Aos comentaristas


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domingo, 22 de junho de 2014

Palestra Italia

Nada ao acaso,
pois é
e assim de casa
pro trabalho:

Pode ser ou não,
quem vai dizer
que é vão?

A rosa aberta ao sol
perfume e cor,
até cair no chão.

E se saindo
assim ao sol
e vendo o mesmo se por

queira dizer da intenção,
tanta atenção
e
gentileza.

Canção pequena
de olhos turvos

a luz que o teu olhar engole
é a mesma que ilumina tudo.






sábado, 19 de abril de 2014

cubo verde

Sou um narrador no exilio,
não me importo

distante de tudo
ou dobrando a esquina

é
      a
minha
                                   PAZ.

Resolução pessoal sobre a 7ª Assembleia Popular

A rua está ficando clara,
estou voltando da sua casa.

jardim de inverno,
outono e a sua varanda,
será que ligo no dia seguinte?
Tomei algumas cervejas,
fumamos juntos
algumas coisas.

Até meu quarto,
a sala onde repousa o seu retrato,

poster de moça da TV,
(sei lá, alguem que pareça com você)

pelo corretor os quadros,
nos reservados a perfumaria,
por fim meu quarto!

onde repouso do mundo
e penso comigo
que o mundo e todas as coisas nele;

sol se pondo, sol nascendo, o mar,
as focas cegas de Madagascar,
todas as bananas
(quer vendidas por unidades, duzia ou quilo)

o mês de março, as cidades portuárias,
a literatura ocidental e as tradições ancestrais,
o poeta, o escrivão, o pajé
ou mesmo as placas com nomes de generais

Por fim meu quarto
e já esta claro o dia,
voltei feliz,
não quero pensar em algo
agora.

E todo o resto,
quer dizer eu sei:

é sobre essa hora.

Canção para a parte da cidade onde moro.

O eco da cidade
percorre com a noite

o silencio catolico
da nossa iberica saudade.

E quem muito sabe,
ignora nomes
senhas e segredos

corre no meio da população
e o peito inteiro
é isso
e
é uma canção.

Eu atravesso a avenida,
bolsa e cadernos, livros
e anotações:

poesia.

Naquele apartamento
por exemplo.

Aqui longe de minha cidade,
será que é naquele andar?

Onde descansa incognita
a mais rasteira saudade.

O eco umido da noite,
escuro como aquela janela,

a inqueitude silenciosa dos telhados
as igrejas vazias e toda a cidade dormindo.

No céu imenso e escuro
as horas dançam envoltas
na fumaça das fabricas.

Praça

Dei uma volta
                     até a praça
e
    da
              praça
                                  de volta
            para casa
outra volta
                         tambem pude dar


sexta-feira, 18 de abril de 2014

Nós

Voce precisa acreditar 
quando digo:

Sobre as crianças mortas na Siria
pelas forças oficiais e as brigadas insurgentes.
Os bilhares de chineses e seus filhos unicos,
bicicletas, terno cinza e o livro vermelho.

Meu jeito louco de dizer as coisas,
todas as palavras e cenas,
as mãos falando 
e os olhos 
seguindo um ponto 
imaginado.

Voce precisa se deixar me ouvir
e entender:

Mais-Valia, metrica 
Proletariado.

Voce precisa me ouvir
e tudo que tenho ensaiado:

Outro mundo é possivel, 
por agora me importa
voce do lado.

Corre a rua, pego o bus
te pago um taxi

Sei lá
Sei lá

Na Crimeia ou Bogotá,
seu riso facil e doce
desmonta o céu
e a noite segue distante
sempre muito longe:

essa noite durmiremos cedo.
Posso fumar do teu cigarro?





quarta-feira, 16 de abril de 2014

Breviario

Voce pode buscar uma pergunta
e tudo que encontrará é tristeza

sem tempo para o amor,
a cidade é vazia

e o silencio é uma palavra
não pronunciavel.

Encostado em noticias reais:
novidade, novidade, novidade...

Você é culpada?
Você é culpada?

A canção do tempo
sopra um detalhe simples

Tudo que posso dizer
é exatamente aquilo que calo agora.

Penisular

Pois é eu vi as fotos das tuas ferias,
na montanha dentro do olho
e o sorriso de sol ao entardecer.

E não pareciam Portugal ou Galicia,
aquela menina no barco é ela?

Como fala a menina,
como você sorri.

Pois é,
fiquei sabendo das suas viagens
dentro do peito, apenas isso
e que bonitas as paisagens.

É moda assim do outro lado do atlantico?
A temporada acabou e voce se foi,

bem sei para qualquer canto onde pudesse pensar.

