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sexta-feira, 4 de agosto de 2006

Pela areia(uma cronica apenas).

Sonhei que acordava numa praia e estirado na areia eu recobrava de uma existencia esquecida e triste.Sonhei que andava pela tarde sem o peso da saudade e sem me importar com o depois,sem pessoas ,objetos ou lembranças eu era livre para ser apenas eu sem me prender a gestos ou feições.Sonhei que olhava ao redor e em tudo que eu via nada me trazia outra sensação senão a de descoberta,meus pés eu os sentia leves pela areia e sem rumo que os aprisionasse a algum caminho estabelecido,sentia tudo como se fosse novo,experimentava tocar meu corpo sentir minhas mãos alisando meus cabelos,meus olhos se perdiam no horizonte como se houvesse algo novo em olhar e as ondas iam e vinham sem um momento de descanso ou repetição,tudo era meu pois eu descobria como meu.Sonhei com a noite dentro do silêncio e coberta pela imensidão do céu,estrelas luziam como se anunciando meu delirio e aquilo tinha um brilho magico e irreal,a areia entrava pelos meus dedos me fazia quase fechar os olhos,os sons do mar o vento da praia o pensamento distante formulando e se deixando crer,sem o criterio da duvida ou da razão.Sonhei que era tudo e em mim se estabelecia o fim,a vida não era senão uma temporada na praia e o mundo um oceano que nos empurra para onde desconhecemos,percebia que não importa o quanto naufragamos nunca sabemos em que porto vamos aportar,em mim eu via a extensão do que imaginava meu e sem saber desejava algo simples e sem importancia real,mas sonhei ...E tudo tinha um ritmo ou perfume que me soavam novo,tinham em si aquela novidade propria das descobertas .Nada me fazia assim sem custo ou razão,eu tinha um mundo eu era o unico e aquilo era o inicio.

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