Aos comentaristas


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domingo, 30 de dezembro de 2007

Noite dos Cristais (1939)

Antes de ti
eu era como o operário azul
que ergue tristes patamares pesados
e segue
por caminhos obsoletos e
constrói salas vazias
onde seu nome amor ecoa
em ritmos vermelhos

Antes de ti
era apenas o dia,
mas haviam os caracóis e a praia se esvaia
contemplando a estrela solitária
que vagava pelo céu de nuvens e duvidas

antes de ti
corriam as horas para a noite
de sal e mármore

corríamos exaustos pelas ruas da existência
e sentíamos o absoluto
prazer,
dentro da noite e
pelo silencio da chuva,
havia a certeza de pertencer
antes mesmo de existir

antes de ti
foi antes da primavera
as cercas voavam pelos barcos de açúcar

e letreiros coloriam em neon
papeis e anúncios
tudo que não havia antes de ti

mesas se perdiam na agua
e gente era apenas o coletivo de qualquer especie.

antes de ti
o carnaval era apenas euforia
mas hoje sou bloco
e repito seu nome em refrão

Antes de ti as falas se confundiam
pelas palavras que nasciam
eu sequer existia

cada ritmo era marcado pelo sentido da destruição continua
e não havia desejo antes de ti,
existia apenas marchas copiosas sem razão e por ninguém

Eu era ante de ti
o folião cortês e repetia passos vagos
pois as ruas não importavam
nem havia um motivo para esperar em janelas

Antes de mim,não houve antes de mim
pois antes e ti
não é antes
é não apenas

as igrejas celebravam missas tristes
e o infinito parecia pouco,
o infinito começava a ensaiar sua beleza
por inveja de ti

Antes das ruas
as casas eram como sinos a badalar
sem reclame
e as mães procuravam suas filhas
ocultas,dentro
de suas almas entediadas

antes de ti
náufragos não sentiam em se perder
e longe era qualquer lugar,
não havia saudade apenas ausência e vazio

e chorávamos o destino improvisado
que combinavam em gabinetes amarelos,
alem da praia

a lagoa se despedia do dia
avida por uma noite fria e compacta

os estádios se despiam da emoção
como se deixassem
entrar em cena o cantor calado
ou a poesia recortada e velha

não haviam olhos atentos
e sempre o sono
ocupava a lista dos renegados

Antes de ti
as festas se perdiam
e eu preteria a ultima dança

Luzes se apagavam no xadrez de sua roupa
e a cor perdia
sua tonalidade
as estações pegavam o trem erado

nuvens embaçavam o olhar
e não era o novo
eram apenas os dias se repetindo

Antes de ti
eu chamava cada estrela por seu nome
enquanto a lua se distraia.

Eu pensava no futuro e sonhava
com o passeio
pelo sol
em outras cidades.

Fenestra

Estou subindo até sua janela
desligue a vida
esqueça os compromissos
seremos hospedes da noite

e essa noite
seu quarto é onde
o mundo espera,
nos meus bolsos
aqueles bons
e
velhos amigos com a mesma loucura

Estou subindo ate a luz
talvez eu caia
nos jardins
ou faça outra rota
até seus braços,

todas as janelas são iguais

todas as casas são vazias
as mesmas conversas
sorrisos parecidos

nos meus bolsos
aqueles bons e velhos
amigos
e sua mesma loucura

Estou subindo pareces
eplas escadas
até onde a luz chega á janela

sou a esfera
amigo de amigos
seu mundo é o quarto
nos meus bolsos
onde a noite espera

faça outra rota
até seus braços,
todas as janelas

distantes,
todos os quartos
distantes
todas as casas
distantes,
o mundo espera
distante,
desligue a vida
distante,
esqueça os compromissos
distantes,
hospedes na noite
distantes,
meus bolsos
distantes,
bons e velhos amigos
distantes,
até a luz
distante,
nos jardins
distante,
sorrisos parecidos
distantes...

a incerteza é uma casa
de varias janelas,
o vento nunca chega até a varanda

Estou subindo até sua janela
seu quarto é onde
o mundo espera

hospedes na noite
todas as janelas se parecem
em cada parede
uma luz
um jardim
outras casas vazias
e sorrisos vazios,

se eu fosse embora
se eu fosse a porta
ou
a janela
ou
a luz
ou os
hospedes da noite
na distancia do bolso .

Estou subindo até sua janela
o mundo espera
talvez eu caia,
faça outra rota
até seus braços,
até o jardim
e a luz pelas paredes.

Uma vida inteira pelas janelas até sua janela
entre outras janelas,
outras
outras janelas,

as estações correm
e não somos apenas fase
não somos as janelas
nem meros espaços que se deslocam
pela sua percepção temporal
da realidade.

Voce é o sorriso na janela
naquela semana de outtubro
quando chovia no mundo todo
e a noite se estendia
para não acabar.
Eu sou a esperança infantil
perdido num mundo aparte
entre o que é velho
e o que permanece vivo.

Estou subindo até sua janela
cada tijolo
cada janela
andar por andar
andar por
andar

lares vazios
vazios vazios
lares vazios

apenas vazios
apenas
apenas
apenas
vazios vazios vazios

vozes apagadas
sorrisos similares

Estou distante
distante
nos meus bolsos

hospedes da noite
seu quarto,
em seu quarto
dentro da noite.

O vento empurra melancolico
os pedaços envelhecidos
pela pratica comum
e vazia de outras janelas

os carros trafegam
comodos
comuns e sobrios
seus farois acordam
seus farois insistem

estou subindo até sua janela
no tempo
no espaço
na noite
até seu quarto
pela janela
andar por andar
andar
por andar
eu subo
eu sei
até
seu quarto
pelas janelas iguais
janelas olhares janelas comuns de lares iguais,lares comuns.lares parecidos,lares similares

segue o tempo n'outro rumo
aporta em outra embarcação
o sorriso do espaço no espaço de um sorriso
aminha subida ate sua janela

o jardim e
a queda
o quarto e o mundo

a vida
a mão
a mãe e o pai

sono para todo o predio
o predio parado
a luz desligada

esquece o compromisso
desliga-se da vida

tudo em seu quarto espera

onde o mundo todo segue

e as vidas dormem
sonhando normalidade

Enquanto seguem as horas
o tempo
n'outro rumo
vai...

Os bolsos distantes
da sua janela
a vida
a mão
o mundo
no mundo espera

voce é o sorriso
pelas escadas ate seu quarto
as luzes no jardim não me alcançam

pelas paredes que escalo
o jardim
e a queda
a queda em minha busca
a queda é minha busca

a busca é uma janela
a janela é vazia
sorriso vazios
moralmente aceitos
a janela e o olhar

o olhar é apenas visão

a visão apenas sonho

sonhos apenas tempo
tempo só espaço
que a luz não alcança
adiante da luz
os olhos
alem dos olhos
a visão.

Pelas esquinas umidas dialogam os bares
mesa por mesa
mesa e assunto
como numa teia
se estendem e vão.

sua janela onde sempre esteve
(falta apenas encontrar)

A esperança como mundo

sonho sem me acordar

até sua janela
seu quarto
é o mundo

essa noite dentro da noite
cai

meu olhar
olha adiante
bem distante segue
mais adiante ainda vou

sem moral
apenas sentimento,
sua janela,
os corpos
e todo o sabor...

Estou subindo até sua janela
ate sua(...)
estou subindo

janela-janela
sua(...)
sua(...)
subindo até...

até a luz
onde o mundo espera
onde quarto espera
até sua janela
sigo e subo e caio
e grito e canto
sua janela
seu quarto
é meu bolso
e onde quero estar

