Vedado o futuro, pela espera
vê dado o fruto e desespera
questiona a terra e a feição
esquece a guerra e a repressão
adoece a natureza e o corpo perece
a dor cessa nega e reza a prece
mira em frente e vê o posto
mirante cego de desgosto
o fruto quedo na terra boa
fruir quieto no ócio à toa
vedado o futuro, pela esperança
vê dado um muro como lembrança
como andar e seguir adiante
comandar adiantado a luta operante
reconhecer no outro ponto dos olhares
e conhecer que pronto derrubaremos os altares
Verter lágrimas escondido no escuro
reverter as páginas e derrubar os muros
Vedado o futuro, mas não às crianças
vê dado o futuro, verão as mudanças
terça-feira, 15 de dezembro de 2009
Vê dado
Expresso
12/15/2009 05:51:00 PM
Desenhado por
Lean Dromoi
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Rabisque
IIIIIIIIIIIII
No exilio lutae
sexta-feira, 6 de novembro de 2009
separar?
Não quero ter amigos ou inimigos
por que separar a todos?
quantas qualidades e experimentações
para que instituir a desigualdade?
de todos pretendo estar ao lado
não sou inato e isolado
batisado na maldade ou na caridade
sou eu mesmo como outrem
é si apenas junto a alguém
Não quero ficar sem.
Expresso
11/06/2009 10:34:00 PM
Desenhado por
Lean Dromoi
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Rabisque
IIIIIIIIIIIII
domingo, 25 de outubro de 2009
agrada-me
Qual beleza corrente, intimidante
doçura em roupante de romance
suavidade incrédula tal um lance
de olhares cândidos de raros amantes
Parecem etéreas, talvez como antes
pensara que fossem de um toque o alcance.
surpreso me encontro por sequer ter chance
de sentir de perto o que sempre é distante
o equilíbrio ético, harmônico e justo:
talhada melodia e mel em seu busto;
pesar vertido, em meu sorrir contemplativo.
Agrada-me deveras a poesia feminina
que age, é sublime, ensina e fascina;
que torna um grande ardor cativo.
Expresso
10/25/2009 02:03:00 AM
Desenhado por
Lean Dromoi
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Rabisque
IIIIIIIIIIIII
não esperei
Por todos os anos não esperei
e todos vieram
seduziram
e abandonaram
Sou fruto do tempo
onde não há colheita
chegarão novos ventos
novas sementes feitas
ou pragas tempestades e secas...
O sol levará-me consigo
na luz que insistente retorna
e o tempo que passa inimigo
permanecerá em mim na aurora.
Expresso
10/25/2009 01:57:00 AM
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Lean Dromoi
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Rabisque
IIIIIIIIIIIII
meus corações
Dar-te-ia meu coração
se ele fosse um somente
o mesmo pulsante rente
à teu ouvir, tua exaltação
mas não, ele é vários
é lágrima sorridente
é ação e é cenários.
Mas toda a vida que cultivo
nele, espalhado pela relva urbana
é germe alado e que à mim engana
pois cresce depressa vivo
não fenece, alegre coração
contigo o compartilho em multidão
de esperança e amor livre e altivo
Se permitem o acaso ou a verdade
tudo à todos farei, nada ninguem aguarde
pois o pulso de todos é um só alarde
que todos entendem, e verão como humanidade
Expresso
10/25/2009 01:41:00 AM
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Lean Dromoi
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Rabisque
IIIIIIIIIIIII
sábado, 24 de outubro de 2009
Caju VIII
Expresso
10/24/2009 10:58:00 AM
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Yousseph Igor
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Rabisque
IIIIIIIIIIIII
No exilio Caju
terça-feira, 20 de outubro de 2009
Caju VII
Expresso
10/20/2009 06:34:00 PM
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Yousseph Igor
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Rabisque
IIIIIIIIIIIII
No exilio Caju
sábado, 17 de outubro de 2009
Caju VI
Expresso
10/17/2009 12:13:00 PM
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Yousseph Igor
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Rabisque
IIIIIIIIIIIII
No exilio Caju
sexta-feira, 16 de outubro de 2009
Caju V
Enquanto eu caminho dentro de mim
escrevo e crio ruas
para dar seu nome no que me faz feliz
e esse é o seu dia meu amor
tudo parece distante fraco demais
para nos fazer mal ou nos ferir
pois esse é o nosso amor...
Expresso
10/16/2009 06:08:00 PM
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Yousseph Igor
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Rabisque
IIIIIIIIIIIII
No exilio Caju
quarta-feira, 30 de setembro de 2009
Caju IV
Eu te amo
Expresso
9/30/2009 06:30:00 PM
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Yousseph Igor
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IIIIIIIIIIIII
No exilio Caju
Ao Povo Hondurenho
Disseram por ai
que as ondas afiam as pedras
que o tempo passe então
e as ondas afiem as pedras
praias multiladas
maré ensanguentada...
Maré ensanguenta
a liberdade atracada com a guerra
e um homem como um trovão
chove dentro de seu palacete
Gorilas tarados por sangue
se masturbam diante da liberdade
enjaulam em suas masmorras
a democracia estuprada pela burguesia
o povo grita diante da sanha de seus dominadores
o povo corre daqueles
que prostituiram sua nação
disseram por ai que as ondas afiam as pedras
pois que a praia sirva como guilhotina
e a liberdade degole feito jacobino
a burguesia que estoprou o povo hondurenho
o impeto do povo concorrerá
e a sede que a liberdade dá
só com sangue sujo se pode saciar
navalhas retalharam minimamente
com dores como a do parto
mas ainda mais doloroso que um aborto
disseram por ai que as ondas afiam as pedras
honduras então será um enorme guilhotina
Expresso
9/30/2009 06:18:00 PM
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Yousseph Igor
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Rabisque
IIIIIIIIIIIII
No exilio lutae
Caju III
Meu amor é como fruta ou folha
escorrendo dentro do vento
soprando saudade em meu peito
meu coração apenas repete
Camila...
Camila...
Camila...
E nada basta para a saudade
somente o suco de seus beijos
e o adorno de minhas mãos
enfeitando teu corpo
dentro de mim uma parte salta
querendo se dividir
fico triste um pouco
mas logo me alegro
pois sei é meu coração
saltando louco
buscando por ti
Camila...
Camila...
Camila...
Meus passos tentam imitar os seus
meu ouvido busca sua voz
seu perfume me rodeia com beleza
seu perfume é o tango
que seduziu os meus sentidos
sua voz é a flor do campo
seu nome é meu canto
teu amor meu abrigo
Camila...
Camila...
Pois quando deus cismou de provar que existe
mostrou que eu não nasci para ser triste
e assim me provou dando voce pra mim
e me dando pra voce
pois voce amor voce é meu milagre
voce é unica
Seu nome é meu canto
sua ausencia minha dor
pois voce camila é minha vida
é só seu todo o meu amor...
Camila...
Expresso
9/30/2009 06:15:00 PM
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Yousseph Igor
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Rabisque
IIIIIIIIIIIII
No exilio Caju
segunda-feira, 21 de setembro de 2009
não esqueceremos
o tempo passou
o que ficou
corre devagar
mantendo seu lugar
no andor entre o céu e o mar
as cores nas gotas da garoa
cantam venceremos
mudam enquanto a canção soa
não esqueceremos
recordação tão boa
os punhos cerrados na rua
cantam venceremos
toda a verdade continua
não esqueceremos
destas lembranças cruas
Expresso
9/21/2009 02:37:00 PM
Desenhado por
Lean Dromoi
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Rabisque
IIIIIIIIIIIII
No exilio samba