E o futuro aqui,
não é mais
como eu costumava esperar.

Sei que me acordarão novamente
adiante no apogeu humano,

fotografia desbotada
da america latina,
personagem que Gabo
roubou do Suassuna.

A Guarda Vermelha
guarda o luto do mausoleu na praça.

Pois é voce cantou um samba as margens do Baikal
e olhando o céu cair negro
descobriu as estocadas de luz
e chorou, tão alegre chorou
a montanha no olhar.

o farol
o farol

E ninguem sabe
mas eu vi no canto anotado

um feixe de luz,
uma crista do sol.

E guardei comigo o segredo
disse seu nome em silencio

no escuro da memoria anotei:

''ela parece melhor,
posso seguir sem cuidado.''






















quinta-feira, 10 de abril de 2014

Sondar

Recolhe o conselho
e sonda um pouco a sombra

que o que sobra
é o fim
e nada é mais que agora
ou não foi e é ate aqui.

E é a vã a busca
diz qual a descoberta

e nao importa
me imprime a captura
a busca é se perder

olha mais o céu,
recolhe o véu

desencanta
e diz

ah
ah
ah

quando é muito
e quanto custa
ser feliz?

Sobre o que aprendi


Xico Sá fala sobre o macho jurubeba, que é aquele tipo Humphrey Bogart misturado com Luiz Gonzaga, mas que sabe negociar com o lado feminino e não tem na agenda aquela pauta machista e anacronica. Não sei se me enquadro nesse tipo, apesar de muito simpatizar e vir de um lugar do Brasil especialista em produzir jurubebas, com chatuba e tudo mais (risos). 

Tudo isso para dizer que concordo com o Xico Sá, que as desilusões masculinas quando bem refletidas são ate pedagogicas, após cada tabua, encontro desmarcado em cima da hora, duzias e duzias de encontros as escuras com moças bem interessantes e que no final não deram em nada, serviram para mim, não como titulos de conquista ou qualquer artifice que o machismo sutil possa tentar atribuir, me serviram de uma outra maneira, que é sair da zona de conforto da posse, do ciume ou da dor de cotovelo tão incomoda.

Não me acredito como o macho jurubeba ainda, tenho muito que aprender, muita chuva pra tomar esperando pequenas, muito uisque duplo cowboy para amargar no charme solitario que encanta o cinema europeu, já não cheiro rolha de vinho italiano (nunca cometi esse pecado). 

Mas a verdade é dura pois tambem é bem simples: a cada dia tentar me reconciliar com o meu lado feminino, pois se os amiguinhos não sabem, nós homens tambem temos isso e o desafio alem de calar de vez o machismo em nós, tambem é no mesmo grau dar voz e procurar desenvolver essa feminilidade que por seculos, educação, familia e religião nos ensinaram a calar.

No final ser homem deve ser isso, entender ou se esforçar em olhar o mundo de maneira mais humana; feminina.

quarta-feira, 9 de abril de 2014

Ilusão

Desço a rua e olho o céu,
mãos no bolso e a mais cinza impressão
que assim é bem melhor 
e o que se pode querer?

Tem feito sol durante o dia
e o sereno da tardinha garante a dor
uma sensivel poesia...
Canta um pouco de Noel Rosa

e sei lá, vem cá e diz 
de quando a gente era feliz
e ainda havia você.

Eu tomo a linha verde, infeliz ilusão.
Dei pra lembrar 
de quando a gente era canção.


Certin

Pouco sei da cidade, ando só
e a solidão me dá a mão, vem cá
ja me cansei de ser um só
(vou até a praia e vejo o mar)

onde estou agora?
E se for cedo, espero a tarde.
Não vá embora,
olha só isso é sobre a verdade.

Ruas e praças, nomes e arvores, palavras
e a cidade pergunta em vão se inda sou par,
olho o céu e ouço a noite nublada.

As vezes é bom ter alguem aqui,
vem pra perto e escuta
cale esse verso com teu sim.











terça-feira, 8 de abril de 2014

É tanta coisa pra dizer: te fiz essa canção.

E dessa vez deixo passar,
mesmo e até sei lá...

Besteira
cessa a brincadeira e vem pra cá.

A tarde é cinza e o sol tão quente,
recordação é só tempo a dizer

se não existe um pra que
o jeito é do jeito que se evita

vem aqui e deixa a vida
se é de sol ou solidão.

Em vão dizer:
te fiz uma canção.

E dessa vez deixo passar,

besteira
parou a brincadeira
quero te namorar.