Sentimentos antigos hoje apenas são saudade

Nossa foi a mais de dois anos,vim perceber esses dias numa dessas conversas de bar,sim mais de dois anos e muita coisa aconteceu desde ali,naquela terça nublada e fria.Foi num setembro no centro da cidade,no centro de Santo André quero dizer,pela manhã ela ia para seu trabalho de meio espediente e eu apenas vagabundeava pelo centro,ela me olhou bem dentro,o sinal tocou naquela escola famosa e nos beijamos,ela não estava ali,ela dizia que não estava inteira ali e talvez nunca estivessemos realmente ali,dise que seria melhor parar por ali e paramos,era uma terça feira de um setembro chuvoso e frio,marcava 15ºgraus o termometro do transito.Eu lembro da primeira vez que nos vimos,sim me lembro de uma forma espantosa,lembro que naquele tempo eu militava no PCdoB,recebia R$300,00 por semana e bebia a maior parte com os amigos,lembro que estava voltando para casa depois de um bom periodo morando com amigos na capital,foi o ano que fui ao Mexico,lembro daquele 2005 ate ali eu lembro com muitas falhas,mas ali naquele abril louco de manifestações,abril de voltar para casa e voltar para minha antiga escola,ali naquele abril eu a conheci,eu ali no carro de som disputando microfone com uma duzia de organizações trotskistas,ela entre suas amigas,sede,sim eu sentia sede de agua,talvez pelas duas noites sem dormir preparando a manifestação,talvez tambem pelos excessos na vodka e no rum que eu cometia com certa frequencia,só sei e lembro muito bem que naquele dia,naquele abril eu a conheci da seguinte maneira,pedi de brincadeira que alguma garota me trouxesse agua,algumas me trouxeram,uma dessas era ela e eu já havia visto ela de algum tempo, peguei sua agua,e falei que tambem adoraria o telefone daquela agua,ai...ai...ai...lembro de seu rostinho branco corando de um vermelho copioso e os olhos verdes protegidos pelo oculos iam me seguindo,iam dançando com os meus depois disso e durante a manifestação,num momento ela desaparece,mais adiante um amigo me vem rindo e diz que tem algo bem interessante para me contar depois,ah...Sim ele havia conseguido com as amigas dela seu telefone,não liguei ,sou na verdade um falso extrovertido isso é fato,não liguei mesmo e provavelmente não haveria nada entre nós fosse apenas aqueles numeros que eram seu telefone.Assim meio de relance entre um contato e outro,entre amigos e conhecidos,soube que haveria eleição do gremio em sua escola,sim para mim era apenas eleição do gremio de uma escola depois com sua visão ali em uniforme como no primeiro dia que a vi que me passou,sim era a escola dela,conversamos um pouco ,fui ajudar a organizar as eleições,naquele periodo eu era secretario geral da Upes e o homem da imprensa do movimento estudantil secundarista,soube por ela que ela faria parte de uma chapa que concorreria,conversamos muito,dei dicas,via em cada historianha que eu contava sobre o Mexico,sobre as minhas viagens pelo Brasil,seus olhinhos verdes brilharem,ela corar ao movimentar me para demonstrar com pantominias algum fato ou tamanho de algo,tudo ali para ela se mostrava espantoso.No final da conversa eu olhei bem para ela e disse voce via ganhar minha pequena,voce vai ganhar eu ainda repetia,saindo da sala acendendo meu cigarro.
Sim os dias se seguiram daquela eleição,no correr do tempo enquanto cabulava aulas para executar tal feito,tambem terminava meu primeiro namoro,Liz voltava para o Paraguay depois de muito tempo,terminando assim nosso namoro-doutrina.Eu via Tata todos os dias quase e aquilo que num primeiro momento eu pensava ser aventura,aventura apenas,algo muito comum para meus amigos e talvez em algum momento fosse para mim,mas que no entanto eu encarava com certo desprezo e desaconselho,poderia ser aventura afinal tantos de meus amigos que assim como eu na minha idade e correndo por ai,viveram talvez fosse inevitavel e eu encarava como minha provavel aventura,não era os dias foram comprovando que não era,um dia perto de uma de suas amigas deixei escapar que ir ali era um presente uma vez que podia ver Tata que era linda e merecia ate flores,sim escapou o comentario e me veio como resposta que no lugar de flores ela desejava muito mais bombons e beijos,bombons e beijos,eu estava sem um puto na carteira,cogitei propo-la apenas os beijos,cogitei apenas cogitei,pensei em amigos dinheiro escasso para mim o mais ajuizado,escasso ainda mais para o resto ainda menos ajuizado que um comboio de coyotes,seguiu-se assim ate a apuração das urnas ela havia ganhado e isso foi numa quinta,lembro que acordei numa sexta com meu celular tocando e era ela dizendo da vitoria,nossa parecia que acordar naquela manhã era a extensão de um delirio,ela m convidava para a festa da vitoria ali naquela escola no sabado,fui lembro da roupa calça jean's velha camisa vermelha de manga longa,ela usava uma batinha de detalhes florais cheia de desenhos arabescos,não usava oculos seus olhos irritados pelas lentes de contato,brilho na boca,cabelo preso,nossa não parecia ela,mas ainda sim estava linda, conversamos um bom tempo no patio coberto nos olhavamos,nos olhavamos,nos olhavamos e seguiamos conversando,eu ali ela tambem,ela curiosa com o embrulho de presente,ela pergunta para quem é,faço cena,alias ceninha bem bonachona e pouco convincente ao dizer que era para um amigo numa festa logo mais e tudo,tudo,tudo e etc,era uma caixa de bombons eu disse,ela sorriu dai eu disse que era para ela,ah...sim...é verdade deixem eu me explicar como consegui comprar a caixa d bombons,pois bem liguei para meu velho na sexta depois do telefonema dela e disse que precisava de uma grana emprestada que pagaria na outra semana,o velho depositou uns R$150 mais ou menos,mas enfim voltando de onde paramos,eu disse que os bombons eram para ela,timida,silencio e um sorriso acompanhado de uma pergunta sussurrada,quae para não se ouvir,ouvi e respondi,ela se perguntava quem havia me dito sobre quilo dai eu disse ninguem achava que ela merecia simplesmente,uma vez que depois que a vi pela primeira vez ela não havia saido ainda da minha cabeça e que por mim não havia esforço algum em tira-la.
Encerrada a conversa com a entrega do presente eu ja sem esperança algum disse que iria embora para ver uns amigos,ela pediu para esperar um pouco,para conversarmos mais,aceitei sentamos na escadaria conversamos umas tres horas sobre um monte de coisas,no final disse que já era tarde teria que ir,ela concordou e quando eu me levantava ela encostou a cabeça no meu ombro passou a mão em minha barba e me olhou ao levantar a cabeça,abri a boca para falar qualquer coisa e ela me beijou de leve,assustado recuei,descrente da cena,desci as escadas e vi ela entrando na escola novamente para sua festa de vitoria.No caminho da escola para a estação de trens existe o terminal rodoviario,pois pelo caminho não vi pasei por ele e não percebi,como num sonho transpus aquilo pelo estado que estava por aquilo que havia acontecido,eu sentia seu perfume em minha barba,em minha roupa,nas minhas mãos,assim fui ate o apartamento onde eu morava com uns amigos,extasiado pelo momento descrente do ato,tão logo cheguei liguei para ela,parecia um bobo,eu ria,eu gaguejava,me vissem ali pareceria que encontravam com alguem que descobria pelo amor como me comunicar,depois daquilo começamos a namorar,ate Setembro quando ela me disse aquilo,naquela tarde fria e nublada,para apagar todas as cenas para sair dela,para que ela saisse de mim,foi um longo periodo de tristeza,noites acordado,dias em profundo sono,cigarro atras de cigarro,cervejas,vodka,rum e vinho,alcool em excesso para diminuir a frustração da perda,aqueles meses pareciam anos,tudo o que haviamos passado,estrelava em minha mente febril como sucesso de um filme europeu,verdadeira nouvelle vague existencialista,pensava nela e no que havia feito para tanto,me culpava e não sabia o crime,eu era inocente e me sentenciavam a solidão pelo simples argumento do que eu criava assim só.
O tempo passou sonhos,sonhos,sonhos e sonhos,outras apareceram,outras correram comigo,algumas marcantes,outras insignies mas todas com o desejo de esquece-la totalmente ou de recorda-la com imitações pateticas,ela passou por mim algumas vez eu tenho certeza,como naquele dia que eu passava bebado pela Bela Vista anoite,naquela madrugada pela rua das figueiras enquanto eu bebia com uns velhos amigos,eu a vi algumas vezes ainda,algumas por engano,outras realmente mas quase todas eu criei para me enganar dizendo que superei,as vezes passo pelo bairro que ela morou,as vezes tambem passo pela escola do nosso primeiro beijo e vejo a escadaria ali no mesmo lugar com as mesmas formas.
Sim outras vieram e passaram,hoje eu ainda lembro dela,ainda fico pensando com seria se naquele ano houvessemos pulado aquela terça fria e nublada de setembro,penso como seria,penso se eu seria o que sou,as vezes penso que ter carregado essa dor até saber trabalha-la me fez o que sou para o melhor ou pior,mas ainda sim para o que sou.Reside é claro uma curiosidade e é graças a essa curiosidade que me pus a escrever,pois a pouco menos de um mês enquanto estava tomando um café,me apareceu uma amiga dela,me reconhecendo de leve,dificultada pelos oculos de armação de acetato preto,pela barba bem feita e pelo ar tristonho,talvez tenha me reconhecio apenas pela gargalhada tipica e o caderninho de anotações variadas e é claro pelo papo estranho com o garçom,bem ela chegou me comprimentou eu a reconheci não disse nada dai ela veio logo puxando assunto e tudo mais,dai soltei meu nome e ela logo lembrou dai disse que a Tata estava sozinha e um tempo atras tinha perguntado por mim para alguns amigos em comum,eles nada souberam responder,ela havia se mudado,não atendia meus telefones e eu tambem havia mudado não de casa,nome ou endereço,mas de espirito eu pensei comigo,sorri e passei qualquer telefone,dei meu e-mail enfim tão logo se encontrassem ela passaria a Tata,pois bem ate hoje nada e sabe é melhor assim,nada e nada,deixei para o passado essa pagina,que é bom só recordar,hoje eu sou outro e ela possivelmente tambem eu torço,tenho uma dezena de amigos novos,mantenho contato com alguns amigos antigos,mas ainda prefiro comemorar meus aniversarios em butecos baratos com um ou dois amigos de verdade,saio pra festas para conversar e não para dançar,vai ver eu ainda seja o mesmo o tempo é que passou,mas estou feliz por mim e pelas minhas antigas duvidas e pelas minha novas duvidas,tanto já passou e hoje eu sei que se ela me procurar não será a mim que estara buscando e sim um tempo que se foi,não sou antidoto para a areia que passou pela ambulheta.Hoje eu amo outra,hoje eu não tenho pressa de amar,só medo de sofrer e isso eu sei,devo muito ao que ela foi para mim.Assim foram os dias que Tata esteve presente,mesmo depois que ela partiu.E ela sempre estará presente assim como as muitas que amei antes dessa que agora amo,cada uma pagina uma lição para enfim chegar ate Paty.Obrigado Tata por tudo.

sábado, 29 de dezembro de 2007

Breve

Devagar e breve se revela
das lágrimas o sorriso
das lastimas as canções belas
das negações o amor indeciso

do chão se ergue e se põe leve
traz e da raiz confia serena
de todo o rubor da face em neve
todo fulgor lhe derrete nos lábios, plena

Te escondes nos vagões de meu olhar
De onde meus sonhos partem, destinos
despedaçam-se, nos trilhos a vagar
se revelam tardes breves, um amor menino

do horizonte vago da tenra inspiração
cultiva o movimento da altiva lividez
à tépida pressa de seus lábios; crua negação
Afirmo o que sinto no tato discreto em tua tez

Da cor do ruído inebriante e gracioso
Não deixa o sono vivo e pálido rogar
carinhos e desertos em seu rosto formoso
Revelar o amor a distância com breve vagar

sexta-feira, 28 de dezembro de 2007

Atemporal

Vives atemporal, frívolo e disperso
não te emancipas, coração e mente
das místicas obscuras e candentes
no meio imediato e recente
na claridade do mundo em reverso.

Junto ao liberto medo conhecido
Te esqueces do que te supões ser de inato
uno entre as partes fragmetárias do fato:
o que tens não lhe muda os atos.
Isenta-te dos preconceitos e hipocrisias vividos!

Evidência dos falsos olhos da mulher que não te ama
Os grandes amigos que não lhe tiram a venda
Lha retiro, vê além dos horizontes da renda
Não lhe quero magoado, por favor agora compreenda
pois não precisarás lembrar da vida doente e só em uma cama.

segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

Distancio, pois lhe quero !

