarro
triste recordar nossa gloria

Um sorriso simples
rosto que me cala os olhos
assim é você
Sua voz
ah...sua voz pequena e apagada
veja onde chegamos...

pensar num mundo inteiro
e sequer te dei um lar

tempos dificieis
a dor é uma eternidade
gole seco de um vinho barato

a felicidade é mesmo uma planta sem semente
soprada pelo vento
até uma rua desconhecida e fechada

Olhe para mim
é doce saber que você me espera em alguma estação
saber que envelhecerei ao seu lado
minha doce
por toda a vida
toda a existencia desde agora
entre os dias miseraveis e as noites frias
olhe para mim...

Triste noite

Triste noite
pedaço calado de meu espirito
eramos eu
eramos você
e agora o que somos?

Certamente
cabeça cheia de ideias
bolsos vazios

Tivemos o inicio triste
olhares apagados se cruzando
na dor e no desejo

Fugiamos de nós um no outro
Amor essa noite azul
azul como a cidade triste
o ultimo trem parte da estação resta lembrar
que em noites azuis como essas
fomos um do outro

Basta lembrar que em noites como essas
o céu da noite fria era ainda maior
mas tinhamos um ao outro para aquecer
Onde estão seus olhos
sigo perguntando

O absinto e a antiga canção francesa
Doce saudade
fico na estação
e onde repousam seus olhos verdes
como o mar
ou o absinto

adeus amor
adeus amor