Menina bonita, fosse ou como for,
tarde cinza dói

mais um cigarro e outra cerveja
''ta calor''

E guardo meu bom dia,
pra outra noite
e o seu amor.

Dessa vez deixo passar,
me chame qualquer dia

e vou ai
pra gente conversar.

A noite esta tão linda
vem aqui
me deixa te beijar...

Onda Laranja

Moç@ de classe média, membro da ultra esquerda, branc@, criad@ a leite com pêra, por favor não se apropriar da luta dos garis. 

Se solidarizar é uma coisa, você pode se solidarizar com os índios mapuches e não ser um índio e muito menos mapuche, agora se apropriar é coisa feia, fica parecendo aquela galera que nunca ouviu Ramones, acorda um dia vai na barbearia corta moicano e se acha o punk novaiorquino.

Isso que vocês estão fazendo seria feio se não soubéssemos da inocência perigosa do ultra esquerdismo, não para no feio, segue até o perigoso e flerta com a irresponsabilidade.

É ótimo ter solidariedade de classe, eu também me sensibilizei com a mobilização dos garis, mas não creio que isso seja a tomada dos soviete de petrogrado, também acho que ao se apropriarem da luta legítima dos garis, vocês jovens brancos e classe média, estão prestando um desserviço preocupante, certo seria que fizessem uma auto-critica e recuassem, o protagonismo desse movimento deve ficar na mão dos trabalhadores desse setor, composto por gente preta e moradora da periferia.

Séculos de invisibilidade, são perpetuados por vocês, afinal a luta é boa, mas parte da luta é trazer a visibilidade para essa gente. 
Coisa feia bolche-boy, deixem os garis falarem por si!

E viva a luta de todos invisibilizados pelo status quo!

Vanguarda da Vodka Proletária

O amor é perecivel

Humberto e Marília, eram um casal desses que fazem a gente suspirar, a maneira como se olhavam e o jeito como era perceptível aos mais insensíveis que aquilo ali só existia mesmo para demonstrar o quão frustados seriamos em nossas vidas adultas. Coisa de dois anos, após uma daquelas contendas familiares da juventude fui morar com um amigo. Tudo bacana, Marília e Betão, moravam no mesmo andar, apartamento do lado, quer dizer, apos alguns dias ficou evidente: o amor é perecível.

Depois da segunda semana já não era novidade que Marília tinha crises absurdas de ciume e o Betão... Bem não era lá o cara mais chegado no gosto musical duvidoso de Marília por baladas do Elton John, no que vocês podem prever, era baixar um pouco o som e já começava a opereta. 

Ambos tinham folego, morávamos no oitavo andar, quando o elevador ficou quebrado um tempo, as vezes era possivel ouvir a missa lá do terceiro andar, mas calma essa é a acústica do amor ocupando lares e ouvidos com palavras as vezes indecifraveis e outras que me guardarei a não reproduzir aqui.

Era um terça, já não brigavam fazia quase uma semana, lembro que encontrei com o Beto dias depois, abatido, na mesma mesa do mesmo bar que desde a época da faculdade costumávamos ir e foi ai que a noticia ficou oficial. Segundo Beto, já não dava mais.

Se perdeu, sabe? Já não dava mais. Naufragamos e quando se perde de vista a embarcação o jeito é guardar o folego. E assim o Beto aos poucos virava o Humberto, tudo isso com uma infinitude de metáforas, quem sabe, para conseguir se desculpar por aquilo tudo ou tentar fazer daquilo um espetáculo menos decadente que esse final inesperado.

Sorrimos os dois enquanto a terceira rodada era providenciada. Um gole, mais risos e ele desabafa os pormenores.
Sabe a terça passada? Pois é... Cheguei em casa, jantar pronto, como sobremesa um silencio perturbador -  não havia Elton John ou aquela musica latina que ainda não consegui entender se é um merengue para cortar os pulsos ou uma salsa para vitimas de depressão pós baia dos porcos. 

Ela desfez a mesa, fui lavar a louça e ela apareceu com um caderninho e as seguintes palavras: 

Anote ai os lugares onde vai, costuma ir, que realmente gosta de ir. Já anotei os meus e também as coisas que vou levar comigo, se quiser faça o mesmo, estou indo embora - ela disse sem cerimonia.  
Foi assim, seco como o pão italiano que ela fez para o Natal e até ontem era usado para prender a porta da varanda.

E instantes antes de se desmantelar naquilo que acredito foi o mais proximo que consegui ver de um homem se mostrar vulneravel - olha que ja assisti muito filme do Bogart viu - ele soltou o inesperado:

Ela não gritou comigo! 
Ela não gritou comigo!
Não jogou minhas roupas pela janela, não teve nada daquilo que se espera para o final de um casal apaixonado! Eu queria sei lá que ela entrasse com a maquiagem desfeita de tanto chorar e ao quebrar meu Hendrix Experience me chamasse de canalha ou impostor, sabe toda aquela coisa latina e passional? 