Na passagem, na busca obscura destes lábios
Em fuga inebriante, doce clamor sombrio
perdi-me há tempos das sofismas e elogios
por beijos distintos, cordiais e sábios

Eu, na companhia do sussurro frio.
ela foi e permanece. em meu furor inefável
Toca-me os sentidos; encanto amável
Me deixaste?!... não lhe firo, distancio

Voltai outra vez para que eu lhe veja
Não só o beijo, mas o ardor que me enseja
Pelo que finjo e não escuto, pois lhe quero

Passaste rente, tal pássaros nos ramos
de flores do campo à meus olhos. Hoje amo
e teus livres doces lábios aos meus espero

sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

ao poeta

O poeta adoeceu

espera-lhe no leito de sua esperança

febril e no frio que ao rosto avança

ela que em seus olhos venceu


O poeta vertical em sua postura

Abstem do medo que por ora perdura

Perde-se na consciência disforme e na farsa


Encontra-se enamorado enquanto desfarsa


nos versos belos do sorriso ordinário

Meu amigo em luta, revolucionário


Peculiar, poeta sem graça, é ela

e tão formosa sua poesia como a estela

no céu dos delirios me abraça


Voltaremos juntos ao país lúcido que existe na embriaguez.

abraço.

domingo, 9 de dezembro de 2007

tendência imperialista

Eu a olho como ao sol da conquista
Como aos frutos tropicais da colônia
ela sempre resiste e despista
E eu, armado em agonia e insônia

Vou com minha farda de estio
Mirar no inverno que em seu esteio
mantem-me distante horas a fio
até poder chegar dolente a teu seio

Tenho todos os versos e palavras de ordem !
sei os hinos, sei e marcho na agua fria
Vejo teu nome nos mapas que explodem
Mandam-me matar e morrer... por ti, eu faria!

Tenho o objetivo na mira da vista
mas que pena.... ainda primo pela liberdade
luto por ela, se descordas luta e insista
Lembre-se de mim querida, amo-te de verdade.

sábado, 8 de dezembro de 2007

Quedas

BALANÇA................ AVENTURA............. CRIANÇA.........

E os Ventos descansam no Horizonte........ -----------


Forte se empurra para frente >>>>>>>>>

A brisa acalanta para trás <<<<<<<<<<<


Fechao olhos e..... leva ao SONHO e.......


CORRIA.................... AMBÍGUO.................... ALFORRIA..............

A terra fumava em poeira

o mato burlava o rastro

Inflamado em sua ambrosia !!

Brotou o silêncio e tropeçava e....


DANÇA......................CIRANDA.......................AVANÇAS...............

Ergue-se atento ao céu e se abeira

No limite da ingenuidade, santo

Tentou se agarrar as nuvens de frutos


Ensaiou.. Fechou os olhos..... Saltou , e....

03/07/04

Delírio...

Uma dor falcão sobrevoa à mim a ceia
Receio. o vento ecoa meu mar que doe semeia
Que chama que resiste que traço que voa
Pássaro desiste doa mor, se não doa

A chuva que cria e o homem que mente
De dia, amante,
sombria, errante;
na noite semente

Quem ouvir do som que dorme
Lembra daquele sol que chama
Queima o mundo disforme
E tira do meu lábio escama

Destroe que a vida avante
rasteja sobre a sombra amarga
Lembrai do grito ofegante
Desperto na marinha sarda

Na pedra que se perde rasa
Na morte que se esconde alheia
No acorde a luz de minha casa
Escuto o canto da sereia

O mármore de alma pura
Perdura sem sofrer maldade
Escreverie na partitura
quietude: morre-me saudade

Falcão que me soa a sorte
Deserto que me impõe guerreiro
Gritai pela janela, forte:
A sereia me beija ventureiro

Sorride meu nome breve
Navego em teu olhar calado
Enfim já com sono leve
Morro cheio de tudo curado
09/01/05

quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

Cia

Cia
cia
cia
cia
cia
cia
cia cia ciacia cia cia
repito seu nome em partes no poema é visivel
que repito seu nome sem suas letras
rpito seu nome
pelo sentido que voce me deu
Cia

Tri

Sim sou o que sou

não eu sou apenas em seus olhos

sou apenas para eles

sou apenas para voce

apenas para o todo

que se uniu em mim em sua busca

ate enfim encontrar em voce

o caminho

que optei para a vida

nada é nada mesmo

e nada é nada mesmo

sou sal

sou pedra e erro

resta saber se ainda sou o que sou

ou se serei voce

Pa

quando ela sorri
sou apenas sorriso
quando ela parte sou em parte o adeus
e outra parte o choro
e outra parte o samba e outra parte
outras partes querem ser ou
ir
com ela

Negativo

Não vou
não
Não
vou
vou
Vou
não não não

Não
Você
Não

quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

Creio-te

Creio em ti
sorriso amarelo assim como em seu vazio
como na covardia que permea nossos rios

Creio-te
Voz rouca . poucas são as vezes que lhe escuto
Creio em tuas lágrimas. Várias já lhe vi de luto.

Creio eu
que me agrada esperar-te em furor
feitio de horror; e poder lhe abraçar com amor

Creio Creio

Sou Homem ! sou tu ! Somos nós....
O credo contra o ato de desistir . Contra tu, vida atroz !

Creia em mim
Reisitirei por sua felicidade
Não resignarei jamais,falo e ajo em verdade.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

Uma antiga amizade

Ela veio depois de muito tempo ela retornou de buenos aires,agora com cabelos maiores mas ainda negros,lisos e curtos,oculos de armação azul e aquela mesma conversa pequena num tom confessional proprio de sua voz infantil,nem consigo mais lembrar quando foi a ultima vez que a vi aqui no brasil.
Eu a encontrei,alias a reencontrei no ultimo sabado,quando eu vagabundeava pelo centro atras de um bar barato e pequeno para conversar com alguns amigos e logo ali naquela rua que não sei o nome,num bar fetido,com uma mesa de bilhar quebrada,eu a vi,demorei um pouco para reconhecer naquela imagem ou o que um dia foi ela,o que ela ainda continua sendo para mim.Mas era ela sim sozinha na compania de alguns antigos amigos que desconheço e na tbm de alguns antigos amigos que temos em comum,cerveja barata,conversa mole,meus olhos não saima dela,e tudo o que ela dizia para mim tomava uma forma fantastica,fantastica como no ultimo verão assim por acaso numa das ruas de buenos aires,ela foi andar um pouco pela manhã e ao comprar numa maquina de cigarros um maço apenas,a maquina lhe ofertou dois,coisas assim como as coisas que costumam ocorrer todos os dias com boa parte das pessoas,mas o fato em centro é que realmente me pareciam fantasticos fatos por exatamente se mostrarem recortes de sua vida distante de meus olhos.
Sentia em tudo o que lea dizia certa saudade,certa ausencia,um vazio levemente carregado as duras penas pela paixão de provar que esta certa,e não foi loucura deixar tudo de lado para viver noutro canto só por outro amor.Ah... Como me faria feliz se ela me confessase abertamente,mesmo que de uma maneira pouco confiavel algum desejo de retornar,tudo então teria outra cor.
No meio da noite o telefone de um amigo toca,surpreso ao atender,sim era para ela a ligação,seu irmão ou algo assim ,alguns minutos depois ela sai,retornando se despede,bebo um pouco,converso ainda um pouco mudamos de bar sem ela,logo depois de algumas cervejas,volto no carro com meus amigos ate a estação de onibus,dentro do carro todos conversam supondo a vida lá nos pampas argentinos,e eu eu apenas imaginava onde continuou sua noite.
Não sei quando ela retornará para a argentina,resta a duvida se seria melhor saber e ignorar ou apenas supor e sonhar que se ela voltou é um ensaio para voltar definitivamente.

sexta-feira, 30 de novembro de 2007

do rosto o retrato

Já não me lembro do rosto de meus amigos
Perco as desesperadas gargalhadas que já permiti me dar
Foje, sem porquê, o assobio do lúcido e nocivo
vou me esquecendo dos " améns " passivos
Vai se agourando à profetisa, a idéia de me acobertar

Protejei-me do morno sono; eliptico, noite breve
Permita o ranger, em palavras, do frio tratante
Com sorte terei um retrato velho para porvir
Do resto que houve, que ouve a fé partir
Com calma revigoro, e revivo todo instante

Ouvi dizer que o instante não vacila
E me lembra que me retomo em inimizade
Qu em caráter se encaminha em toda direção
Apenas detenho-me por ensaiar uma distração
Pois não me lembro de um rosto de verdade.

segunda-feira, 26 de novembro de 2007

Sem graça II

Ele é o melhor cara do mundo
ele leva ela todos os dias ate sua casa
sim ele é o melhor cara do mundo
o melhor cara de toda a terra
desde o dia que ela disse sim
desde o dia que ela o escolheu
desde o dia que ela o viu

Por onde eu estava?
Onde estive?

Não,eu deveria perguntar
onde ela esteve
o que ela fazia?...

Sim...
Onde ela estava
quando estive naquele outono no mexico?
O que fazia
quando eu vi uma tribo inteira no Paraguay
como escravos?
O que ela pensava
naquele verão no ano que fui preso pela primeira vez?
Onde ela estava
todo um simestre
quando eu só desejava alguem para admirar
e me fazer sentir mais humano?
Sim ...
ele é o melhor cara do mundo
ele leva ela todos os dias ate sua casasim ele é o melhor cara do mundo o melhor cara de toda a terra desde o dia que ela disse sim desde o dia que ela o escolheu desde o dia que ela o viu
Não posso dizer outra coisa
não saberia dizer outra frase
nada se resolve
nada se resolve
nada se resolverá
10 anos adiante vidas ganhas
cada um em seus postos
eu em algum lugar distante demais
Resta a certeza
passei
por sua vida
sem ser observado
resta a alegria
de te-la pelo menos conhecido
todos os dias ate o final
todas as noites ate o esperado encontro
apenas esperança
apenas sonhos.
''O amor tem o espaço temporal
de uma noite de sono
no mais
o resto
é dor
e a dor ensina
uma lição sempre muito nova mesmo quando repetitiva.''
eu não durmo desde aquela festa
eu não sonho desde sempre
me ensina
a andar
que eu te protejo pelo caminho
Me diz qualquer coisa
minta e sei lá
alimente ilusões
Não...
Não...
Não...
eu só preciso te ouvir dizer
mesmo que seja
por engano
uma frase batida
desexplicada
algo assim como eu te amo
ele realmente é o melhor car do mundo
e se perguntam de mim
sabem melhor
questionando a seu respeito
voce que apareceu
voce queapenas conheci no fim
Por onde voce esteve todo esse tempo
é improvavel que meus sonhos
a tenham encarcerado
por tanto tempo?
O que fez nas ultimas duas decadas
quero saber o que pensava
quando tomei meu primeiro porre
o que te mexia
no meu periodo
de alcool
e revolta?
Talvez seja apenas como moda
ou chuva
talvez seja apenas sonho
ou besteira
mas de tudo
de tudo que pensei
ultimamente ando pensando ainda mais em voce
mas não em voce agora apenas
mas em tudo que vivia
enquanto nossos mundos
sequer eram reconhecidos com existentes
Sim eu penso em voce todos os dias
mas não todos os dias desde agora
penso em voce e agora sei antes eu já pensava
mesmo antes de nos esbarrarmos
Você é a saudade
das coisas que eu precisava viver
Sem graça
sem graça
sem graça

quinta-feira, 15 de novembro de 2007

Afago

Selvagem é meu afago

Meu todo é sempre vago

Estou triste .... sempre rindo

Minha imagem é corada

Minh'alma namorada

do que insiste em ser lindo !


Meus versos sempre gagos

São quietos feito um lago

de sonhos, estou te ouvindo...

A noite é clareada

a Lua um pouco acanhada

se a ponho de Sol se fingindo.

07/12/2004

Voz hiberna

Uma voz trouxe-me eco e dor distantes!
De suspiros , que os tristes lamentavam o soar;
O fulgor cândido em ária d'antes
Seus alegres sorrisos tiveram que doar

Doaram-me a voz por peitos gritantes
Os suspiros continuam a coroar.
O rasto desta felicidade errante:
Velozes sonhos nos deixam o disolar.

À espera a vida toda, paciente
Fantasias acanham-se, são clementes
A inocência não é , pois, eterna

O ardor que já estivera-me, por tanto
Deixou-me à margem da vereda, encanto
E entristeço. O apreço a voz hiberna.

05/11/2004

Livres Armas

Livres Armas !!!

Clareai-lhes do desterro e do receio
Meus livros estão submersos
Há pesadelos e erros em seu esteio
Poiis silienciai tais versos
Não os veros e belos
Sim os fracos de privados e abstratos elos

Almas Livres !!!!

derrubai desomens protegidos
Escutai seus brios e rugidos
a falecer e dizer :

"Prendei os livres
em seu terror bandido;
Salvemos o que irá perecer"

Mas nós, livres braços !!
Enxergamos no suor dos abraços
Os versos de quem sabe que irá vencer

Biologa

Linda talvez ainda mais linda
apenas linda não sei
ouso dizer
ouso pensar
que não
mas é tão linda

sorriso infantil
doce
simples
e habitual

cheiro
de ervas
perfume do campo
e seus olhos
seus olhos são
lindos
seus olhos
são doces
ao sorrir tambem sorri seu olhar

domingo, 4 de novembro de 2007

Ocupação

Só escreverei um verso
a poesia que o ocupe
só terei uma ideia o resto que se faça na pratica
quero um sorriso
uma maçã
e o beijo doce
a voz maior
e a voz
do silencio
dentro da noite
...para ocupar o peito dos desocupados e rir o riso maior dos esquecidos em seu estado...
Não
existe
logica
nem metrica
é tudo festa
e
revolução na minha poesia
é tudo pomar
nos meus
poemas
Morrerei eu e minha voz
eu e sua voz

mas o verso esse é imortal
O veros é imortal ocupe a poesia dos homens rosa log será inverno e o inverno a poesia ocupará


ocupe
ou culpe
oculte
não
ocupe apenas o que não tiver ocupação

Sem Graça

Ela
não tem
graça
seus olhos
castanhos
sua


boca pequena
Parace tão comum
e tão simples foge aos olhos desatentos

foge aos olhos cansados
pela multidão cansada
de ser só a mesma
...ela ela...
...ela ela...
... ela ela...

Poderia dizer seu nome
nome de açucar
voz de humor infantil
oculos de acetato
pele levement morena
sol
sol
sol

Pelas ruas do centro de uma cidade operaria
ruas iguais como qualquer outras ruas
com pessoas iguais
como quaisquer outras pessoas
como eu confusas ate a proxima manhã
confusas ate o sinal da fabrica
pelo
centro
centro
Ela não tem graça
a cidade
tambem parece não ter
e eu
um entre milhares
dentro das sombras
numa das ruas escuras dentro da noite no neon
iluminando algum bar ou anuncio antigo
com meus tenis surrados
com minha camisa listrada
com meu caderno de versos
e esperança de conversar com a menina sem graça
sem graça
menina
sem graça
menina
menina
sem graça

seu cabelo curto
sua voz
sua
boca
sua alma
nada
nada
pequena e sem graça

... se eu fosse alguns
se eu fosse muitos...

talvez houvesse algum momento
na
praia
na praça

entre um cigarro
e
outros

na praia
na escada
ou
pelas confusões de depois do apito na fabrica

ela não tem graça
ela tem
nome
beleza
olhos castanhos
boca pequena
estatura abaixo do padrão
leveza & inteligencia
ela não tem
graça
e isso fez meu coração cair como grevista e policia militar
como ocupação
com motivo honroso

ela não tem
graça
ela é apenas ela
num lugar
num periodo
que meus olhos precisavam ver
apenas alguem que fosse alguem
sem a pretensão de ser unica
ela não tem graça
mas não procuro rir
quero apenas seu sorriso.

domingo, 28 de outubro de 2007

O velho mexicano

Certa vez um velho em Guadalajara no México me disse algumas palavras,era uma tarde quente e ele sorria enquanto o fumo queimava(estava ali no encontro da OCLAE),me olhando nos olhos disse apontando pacifico para frente com o olhar perdido.A esperança é como a manhã,a quem a espere chegar dormindo,mas existem aqueles despertam e caminhem á noite para alcança-la,digo que sou uma velha vitima dessa insónia benefica ue a minha condição colaborou para até aqui.E ele prosseguiu,a luta é apenas como um circulo.Pode-se começar de qualquer ponto,mas nunca uma vez iniciada,nunca meu jovem gringo,se pode encontrar um fim.Antes da dor a esperança,essa é a arte de se descobrir cada dia consciente,não para variadas opções ,pois a consciência só de deixa uma via,resistir...
Foi assim naquela tarde de 2003 que entre alguns minutos,aquele velho que me pediu um cigarro,me deu como troco um tesouro que eu sempre recordo toda vez que me vejo diante da vida e diante da luta.Aquele velho seu poncho e a fumaça,eu era um jovem conhecendo o mundo saindo de casa e do meu pais pela primeira vez ,agradeço a condição humana por gerar na luta figuras e situações dessa especia,retratos que guardamos sempre,como esse que agora alguns anos depois compartilho com vocês

domingo, 14 de outubro de 2007

Natalhia no Lugar de uma Carta uma Poesia

Nenhum coração partido
apenas meu pulmão ofegante
eu estou disposto a perdoar o mundo
e eu sei que isso pode soar ridiculo

numa casa estranha
onde meus amigos vão para beber
onde suas namoradas vão para conversar
eu vou para ficar sozinho

eu não vou magoar o mundo com a minha dor
nem entristecer o dia com as minhas lagrimas
e eu sei que a minha casa esta distante
num lugar onde eu ainda não sei chegar

Nenhum coração partido
apenas um braço quebrado
eu estou disposto a perdoar a vida
e eu sei o quanto isso pode parecer uma piada

talvez eu saia um pouco
ou seria melhor resolver meus problemas assim
talvez eu apenas siga em frente
eu deveria procurar outro lugar

Eu estou perdoando a vida
que me deu amor
e me disse que era errado amar
quando não se pode ser amado

Queria um pouco de voz
entendo o silencio como descaso
e a solidão fez em tudo,lar
e familia,um lugar onde eu não posso entrar

Nenhuma oração atendida
apenas mais um cara esperando o seu võo
e se parecer uma piada mesmo assim eu digo
estou perdoando a vida e o amor

...talvez eu caia um pouco procurando a perfeição
quem sabe eu só encontre a mim mesmo
onde eu não procurei
e mesmo assim,eu sei vou procurar

me deram o amor
e a vida disse
que se eu amasse tanto
seria pecado se o amor não fosse praticado

e se eu for em busca de mim
talvez eu não encontre o que espero achar
eu não vou magoar o mundo com a minha dor
nem entristecer o dia com as minhas lagrimas

me deram o amor
e a vida disse
e eu sei que a minha casa esta distante
num lugar onde eu ainda não sei chegar

Não vou olhar para tras e chorar onde falhei
melhor mesmo é ficar sozinho
na certeza que eu não devo me desapontar
eu não vou magoar o mundo com a minha dor

Yom Kipour

Eu conheço bem esse caminho
tenho alguns amigos
eu conheço bem essa canção
um garoto judeu e
uma garota linda

Não!Não!Não!

E eu conheço bem essa canção
alguns amigos são amigos
outros apenas gente conhecida

os dias parecem correr
a vida parece uma cena absurda
eu não quero mais sonhar
ou seria eu deveria não ter acordado?

Não!Não!Não!

Pareço bem engraçado
pena que minha vida é mesmo uma piada
longe de todos finjo proximidade
os dias aparecem
para distrair o trabalho
a vida é mesmo uma cena de improviso
ninguem é igual

garotinhos judeus
e suas ilusões ocidentais
elas parecem tão lindas...
elas parecem lindas

...não somos filme teen
voce não vai voltar com ela no final...

Eu conheço bem esse caminho e tenho o bastante para pagar um bom elenco
ninguem vai chorar por você
e seus amigos aqueles que te acompanham
nem eles vão conseguir fazer algo

Talvez não seja voce
talvez seja ela
mas é voce
e e voce sabe

Não!Não!Não!

Eu conheço bem esse caminho
tenho alguns amigos
eu conheço bem essa canção
um garoto judeu e
uma garota linda

E eu conheço bem essa canção
alguns amigos são amigos
outros apenas gente conhecida

ao seu lado a traição
e o desejo
calam o amor
por capricho e vaidade

eu sou o fim da linha
da arvore
e da descendencia

eu sou o garotinho judeu
eu sou o garotinho judeu
eu sou o garotinho judeu
eu sou o garotinho judeu
eu sou o garotinho judeu
eu sou o garotinho judeu
eu sou o garotinho judeu

Não!Não!Não!

eu sou o fim da linha
da arvore
e da descendencia

Eu conheço bem esse caminho
tenho alguns amigos
eu conheço bem essa canção
um garoto judeu e
uma garota linda

Não!Não!Não!

E eu conheço bem essa canção
alguns amigos são amigos
outros apenas gente conhecida

os dias parecem correr
a vida parece uma cena absurda
eu não quero mais sonhar
ou seria eu deveria não ter acordado?

Não!Não!Não!

Pareço bem engraçado
pena que minha vida é mesmo uma piada
longe de todos finjo proximidade
os dias aparecem
para distrair o trabalho
a vida é mesmo uma cena de improviso
ninguem é igual a voce

...se algum dia ela aparecer
talvez ela esteja apenas de passagem
não se engane
eu sou o garotinho judeu
e eu sei
ela entrou por engano...

Não!Não!Não!

Esse é o dia do perdão e voce deveria dar uma chance aos seus vicios
Esse é o dia do perdão e eu perdoarei
meu coração partido...