Não teve e isso nao é bom sinal! Camarada, o amor quando acaba é vexame pros dois lados, civilidade e educação não tem muito com essas coisas de final de relacionamento.Ele dizia enquanto olhava para a porta, mas acredito que aquele bar estava na lista dele apenas, era um bar de antes Marilia.

segunda-feira, 7 de abril de 2014

Dieta Prussiana

As musicas, as listas e os amigos,
o copo, a poesia e a vida.
As redes, o verde no sorriso
e contra a solidão: meus discos...

Entro no cinema,
vejo o filme e gravo cenas.
Eu quase posso calcular
com um grafico cinico: problema.

Voce não sabe nada, ainda não sabe
o quando eu sinto e penso
e o quanto cabe antes mesmo
de se despedir o bom senso.

A solidão é o meu legado,
vago por sua rua desatento.
Assim como se por um acaso
olhasse e a tivesse aqui do meu lado.

Alfaiate

Feliz é o alfaiate,
se a vida é fado.

Ele optou tornar bela
a embalagem humana
do que é apenas dor.

Não há metafisica capaz de resolver,
o que resolve um terno italiano bem cortado.

E todos bebem
E todos dançam

Mas só é feliz o alfaiate.

A bruxa

E agora menino?
Sai sem cuidar 
do teu carinho,

e a dor é tambem ironia
pois agora...

Ah que bom seria
estar em teu abrigo

E agora menino,
o que mais a vida quer?

Se até voce ja percebeu,
que não sou eu
e a confusão 

é a parte que cabe a mulher.

Pois é 
e agora eu recolhida,

no vão do tempo
o canto diz sobre a vida

por tras da lente o sol
e ao redor só ressentimento.

E o silencio do intervalo 
entre sair da sala e tomar o metrô
é só um detalhe

pouca coisa do que restou.

E agora menino, como é?

Acho que é isso e ponto e gole,
voce sorri
pois é

toda essa confusão
é meu truque de mulher.




quarta-feira, 2 de abril de 2014

Carmem

A vila ensolarada é triste,
lembra quando os escombros eram alegria
muito tempos antes de serem escombros.

A vida rasteja nas filas e eu olho o horizonte,
a pequena casa onde homens eram apenas homens.

A sombra da oliveira ceifada
recorda a colheita preterida

Agora o bosque é escuro e doloroso,
nao há mais tanta vida.

A vila ensolarada me faz querer a morte,
lembro quando eramos felizes
tempo distante.

Era essa a nossa sorte?

A tarde, o sol e a ausencia.
O punhal frio da loucura,

querendo escalar a minha auto-estima,
a vila e o sol me deixam cinza

aqui ja aconteceu vida.

Tempo, tempo.

O pequeno pároco atravessa a praça central,
terno limpo de rapaz do interior,
sombras dos sonhos que já não sonha mais.

A vida mandou noticias e seu ultimo recado 
foi rastreado em Bogotá.

Dieta Prussiana
Dieta Prussiana
Dieta Prussiana

E qual a sua cor predileta?

O coração bate 
em três tempos,
feito a valsa 
que lhe foi negada.

Oração dominical,
ícones de um passado inventado.

Quando a loucura invadir a cidade, 
não haverá cerco ou fortaleza

capazes de reter a tristeza
verter a conversão em felicidade.

''Humilde senhor do interior
que habita os campos ao norte,

por favor me faça atravessar os seculos,
me banhe no rio onde toda a dor
é redenção...''

Coral de concreto onde o mar se atira e acalma,
rebanho de ideias sem sentido,

a vida alcança o tempo,
mas o tempo 
não parece disposto a negociar.

O pequeno pároco olha o céu de junho,
mil anos atravessam sua retina:

A sombra dos sonhos
repetindo a separação silábica
do coração,

o coração bate em três tempos.

Parece a valsa 
que me foi negada.

segunda-feira, 31 de março de 2014

Malaysia Airlines

Pouco me importa a Crimeia agora,
e tudo que eu posso supor:

posso te beijar?

Pouco me importa a Malaysia Airline,
meu corpo adormecido 
quer emergir como um boing 777

e olhar seus olhos com um olhar 
que ainda nao testei em outras.

Por isso agora me detenho diante
de um arquivo inumeravel
daquilo que suponho.

Componho versos, 
imerso em rimas 

que a poesia não cuida em ajudar.