Terça-feira

Não fui trabalhar quarta
Não fui trabalhar na quinta
na terça vi meu amor com outro cara
durante a semana inteira
me senti o pior cara do mundo

Você vai me ver melhor
se estiver por aqui quando eu voltar
você poderá ser minha
se eu ainda for livre para ser seu escravo

Mas não eu não acredito em amor
eu não acredito no meu país
ainda não encontrei meu lugar
e sei que que vou demorar bem mais que uma temporada no exterior
talvez talvez talvez talvez
e ninguem vai me esperar no aeroporto

eu não vou convida-la para minha festa
e não vou convida-la para minha chegada
sei que eu sofrerei sua ausencia
e me parece comum sofrer a ausencia
sei que tenho alguns amigos
sei que tenho algumas canções
e muitas delas me fazem lembrar você

Não fui trabalhar na quarta
não fui trabalhar na quinta
na terça meu amor beijou outro cara
na quarta não fui ao campus
na quinta bebi no campus
passei a quarta inteira no litoral
dia chuvoso
dia frio
bebi algumas cervejas no litoral
na quinta passei o dia com meu tio
na quinta passei a noite no campus evitando meu amor
amigos que bebem comigo
amigos que me consolam enlouquecendo comigo

eu não tenho o remedio para a dor de sua perda
não tenho um espirito que me conduza para outra realidade

Não vejo anjos no céu
eu tenho uma canção que eu fiz para voce
...e eu só tinha uma canção que havia feito para voce
eu fiz uma canção para voce
fiz uma canção
com seu nome...

todos os dias desde agora
todos os minutos desde aquele tempo
nada é igual
e eu passei o dia com meu tio
e no fim da tarde
ele me disse
...fugir as vezes
é a melhor defesa...

bebi a sexta inteira
eu não queria ver voce chegar em meus pensamentos
distraindo a razão
eu só queria
espantar voce

ninguem vai me amar
ninguem vai me amar
como eu quero amar
e todos os dias
eu levanto de minha cama
eu acendo meu cigarro
e ninguem vai me amar...

todos os dias
sim toda a vida
desde agora
eternamente

voce poderia ficar ali
voce poderia não ter sorrido tanto
e agora sua alegria
me traz um sentimento
que briga com a razão

estou tão baixo
voando junto dos outros
voando junto dos seus planos descartados
sou magico
sou pequeno e fragil agora
e eu tive meus dias
paa chagar ate aquela terça feira

eu não queria a terça-feira
eu não queria essa semana
e a vida
aparece oferecer
exatamente o prato que menos se quer provar

Eu não trabalhei na quarta
eu não trabalhei na quinta
fui a litoral na quarta
na quinta visitei meu tio
e eu não queria ter ido lá naquela terça-feira
eu não queria ter saido naquela noite fria
alcool
e versos ruins
maços de cigarro entupindo meu pulmão
e voce não vai na minha festa
e voce não vai na minha festa
e eu só queria ter alguem que me recebesse com um sorriso
depois da minha festa

quinta-feira, 11 de outubro de 2007

Igor

Meu coração conjuga a vida no passado
como se viver fosse ação
minha poesia cansou de ser vida
e eu não quis saber por mim
sabendo assim pelas ações

A ignorancia é a mais forte anestesia
cada um em seu proprio mundo
longe da dor
que é ser feliz por alguem

Cara certo

Eu não quero ser o cara certo,cabelo penteado,livros na bolsa,musica boa para ouvir.eu quero é ser o cara errado,com discurso ensaiado e mentiras no bolso ou sorrisos forçados,eu não quero mais ser o cara certo,desejar sem pecado,amar incondicionalmente,pensar ou me preocupar com os outros,o ara certo chora,o cara certo perde,o cara certo acaba escrevendo em seu blog que quer ser o cara errado,mas o cara certo não pode ser outro que não o que é,a unica peça que interpreta é um monologo existencial,a mais linda garota não volta da festa com o cara certo,a mais linda garota não vê o cara certo,a a garota mais sensivel se engana pelas mentiras do cara errado,o cara certo espera a prrimavera passar,ele escreve seu nome junto do dela,ele acende um cigarro e conversa sobre o jornal com alguem no onibus,o cara certo é vitima da saudade por isso conjuga os verbos no passado.
Eu não quero ser o cara certo,escrever poesias,mandar flores ou mensagens,quieto num canto imaginando ser o cara errado.eu quero ser o cara errado e voltar para casa com a menina que povoa meus sonhos.

sábado, 6 de outubro de 2007

Entrevista com o poeta rei lagarto

Nossa redação esse sabado entrevistou o poeta Rei Lagarto,ele nos contou um poucode sua vida e entre um copo e outro,nos citou poetas amigos e textos seus ainda ineditos.


É com grande prazer que nós da redação da Agencia subversiva apresentamos a primeira de muitas entrevistas,mas como começo agora fiquem com o admiravel Rei Lagarto.




Julia:De onde voce é?


Rl:Sou de lugares umidos e confortavelmente marginas


(silencio na sala)






Rei Lagarto começa a ler um texto,olha para o teto,começa arabiscar na mesa olha profundamente muda a visão parecendo doce agora e ri para a janela e diz...


Vamos começar...




Rei lagarto:Tudo começou num periodo muito interessante da minha vida(pausa)...




Alaor:Qual o proposito da sua poesia e o que voce vem achando do mundo?




Rei Lagarto(entre risos):Eu fui a frança ano passado,tomei uns cafezinhos bebi bons vinhos e conheci uma galera interessante,eu gosto da poesia com esse sentido,a alegria me soa como uma canção menor diante da vida,acredito num mundo sem espaço para a ordem.quanto a minha poesia venho refletindo muito sobre isso,sobre qual o sentido da minha poesia,cheguei a concluir que enquanto penso sobre isso perco o tempo que eu poderia aproveitar para escrever mais poesia,sim sou um artista criticista!




Hubert:do que se trata o criticismo?




Rei Lagarto: É um movimento ...




(todos olham para o Rei lagarto)




Hubert(vermelho de tanto rir):O que é um artista criticista?




Rei lagarto,ele toma o resto de wiskey no copo olha para o fundo e diz:O critista é como um copo


vazio ou cheio,vazio e cheio.




Ele levanta da mesa acende um cigarro a fumaça nevoa o ambiente ele mexe no cabelo estilo Jonh Wayne,ri para julia e diz:Olha voce ja esteve no deserto do mexico?Talvez não presumo,porem voce precisa estar lá para sentir o mundo inteiro como no inicio,voce é muito bonita e eu puxei assunto apenas para conversar um pouco com voce sondar sua cabeça tentar ver qual sua reação ao ver que a estou sondando...




Alaor: Guerra no iraque o seu livro fala sobre o que necessariamente?




Rei Lagarto:Voce podera responder essa pergunta com mais autoridade que eu caso já o tenha lido.



Hubert:Cara vc esteve ligado ao movimento dos caras amarelas,na retomada da semana de arte ano passado,onde vc assinou um manifesto do deus passaro,certo?Qual a tematica do deus passaro?


Rei lagarto: Não sei...


Todos muito atentos com a calma nos olhos do Rei,ele olha agora para suas botas,rindo bastante como uma criança retruca:Não sei mesmo caras,talvez seja melhor sentir...(Alaor tosse interrompendo a cena de admiração e alheiamento na sala)cuidado com isso cara,apenas os repteis não fazem a diferença hahahaahahaha!!!Estou errado?Vcs tem uma familia?eu fui criado ao mundo quase como um cigano,talvez minha vida seja um pavilhão de anormalidades e isso é arte,não somos seres humanos somos seres criativos,somos novas criaturas rebeledas contra seu criador,anjos sem asas,desfilando pelas ruas frias em bares baratos e sem saude alguma,somos o que repudiamos,somos nossa maldição...


Alaor:Nos conte um pouco como foi descobrir a poesia?


Rei lagarto:Foi como descobrir que em mim haviam um bar e uma guerra,lutavamos e bebiamos eu e todos os meus alteregos.Hahahaahahha!Lutavamos contra o que somos o que fomos e o que seremos,era poesia assim eu descobri a poesia num dia,quando no colegial pensei em encontrar um bom motivo para ser o que sou hj,ler e escrever poesia,beber e fumar trocando os turnos pelas horas mais gostosas de ocio.

Julia:O que Vc tem a dizer sobree para a juventude que o admira e copia?

Rei Lagarto:Não façam isso.






La grande démance Belle et douce La Fille d'Ipanema se pousse Sur les rivages, Et toute la plage verte..Elle marche comme une algue... Portée sur l'aile d'une vague...Jusqu'au rivage, Et toute la plage verte...Ouço assim no meu radio ao acordar para mais um dia,ouço sempre assim em frances que é para esquecer um pouco da provincia e me alegrar com o pouco de metropole que uma musica possa me trazer.
Estou pensando em ir aochile,onibus e estrada,barracas e alcool,amigos,alguns amigos.Prometo não me apaixonar da proxima vez,prometo beber um pouco mais,prometo cair menos pelas escadas,quem conhece a vida,não encara a provincia sóbrio,sobriedade faz mal,omundo sabe bem disso.

Lier

Sou um clandestino em navegações romanas
num bairro pequeno
entre pessoas normais
num bairro normal
entre ruas umidas
num bairro umido
entre conversas pequenas

Sou o pior dos poetas de meu tempo
um cigarro
uma garrafa
sou opior e não posso canta-la

domingo, 30 de setembro de 2007

Meu nariz

Auto-afirmação,não passa de um termo bonito para mentir para si mesmo,é bem melhor ficar no seu canto que mexer no que esta quieto,cuide do mundo,seja pelo menos alguem melhor todo dia,eu só queria acreditar em tudo isso que eu ouço todo dia,meu radio fora de sintonia no carro noticias do transito,alguma canção antiga demais para me deixar sabendo que estou sobrio,meu nariz sangrou noite passada,meu nariz sangrou essa noite e a razão de hoje eu desconheço,ontem eu apenas não lembro.Mentir é se esconder,fazendo fortaleza na imaginação,para ir perdendo a identidade em cada dialogo que ignorou,e as vezes o tempo,o tempo não acompanha a maturidade,apenas as rugas denunciam que passamos,resta sempre a paranoica ideia de exclusão,o discurso de vitima de seu mundo,eu desisti de resistir a vida,caio sem medo mesmo,esfolo os joelhos para mostrar que sou peregrino,que minhas marcas sejam estigmas de minha devoção,estou entregue as paixões que a vida traz.Houve um tempo,que eu era sobriedade e frieza,nada me atingia,sorriso ou lagrima,mas antes desse tempo,havia a alegria e a inocencia,talvez apenas os ignorantes sejam felizes por completo.
Ninguem canta as canções que pareciam lindas ate uma semana atras,apenas o radio dizendo por que pista não seguir,e eu vejo a manhã fria e eu sinto o vento forte,sento no ponto e espero meu tempo chegar,as vezes parece que a vida é uma piada sem graça ou uma serie americana que toda temporada munda de destino,somos personagens que não sabem qual seu nucleo.

sábado, 29 de setembro de 2007

Sexta-feira

Sexta Feira

Todos foram almoçar,no predio minha sala e as janelas,minha janela fechada,sem sol ou som algum,alem do barulho,que faço enquanto bato meu lapis na mesa,um cafe,dois
cafes,tres e logo ja tomava em um espaço de 1h e meia seis cafes,no caminho para a cafeteira,apenas o som solitario de meus passos em todo o andar,a luz apagada do dia lembra de longe que é meio-dia,parece manhã e nem o aquecedor de ar ligado,parece espantar a atmosfera fria e vazia dessa sexta,apenas os meus passos e o som vigilante das cameras de segurança se certificando de minha habitual solidão,eu pego meu café e eu volto para minha sala,eu olho para o estacionamento vazio,nenhum carro,apenas as vagas vazias com nomes e numeros,minha cabeça vai longe,para lugares distantes as vezes dentro de mim.
Olho para a mesa uma foto antiga eu,meus amigos antigos,nosso apartamento na bela vista e o sorriso que dá saudade e eu olho novamente para o estacionameto vazio,
agora parece um oceano de vazios,tento entender o que me atrai naquela visão,tento pensar no que eu fiz esse ano.As vezes penso em me mudar para algum lugar novo,procurar meu lugar,minha revolução,construir minha escola num pais desolado,levar o teatro e a poesia para os esquecidos.
Hoje eu passei o meu almoço sozinho no escritorio,na rua ninguem me via,eu era talvez mais um escondido no reflexo das vidraças,o mundo lá fora seguia frio e sem sol em meu horario de almoço,pensei no que ela deveria estar fazendo aquela hora,tentei criar coragem e ligar,mas preferi ficar ali olhando o meu horario passar.
Sai as 14:30,andei até o centro á pé,gosto de andar um pouco sozinho,fumei dois maços de cigarro,pensei em frases feitas para dize-la em alguma ocasião,andei por todos os sebos de santo andré,andei pelo centro ate anoitecer e no caminho para a faculdade lembrei que ela não iria hoje,e recordei de todas as minhas desventuras,ri um pouco,senti meu coração pesar na hipotese de nada acontecer.
A gente sempre faz o que não se pode fazer,eu sempre faço o que não se pode fazer.
Eu gosto de olhar as placas de carros a noite,as pessoas nas ruas andando a noite parecem outras pessoas,Essa sexta foi fria,tive saudade e dor,fui saudade e medo.

domingo, 23 de setembro de 2007

Sim

Fecharei os olhos mais uma vez
de um lado a outro da cama
cigarro
após cigarro
maços inteiros e baratos

Fecharei os olhos mais uma vez
essa noite
como nas outras noites
noites antes de você
como nas outras noites
noites agora depois de você

e se o problema for seu coração
me convem dizer
que o meu coração
nunca foi meu
depois de você

Fecharei meus olhos essa noite
coração na boca
versos na cabeça
e você em cada ideia

ninguem parece mesmo igual a você
e todas querem ser ou recordar você
todas sem saber
que foram apenas
antes de você

e se o problema for seu coração
me convem dizer
que o meu coração
nunca foi meu
depois de você

Fecharei os olhos mais uma vez
de um lado a outro da cama
cigarro
após cigarro
maços inteiros e baratos

Você é um pouco a minha ideia de depois
querer mobilhar imovel
poupar um pouco para um filho
querer continuar nosso encontro em outra vida
querer ser
sem despedida

e se o problema for seu coração
me convem dizer
que o meu coração
já não é meu
depois de você

voce é pequena
e ocupa meus pensamentos
voce é a duvida que me faz pensar
na angustia de um dia não encontra-la depois

Fecharei os olhos mais uma vez
essa noite
como nas outras noites
noites antes de você
como nas outras noites
noites agora depois de você

e se o problema for seu coração
me convem dizer
que o meu coração
já não é meu
depois de você

É um verso simples
triste e sem rima
é o meu verso
esse é um verso
para a menina
mais linda

feito bilhete de escola
igual verso de caderno
é meu nome e o dela
escritos na arvore
com canivete
e eu que de idiota achava ja saber
pensava em não encontrar
e de tão assim
um verso simples
triste e sem rima
é meu verso
para a mais linda

Fecharei os olhos mais uma vez
de um lado a outro da cama
cigarro
após cigarro
maços inteiros e baratos

e se o problema for seu coração
me convem dizer
que o meu coração
já não é meu
depois de você

Estou louco

Ela tem olhos da cor do absinto que eu tomo todos os sabados,depois que o sol cai,ela tem cabelos macios e cheirosos,essencia de rosa,jasmim ou qualquer perfume bom,cabelos da cor do crepusculo.Sua voz é como o marulho ou a quebra do mar ao chegar na praia,tudo o que ela faz é me convidar para que o coração pulse mais forte.
Não sei o que escrever mais,poderia dizer que,agora todas são um pouco ela,todas querem ser ela,tornou-se inevitavel viver sem sentir sua ausencia de uma maneira desesperadora.
Ideia recorrente em minha cabeça,em meus braços,pernas e visão,ideia recorrente em mim,adoro o jeito como ela fala,seus gestos de ternura,carinho e doçura,seus olhos sempre brilhantes guardam o segredo do mundo para mim.
Então é natural e desconfortavel nunca ter uma certeza real e ficar louco de alegria com gestos comuns como trocar telefones ou combinar sair junto talvez algum dia.Noites sonhando com ela,sonhos que não conto por supertição,que sonho contado,não se realiza.
E eu só quero saber o que ela anda lendo,o que ela gosta de comer,onde costuma ir,qual dos tres patetas ela gosta mais,onde mora e do que gosta de fazer para se divertir,qual o caminho certo para o seu coração,que horas eu posso ligar.
Ela é a fase azul de Pablo Picasso,pois ela com seus olhos verdes e o espirito infantil da doçura que proprio dela apenas,ela é antes de todas como se já a primeira não fosse a primeira ou como se as outras fossem apenas o ensaio para ela,até ela todas as outras foram apenas ate ela,e assim pelos caminhos,noites e bares,cada boca,cada gesto,cada intriga ou loucura era no fundo um teste,era eu me testando para ela

domingo, 16 de setembro de 2007

PM

se eles tem fogo
graça e riso
e ate mais

Se eles tem odio
ou escudos ou cacetes
graça e riso
e ate mais

e eu vou ficar para salvar
e resistir
para cantar e aderir
para zombar e me ferir

e eu vou ficar aqui
bem aqui
e se les tem tudo arma
cacete e escudo
graça e riso
e ate mais

Ocupação da Reitoria da FSA (o que a midia não contou)


Quinta feira
Após o vazamento de algumas informações sobre o reajuste de mensalidades algumas com uma margem de ate 126% de aumento,ocorre a assembleia geral dos estudantes da Fafil,onde das 19:30 as 20:00 estavam concentrados mais de 500 estudantes,é votada a proposta de ocupação e acampamento na reitoria ate a solução dos problemas no campus,as 20:30 ocupamos o espaço da reitoria, nenhum dano é causado a estrutura do predio apos a ocupação são listados todos os artigos ali presentes,vistaods e assegurados a integridade fisica do espaço da reitoria,uma vez que nossa proposta era de ocupação e não de vandalismo.Por volta das 23:30,chegam as tropas de chock visivelmente drogados e demonstrando para o que vinham uma vez que do seus alto-falantes falavam:Saiam! Vcs irão apanhar como bandidos!
Em formação romana os oficiais do chock começam a fazer barulho com seus cacetes e escudos som esse terrivel uma especie de anuncio do inferno ainda mais quando acompanhado de gritos do tipo:hj eu vou matar vcs seus filhos da puta gritava o superior deles.Destruiam as barricadas com tiros de calibres 12,enquanto davam tiros de metralhadora para o alto no intuito de nos aterrorizar.começa a entrar por volta das 00:30 de sexta,mas vale lembrar que antes disso era comum se ouvir tiros para o alto ou mesmo quando as comissões iam conversar com o PM que liderava a quadrilha de torturadores,o mesmo sempre arguemtava com a arma na mão um 38 cromado com a numeração raspada,sempre apontando como tatica de aterrorizar num espetaculo dantesco de uso excessivo de poder e violencia.
O que a midia esqueceu de dizer é que o chock que bate em estudantes,é uma força ultrapassada de segurança que ainda se utiliza de metodos de tortura assim como fizeram com o estudante de ciencia sociais portador de asma que ao ter uma crise dentro do camburão,se viu num momento muito amendrotador,pois um policial pos uma submetraladora em sua cara e disse a seguinte frase:Ou vc respira agora ou não vai respirar nunca mais.Essa é a policia do estado de são paulo brincando de guerrinha com um exercito desarmado.Gas,bala de borracha,bombas de efeito imoral,bombas de estilhado,alias o Camarada que aqui vos fala estava digitando apenas com uma mão a outras esta inchada devido ao pó de ferroda bomba de fragmentação lançada enquanto eu ajudava algumas meninas a escapar dali,e de quinta para sexta não consegui dormir um minuto sequer eu estive alguams horas no inferno e o demonio eu não consegui ver mas eu sei que os empregados dele usam uniforme militar.

Denunciem anonimamente via internet o pedsodio de quinta na reitoria!!!!
www.ovp-sp.org/index.htm?

Agora é greve!
Basta de altas mensalidades
de uma grade de aulas cada vez menor
de repressão e
corrupção
Basta!!!!!!

sexta-feira, 7 de setembro de 2007

ela sorri para o espelho
talvez seja uma piada dela

mas cheia de vida uma manhã
ela chorou
Cairei
pois bebi
bebi
bebi
bebi
Adeus
e deus disse:Deus?
adeus
deus
deu

ninguem é igual a mim
sou dionisio
rei do alcool
da loucura
e da poesia

Me chame

Dionisio
o principe prateado

sou sua certeza entre as duvidas

Heya
Bebamos

paraiso de ouro
delicias
falantes
elas são lindas

poesias
e praias
loucura
alcool
e esquecimento

ninguem
é igual a mim
sou Dionisio.