Atravesso a rua, tomo um taxi
e a noite anterior,
agora repousa numa das frações

minha barba cresce, 
meus olhos estão cansados demais.

O que fazer agora?

Eu vou tomar meu chá,
falar um pouco de besteira.

E sei la, deixar de dizer tanto bom dia.

Pouco me importo com as duas Coreias,
quero que se dane tambem a Crimeia,

eu fico parado, olhando o transito 
e reparando em carros,

em tudo, um todo ausente
como se a vida fosse um presente perpetuo
sem direito a ensaio ou boa acustica.

Eu so sei que te vi e agora guardo essa visão comigo

e quando fechos os olhos repriso e retrocedo,
medo de sermos sós
e só amigos.

sexta-feira, 28 de março de 2014

Canção para Hera

Na margem da ansiedade
esperei ate agora

a hora
de saciar a vontade

Verdade,
é bem pouco tempo,
mas para que dezembro

se ainda é março?

eu marco o salto
e finjo a fuga

O beijo não tem culpa,
para que culpar?

bocas são só bocas
até beijar.

quarta-feira, 26 de março de 2014

Quase um poema, muito mais uma pergunta e espero nao ser um problema.

Fica
um pouco
meu abraço

Sem nó,
só laço.

E quando é muito cedo
ou
 ate onde ir antes do até muito tarde?
Sequer uma semana e
já é muito 
percorrer os dias
- vontade -

sorriso sonoro de verão 
                                caloroso.

terça-feira, 25 de março de 2014

Sobre a Marcha Nazista sem deus e com a família de bem.

E aí eu que não sou Cristão fico pensando:
Será que se Jesus fosse naquela marcha ou mesmo na Marcha para Jesus, seria bem recebido?
Quer dizer, acho que ele seria chamado de comunista e expulso aos ponta-pés.
Eu não tenho medo dessa marcha, gente paranoica está sempre próxima da sociopatia ou da síndrome do pânico. Mais dia menos anti-depressivos ou uso constante de cocaína, essas senhoras e seus netos skinheads, estarão bordando mortalhas para si.
Só não podemos sossegar, agora ficou claro que existe uma direita no Brasil e uma direita raivosa, mas essa gente morre. Gente do século passado e com mentalidade medieval e histérica.
E quando um desses argumentar é fácil responder:
Já fazem 50 anos, o sonho deles nasceu morto. Sonho feio de quem nunca comungou do amor ao próximo.

Camarada Zé

quarta-feira, 19 de março de 2014

Sobre Villa

Quando se fala de revolução mexicana, muito se fala sobre Zapata, mas para mim a figura maior sempre será Pancho Villa. 

O ladrão de cavalos, o homem que passou um trote as autoridades de fronteira do Mexico e dos EUA, roubando assim um trem recheado de ouro e armas, por coincidencia o garoto que resolveu cair no mundo ao ver a irmã estuprada pelos peões de um senhor de terras ao norte.

O mesmo destemido centauro que apesar dos inumeros rotulos de tequila com seu nome estampado, jurou nunca beber uma gota de alcool - no fatidico dia do estupro de sua irmão, seu pai não reagiu pois estava muito bebado.

Villa representa cada homem e mulher latino americano, vitima da sanha de outros tantos e tantos senhores de terra ou de bens na america latina.

Desculpem os zapatistas, mas eu fico com o Villa, aquele mesmo que povoa lendas dos homens e coyotes que vagam pelo norte do Mexico, ali mesmo na fronteira com o diabo.

terça-feira, 18 de março de 2014

Sobre quando a beleza flertou com a guerra.

Café da manhã sem cerimonia,
ela não costumava não estar,
e agora percebe:

Nem sempre houve aqui,
antes era só você.
Agora a sopa esfria devagar,
o silencio nos intervaldos de algum disco.

Sem oxigenio o bastante,
dividindo o quarto com o cigarro aceso,

as vezes o sono custa a chegar,
dificil despir a cara para vestir a paz,

quando não é silencio
e parece muito com solidão,
dou uma volta, ninguem pra me esperar.




Dionisio partiu

Não precisa descer a escada,
sem elevadores, a luminaria quebrou,
os pneus foram roubados, palavras...

Enquanto ouviam o tempo, acordei,
duas horas até essa dor.

Recolho os artefatos, penso um pouco
e nada durou o bastante.

Ao menos acordei.

trabalhei a semana inteira,
com o que se parece aquela nuvem?

Labios vermelhos,
como uma canção antiga
ao ser redescoberta

não vou cair da cama daqui a pouco,
a vida é bela!

Pelo menos costumo achar isso.