Luz e som

Me dê sua mão
um sorriso agora
é assim que vamos seguir
uma dança
outra dança
ate a musica acabar

seu soriso é o salão
a casa inteira
é você

estou dentro do planeta
girando
girando
e indo embora
o mundo mesmo não é só dois
o mundo mesmo
é o mundo inteiro
e é lá fora

Atenção

Meus olhos querem alcançar o mundo
e atropelar a visão

Minha boca quer cantar
e eu quero sair algum sabado
pode ser amanhã

quero sair e encontrar
o indesejavel
o não posso evitar

Apagar

Quero dançar com voce na nossa festa
conversar com trilha sonora
leva-la para o banco de tras
do meu lada modelo ucraniano

me sinto um soldado brigadista
sem partido
ou jornal
ou interesse

diante de seus olhos sou apenas
mais um observando seus olhos

Voce para mim
torna bem melhor as aulas de politica

quero dançar com voce
na festa repudio
quero conversar pertinho
dizendo e rindo baixo
algum assunto
que eu vou inventar

quero voce no itau cultural
pele de neve
labios de groselha
cabelos de crepusculo
olhos cor de abssinto

Quero dançar com voce
na festa mais linda
que organizei

Repetições

Não
sim
não
sim
Não
Não
Não
Não
sim
sim
Não
Não
Não
Não
Não
Não
sim
sim
sim
Não
Não
Não
Não
Não
Não
sim
sim

Talvez!

Meu amor agora saia

Meu amor saia agora
agora tambem calça
agora tambem blusa
agora tambem meias e sapatos
nada
nada de roupas intimas pelos cantos
Serei tudo
onde
o riso
for motim

Dionisio

Quero abrir minha cabeça
passear no universo
no vazio
e nas ruas

Quero acender um cigarro no sol
sorrir diante da desgraça

farei festa diante da dor

sou Dionisio
e o meu poder
é o seu descanço

segunda-feira, 3 de setembro de 2007

F

Vou escrever um verso só
os outros vem de companhia
que poema só
não é poesia

ela é linda
ouço sua voz no peito
ela é linda
sei de seus medos
ela é linda
e no sonho que tive
vinha policia e me levava
vinha a policia e ela saia
vinha a policia e ela partia

ela é linda e no meu sonho
ela era carta
ela era viagem
ela era lar

ela era cela
e liberdade
ela era minha
ela era dela
eu sonhei

sonho.

Liosd

Vou escrever um verso só
os outros vem de companhando
que poema só
não é poesia

bata

Ela vai ler?
talvez
talvez talvez talvez talvez talvez talvez

eu quero
que ela
leia
leia
leia
leia
leia
leia


e depois discuta
debata
e bata
e caia
por mim

leia
e bata

bata
bata
bata
bata
bata
bata
bata
bata

domingo, 2 de setembro de 2007

cubo magico

Seus dois olhos são a extensão do corpo
meus sapatos discutem com os seus
estetica moderna
nosso beijo

conselhos
promessas
etiquetas
ninguem

Sua boca meu cinzeiro
ato-continuo de fumar-me

nada
ninguem
vazio

onde estamos?

cores
formas
traços

o que seria?

obrigado
pelo tempo perdido
e

foda-se

prelude to tragedy

Parece pouco
desde que eu cheguei
meus pés cansados
e os seus olhos
um cigarro

Parece besteira contar
o som do seu sorriso
ou nossas conversas
o jeito de andar
de algum amigo em comum

não sei como encontrei
um papel apagado
com seu nome

e desde que eu cheguei
voce voltou
meus dias são iguais
e eu não sei cantar
uma nova canção

Parece idiota contar
reparar nos seus detalhes
buscar defeitos
na voz
e ter nos braços
seu perfume

eu sei...

Confusa triste
e solitaria
seu cigarro

Confusa triste
e solitaria
seu carro

confusa triste
e solitaria
seus olhos


parece loucura
e eu fiz decorei
um verso do neruda
por nos dois

sábado, 1 de setembro de 2007

Caiu

Caiu
e caira outra vez

caiu
e não andou


caiu apenas
eu vi
caiu
e
outros tambem cairão

ignorancia é não considerar os exemplos
não vejo beleza
no aplauso
no riso
no abraço

caiu
e ainda caira
não levantou
não levantará

carro esporte
azul e cheio de ideias
caiu
caiu.

Uma vida

Não desejarei
o que eu quero

se oamor temseus espinhos
e todo muro um portão

eu não quero outra logica
diferente
do que quero

quero o vazio confortavel
das noites de alcool e tabaco

Nenhum beijo supera
o encontro confuso
da embreagues

Sozinho
como uma tarde ao sol
alegre como domingo

sozinho para
qualquer lugar onde eu me sinta
confortavelmente
vazio.

quarta-feira, 29 de agosto de 2007

Butim

ninguem é alguem que eu não conheço
ninguem nunca bebeu comigo
dizem por ai
ninguem é realmente legal

acendo um cigarro
tomo meu rum

e sou mais um naufrago
sem corso
ou carta
hasteio minha bandeira
ate o campo rival
sou mais um buscando loucura e sangue

não entendo porque voce chora
ao saber
o que me faz sonhar

tropical

Estamos numa noite
dentro da noite fria
nos lugares incomuns de qualquer cidade ao sul da linha

sou o pior
sou o pior
sou o pior

elas dançam
elas cantam
ninguem em lugar algum
alem das ruas frias
de uma cidade qualquer

Meu doce e eterno amor
hoje eu trabalhei
nas minhas horas de estudo
dor e exilio

Voce precisa me amar
voce precisa
de tudo que eu tenho

é pouco
e eu sei
que sempre se quer mais

noite fria
nas ruas de uma cidade enorme
elas cobram

me sinto um gigante
fragil ardil
das horas de prazer

Ninguem vai me vencer
e eu digo adeus
e eu digo adeus
digo
adeus...

E ela esta lá
num dos sonhos tempestuosos que se pode sonhar como costumo estar

pareço um monstro
e pareço um louco
pareço voce
nobre espiã

adeus
deuses de giz e papel
abraços de seda nobre
acesos num isqueiro vadio
é noite numa cidade morta
para quem deisitiu da noite

adeus.

quarta-feira, 11 de julho de 2007

Sobressonhos

Estou ficando louco
a saudade agora me acorrenta
sinto novamente saudads
de um tempo
passado distante
onde cada açao equivalia a uma reaçao extraordinaria
tenho saudads de andar nas ruas
procurando confusao

Estou vazio minha vida agora parece se
dedicar ao passado,
como se todas as tardes fossem no mexico
ou mesmo os dias que chove e faz calor
fossem um pouco do paraguay...
Tenho medo de me resumir a isso
alguem sem sonhos
apenas lembranças

algum perfume
seu cheiro
qualquer barulho
lembra sua voz
ate a tv
na hora do jornal tem sempre
alguem certinho
pra lembrar voce.

E mesmo quando e tudo novo vem
algo que me faz pensar:
como seria com voce...

Lembranças
saudades
tanto tempo
so serviu
pra sentir falta de voce

tantos erros cometi
ate te perder.

Pouco tempo ate saber
que mesmo o tempo
e pouco pra apagar voce,

promessas mentiras
apenas ilusão,
so resta
sonhar
um dia te encontrar.

E sei que mesmo assim
um dia vai me perdoar
volta logo
minha pequena
ah...

Sei que mesmo distante
um dia ira voltar
e quando
o encontro acontecer...

quero voce
quero voce
voce
voce...

Amor antigo

Minha roupa suada cai pelo quarto e vc esta longe,minha janela só vê até o horizonte,depois eu deixo q o resto se cale,deixo que meu jardim cresça estranho
Depois de vc ,depois de mim...
Sinto seu gosto pela sala dentro do relogio se passam as horas de ausencia.
Nada em mim se faz imitavel ou quieto
apenas essa vontade de ser a janela e ir depois do horizonte,
e a tarde cai beijando a noite como se a noite amasse a lua apenas quando tem luar.

Quero seu rosto num album de familia,velha,amarela desbotado
quero vc no sofá,
quero vc com filhos,netos e rugas demais,depois do horizonte,depois de mim .
minha roupa velha cai pelo meu quarto e moro sozinho dentro de uma musica antiga e triste,sei que seu beijo é um verso que não cabe na minha poesia...

Sendo bem simples

Eu te amo,
te amava antes e continuo agora
como antes,
te amando.
Precisava ser simples
para ser real.

Sonho todas as noites
com beijos seus,
passo os dias repetindo um pensamento apenas:

Besteira amontoar frases bobas
e apaixonadas,
dar exemplos tolos,
me fazer piegas.

Quero falar para vc,
algo que vc entenda,chega de palavras
cuja forma me agrada,
porem o sentido
destoa.
Quantas cartas imprecisas,
tristes,dramáticas,
discursos perdidos
pelo sono constante para mim agora chega.

preciso dizê-la algo simples,
sem cerimonia
ou ensaio,
assim mesmo de surpresa,
no meio
de uma conversa.

Eu te amo.

É verdade amava antes,
ainda amo agora,
porem antes qualquer coisa maior,
porem eu te amo mesmo assim,

Te amava antes e continuo agora
como antes:
te amando.
Entendeu?

Reencontro

Fazem algumas horas dsd a ultima vez q a vi,antes ruiva dssa vez loira,passou apenas por mim.Sem sequer me olhar se foi no meio da multidão insegura e veloz por causa da noite fria,desapareceu para novament surgir em mim como ja havia esquecido.
Ai...Tanto tempo faz dsd a ultima vez q toquei seu rosto,nosso ultimo beijo eu lembro viu...Vc lembra? foi na escadaria da sua escola,era uma quinta de maio e eu acabava de chegar do interior,chovia fraco
e seus olhos dançavam indecisos procurando
se afastar de mim,eu vestia um jeans surrado e uma camisa branca suja de molho d tomate,vc o uniforme,tinha matado a ultima aula e queria me falar algo muito serio.
Hj vc me apareceu para reclamar porq eu nao sofria tanto cuanto no inicio,acho q me acustumei sabe.Hj depois de ve-la veio novament aquela dor afinada e imprescindivel,quieta...Surgiram os msms cheiros e perfumes sabe aqueles poucos segundos me passaram a impressão de cores e gestos,como se um mundo só nosso se reabrisse ou msm como num big-beng tornasse uma terra apos o armagedon.
Mas sabe eu sinto saudad de vc,mas não consigo imaginar vc comigo novament.

É dificil recomeçar...


*PS:Desculpem a grafia errada mas tive de escrever correndo.

Sonho

Sonhei essa noite que eu estava numa sala clara e dentro da sala havia um quadro com motivos femininos,moças semi-nuas cobertas por rosas e eu tentava sair por tuneis escuros q me devolviam para dentro dessa quarto novament,gritos e suspros,logo eu estava na garagem de um amigo com muita erva e tetando arrombar seu carro,mas chega sua irmã e me conta que a mia amada foi a razao de sangrento embate e novament estou no quarto e essa sala agora e como uma cela e e vejo meninos da mesma idade e um pouco infantis interrogados por desvairada confusao,eu nao me aguento e disparo contra ambos e ja me vejo entre eles cuando abro os olhos sinto doer a pupila e dilatar estou novament na caragem roubando um carro e agora vejo ela.Que sonho e esse ela entrando no cinema e eu fumando algo ilegal,quem e ela?Só me resta então sair do carro e entrar na sessão mas ja estou num bar e logo olho e quando vejo estou no quarto novamente,ouço
seus passos e sinto seu cheiro ela novamente no meu atormentado coração,saio pela porta que desenho na parede clara essa parede da num vao escuro e esse vao me tras devolta para o quarto,é ela novamente e ja sei como vai terminar ,a erva ,o carro,a garagem e o quarto.

domingo, 8 de julho de 2007

Tudo

Deixo para ela
tudo
Deixo para ela
tudo
tudo
tudo

ela é tudo
e depois dela
tudo é ela
tudo
tudo

Tudo

Canções

Venho cantando para a moça mais pura
meus estribilhos sem inocencia ou beleza
tenho tentado
caminhando entre entrigas noturnas
e mesas convidativas
me compor mais sério
ao seu criterio

Venho cantando canções de amor e paz
versos cliches
para encantar
para dormir

Bucaneiro

Desfiz um lar em Gibraltar
la em Cadiz fui preso por crimes
contra a santa coroa de Espanha
Dancei bastante
rumbei até enlouquecer
perdi um olho
deixei amores

Desfiz um lar em Castella
a europa parece pequena
quando se tem o mar

A europa parece
saudade
quando se vive entre os que conspiram seu futuro

Meu navio
velho galeão bombardo
onze nós
vinte nós
trinta e cinco nós

eu já estou a deriva
eu ja naufraguei
morte ao corso vil
hasteio minhas cores
e sou bucaneiro de todas as virtudes
e valores

sábado, 7 de julho de 2007

Poesia

Ninguem
escreve uma poesia
que ninguem entendeu
pena
pena mesmo apenas ele entender

Trem

Dizendo adeus
o trem passa
o trem apita
logo desaparece na curva
dizendo adeus
o trem passa
adeus
e o trem
desaparece na curva
não por se dizer adeus
mas porque é do trem partir

Uma semana

Uma semana inteira ,pensando em tudo o que se pode fazer em uma semana e não se faz

2005

Ah...Que saudades de um tempo que não volta,de amores e beijos na hora da saida do colegio,matar aula para fumar unzinho,tomar coca-cola na conta da cantina e nunca pagar,beber ate altas horas da manhã,naquela ruelinha bem do lado da grande balada que só não entrei porque faltava dinheiro para algum amigo entrar.
Saudades de escrever com corretivo nas carteiras meu nome junto ao de alguma garotinha boba só para engana-la ou para me enganar algumas vezes.Sinto falta de alguns amigos,de algumas meninas,de algumas brigas boas até.
Esses dias tenho pensado bastante nisso,como eu adoraria voltar no tempo e sei lá,viver penas em um ano da minha vida,como eu amaria acordar em 2005 cabelo grande,barba grande,amigos malucos,lugares irreais e atos insanos,talvez pela insanidade mais interessantes ainda.
Hoje eu lembrei do que li em 2005,lembrei de quem conheci naquele ano,recordei do que fiz naquele ano,tudo foi tão justo e até o inesperado soou como doce surpresa.A escola que eu cabulava aula,os professores que apreni a amar,os professores que odiavam minha cabeleira e ideias novas,exatamente pela minha iconoclastia ser ameaça natural de suas ideias jurassicas.Saudades de 2005,saudades de tudo o que não se pode levar a não ser a lembrança,hoje eu acordei como em todas as manhãs depois daquele ano,hoje eu acordei desejando voltar no tempo e ficar por lá passeando nas possibilidades,me dando uns toques a respeito de tudo,alias apenas aproveitando cada minuto,cada erro,cada encontro,cigarro,cerveja ou ilusão,pois sim aquilo foi unico para mim.Esse ano é o ano que nunca vai terminar em meus sonhos

domingo, 1 de julho de 2007

Ela se Chama...

Minha atriz
sobe e desce
encenando vida num ato
tão linda nem se importa com o mundo
em seu ato encena
em seus ohos verdade

Tão linda ela nem me vê
ali na primeira fila
ali bem diante dela
suas pernas
percorrem o palco
sua voz invade a plateia

sua respiração
diz que não
não
não
não

Atriz
atriz...
Tão linda
nem vê mas eu ainda componho algo só nosso
onde a metrica seja tambem poesia
no soneto de seus olhos...

sexta-feira, 29 de junho de 2007

Hoje

Hoje eu só quero que a semana passe
para minha febre baixar
para o domingo chegar

Eu só quero aproveitar cada gota de Rum
cada cigarro ao seu lado
eu só quero seu sorriso
quero tambem um pouco de sol ou ceu nublado
para celebrar nosos dias sem ocupação
para viver cada hora
no nosso tempo

Quero apenas isso
um dia seguindo outro
uma semana que acabe com nossos sonhos de solidão
hoje vai passar
e se bem me conheço vou pegar o carro
e ao seu lado
cada cigarro
cada Garrafa de Rum
cada noite nos braços do doce laudano
minha linda fada verde

Hoje eu só quero que hoje vá embora

terça-feira, 26 de junho de 2007

Noite


Eu só quero a noite que é noite apenas
todo o resto é dança
todo resto e ausencia

Eu só quero a vida que é excesso
todo o resto é moral
todo o resto é noite e sono

Quero sonhar com asas de cera
ruas escuras
mulheres e luz
seiso que apertem os olhos
alcool que me libere da razão

Eu quero mesmo é Paris
algum café outro cigarro
vento frio na cara para cortar a face

Ruas pequenas onde minhas ideias esbarrem na mesma calçada que sua vergonha

Eu quero apenas o todo o outro é resto
quero navalhas e carteado
quero peder minha alma numa mesa de bilhar
Desejo o excesso
meu esporte é a astucia
minha vida quero vive-la inteira
Morrerei jovem
serei pelo menos um bom cadaver.

Drachenorden

Em meus sonhos sou um frade
e ela vem de cabelos longos
cabelos soltos

Me vejo em habito
em santidade
passo por avenidas onde voce esta

Sinto um vazio
sinto seu perfume
e quando a sirene da fabrica toca
espero ver voce
e quando o sinal abre em qualquer carro
espero ver voce

Talvez nem lembre mais
quem sabe ond está
com quem dormiu esse ano
ou o que costuma ouvir para chorar um pouco

eu ainda gosto do perfume do seu corpo
sua saliva
seus olhos verdinhos

Ainda lembro de tudo
e fica mais dificil esquecer

domingo, 24 de junho de 2007

T H C

Retas almejam o mesmo circulo
faltam argumentos nas entrigas freudianas
ouço a cítara amarela tocar
delicioso som do THC
deliciosos sentidos exaltados e gritantes
raptando a voz para o melhor silencio

Não sou vitima dos outros
os outros são vitimas dos outros
e sempre sempre
todo mundo é sempre mais alguem

Eu não sei...

Eu quero deitar no infinito
e ter a certeza da morte na preocupação dos amigos.

sexta-feira, 22 de junho de 2007

Gg II

ela é linda
o mundo repousa ao seus pés
para enfim continuar

nela repousam o amanhã e o hoje num só ventre

Entendeu???

Parz mah
galuth volodhia meir
meir
meir
meir

Pazpazturk
bienvladov

radasfranb
brancktsdh
ieh?
Deuthgatr!!!

Contra-ponto

NÃO!!!




sim...

Acidentes

Acidentes acontecem todos os dias
eu so queria ser mais uma vitima

Acidentes acontecem todo hora
queria ver meu fim agora

morte
quero essa sorte
quero sua dor

Acidentes acontecem
ocidentes tambem
eu so queria ter de volta meu oriente

E o oriente?-um amigo perguntou
Respondi:
medio.
-oi tudo bem?
-como vão as coisas?
tudo bem
tudo ok
numa nice
la na casa da beth
la no ap do ricky
tc com vc
tbm no fds
Blz ai?

Mow crize
mow dpre

bjoss
bjoss

pq vc ñ flw?
Rsrsrsrsrsrsrs



(grafia errada propositalmente para imitar adolescentes na internet)

Gg

Pedaços de nuvens caindo no horizonte
reflexos desfeitos
indo com o vento correndo
e conversando

eu sei ela é linda
eu sei ela é linda
e tudo que eu quero ver
são seus olhos
e sonhar
que só brilham ao me ver

Posições

Eu disse não
todos olharam
eu tambem
olhei
mas
permaneci dizendo não

Morrendo

Estou morrendo percebi isso hoje
ao saber que o calendario passa
e os anos ficam
vendo a gente partir para outros dias
dias que tambem passarão
dias sem repetição possivel

Estou morrendo.

Questionamentos

...Ou escreverei sobre voce
e suas tetas familiares e sucolentas
ou quem sabe sobre sua voz
que passa em camera lenta...

Piada(vida)

Riremos
eu sei e voce sabe
riremos
todos aguardam nosso riso
riremos
sempre é bom sorrir
riremos
so nos falta saber
rir de quê?

Não amo

Eu não amo
eu não amo
eu não amo
eu finjo muito bem
eu engano
eu me engano
eu me extraio
eu não amo
eu não traio

Construindo

Cons

truin


do



Palavras
Di

dindo

opiniões
Saca
neando
voce

Não

NÂO?
SIM!
MÂO!
PÊLOS?
Não
não
não
...

Deus deu adeus

Adeus
à deus
deus
deu
deus
deu
adeus
a deus
adeus
deus
deu
a deus

deus
Adeus
deu?
a deus...


Deu
adeus?
Deus!

ADEUS?
D'Eus
DEU
A Deus?

Adeus...

domingo, 17 de junho de 2007

Seda vermelha

Sua mão
seus braços
seus pés
passos
boca
beijo
olhar
desejo
voce
voce
voce
rosas e desejo

seda vermelha
cobrindo nossa inocencia

Não saberiamos

Quero um beijo seu
alias
quero sua boca
o beijo
pode ate ser
meu

Seus sentimentos
quero todos no desejo
seu desejo
quero inteiro poesia

ouvir sua voz
sentir seu corpo
não seria mais nada o resto
tendo o todo
desejado
assim perto voce
tendo o todo desejado
voce o todo
voce o desejo

nada mais alem de nos
o mundo então
não saberia mais